Hoje é quarta-feira de Cinzas, dia que no imaginário social brasileiro, ocupa o lugar simbólico de marco inicial do “ano que começa para valer”.
A ideia de que o ano letivo se inicia efetivamente apenas após o período do Carnaval constitui uma representação social historicamente construída no contexto brasileiro, atravessada por fatores culturais, organizacionais e simbólicos.
No planejamento anual, as escolas marcam para após o carnaval o início do horário oficial, das aulas de plantões de dúvidas, das avaliações.
Dessa forma, desejamos a todos um feliz ano letivo!
orientacaoeducacional_miriam
Um canal de educação
Somos gratos pelos aprendizados compartilhados, que contribuem de forma significativa para a qualidade do trabalho pedagógico.
Seguimos agradecidos e motivados para dar continuidade a esse trabalho, ampliando diálogos e ações e resultados em prol de uma educação cada vez mais intencional e transformadora.
Ainda estamos trabalhando, mas não aguentamos mais.
Essa frase, tão comum nos corredores das escolas essa altura do ano, revela mais do que exaustão física: expõe um cenário de sobrecarga emocional frente à complexidade do cotidiano escolar e uma sensação de que as demandas se acumulam mais rápido do que as condições de trabalho conseguem acompanhar.
Os profissionais da educação seguem firmes, comprometidos, mas também cansados. Cansados de resolver urgências que não cabem no horário. Cansados de assegurar o bem-estar dos alunos enquanto lutam para preservar o próprio. Cansados de fazer muito com pouco, de se reinventar a cada dia sem o suporte institucional necessário.
A sensação de “não aguentar mais” não vem da falta de seriedade, mas da ausência de condições que sustentem o exercício dessa profissão com dignidade.
Mesmo cansados, seguimos trabalhando — mas não deveríamos seguir assim. O reconhecimento desse limite é o primeiro passo para que as escolas possam construir ambientes mais saudáveis, mais sustentáveis e mais humanos para quem ensina, acolhe, orienta, limpa, organiza e mantém o cotidiano escolar funcionando.
Porque cuidar da educação também é cuidar de quem a faz acontecer todos os dias.
E os donos das escolas?!
Seguem pressionando por rematrículas e novas matrículas.
Mas essa discussão ficará para outro dia!
A escola sabe ouvir seus alunos e familiares?!
Refletir sobre a escuta dentro das escolas, é pensar no próprio sentido da educação enquanto prática dialógica. Escutar não é apenas ouvir demandas pontuais, mas acolher percepções, sentimentos e reconhecer que o processo educativo é construído de forma compartilhada.
As escolas costumam afirmar que têm uma visão humanizada e que valorizam o diálogo, mas nem sempre isso é verdade.
Muitas vezes, falta a escuta sensível, ativa e intencional. E, quando isso ocorre, a escola se distancia da realidade que deveria compreender e transformar.
Ignorar o que dizem alunos e famílias esta longe de educar. É no diálogo genuíno, franco e aberto que a escola humaniza o processo educativo.
Sexta passada divulgamos aqui no Instagram o episódio do Podcast Orienta e Educa falando sobre uso da tecnologia na educação e o equilíbrio necessário.
Hoje, quero falar sobre a importância da escrita cursiva.
No emaranhado do universo contemporâneo, a educação se vê, muitas vezes, perdida entre a boa e velha tradição (sim!, muitas tradições são boas e eficazes) e a inovação tecnológica (e sim!, não podemos desconsiderá-la).
A escrita cursiva, embora muitas vezes subestimada em tempos de tecnologias digitais, continua tendo grande importância no desenvolvimento cognitivo e motor das crianças e na formação integral do sujeito.
Escrever à mão — especialmente em cursiva — envolve uma coordenação complexa entre percepção visual, planejamento motor fino e memória de trabalho.
A letra cursiva exige precisão, ritmo e controle do movimento da mão e dos dedos. Essa prática ajuda no desenvolvimento da motricidade fina, essencial para diversas tarefas cotidianas e escolares.
