A.R Fitness Academia

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Melhor centro de treinamento da cidade! Academia de Musculação e Treinamento Funcional

20/08/2013

GLUTAMINA

A glutamina é o aminoácido mais abundante do nosso plasma sangüíneo. É um aminoácido não essencial (produzido pelo próprio organismo), sendo sintetizado por meio da desaminação e transaminação de outros aminoácidos, especialmente os de cadeia ramif**ada (BCAAs). A glutamina é essencial para o crescimento e diferenciação celular. Está envolvida tanto em funções anabólicas quanto catabólicas em diversos tecidos do corpo, ou seja, nosso organismo é altamente dependente desse aminoácido.

Observa-se que com o treinamento intenso e/ou prolongado, os níveis de glutamina plasmática reduzem drasticamente, podendo f**ar até 50% menores, aumentando a susceptibilidade a lesões e processos inflamatórios, um pesadelo para quem objetiva ganhos musculares. Além disso, com esse decréscimo na glutamina plasmática, a susceptibilidade a infecções do trato respiratório é muito maior, principalmente em atletas com overtraining, pois o sistema imunológico é altamente dependente desse aminoácido.

Tem sido demonstrado que a concentração intramuscular de glutamina é importante para o processo de síntese protéica e de glicogênio, ocasionando uma maior disponibilidade energética para os processos anabólicos. Ocorre um aumento da hidratação celular promovida pela entrada da glutamina na célula, servindo como um estímulo para a síntese e/ou inibição da degradação protéica e do glicogênio muscular, criando as condições ideais para o crescimento muscular.

A suplementação com glutamina tem sido utilizada para reduzir o intenso catabolismo muscular. Este ocorre quando elevados níveis de glutamina deixam o músculo, desidratando as células.
A suplementação poupa o tecido muscular que seria catabolizado para prover glutamina para outras células do corpo, permitindo assim que o tecido muscular use glutamina para sintetizar tecido muscular novo, resultando em maior hipertrofia. A glutamina também estimula a síntese de hormônio do crescimento, além de reduzir a ação catabólica do hormônio cortisol. Em períodos de restrição calórica, a suplementação com esse aminoácido é muito interessante, porque pode auxiliar na manutenção da massa magra.

09/08/2013

Um segredo de presente....

Hoje eu vou ser muito bonzinho.
Muito, mas muito mesmo: vou contar um dos segredos fundamentais para se ter o resultado que se quer diante das rotinas mais loucas que se pode imaginar.
Bom, quem me ensinou esta foi meu amigo e colega de trabalho Rodolfo Peres e hoje vou contar para vocês e explicar porque ela funciona.

Quebrando paradigmas...

Uma coisa é alimentação saudável, outra coisa é alimentação saudável adequada para o exercício... Vejo o pessoal fazer restrição calórica, encher a cara de fruta, fazer dieta do mamão, da lua, do abacaxi e dos quintos dos infernos e a unica coisa que eles conseguem é mais uma decepção... daí comecam a comer desordenadamente em restaurantes vegetarianos e inflam com o excesso de carboidrato, optam por trocar a dieta por frutas e na sequencia começam a ter hipoglicemias porque a frutose induz uma elevação da insulinemia muito maior do que a quantidade de caloria rápida ingerida, com o agravante desta ser uma dieta hiperorexígena, ou seja, aumenta a fome, devido a liberação de insulina; e tantas outras coisas que todos fizemos, estamos fazendo e faremos, com excessão daqueles que aprenderem rápido a lição...
Portanto não confunda: uma coisa é ingerir alimentos saudáveis (que pode se tornar nada saudável se houver abuso na quantidade ou horário), outra coisa é alimentar-se de forma saudável (que pode não casar os picos de necessidade com os picos de calorias disponíveis) e outra coisa ainda é a alimentar-se de forma "esportiva"...

O trabalho do nutricionista...

