18/09/2026
O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp celebrou na quinta-feira (17/9) o marco de 10.204 transplantes de órgãos e tecidos realizados desde 1984. Até o final de 2025, o HC havia realizado 3.704 transplantes de rins. Em seguida foram os transplantes de córneas (3.323), de medula óssea (1.822), de fígado (1.242) e de coração (113). Os transplantes de ossos e cartilagens começaram há dois anos.
“Hoje fazemos transplantes de rim, coração, córnea, fígado, medula e de ossos – já fizemos 52 transplantes de ossos e tendões –, mas precisamos começar a fazer transplante de intestino, pulmão, cartilagem. Essa cerimônia simboliza todo o passado no atendimento desses pacientes, mas temos vocação para fazer muito mais”, destacou o superintendente do HC da Unicamp, Maurício Etchebehere.
Em 2023, o HC recebeu a certificação Nível A através da avaliação de indicadores do Programa de Qualidade no Processo de Doação e Transplantes (Qualidot) do Ministério da Saúde, conquistada pelo serviço de Transplante Renal.
“O HC faz transplantes 100% SUS. A complexidade do transplante é tão alta que você trabalha com 16 especialidades diretamente, mas com 38 subespecialidades. Um hospital como o HC, que faz transplante de vários órgãos, ele oferece para a população uma complexidade alta com bons resultados”, lembrou a médica cirurgiã e transplantadora de fígado, Ilka Boin.
Os médicos da Unicamp foram responsáveis pelo primeiro transplante de rins no interior do Estado, realizado na Santa Casa de Misericórdia de Campinas, um ano antes da transferência dos serviços para as atuais instalações do hospital no campus. O médico urologista Ubirajara Ferreira contou um pouco da história do início dos transplantes no HC da Unicamp.
O transplante de número 10 mil foi de rins. A paciente A S, de 67 anos, foi homenageada durante o evento, representando todos os pacientes transplantados. Ela estava em diálise desde 2023, devido uma nefropatia por imunoglobolina A (IgA).