E, quem diria, que a boa é velha escrita manual não pode ser descartada por nenhuma tecnologia?!
Mais um ano letivo está terminando… e a sensação é de que a educação continua patinando, especialmente quando olhamos para a qualidade pedagógica.
Entre avanços tímidos e velhos desafios que se repetem, seguimos vendo professores sobrecarregados, alunos desmotivados e políticas que nem sempre chegam onde deveriam.
E o pior: com toda tecnologia que dispomos, as salas de aulas seguem organizadas em fileiras, onde a primeira visão do aluno é a nuca do colega da frente…
Para o adolescente a escola só é legal nos intervalos, ou aulas de educação física. Definitivamente, a maioria não vê relação entre a escola e a sua vida futura.
E isso é grave.
É aqui que os gestores são chamados à assumir sua responsabilidade.
Porque essa realidade mostra que o problema não está apenas na sala de aula, mas em um sistema que precisa de mudanças estruturais e visão de longo prazo.
E mesmo assim, muitos professores e muitos alunos mantêm vivas a esperança de transformação.
E já passou da hora de colocarmos essas transformações em prática.
16/07/2025
Minha longa trajetória dentro da escola me ensinou a valorizar processos e a confiar na potência dos educadores e equipes pedagógicas. Minha experiência me permite propor caminhos possíveis, sustentáveis e humanos.
Hoje realizo assessoria pedagógica. Não trago soluções mágicas; trago vivências, perguntas certas e disposição para caminhar junto.
No registo, estudo sobre adaptação de provas para alunos com necessidades específicas.
15/07/2025
Frequentemente a orientação educacional é confundida com um ‘serviço de aconselhamento escolar’ ou ‘atendimento individualizado de alunos com dificuldades comportamentais ou de aprendizado’.
Pouca gente conhece (e me refiro, inclusive, aos educadores!) a complexidade e a importância desse trabalho na formação integral dos alunos e no fortalecimento de uma escola que olhe para cada um deles como indivíduos que pensam, sentem, sonham, questionam.
Por trás de cada intervenção deve existir uma escuta sensível e atenta, com uma mediação cuidadosa.
O que ninguém te conta é que o orientador educacional atua muito mais nos bastidores. Ele lida com conflitos invisíveis, media relações interpessoais e institucionais, acompanha trajetórias emocionais e cognitivas e sustenta, com escuta ativa e sensibilidade, o delicado equilíbrio entre demandas pedagógicas, sociais e afetivas.
Quando bem preparado para a função, é ele quem recebe a dor que não tem nome, do aluno, da família e do próprio professor.
Diferente do que muitos pensam, o trabalho da orientação educacional exige formação acadêmica especializada, empatia, flexibilidade e, claro, uma escuta ativa. É uma atuação estratégica que transita entre o cuidado e a organização, entre o planejamento e a urgência, entre o individual e o coletivo.
O que também ninguém conta, é que muitas vezes o orientador se sente sozinho: sem tempo, sem equipe, sem voz. Mas é esse profissional que resiste, propõe, sustenta e transforma. Seu papel é de uma presença que acolhe, orienta, organiza e, sobretudo, humaniza a escola.
Em tempos de adoecimento da escola, de urgência por resultados e de relações interpessoais fragilizadas, a orientação educacional se apresenta como um espaço vital de escuta, afetividade e mediação.
Você já tinha pensado na Orientação Educacional desta forma? Me conta nos comentários!
13/07/2025
O Estatuto da Criança e Adolescente está completando 35 anos. Sua criação consolidou o princípio da proteção integral e da prioridade absoluta, exigindo do Estado, da família e da sociedade ações concretas em prol das infâncias e juventudes.
O ECA é uma das ferramentas jurídicas mais importantes para a promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil..
02/07/2025
Há alguns anos, iniciei o trabalho de Assessoria Pedagógica, experiência que considero muito rica e que amo fazer.
Mas o chão da escola é a ‘minha casa’.
Há 40 anos. 👒✨💖
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