28/11/2025
É com orgulho que compartilho que o meu pôster, “Vibe Coding como Caminho para o Letramento Crítico em IA na Educação Superior”, foi reconhecido entre os melhores apresentados no X Seminário de Inovações Curriculares, realizado na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp entre os dias 4 e 6 de novembro.
Como reconhecimento, o estudo foi selecionado para publicação na forma de artigo completo nos anais do evento, com previsão de lançamento para junho de 2026.
No trabalho, investiguei o uso do "vibe coding" (programação via linguagem natural) como estratégia pedagógica no Ensino Superior, especialmente nas disciplinas que envolvem programação. A hipótese central, fundamentada na Teoria da Carga Cognitiva (Sweller, 1988; 2010), é que o prompt-based coding reduz a carga extrínseca (sintaxe) para liberar recursos para a Carga Germana (raciocínio e autoria).
Baseado no framework "Talking To, Through and About AI", de Woo et al. (2025), propus um fluxograma de interação progressiva para tirar o aluno da posição de operador passivo:
1) Intenção: definição do problema pelo aluno que faz uso da IA Generativa;
2) Prompt: etapa de formulação da demanda e interação, mediante prompt, com a ferramenta;
3) Geração: processo de desenvolvimento, pela IA Generativa, da versão inicial do código solicitado;
4) Análise Crítica: avaliação, pelo aluno do resultado trazido pela IA Generativa, considerando os aspectos funcionais e éticos, bem como eventuais vieses na resposta;
5) Metacognição: reflexão crítica, pelo aluno, sobre os motivos pelos quais a resposta foi proposta pela IA Generativa;
6) Autoria: incorporação da agência autoral pelo aluno, mediante a compreensão da resposta e a ação própria sobre o conteúdo, decidindo o que manter, rejeitar ou refinar;
7) Iteração: reinício do ciclo, até obter o resultado final desejado.
O objetivo é articular riscos documentados na literatura — tais como dependência operacional, ciclos improdutivos de tentativa e erro, superficialidade conceitual — com potencialidades pedagógicas quando a IA é reposicionada como ferramenta epistêmica e não como substituta do raciocínio. O material contribui para discussões sobre Letramento Crítico em IA, metodologias ativas, formação docente e desenho instrucional em ambientes educacionais mediados por modelos generativos, refletindo pesquisas e discussões que realizei no primeiro semestre de 2025, como estudante especial, na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação - Unicamp.
Agradeço aos Professores Gilmar Barreto e Paulo Victor de Oliveira Miguel pelo incentivo no desenvolvimento do trabalho e participação no evento.
O pôster está disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo.17749925