24/01/2024
Este é nosso curso de introdução à comunicação não-violenta. É indicado para leigos e também para aqueles que ouviram falar, leram materiais, mas nunca praticaram seriamente.
O curso lhe proporciona uma profunda reflexão sobre a linguagem e sobre a violência, e lhe capacita a se expressar e a ouvir de formas que favorecem a conexão, a paz e a compreensão.
Se você quer aprender a compreender melhor a comunicação intra e interpessoal, venha conosco. Indique também para outras pessoas que possam se interessar. Ficaremos muito gratos!
As inscrições para a próxima turma do curso estão abertas! A inscrição pode ser feita até dia 28/02 e o curso inicia dia 06/03. É indicado para leigos e também para aqueles que ouviram falar, leram materiais, mas nunca praticaram seriamente a CNV.
Um abraço e até breve!
INTRODUÇÃO À COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA: ESTUDO E PRÁTICA
© Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. Desenvolvido por DTIC - Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação.
31/08/2023
É como dizemos na CNV: o que é importante ouvir está, em geral, além das palavras ditas, é aquilo que está vivo em mim e no outro.
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29/08/2023
Uma participante da turma introdutória em andamento, Teresa, expressou um aspecto importante das necessidades de um modo que gostei bastante.
Ela partilhou a percepção de que algumas necessidades estão tranquilas pois há muito são cuidadas em nossa vida e, portanto, podem não ser prementes, urgentes, em um dado momento, dando lugar a necessidades mais urgentes que não estão sendo atendidas como gostaríamos.
Esse é um aspecto muito importante das necessidades, especialmente quando estamos em contextos de violência estrutural. Necessidades que, por conta das estruturas e sistemas de dominação em que vivemos, são constantemente violadas emergem com muito mais urgência e premência para as pessoas afetadas.
Assim, embora o respeito seja importante para todos, numa situação em que alguém é afetado por racismo, por exemplo, eu penso que as necessidades de dignidade, respeito, equidade, em relação à pessoa afetada são mais urgentes do que a necessidade de respeito da pessoa autora da violência. Ou seja, eu optaria por primeiro acolher e resguardar a pessoa afetada, para só num segundo momento estender empatia à pessoa autora da violência.
Eu faria isso não por ver uma como sendo mais humana que a outra, mas por entender que há uma urgência em quem se vê recorrentemente afetado pela violência estrutural.
Essa é uma reflexão complexa, mas importante. Como é isso para você?
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25/08/2023
A 12ª turma do curso introdução à comunicação não-violenta está com inscrições abertas e começa no dia 18 de setembro. O valor de inscrição é R$490,25, que podem ser divididos em até 3x no boleto ou no cartão de crédito.
Nosso curso online de oito semanas integra videoaulas teóricas com encontros ao vivo para prática, além de disponibilizar exercícios complementares facultativos, para aquelas pessoas que desejam se aprofundar mais sobre a CNV nas oito semanas do curso.
As aulas contam com práticas coletivas, práticas em duplas ou trios, momentos de partilha e exercícios de atenção plena (mindfulness) direcionados ao desenvolvimento da consciência da CNV. Os encontros ocorrem via Zoom e utilizamos o Google Classroom para disponibilização de materiais, atividades e para interação.
Se você sente a necessidade de se expressar e ser capaz de ouvir de forma mais consciente, para ter relações mais plenas, autênticas, compassivas e se deseja transformar seus conflitos internos, bem como os conflitos em torno de você, este curso pode ser um importante passo.
O link para inscrição está disponível em nossa bio. Venha!
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25/08/2023
No Treinamento Intensivo Internacional de CNV (IIT Brasil 2023) que ocorreu há algumas semanas, tive a boa fortuna de estar em uma sessão da facilitadora Kristin Masters (EUA), em que ela utilizou a técnica da encenação de um modo que me marcou muito.
O tema era quatro formas de ouvir uma mensagem difícil, isto é, quatro formas de reagirmos quando alguém nos diz algo que não gostamos: culpar a nós mesmos, culpar o outro, fazer autoempatia ou empatizar com a outra pessoa.
Quando Kristin se sentou na "terceira cadeira", a da autoempatia, foi para mim um momento de profundo impacto e discernimento. Ali, ao dramatizar de forma tão tocante o papel de uma pessoa trazendo à tona seus sentimentos e necessidades mais profundos, pude entender o que Marshall Rosenberg quis dizer, quando muitas vezes falou que receber o que está vivo no outro é o maior presente.
É um presente lindo.
Pensei nas várias oportunidades que perdi de receber este presente, por não saber escutar com "orelhas de girafa", por me perder nas palavras da pessoa e me desconectar do coração dela. Ao presenciar a encenação da Kristin, algo mudou em mim. De repente, me senti muito mais capaz de ouvir palavras difíceis do outro, porque agora sei o maravilhoso tesouro que está por trás delas. Sei o que a pessoa realmente quer expressar. Agora, não tenho mais medo das palavras e posso realmente vê-las como janelas.
Ao contrário, agora estou curioso e ansioso para receber este lindo presente.
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17/08/2023
Linguagem "estática" na CNV diz respeito a formas de comunicação que se baseiam principalmente no uso de rótulos e outras formas de avaliações e julgamento moralizador. Estes elementos são estáticos na medida em que nos induzem a enquadrar as pessoas e situações de um modo reduzido e congelado, como se não pudessem ser vistas de outra forma.
