César Nunes

César Nunes

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Licenciado em Filosofia, História e Pedagogia. Professor da UNICAMP, estudioso de Platão, pesquisador da área de Ética e Educação.

20/05/2026

A vida não é necessariamente o que a gente pensa que ela seja, e nem pode se tornar aquilo que a gente deseja que deva ser! Vai saber!!

14/05/2026

Eu me alimento de arte. Modo de dizer! Viajo sempre que posso para sítios históricos e arqueológicos, visito museus, teatros, pinacotecas, territórios e campos, busco ver e admirar as obras clássicas, as marcas do tempo e da ação humana na história. Vi essa pequena estátua corroída por dois milênios de história. É do século IV a.C. em Atenas. Chama-se "(...) O pedagogo e duas crianças." Fico encantado em olhar e pensar (e sentir) a beleza dessa estatueta e o que ela significa até hoje! Deleitem se.

10/05/2026

Dia das mães é dia de lembrar da mãe da gente. Assim sem tristeza, só com saudades. Pois mães são uma das mais plenas expressões da vida! Mães e vida se entrelaçam consubstanciadamente. E as mães são eternas. Vivem nos filhos e filhas. Vivem em nós. Salve Maria Helena!

10/05/2026

Há momentos que você espera 67 anos para acontecer!

Photos from César Nunes's post 15/03/2026

Ontem, 14 de Março, lembrei que foi o dia da morte de Karl Marx (1818-1883), num bairro da periferia de Londres. Foi no dia 14 de Março de 1883. Reproduzo aqui um trecho do discurso que seu amigo F. Engels (1820-1894), proferiu em seu sepultamento. Este texto funerário foi publicado pela primeira vez no Der Sozialdemokrat, nº 13 em 22 de março de 1883). Apresento aqui a tradução de Marcelo da Silva Reis, diretamente do alemão, confrontado com as versões em inglês e espanhol. É uma lição de método e um penhor de testemunho de uma das mais belas e fecundas amizades. Acompanhem- me.
DISCURSO: "Em 14 de março, quando faltavam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador do presente. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de encontrarmos ele em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.
O que o proletariado militante da Europa e da América, o que a ciência histórica perdeu com a perda desse homem é impossível avaliar. Logo evidenciar-se-á a lacuna que a morte desse formidável espírito abriu.
Assim como Darwin em relação a lei do desenvolvimento dos organismos naturais, descobriu Marx a lei do desenvolvimento da História humana: o simples fato, escondido sobre crescente manto ideológico, de que os homens reclamam antes de tudo comida, bebida, moradia e vestuário, antes de poderem praticar a política, ciência, arte, religião, etc.; que, portanto, a produção imediata de víveres e com isso o correspondente estágio econômico de um povo ou de uma época constitui o fundamento a partir do qual as instituições políticas, as instituições jurídicas, a arte e mesmo as noções religiosas do povo em questão se desenvolvem, na ordem em elas devem ser explicadas – e não ao contrário como nós até então fazíamos.
Isso não é tudo. Marx descobriu também a lei específica que governa o presente modo de produção capitalista e a sociedade burguesa por ele criada. Com a descoberta da mais-valia, iluminaram-se subitamente esses problemas, enquanto que todas as investigações passadas, tanto dos economistas burgueses quanto dos críticos socialistas, perderam-se na obscuridade.
Duas descobertas tais deviam a uma vida bastar. Já é feliz aquele que faz somente uma delas. Mas em cada área isolada que Marx conduzia alguma pesquisa, e estas pesquisas eram feitas em muitas áreas, nunca superficialmente, em cada área, inclusive na matemática, ele fez descobertas singulares. Tal era o homem de ciência. Mas isso não era nem de perto a metade do homem. A ciência era para Marx um impulso histórico, uma força revolucionária. Por muito que ele podia ficar claramente contente com um novo conhecimento em alguma ciência teórica, cuja utilização prática talvez ainda não se revelasse – um tipo inteiramente diferente de contentamento ele experimentava, quando tratava-se de um conhecimento que exercia imediatamente uma mudança na indústria, e no desenvolvimento histórica em geral. Assim por exemplo ele acompanhava meticulosamente os avanços de pesquisa na área de eletricidade, e recentemente ainda aquelas de Marc Deprez. Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação – essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no ‘Rheinische Zeitung’ (1842), no parisiense ‘Vorwärts’ (1844), no ‘Brüsseler Deutsche Zeitung’ (1847), no ‘Neue Rheinische Zeitung’ (1848-9), no ‘New York Tribune’ (1852-61) – junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto – em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultrademocratas, competiam em caluniá-lo. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de ar**ha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade. Ele faleceu reverenciado, amado, pranteado por milhões de companheiros trabalhadores revolucionários – das minas da Sibéria, em toda parte da Europa e América, até a Califórnia – e eu me atrevo a dizer: ainda que ele tenha tido vários adversários, dificilmente teve algum inimigo pessoal. Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra!".
F. ENGELS.
PS: Para ler e reverenciar um dos grandes seres humanos que esticaram os horizontes de todos nós! Bom domingo! Venceremos!