Todo mundo acha que sabe comer, ou acha que perguntando ao médico, este vai saber lhe ensinar... primeiro: médicos não sabem tudo, senão a medicina não estaria dividida em especialidades... Segundo: o médico brasileiro é preparado para uma medicina curativa e não preventiva, salvo aqueles que têm como especialidade a nutrologia ou alguma ciência aplicada onde ele adquira a habilidade de trabalhar com dietas alimentares. Terceiro: dieta é como uma roupa que é justa: existem as que incomodam e voce f**a louco para tirar e existem as que por mais justas que sejam, se moldam a nós, f**ando até confortáveis por trazerem algum ganho que para nós acaba justif**ando os meios. O trabalho do nutricionista é analisar seus hábitos, sua cultura alimentar, sua carga genética, suas preferências alimentares (suas renúncias também... tem gente que absolutamente come determinadas qualidades de alimentos...), seu biorritmo, sua rotina, o desgaste da sua rotina, o momento em que voce mais precisa de energia no seu dia, os seus horários de repouso, os seus horários de sono, a frequencia das irregularidades que voce possa ter, saídas para estas irregularidades e coordena tudo isso pensando como distribuir de forma harmoniosa a energia durante o seu dia, priorizando os momentos de maior necessidade e respeitando os momentos de menor demanda. Quando falamos de um nutricionista especialista em exercício físico, este ainda coordena tudo isto como tipo de exercício, intensidade, densidade e volume dele, os exames que mostram o funcionamento do seu metabolismo diante deste esforço, os riscos que voce apresenta, as necessidades de correções metabólicas e ainda o seu objetivo para poder prescrever sua dieta... E não para por aí: a partir do tempo de digestão, esvaziamento gástrico, biodisponibilidade do macronutriente específico e qualidade deste ele faz a distribuição que falávamos lá atrás, para somente a partir daí assinar em baixo e dizer para voce que voce pode comer tranquilo.
Bom, se voce achava que comer era um troço fácil, já percebeu que você talvez precise de ajuda até para mastigar uma bolacha, não é mesmo?
F**a a dica aí para você saber quando está em frente a um profissional sério que se importa com a sua saúde...

O segredo que Rodolfo Peres ensina para os fisiculturistas...

Pois é, aprendi com ele há algum tempo e achei fenomenal quando comecei a pensar sobre o assunto, e daí vai meu raciocínio:
Você trabalha, dirige, se ferra, passa raiva, se atrasa, chega cedo demais, perde tempo, ganha tempo, perde sono, dinheiro, cabelo e paciência 15 das 24 horas existentes no dia se supormos que voce durma 8 (o que acho muio difícil nos dias de hoje...). 1 horinha apenas voce dedica para o seu exercício... PORQUE CARGAS DÁGUA VOCÊ VAI ACHAR QUE VAI SER PROPORCIONAL AO SEU TREINO E NAO ÀS OUTRAS 15 HORAS DE DETONAÇÃO DO SEU FÍSICOQUE VOCE PASSA POR DIA???? Só por Deus ou por mágica...
o segredo então f**a por conta da distribuição de calorias pelo dia, sendo que o horário peri-treino é o mais importante: voce DIZ para o seu corpo que ele tem de ser proporcional ao treinamento que você faz colocando grande parte das suas calorias ao redor do seu treino... Rodolfo, e depois dele me ensinar, eu, aplicamos e orientamos as pessoas a deixar aproximadamente 40% das calorias diárias perto do treinamento, aproximadamente metade antes e metade depois: isto signif**a pegar 40% de todo volume calórico que deveria ser distribuído em 40% do seu dia, ou seja, aproximadamente 10 horas, e concentrar em 2 horas, que é o momento do treinamento... Bacana, não é mesmo?

Explicando fisiologicamente o fato...

Ao fazer isso, você acaba aumentando o seu trabalho no treinamento porque voce estara melhor preparado energeticamente, claro: mais energia, mais trabalho... se mais trabalho, mais resultado, com certeza. Se voce concentrar parte dessas calorias no pós-treino imediato, mais rápido voce vai se recuperar o que vai se traduzir em uma das duas situações:
1. voce poderá enfrentar uma nova sessão de treino mais precoce
2. voce treinará com maior intensidade na próxima sessão porque terá se recomposto melhor, ampliando o efeito supercompensação (que já discutimos anteriormente...)
Fez mais sentido?

