Museu do Forte Anhanguera

Museu do Forte Anhanguera Página destinada a divulgar o Museu do Forte Anhanguera, seu acervo e pesquisas

O Alferes Francisco de Paula Nogueira, porta-bandeira do 7º Corpo de Voluntários da Pátria, é uma das figuras mais emble...
18/07/2026

O Alferes Francisco de Paula Nogueira, porta-bandeira do 7º Corpo de Voluntários da Pátria, é uma das figuras mais emblemáticas da participação paulista na Guerra do Paraguai. Sua trajetória combina bravura, juventude e sacrifício, tornando-o um símbolo da memória campineira e nacional.

Quem foi Francisco de Paula Nogueira
Nascido na Fazenda Chapaao em Campinas, em 1841, filho do Major Luciano Teixeira Nogueira e de Francisca de Paula Ferraz.
Alistou-se em abril de 1865, quando São Paulo organizava seu batalhão de voluntários da Pátria.
Foi comissionado como alferes porta-bandeira, função de grande risco, pois o estandarte era alvo preferencial dos inimigos.
Participou de combates decisivos como a Ilha da Redenção (Itapiru) e a Batalha de Tuiuti, sempre à frente com a bandeira paulista.

Sua morte em 18 de julho de 1866
O 7º Batalhão recebeu ordens de atacar posições entrincheiradas paraguaias na Isla Carapá, durante o grande combate de Potrero Sauce (Batalha de Sauce).
O terreno era desfavorável e os brasileiros caíram numa emboscada, sofrendo milhares de baixas.
Francisco Nogueira tombou nesse ataque, atingido pela artilharia inimiga, ainda empunhando a bandeira do 7º BVP.
Seu sacrifício foi lembrado como ato de heroísmo: a bandeira, rasgada e suja pela metralha, sobreviveu e retornou ao Brasil em 1870 como relíquia.

Legado e memória
Em Campinas, sua história foi celebrada em conferências, genealogias e poemas.
O mais famoso é “A Bandeira do 7º” (1911), de Benedito Otávio de Oliveira, que exaltava o estandarte paulista levado por Nogueira.
Documentos da época registram que o 7º BVP de S Paulo recebeu a insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro, em reconhecimento ao heroísmo na Ilha da Redenção.

Sua morte reforçou a imagem do jovem campineiro como símbolo do patriotismo paulista, lembrado como “um herói campineiro” que deu a vida pela pátria.

Francisco de Paula Nogueira representa o espírito dos Voluntários da Pátria: jovens civis que, mesmo sem preparo militar, assumiram o peso da guerra e marcaram a história. Sua bandeira, guardada como relíquia, é até hoje um testemunho da bravura paulista.

A Bandeira e o Porta‑Bandeira do 7º Batalhão de Voluntários da PátriaNo dia 9 de julho de 1865, a Catedral da Sé recebeu...
14/07/2026

A Bandeira e o Porta‑Bandeira do 7º Batalhão de Voluntários da Pátria

No dia 9 de julho de 1865, a Catedral da Sé recebeu uma cerimônia solene: senhoras paulistas entregaram ao 7º Batalhão uma bandeira bordada em seda, abençoada pelo bispo Dom Sebastião Pires do Rego. O pendão foi entregue ao comandante Tenente‑Coronel Francisco Joaquim Pinto Pacca e passou às mãos do jovem alferes campineiro Francisco de Paula Nogueira, porta‑bandeira da unidade.

Essa bandeira acompanhou os paulistas em seus maiores feitos: tremulou na Ilha da Redenção (abril de 1866), quando o 7º foi a primeira tropa a pisar em solo paraguaio, e brilhou na Batalha de Tuiuti (24 de maio de 1866), a maior batalha campal da América Latina. Rasgada pela metralha e suja pelo fogo, tornou‑se símbolo da resistência paulista.

Mas o destino do porta‑bandeira foi trágico. Em 18 de julho de 1866, durante o ataque às posições inimigas em Isla Capará (também chamada Potrero Sauce), o 7º BVP enfrentou fogo cerrado de artilharia. Francisco de Paula Nogueira tombou, atingido por estilhaços, mas o pendão não caiu: outro oficial o segurou, mantendo‑o erguido.

Pela bravura, o 7º recebeu a insígnia da Imperial Ordem do Cruzeiro. Após o fim da guerra, em 27 de abril de 1870, a bandeira foi entregue ao Cabido da Sé de São Paulo, onde permanece até hoje como relíquia histórica — desbotada, mas gloriosa, guardando em seu tecido a memória dos paulistas que lutaram pela Pátria.

