Pela década de quarenta, quem ouvisse falar em Cafelândia, vinha-lhe logo em mente a abundância da lavoura cafeeira, como diz o próprio nome, e recordava-se do Colégio das Missionárias Zeladoras, que formou milhares de bons cafelandenses e alunos oriundos das cidades vizinhas. Cafelândia e Lins, cidades do noroeste paulista, disputavam a sede do bispado. Segundo as crônicas, a cidade que primeiro
construísse um colégio, a catedral e a casa para o Bispo, a fim de ser a sede da nova diocese, levaria vantagem. Cafelândia realizou primeiro estas obras. Cafelândia, em 1906, tinha poucos habitantes e entre eles, a família Zucchi. O Senhor Jacob Zucchi, era um dos principais e mais influentes fazendeiros de café. Inteligente, de grandes ideais, de atividade incomum, a quem a cidade deve em grande parte, seu desenvolvimento. Em decorrência de certa animosidade entre linenses e cafelandenses, o Sr. Jacob Zucchi e sua família adiantaram-se em doar o terreno e emprestar a quantia necessária para a construção do Colégio, sem juros e com o pagamento por prazo indeterminado. Com a saúde frágil, ele deixou a cidade de São Paulo, onde residia, para estabelecer-se, com sua esposa Dionísia e filho Eliseu, na Vila Santa Isabel, em Cafelândia, e passou a incentivar, de perto, a construção do Colégio. Anteriormente, em 16/01/1926 D. Carlos Duarte Costa, Bispo de Botucatu, propôs à Provincial Madre Melânia, de modo quase imperativo, a construção do prédio com a promessa da doação de 200.000 réis. Com o projeto arquitetônico de Ricardo Banz, aprovado pela Prefeito Municipal Maurício Moreira em 13 de Julho de 1927, deu-se o início das obras. Muitos transtornos e dificuldades paralisaram a obra por três vezes. Madre Melânia de São Paulo ou de outras cidades viajava para Cafelândia, a fim de resolver os problemas. Naquele tempo a viagem era de trem, demorada e incômoda, custando-lhe grandes sacrifícios. O prédio foi terminado e para lá se dirigiram as primeiras educadoras em 18/07/1929, dia em que também foi concedida a autorização para funcionamento do curso primário. A primeira comunidade constava de: Ir. Lina Romanò, Superiora; Ir. Amábile Atzori, Vice-Superiora; Irmãs: Leonísia Scroccaro; Teresita Busato; Noemia Pinheiro; Silvia Vieira; Faustina Guimarães; Mariângela Hummel, professoras; Ir. Evarista Tagliano, professora de pintura; Ir. Isabel Nichele, professora de trabalhos manuais; Ir. Jacinta Mazzarotto que ensinava piano, violino, bandolim e canto; Ir. Cecília Maestrelli, cuidava da Capela, Ir. Agostinha G*i, ecônoma; Ir. Celina Petraglia, mestra das internas, Ir. Joaquina Gelosa, roupeira das Irmãs; Ir. Leodemia Cristani, roupeira do internato. Grande foi a alegria do povo e das Irmãs, quando no dia primeiro do ano de 1930 foi inaugurado o Colégio Sagrado Coração de Jesus com Missa e bênção pelo Bispo D. Áttico Eusébio da Rocha, amigo e benfeitor do Colégio, que
Em 1941 a Provincial Madre Catarina Ferrari obteve do Bispo de Cafelândia D. Henrique Cezar Fernandes Mourão a licença de ter alunos do s**o masculino, no primário, para os quais foi construído no ano seguinte, a um quarteirão de distância, o ginásio masculino, num grande terreno com quadra de esportes. Anexo ao Colégio havia uma ampla área coberta, a chamada "galpão", onde as alunas apresentavam teatro e festas sempre prestigiadas pela presença das autoridades. D. Áttico fazia questão de não perdê-las. Duas vezes por mês eram passados bons filmes para as alunas internas e as juvenistas. O Colégio estava em meio a uma grande área arborizada que amenizava o forte calor da região. Os jardins eram bem cuidados. Ao fundo, numa grande extensão murada, estava o pomar com variadas frutas. Mais além, f**avam a roça e ao lado, um pasto com as vacas leiteiras; criação de porcos e galinhas. O lugar era tranquilo, cheio paz e energias, propício aos