Pois eu agora lanço um alerta:

as pessoas tem mania de f**ar sem comer na parte mais importante do dia gástrico de quem treina: o pós-treino imediato.
Imediatamente após o exercício, nosso tubo digestivo se torna ávido por alimento, aumentando até em 100% sua capacidade de absorção pr um período que pode chagar a duas horas depois da interrupç!ao do exercício físico. Isto porque gastamos várias reservas de energia, e dessa forma, o corpo prioriza em recuperar essa massa energética perdida antes de qualquer outra reação, em especial a que queremos: a síntese de proteínas (ou melhor, fazer músculos!). Somente com a energia equalizada é que vamos partir para as reações de síntese e reparo do tecido muscular e percebo que pouca gente respeita este momento metabólico sagrado, jogando fora a grande oportunidade de ter seus ganhos multiplicados, ou pelo menos, adequados ao potencial que eles tem...

Agora uma ponderação:

Se todo esportista fosse capaz de utilizar tais estratégias, acredito que poucas pessoas partiriam para o uso de esteróides, porque de fato, são estes hábitos que acabam por causar uma melhora signif**ativa de resultados: estando o estímulo em ordem e a nutricão (que fará com que o estímulo se pronuncie na forma de adaptação anatômica) bem organizados, não há como não ver resultados... e mais: não se justif**a o uso de absolutamente nenhum tipo de ergogênico até que tais potenciais estejam devidamente aproveitados porque senão é muito provavel que este recurso não adquira sustentabilidade de resultado por faltar condições de treinamento ou de alimentação.

Conclusão:

Lembre-se de como "dizer" ao seu corpo a qual estímulo ele deve ser porporcional através da sua alimentação, que não basta ser saudável: tem de ser saudável, coerente e integrada.

Abraço e saúde

Dr. Paulo Muzy

06/08/2013

Como eliminar gordura e manter seus músculos!

O maior desejo de todas as pessoas que praticam exercícios é eliminar gordura e aumentar massa muscular magra, pois só assim para o corpo f**ar forte, definido e com músculos aparentes.

Porém, esse é o objetivo mais difícil de alcançar, afinal, exige muita disciplina, treinos intensos, descanso e alimentação regrada. Todos esses fatores necessitam de uma orientação profissional, afinal, pessoas que tentam fazer treinos e dietas por si só, raramente alcançam bons resultados, entrando em métodos malucos, incorretos ou da moda, porém, desanimam ao perceber que o resultado demora para vir, não vem ou pior: vem ao contrário!

Então, trago aqui para os leitores as dicas mais ef**azes de como ter bons e rápidos resultados na hora de emagrecer, porém não perder a massa muscular conquistada e, até melhor: aumenta-la. Tome nota:

1- Vá com calma nos aeróbios

Um dos fatores que pode causar uma perda de massa magra, quando não bem planejado, é o excesso de exercícios aeróbios. Normalmente, quem quer secar, acaba extrapolando os treinos na esteira, bike ou piscina, então, tome cuidado. Você pode manter sua rotina de treino aeróbio de acordo com a prescrição do educador físico, porém, limite-se àquilo, pois gasto calórico excessivo, facilita a perda de músculos;

2- Capriche nos treinos de musculação (ou com pesos)

Os treinos de contra-resistência (com cargas) são os mais eficientes para quem deseja aumentar os músculos, então, seja frequente neles. Não tenha preguiça, vá de 3-4x/semana no mínimo e sempre aumente suas cargas. Se você mantém a mesma carga por meses, seus músculos f**arão iguais por meses, então, se quer mais músculos, coloque mais carga (claro, sempre aumentando aos poucos para não ganhar lesões);

3- Coma logo após os treinos

O hábito de treinar e não comer nada em até 1 hora é um perigo para quem deseja melhores resultados. Após o treino o organismo está debilitado e necessita de uma reposição rápida de vários nutrientes, então, se você o deixa sem alimentos, ele poderá buscar reservas do corpo (o alvo pode ser a proteína dos seus músculos). Então, logo após treinar, realize uma suplementação adequada ou uma refeição completa;

4- Aumente o consumo de proteínas magras

As proteínas são nutrientes essenciais para o ganho e manutenção da massa magra, então, capriche no consumo delas, desde que sejam na versão magra. Exemplos: peito de frango, peito de peru, atum, queijo branco, leite ou iogurte desnatado, whey protein, caseína, peixes, ovos, etc.;

5- Consuma carboidratos de baixo índice glicêmico

Por demorarem mais para virar glicose sanguínea, carboidratos de baixo índice glicêmico são excelentes para repor sua energia, glicogênio e não causar picos de insulina no sangue (evitando assim acúmulo de gordura). Então consuma mais cereais integrais e frutas com casca. Após o treino e ao acordar, são os únicos horários que você poderá consumir carboidratos de alto índice glicêmico; nas outras refeições, sempre moderado-baixo;

6- Não fique muito tempo sem comer

Passar mais do que 3 ou 4 horas sem comer, pode aumentar o acúmulo de gorduras no corpo e também deixar seu metabolismo mais lento, então, corte esse hábito fazendo de 5-6 refeições ao longo do dia. Nunca saia sem tomar um bom café da manhã e nunca durma sem ter feito uma refeição leve rica em proteínas e gorduras boas.