É o que acontece quando chamo alguém de "egoísta" ou "violento" ou, ainda, elogios, tal como "atencioso". Mesmo para situações, como em "Seu comportamento é absurdo", estou também reduzindo e congelando aquilo, como se não pudesse ser visto de outra forma.
Além do caráter redutor, estático, esse tipo de linguagem tende a produzir o que Marshall chamou de "profecia autorrealizável", isto é, as pessoas e situações tendem a corresponder aos rótulos que eu atribuo a elas, seja por ressentimento (críticas), seja por medo de decepcionar (elogios), o que se transforma numa forma de prisão.
A CNV propõe então uma linguagem dinâmica que faz referência a processos em constante mutação. Ao invés de "egoísta", posso dizer "Te vejo nesse momento cuidar apenas da sua necessidade e não te vejo considerar as dos outros". Ao invés de "atencioso", algo como "Ver você checar a cada 30 minutos se todos estão confortáveis com o ar condicionado me conforta". Ou seja, eu falo do que está vivo em mim ou no outro a cada instante, ao invés de focar em generalizações.
Quer aprender mais sobre CNV? Temos um curso online com inscrições abertas! Saiba mais clicando no link da bio.
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13/08/2023
Pense nessa situação: seu chefe tenta te elogiar na frente da equipe dizendo algo como “Essa mulher é uma excelente profissional, pois sabe controlar suas emoções”.
No mundo em que vivemos, sabemos que por trás desse comentário há o estereótipo de que mulheres tendem a ser desequilibradas, excessivamente dramáticas, demasiado emotivas, etc.
Todos nós sabemos que esse imaginário está aí, no ar, e que, por isso, esse tipo de “elogio” tem enormes chances de causar desconforto em quem o recebe, para dizer o mínimo.
Ao notar o desconforto ou ter a atenção chamada para ele, é muito provável que o emissor comece rapidamente a se justificar, dizendo que não era a intenção, que ele queria mesmo fazer um elogio e celebrar sua satisfação. Conhecemos essas situações, não é?
Acontece que ver o outro se justificar pode aumentar a dor de quem foi impactado(a).
Então, que tal se você simplesmente começar a reconhecer o impacto negativo que seu comportamento teve e não tentar escapar do sentimento de vergonha, culpa, medo, que isso gera? Que tal demonstrar que sente muito e se comprometer a ser mais atento(a) e cuidadoso(a)?
O que acha?
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07/08/2023
Uma nova turma do curso de introdução à CNV começou hoje. É a décima primeira em dois anos e meio de existência do curso. Quanta alegria e gratificação isso me dá!
Venho para essa com a energia e inspiração que o IIT Brasil ( ) me trouxe e já começamos o curso refletindo sobre a violência e sonhando com o mundo que desejamos!
Que possamos encher esse mundo de girafas! 😊🦒🦒🦒
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22/07/2023
Necessidades estão no núcleo do processo da CNV. Para ilustrar isso, trago algumas passagens do livro "The Heart of Nonviolent Communication" ("O Coração da Comunicação Não-violenta"), de Stephanie Mattei e Kristin Collier, que capítulo 8 exploram a distinção entre necessidades e estratégias:
"Partilhadas universalmente, nossas necessidades miram nos sustentar na vivência de uma vida fisicamente, psico-emocionalmente, socialmente, e espiritualmente plena." (p. 145)
"Podemos aprender a tocar essa energia de necessidades de maneiras que efetivamente sustenham a vida dentro de nós, individualmente e em comunidade." (p. 146)
"Necessidades, como uma força vital, permanecem como um motivador sempre presente, independente de qualquer pessoa, local, ação, momento ou objeto particular." (p. 146)
"Manter uma consciência de necessidades independentemente de estratégias, [...], contribui para maior compreensão, liberdade e escolha." (p. 148)
Em suma, aprender a reconhecer, tocar e manter necessidades, nossas e dos outros, em nossa consciência a cada momento é o caminho para profundas transformações individuais e coletivas.
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19/07/2023
Nossa comunidade não para, nem em mês de férias! Ontem tivemos um encontro rico sobre o impacto do pensamento julgador. A Girafando é uma comunidade que nos ajuda a manter nossa vivência e aprendizado da CNV, mas também um espaço de acolhimento mútuo e trocas empáticas. Se quiser vir, acesse o link na bio. Você será muito bem vinda(o)!
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11/07/2023
Muitas pessoas após um contato superficial com a Comunicação Não-Violenta, a identificam com submissão, com "ser bonzinho", com repressão da raiva e outros comportamentos conhecidos como "passar pano" para a violência dos outros sobre nós.
Este é um infeliz engano que resulta, em minha visão, da dificuldade de muitas pessoas de operarem fora de um paradigma de submissão e rebelião. Todos nós fomos educados nesse paradigma, em que sempre há um vencedor e um perdedor, em que há quem mereça recompensa e quem mereça punição.
Embora seja desafiador, a CNV nos convida e habilita a operar noutro paradigma: o restaurativo. Neste, não permitimos que nos obriguem a rebelar ou submeter, nem ficamos satisfeitos com situações de perde-ganha.
Viver a CNV significa, para mim, coragem, firmeza, força, assertividade e ação. Assim aprendemos a estabelecer relações em que temos o respeito que queremos e a respeitar igualmente os demais.
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