08/03/2026

O dia 08 de Março é um dia de lutas. Refere-se à tradição conjunta de muitas lutas protagonizadas pelas mulheres, desde o final do século XIX, acentuando-se no início do seculo XX, reunindo enfrentamentos coletivos das mulheres operárias nos EUA, das mulheres trabalhadoras na Rússia, depois na construção histórica e política da URSS, das mulheres sufragistas inglesas, entre outras tantas lutas, sempre marcadas pela coragem e pela ousadia revolucionária. Trata-se de uma data definida pela ONU em 1975 para lembrar sempre a contínua batalha social das Mulheres que lutaram(e lutam!) por todos os seus direitos, sobretudo reivindicavam a igualdade no trabalho e a igualdade de gênero nos direitos civis, e que foram brutalmente assassinadas, queimadas, presas, abusadas, vilipendiadas, por organizarem um coletivo de intervenção política e de luta conjunta pela igualdade econômica, cultural e política das mulheres. É uma data que evoca reflexão, exige uma tomada de consciência, relembra atitudes de solidariedade e revitaliza a disposição para continuar a atitude dessas Mulheres proletárias de origem - eram trabalhadoras da indústria têxtil - na direção da superação dessa milenar cultura patriarcal e machista que permeia o mundo do trabalho e atinge toda a sociedade que o envolve. A luta pela dignidade e pela igualdade de gênero é a primeira dimensão da luta de classes. Nesse dia quero saudar toda a luta e toda a causa da emancipação da condição feminina. As estatísticas mostram que a violência estrutural contra a Mulher reproduz-se barbaramente em nossa sociedade e cultura atual. O feminicídio, o assédio moral e sexual, a violência real e simbólica estão presentes nas estatísticas trágicas de nosso país. Recuperar o sentido original dessa data é preservar o seu valor. Um dos mais ardilosos desserviços que o discurso patriarcal pode fazer com a história política da luta feminina é exatamente esse que se assiste hoje: expropriar seu sentido ontológicosocial e político, descaracterizar sua organicidade, inverter sua memória e fraudar sua significação política e social. Transformar o 08 de Março em uma variação apelativa do dia da identidade machista da representação do feminino, com elegias e liturgias simulacradas que exaltam uma feminilidade servil, subserviente, maternalista, com rosas e lugares-comuns colonizados pelo estereótipo de " amélias" e distantes da denúncia de Chico Buarque na antológica "mulheres de Atenas" é não compreender sua verdade histórica e sua vibrante e revolucionária vanguarda política. 08 de Março, dia de conscientização e de lutas pela igualdade de gênero e pela dignidade humana. Na Marcha das Mulheres pelas ruas do mundo todo, no Brasil, na Palestina, no Irã, na Ucrânia e nos EUA, entre tantas outras arenas do mundo, eu vi a coragem, a riqueza e a força deste movimento político fundamental para a transformação de nossa sociedade. Salve 08 de Março!