7- Utilize suplementos anticatabólicos

Por último, lance mão de suplementos que ajudam na hora de “segurar” seus músculos. São eles: BCAA, leucina, glutamina, HMB, hipercalóricos e whey protein. Utilize-os somente após orientação de um nutricionista esportivo.

REFERÊNCIAS:

KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.

BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.

Photos 11/07/2013

TREINO PESADO

Treinar pesado sempre foi uma constante de quem gosta do esporte e do mesmo jeito acabou se tornando o paradigma de quem não conseguia resultados, o mais conhecido: se você não treina pesado, não tem resultados, que hoje popularizamos e adaptamos para o NO PAIN NO GAIN.

Para confirmar tal tendência nos anais da história ficou a frase de um lutador, chamado Alexander Karelin: "Eu treino em todos os dias da minha vida como você nunca treinou sequer um dia da sua". Ele foi somente o maior lutador de wrestling da história, com 3 títulos olímpicos em 13 anos de invencibilidade em campeonatos nacionais e internacionais. mas infelizmente faltou ele explicar o que é que é treinar pesado de fato.

O bodybuilding precisa ser analisado segundo padrões característicos do esporte porque treinar pesado pode ter uma série de interpretações e nesta oportunidade vamos discutir fisiologicamente e biomecanicamente a função de cada tipo de treino para o bodybuilder e quais os benefícios e riscos que cada tipo de treino acarreta.

Primeira pergunta: preciso treinar pesado?

Sim, precisa. Treinar pesado signif**a ativar adequadamente o músculo para que este alcance um limiar de modif**ação da sua força ou capacidade de retenção de nutrientes. Podemos entender estas duas grandezas como capacidade de recrutamento neuromuscular - o numero máximo de células musculares você consegue utilizar num único comando de contração - e capacidade de recrutamento sequencial de sarcômeros, o que faz com que você consiga reter mais nutrientes intramusculares e diante de uma dieta adequada, pode signif**ar mais volume e densidade musculares.

Quanto preciso treinar pesado? Há algum modelo a seguir?

Esta é outra situação que torna o treinador fundamental: o principio da individualidade, que entende que pessoas diferentes diante de um mesmo estímulo tem resultados diferentes. Bodybuilding não é receita de bolo, é por isso que batalho tanto pela criação da cultura de se ter um treinador pessoal: somente um profissional competente e atento, que acompanhe o esportista, é capaz de reagir modif**ando as variáveis de treino em ordem de manter o ganho constante.

Treinar pesado é colocar muito peso?

As vezes sim. Veja, trabalhar a resistência de um músculo que não tem força, isto é, não tem função neurológica adequada é como achar que se você colocar uma roupa de bombeiro numa bailarina vai ensiná-la a apagar incêndios (ou vice versa... porque duvido que um bombeiro, por melhor que seja, consiga dançar o lago dos cisnes só por intuição ao estar vestido de bailarina...).

Em determinadas épocas do ano, e cada treinador tem seu protocolo, mesmo os esportistas mais tímidos tem de treinar exercícios de base, educativos e claro, força. Sendo assim, a força a ser treinada não signif**a o número de kilogramas a serem levantados, e sim a capacidade individual de cada um em trabalhar além do seu limite, que pode ser um sujeito que faz 200kg de supino treinar com 240kg ou um outro que suporta 10kg de supino treinar com 14kg... entendeu? É relativo: cada qual tem seu limiar e capacidade física individual, que precisa ser estimulado. Logo, não crie imagens falsas.

Treinar força é necessário para qualquer um que pratica atividades físicas em determinadas épocas do ano, e o objetivo não deve ser uma kilogramagem, e sim atingir o seu limite. (Mas se você tem interesse em saber, alguns treinadores falam que índices atléticos de alta performance giram em torno de um supino com o dobro do peso corporal e um agachamento em torno de 3x o peso corporal para 1RM)

Mas não vou me machucar?