estudos. Durante as férias de julho o clero da Diocese lá fazia seu retiro espiritual e as Irmãs faziam-no nas férias de dezembro. Com o decorrer do tempo outros cursos foram implantados. Em 15/01/1943 foi autorizado o funcionamento do Curso Científico. Em 01/12/1944, após a Inspeção Federal foi autorizado a funcionar o Curso de Contabilidade no prédio do Colégio Masculino e em 01/03/1946 começou o Curso Normal para a formação de professoras do primário. Após a queda do café, o desenvolvimento de Cafelândia quase estacionou. Os alunos diminuíram e o número de internas decaiu. Até a sede da Diocese foi transferida para Lins. A Congregação decidiu então vender o Colégio para Prefeitura local, em 02/01/1971, que o transformou em Escola Agrícola. A partir de 1971, a escola passou por algumas transformações em relação aos cursos oferecidos e o público alvo. A escola muda de nome e passa a se chamar CTAE - Colégio Técnico Agrícola Estadual de Cafelândia, vinculado à Secretaria da Agricultura e posteriormente à Secretaria da Educação. Nesse período a escola ofereceu os cursos de :
- MONITORES AGRÍCOLAS (5 semestres);
- ECONOMIA DOMÉSTICA (3 anos);
- TÉCNICO AGRÍCOLA (3 anos). Permaneceu como CTAE até meados de 1977, quando passou para EESG - Escola Estadual de Segundo Grau Cafelândia Agrícola e ainda vinculada aos mesmos órgãos e oferecendo os mesmos cursos, com maior ênfase no curso de Técnico Agrícola. Ao final de 1986 a denominação passa para ETAESG - Escola Técnica Agrícola, Escola de Segundo Grau e finalmente recebe o nome que carrega até os dias de hoje - "PROFESSORA HELCY MOREIRA MARTINS AGUIAR" - em homenagem à professora de psicologia, que muito querida e admirada por todos, falecida em 21 de Outubro de 1975. A escola recebeu e honra seu nome com muito orgulho. Em meados de 1985 a escola já vinculada ao DISAETE - Divisão de Supervisão e apoio às Escolas Técnicas Estaduais , onde f**a vinculada até final de 1991. No ano de 1992 a DISAETE da Secretaria da Educação passa para a Secretaria de Ciência e Tecnologia e denomina-se Divisão Estadual de Ensino Técnico. Em 1994 sua denominação passa de ETAESG - Escola Técnica Agrícola Estadual de Segundo Grau para ETAE - Escola Técnica Agrícola Estadual, que permanece assim até o ano de 1999, quando passa a se chamar ETE - Escola Técnica Estadual "PROFESSORA HELCY MOREIRA MARTINS AGUIAR", que permanece até hoje. Através do decreto de 27/10/1993, que transfere as Escolas Técnicas Estaduais para o CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA, continuando a oferecer os cursos de Técnico Agrícola até o final de 1998, quando formou sua última turma. No primeiro semestre de 1998, iniciou-se o curso de Técnico em Informática oferecido em dois períodos, manhã e noite, juntamente com o curso de Auxiliar de Enfermagem noturno mais o Técnico Agrícola, conforme acima. O curso de Auxiliar de Enfermagem da manhã parou na primeira turma, igualmente ocorreu com o curso de Técnico em Informática que também formou apenas uma turma. Em 1999 a ETE deu início à primeira turma do ensino médio no período da manhã e continua a oferecê-lo até hoje. O curso de Técnico em Informática noturno iniciou sua primeira turma em 1998 e o faz até hoje juntamente com o curso de Técnico em Enfermagem noturno e o Ensino Médio da manhã. A partir do segundo semestre de 2002 iniciou-se o curso de Técnico em Administração noturno. A Etec hoje oferece hoje os seguintes cursos: Ensino Médio; Tecnicos: Administração, Logistica; Enfermagem; Açucar e Álcool, Meio Ambiente, Informática, Zootecnia, Integrado ao Agropecuária. Especialização: enfermagem do Trabalho e Urgência e Emergência. Curso online: Comércio e Secretariado
As inscrições para o processo seletivo ocorrem "geralmente" na primeira quinzena de maio e na primeira quinzena de outubro pelo SITE" www.vestibulinhoetec.com.br".