19/01/2026

Crônicas de Domingo 095

Depois de um descanso gratificante de fechamento do ano de 2025, seguido pela esperançosa entrada nesse ano abençoado de 2026, estou retomando esse espaço de escrita. E hoje estou pensando intensamente como a vida é exigente. Passei o dia pensando nisso. Janeiro é meu tempo de pensar na vida. Pois no dia 31 de janeiro vou completar 67 voltas ao redor do sol, como eu sempre digo. Isso me deixa assim, um tanto existencialista. Parece lugar comum, mas a vida passa muito rapidamente. Tenho sentido essa rapidez. Eu não tenho a ilusão da "eterna juventude". Tenho clareza de que cada tempo ou cada etapa de nossa existência é única, absoluta, insubstituível, e não volta mais. A vida é mesmo assim, inexorável. Desse modo, não me afino muito com as expressões: - " estou velho por fora, mas por dentro sou jovem!" - não posso concordar. Não concordo nem mesmo com essa esquizofrenia descritiva, expressando que um é o lado de dentro, e que outro seria o lado de fora. Acho que somos uma integralidade; tensionada, sim, complexa e dialética, sim, mas somos uma totalidade. Então, o envelhecimento igualmente é pleno, marcado pela dinâmica da mesma totalidade. Eu envelheço por fora e por dentro, nada pode suspender isso. Pode até haver descompassos, apegos, ilusões. Mas nada detém o fenecimento dos sentidos. A única alternativa ao envelhecimento é morrer cedo, precocemente. Viver é, de fato, envelhecer. E não tem essa conversa fiada de "aprender a envelhecer", num sentido desertor. Tenho razão em dizer que o conceito de envelhecimento carrega um estigma. Então temos que mudar a significação social, criar uma nova estética, para a dinâmica existencial da nossa vida. Mas não é lógico, nem justo, negar o envelhecimento benfazejo. Eu envelheço com algum viço e com apreço. Eu amo viver. Compenso coisas e fatos, reconheço. Mas, estar de bem com a idade não pode reduzir-se a olhar para uma juventude idealizada, situada no passado. Temos que encontrar um sentido bom e pleno é no presente. Mesmo o tal do futuro, que ninguém verá, é incerto, é possibilidade. O Pessoa me ensinou: " (...) não terei preferências para quando já não puder ter preferências". Temos o dia. E a noite. E a lua cheia, esplendorosa. E temos a nossa vida. Inalienável, insubstituível, inexorável, invendável e imprestável. Não se vende nem se empresta. A linguagem é mesmo uma fonte de mal-entendidos. Bons pensamentos nesse ano de 2026!

02/01/2026

Que nossas motivações e compromissos com a Educação e com nossas escolhas coletivas sejam renovadas para este ano e que 2026 seja um ano de luta e de muitas conquistas!
Feliz ano novo! 🌟

31/12/2025

Logo mais será 2026! Os novos tempos são oportunidades de novas escolhas, são chances de necessárias revisões e tornam-se possibilidades de originais sínteses. Convido a todos(as) a entrar nesse promissor ano com quatro inabaláveis disposições: o sagrado amor à vida, a defesa da dignidade humana, a revolucionária esperança e o dedicado cuidado com nossa casa comum e para com os que mais precisam. Um ano novo não é um tempo pronto, determinado, jogado sobre nós por todas as versões conservadoras do tema demiúrgico do destino, não somos passivos, "somos nós que fazemos a vida, do jeito que der, e puder e vier", ensinava o Gonzaguinha. Um ano é uma construção, demanda inúmeras lutas e infindáveis ações. O critério da verdade é a prática social. Tenho tido algumas dificuldades para manter de pé as infindáveis esperanças que povoam minha alma nesse dia. Pensei em não escrever nada, só decidi escrever por acreditar que as categorias "velho" e "novo" são insuficientes para compreender e definir sinceramente a dialética da vida. Nessa nesga de arbitrariedade reside minha fé, mais do que as minhas convicções ou possíveis certezas e projeções. Vamos retomar a construção dos horizontes democráticos, humanistas e justos, tão barbaramente descurados nesses anos todos. Vou buscar reconstruir conceitos e categorias necessárias para enxergar melhor a vida. Vou permanecer vigilante, com uma espada e um candeeiro à mão. A espada para defender o que foi constituído com tanto zelo, antes desse desvario que ainda está presente em nossa sociedade. O candeeiro para não perder o lume, nem o rumo. Não vou rir nem chorar mais. Vou continuar a fazer o que sempre fiz, - lutar, educar, amar. Quero estar com os que estiveram comigo nas derrotas, para construir solidariamente a vitória coletiva do bom senso. Em 2026 quero estar com quem sente comigo os sonhos e as dores do mundo. Vou acolher os ingênuos, mas quero me afastar definitivamente dos medíocres, dos maldosos, quero me apartar completamente dos injuriosos e de toda forma discursiva da razão perversa. Não tenho ilusões, não será fácil, nosso país foi quebrado, moído, dilacerado e não é fácil reconstruir e unir. Lucidez, coragem, ombro amigo e aprendizado: será um ano de enfrentamentos e de decisões coletiva. Não será um ano fácil, nunca é. Vamos manter a energia coletiva, "ninguém larga a mão de ninguém" - foi o que eu pedi há anos atrás. Agora sigamos de mãos dadas, à frente, na direção da utopia histórica! Feliz 2026!

Cesar Nunes

23/12/2025

Feliz Natal e um próspero Ano Novo! Que essas festas sejam momentos de contemplação, de recuperação emocinal e de reconhecimento das lutas e conquistas de 2025.

18/12/2025

Em 2026, a volta com fôlego renovado para um ano de reafirmação da Editora!

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