O risco de lesão é inerente de cada esporte. E sabe quem é meu maior paciente de trauma esportivo? O homem que não "faz academia" por que tem medo de se machucar mas bate uma bola com os amigos... é típico! Na terceira ou quarta mudança de sentido correndo no campo: bum! Vai embora mais um ligamento cruzado anterior do joelho, cujo tratamento definitivo é a reconstrução cirúrgica artroscópica... se ele soubesse que o joelho não treinado acaba por colocar excesso de stress em suas estruturas estabilizadoras estáticas (ligamentos e meniscos) em vez dos dinâmicos (da massa muscular) por estes serem insuficientes, com certeza iria gastar um tempinho na sala de pesos...

Quer dizer que todo mundo precisa treinar forte?

Quem quer ter uma atividade física regular precisa de fato treinar, e treinar subentende que você precisa desenvolver diversas aptidões, inclusive e principalmente força. Mas veja, tal trabalho precisa de orientação... são técnicas extremamente específ**as com limites extremamente precisos para se chegar ao máximo sem se lesionar.

Mas sempre me falaram que faz mal para os tendões e articulações...

De fato. Num treinamento com alta carga você sobrecarrega articulações e tendões, mas lembre-se: para haver desenvolvimento deve haver períodos adequados de descanso e reparação em ordem de você poder ganhar com a adaptação realizada pelo organismo, que não é imediata e necessita de um tempo adequado e individual para se processar. Ainda que existam protocolos que orientem determinados períodos para se treinar força, nada como um professor para avaliar para você o que é melhor.

No nosso serviço por exemplo, recomendamos trabalhos de força divididos ao longo do ano em 3 a 4 períodos de 4 a 6 semanas de treinamento de força. Esta é uma forma que escolhemos pela segurança, existem várias... mas o que não abrimos mão é que nosso paciente seja supervisionado e treinado por um professor de educação física apto para o serviço, até porque esta é uma parte do treinamento muito delicado, e se você pensa que medicina tem muitas especialidades, deveria ver educação física fora do Brasil...

Mas qual a função de se treinar pesado fisiologicamente falando?

É a seguinte: o físico ideal a ser construído é proporcional ao trabalho que é capaz de realizar numa sala de pesos. Só que o tempo de trabalho deve ser limitado devido ao fator capacidade de regeneração: períodos prolongados na sala de pesos podem fazer com que se torne impossível do músculo se regenerar a contento e dessa forma não só estabilizamos nossos ganhos como começamos a ter perda deles. Então como podemos aumentar nossa capacidade de trabalho (no sentido físico da coisa) sem aumentar o tempo na academia? A resposta é aumentando a intensidade, que pode ser entendida por aumento de peso, por exemplo.

O problema é que o aumento de peso deve ser feito com um treinamento específico para isto, que é o treinamento de força. Assim, atingindo uma força critica, podemos voltar ao treino de resistência anaeróbica e metabolismo em ordem de volumizar o músculo (sempre lembrando do fator dieta nesta situação que é mais da metade do trabalho...).

Treinar pesado então signif**a treinar com mais peso e só?

Não. Treinar pesado é treinar intenso. Aumentar o peso signif**a aumentar o componente força, que é algo crucial para o bodybuilder poder atingir níveis de trabalho sobrehumanos e assim desenvolver uma massa muscular exuberante. Treinar pesado, no caso de resistência anaeróbica por exemplo, é conseguir fazer seu músculo atingir a falha, o que é muito, muito difícil...

Exatamente então do que falamos quando falamos em treinar pesado mas com pouco peso?

Por exemplo é treinar dois ou três exercícios em seqüência, as famosas bi-sets e tri-sets. É trabalhar variações biomecânicas de um mesmo exercício e também variar intervalos... Uma técnica que vem tornando se mais popular é a de períodos de recuperação curtos, por exemplo: imagine que você quer fazer 60 a 90 segundos de contração muscular e para isso calcula 30 repetições. Agora imagine que gostaria de fazer com um peso X, mas que é inviável porque só é capaz de fazer com um peso X-1. O que fazer? Que tal fazer blocos de 10 repetições, com 6 a 10 segundos de intervalo entre estes blocos de 10 repetições? Não chega a ser uma pausa regenerativa completa, mas é suficiente para você conseguir retomar o trabalho, e de uma maneira fisiológica, burlar a fadiga e aumentar a sua capacidade de trabalho... isso é pesadíssimo!