Homenagem aos Soldados Constitucionalistas de Campinas“A glória deles nunca envelhece, e sua memória será honrada para s...
29/06/2026

Homenagem aos Soldados Constitucionalistas de Campinas
“A glória deles nunca envelhece, e sua memória será honrada para sempre.” — Péricles, Discurso Fúnebre

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, todos os quartéis do Exército em São Paulo aderiram à causa constitucionalista, defendendo a democracia e a Constituição.

Em Campinas, foi inaugurado em 1935 o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, na entrada do Cemitério da Saudade. Na fachada, 16 nomes foram eternizados — e 10 deles pertenciam ao Exército Brasileiro, jovens que tombaram em combate pelos ideais constitucionalistas.

Os 10 soldados do Exército homenageados

Sd Dario Ferreira Martins – 4º Batalhão de Caçadores (Santana/SP) – morto em 16/07/1932, em Ubatuba

Sd Aristides Xavier de Brito – 2º Regimento de Cavalaria Divisionário (Pirassununga) – morto em 22/07/1932, em Guaratinguetá

Sgt Antonio de Oliveira Fernandes – 2º Grupo de Artilharia de Montanha (Jundiaí) – morto em 29/07/1932, em Buri

Sd José Pedro dos Santos – 3º Batalhão do 5º RI (Campinas) – morto em 31/07/1932, em Queluz

Sd Nicola Roseli – 3º Batalhão do 5º RI (Campinas) – morto em 07/08/1932, no Túnel da Mantiqueira

Sd Fausto Feijó – 3º Batalhão do 5º RI (Campinas) – morto em 10/08/1932, em Pinheiros

Sd José Fonseca de Arruda – 3º Batalhão do 5º RI (Campinas) – morto em 27/08/1932, no Túnel da Mantiqueira

Sd Francisco Duprat Coelho – 3º Batalhão do 5º RI (Campinas) – morto em 27/08/1932, no Túnel da Mantiqueira

Sd Nabor de Moraes – 3º Batalhão do 5º RI (Campinas) – morto em 31/08/1932, no Túnel da Mantiqueira

Cb Sandoval Meirelles – 3º Batalhão do 5º RI (Campinas) – morto em 05/09/1932, no Túnel da Mantiqueira

Esses soldados representam o sacrifício máximo em nome da Constituição e da liberdade. Campinas honra seus filhos que, como disse Péricles há mais de dois milênios, conquistaram uma glória que nunca envelhece e uma memória que será honrada para sempre.

Obs: Imagem das placas de Bronze que haviam na parte traseira do Mausoleu (algumas reproduzidas por IA) - Atualmente so existem as fotos dos Constitucionalistas.

o 4º Batalhão de Caçadores era o Quartel do Exército em Santana (São Paulo) atualmente 37º BIMec (Lins), f**ava aquartel...
29/06/2026

o 4º Batalhão de Caçadores era o Quartel do Exército em Santana (São Paulo) atualmente 37º BIMec (Lins), f**ava aquartelado onde atualmente f**a o CPOR São Paulo

DÁRIO FERREIRA MARTINS
Nascido em Batatais, SP, no dia 19 de outubro de 1901, era filho de Benedicto Baptista Martins e de Dona Adelina Ferreira Martins.
Era soldado do 4º Batalhão de Caçadores, servindo sob o comando do Capitão Edgard Armoud.
Foi morto em Ubatuba, em 16 de julho de 1932, em decorrência de ferimentos sofridos nos primeiros choques ocorridos no litoral.
Foi sepultado em Ubatuba e posteriormente transladado para Campinas.

29/06/2026

NICOLA ROSELLI
Nascido em Campinas, SP, no dia 10 de agosto de 1916, era filho de Remo Roselli e de Dona Cecília Roselli.
Era membro do Tiro de Guerra 176, em Campinas, quando foi convocado para a 9ª Companhia do 3º Batalhão do 5º Regimento de Infantaria, servindo sob o comando do Coronel Antonio Alexandrino Gaya.
Faleceu em 7 de agosto de 1932, cinco dias após ser ferido por estilhaços de granada nos combates do Túnel da Mantiqueira.

Endereço

Avenida Soldado Passarinho 1601 Fazenda Militar Do Chapadão
Campinas, SP
13070091

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 16:00
Terça-feira 10:00 - 16:00
Quarta-feira 10:00 - 16:00
Quinta-feira 10:00 - 16:00
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