Mas meus amigos me falaram que viram que esse lance de inclinar o banco, mudar posição de pegada é bobagem...

Depende... se você estiver trabalhando com um paciente que dispõe de uma consciência corporal madura, a variação biomecânica aumenta dramaticamente a capacidade deste em isolar um músculo no trabalho com pesos, logo de fato existem exercícios para iniciantes e outros que são para veteranos de treino.

Isolamento? Que é isso e pra que serve?

Bom, então vamos terminar por aqui com esta última explicação... quando treinamos força, treinamos preferencialmente aptidões neurológicas como recrutamento neuromuscular e coordenação intermuscular, porque estas estão ligadas a sua capacidade de realizar o movimento com uma alta carga.

Capacidade esta que será aproveitada para, quando voltarmos ao treino de RML (resistência muscular localizada), sejamos capazes de realizá-lo com mais carga que conseguíamos previamente, isto em ordem de amplif**ar nossa quantidade de trabalho e assim remodelar nosso corpo seguindo a proporcionalidade capacidade de trabalho-aparência física. Logo, isto também define a escolha dos seus exercícios: força pede exercícios multiarticulares e multimusculares, onde o que é privilegiado é a realização do movimento, portanto altas cargas são bem vindas.

Treinos de RML com exercícios concentrados trabalharemos outra coisa: o conceito de consistência da contração muscular, que é a fundamentação dos treinadores de bodybuilders mais famosos. A consistência da contração muscular nada mais é que o privilégio da contração isolada de um músculo frente a realização de determinado movimento que, se realizado com mais carga pedirá determinados músculos acessórios trabalhando paralelamente que diminuíram o foco de trabalho do músculo desejado. Portanto, mesmo o treino concentrado com pouco peso pode ser um treino MUITO forte, claro que se realizado adequadamente...

Nessa oportunidade vou f**ando por aqui, ainda que sinta que muita coisa ficou para ser discutida. Mas nos veremos com freqüência e se precisarem de algo, não exitem em nos procurar.
Abração!

04/07/2013

DHL, CK, TGO, TGP - o que é o quê?

É uma das bases do nosso trabalho posto que quem treina tem exames que mostram seu treinamento, portanto é complicado querer que o sujeito treinado tenha um funcionamento enzimático semelhante a um sedentário.
Essas enzimas, especif**amente sao DHL, TGO, TGP e CK, que normalmente estão aumentadas em quem treina direito, da mesma forma que testosterona está baixa em quem treina de verdade...
O que você tem de saber é que tais enzimas estão muito relacionadas com o metabolismo muscular, portanto a analise precisa de seus valores numéricos é de extrema importância para o manejo clinico dos nossos pacientes.

a DHL por exemplo é a enzima que converte piruvato em lactato, logo o seu aumento pode estar relacionado com aumento da atividade anaeróbia ou no limiar anaeróbio.

Quanto as transaminases (TGO e TGP), que fazem a reação de transaminação (pegam um amino acido, retiram um grupo amina e colocam num acido alfa-cetônico fazendo um novo amino-acido e um novo acido alfa-cetônico), podemos dizer que:

A TGO ou AST, que normalmente vemos os médicos relacionarem com lesão miocárdica porque esta tem uma porção mitocondrial e uma porcão citoplasmática, no individuo que treina terá outro signif**ado...

TGP que normalmente o clinico relaciona com lesão hepática, é exclusivamente citoplasmática e também no individuo que treina, tem outro signif**ado...

o que me preocupa também é como alguns profissionais relacionam o nível de dor de pacientes com níveis alterados de CK, porque essa correlação não é muito verdadeira... A CK é a enzima que transforma a creatina + ATP em fosfocreatina + ADP + Energia (utilizada na contração muscular), ela está aumentada em lesões musculares mas em indivíduos que treinam de forma intensa ela costuma estar aumentada da mesma forma...

As três enzimas estão presentes nos músculos e, na vigência de atividade física vigorosa, são liberadas na circulação sanguínea devido a variação da permeabilidade da membrana celular da célula muscular. Portanto, não se pode avaliar metabolismo muscular ou lesão hepática usando somente um indicador... Para metabolismo hepático por exemplo, costumo utilizar provas de funções de alteração rápida: fatores de coagulação AP e TTPA - e lentas como Proteínas totais e frações e Albumina. GGT, FA e algumas vezes 5-Nucleotidase servem muito bem para avaliarem lesão hepática pois tem uma especificidade maior do que TGO e TGP...

por isso já dizia um médico chamado Claude Bernard: quem não sabe o que procura, não sabe interpretar aquilo que encontra...

converse com seu médico de confiança antes de sair abrindo exames. observe se seu médico tem relacionado os seus dados clínicos aos dados de exame, senão vai acabar ouvindo interpretações imprecisas, e antes de partir para cima do seu treinador porque o treino aumentou a CK ou partir para cima do seu nutricionista porque alguém afirmou que o whey que ele prescreveu para você lesou seu fígado, de os parabéns ao seu professor por ele estar trabalhando de forma adequada e não julgue o seu nutricionista pelos seus valores de TGO e TGP que podem estar alterados (isso se você estiver treinando bem, lógico...)

Homens e mulheres quando tornam-se pais e mães também recebem diploma de medicina. Pelo menos é o que parece... Então senhores colegas doutores, por favor, se querem agir como médicos, ajam em todos os sentidos: médicos costumam ser extremamente responsáveis quando abordam um assunto da qual não dominam completamente: eles passam a bola para o especialista. Passem a bola. deixem quem entende falar, porque querer bem não é suficiente para garantir saúde ou segurança de quem se ama. Tenho duas filhas, ambas tem um pediatra da minha total confiança e isso não quer dizer incapacidade médica minha, quer dizer responsabilidade em saber que as vezes alguém pode saber mais sobre aquilo que mais amamos do que nós mesmos. Respeitem a saúde de seus filhos. Levem-nos ao médico, e de preferência, um especialista no assunto, claro...

Viu como saber interpretar exames é mais importante do que simplesmente pedi-los? viu como uma interpretação errônea pode interferir num bom treinamento? viu como você precisa de alguém que entenda do assunto e seja da sua confiança para lhe guiar nesse mundo complicado da pratica esportiva em busca de desempenho ótimo?

excelente...

Dr. Muzy

Muita saúde - sempre!

14/06/2013

MINIMIZANDO DANOS DO EFEITO DESESPERO

A Síndrome do Efeito Desespero Pré-Réveillon-Verão-Viagem-de-Férias-pra-Praia (ou simplesmente Síndrome do Desespero Fitness) é um conjunto de sintomas caracterizados principalmente por:

- excesso de horas na academia;
- negação à todo e qualquer projeto de treinamento sério;
- realização de dietas malucas que duram no máximo 72 horas;
- pensamentos mágicos como: "posso comer todos estes 3 panetones que eu queimo na esteira"
- histeria pré-viagem com excesso de gastos em lojas de roupas de decotes excessivos (mesmo para homens...)
- visitas constantes a farmácias para procurar suplementos para controle do apetite novos;
- histórico de incomodar seus colegas de academia perguntando insistentemente para alguns, principalmente os que fazem dieta e treinam há anos, o que eles estão tomando para f**ar do jeito que estão (ainda que estejam sempre bem e o desesperado só tenha notado naquele momento)
- gastar horas em conversas compulsivas inúteis com as amigas (os) sobre o que deveriam fazer para "secar", "rasgar" ou "definir" enquanto comem uma guloseima com cerveja em alguma bodega da cidade
- apresentar a famosa cara-de-choro-após-reflexo-no-espelho.

Estes sintomas compões a forma moderada da patologia. A pessoa está definitivamente doente, quando, além destes, apresenta:

- pragejamento compulsivo sobre o corpo bem trabalhado de outras pessoas (como se isso fosse melhorar os próprios físicos);
- uso abusivo de termogênicos;
- uso abusivo de inibidores do apetite;
- uso abusivo de esteroides;
- uso incompreensível daqueles métodos de emagrecimento mágicos do "1406" (mas não ligue ainda, veja o pacote promocional que inclui o super redutor de barriga noite-para-o-dia tabajara's...)
- irritabilidade;
- apetite fora do controle;
- baixa auto-estima;
- hedonismo e narcisismo berrantes e aberrantes

Olha... mesmo sendo uma brincadeira para exagerar os fatos para cada um de nós, que tem algum tipo de rotina de exercícios e cuida minimamente do que se alimenta, confesso que me assustei. De fato, muito do que escrevi de forma satírica encaixa-se num quadro de bulimia meus queridos leitores, e ainda que vocês não estejam provocando vômitos (que foi o sinal característico deste sério transtorno), existem muitas formas "vômito-induzido-like" que fazemos diariamente porque o pensamento patológico é absolutamente o mesmo.

O que me preocupa em escrever para voces com tal clareza é que quando buscamos um físico ímpar, a linha que divide o Transtorno Dismórfico Corporal de auto-estima esportiva é muito tênue, tanto quando tênue é a divisão entre uma Bulimia e uma dieta e um treinamento rígidos (veja, o excesso de exercício não deixa de ser uma manifestação do vômito provocado, só que em vez de se usar o aparelho digestório o paciente usa o aparelho locomotor).

Vamos falar de coisas leves agora, dicas rápidas para não se deparar na situação de surpresa-pós-festas...

1. Álcool ferra tudo. e ferra mesmo: ele joga sua insulina no teto, desregula toda sua fome e aumenta sua preferencia por carboidratos. gera uma hiperorexia (excesso de fome) e te desidrata ao mesmo tempo - do ponto de vista muscular, a insulina compete com a liberação de fatores de crescimento semelhantes a ela (os IGF's) e alem do efeito lipogênico acaba tendo um efeito secundário hipotrófico sobre a musculaturas mais trabalhadas

2. dr**as ferram tudo bem ferrado. dr**as estimulantes deflagram a liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) - isto é o início de uma reação de defesa que faz seu corpo reconhecer sua massa muscular como reserva energética e a partir daí você consome seu músculo canibalizando seu físico. as dr**as depressoras do Sistema Nervoso Central também tem um efeito catabolizante importante: trabalham seu apetite de forma negativa enquanto aumentam a sua percepção do esforço e diminuem a sua resistência à fadiga. Por isso usuários de dr**as (de abuso ou mesmo as tarja-pretas de farmácias) tem aquele aspecto consumido, hipotrófico, anorético-caquético que estereotipa estas pessoas...

3. gordura não te ferra tanto o físico quanto carboidratos. pode comer a pele do frango desde que você não arrebente na farofa... então... o que te ferra é o carbo. vá devagar. se conseguir segurar na proteína, por mais gordura que consuma não vai f**ar com o físico tão bagunçado assim... Faz mal pra caceta, principalmente gordura de origem animal, mas o carboidrato é o que faz a mágica do "pneu-bóia-de-trator-na-barriga" aparecer.

4. f**ar sem treinar não bagunça tanto seu físico se voce manter a base da sua alimentação. Verdade: uma alimentação controlada mantem seu físico em dia em qualidade, ainda que haja um prejuízo pequeno do volume porque o tônus tende a diminuir em períodos de inatividade física.

5. o que ferra nas viagens não é exclusivamente a ingestão de porcarias, é o tempo prolongado entre as refeições - veja, a cada 3 horas aproximadamente seu corpo necessita de proteína para continuar fazendo pele, cabelo, unha, enzima digestiva, neurotransmissor e no final de uma cadeia enorme, seus músculos. Portanto, se faltar proteína na dieta nos intervalos regulares, pode ter certeza que o seu músculo, alem de não ter de onde tirar proteína para continuar com a mesma massa, irá ser usado como fonte de energia E fonte de proteína para as outras funções orgânicas que não param. Pessoal, quando necessário ou por falta de substrato proteico, o corpo pára, simplesmente pára, de sintetizar proteína muscular e começa a utilizar o músculo como fonte de energia e de proteínas para as outras atividades que são vitais. Músculo grande não é vital... (lembra - proteína é um dos "remédios" contra envelhecimento precoce, não deixe faltar!)

Cinco está bom né? conversamos muito...

a brincadeira é para divertir, mas o assunto é bem sério. fiquem atentos porque depois destas festas de final de ano vem as festas do começo do ano seguinte e, caso você não se cuide, talvez perca seu carnaval "sem shape" porque não foi capaz de dosar razoavelmente o seu réveillon.

curta o máximo que puder, mas não descuide da sua saúde...

Dr. Muzy

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