05/04/2025
Nos últimos anos, tem-se observado essa cobrança significativa para as famílias em relação aos medicamentos em pessoas que apresentam comportamentos considerados inadequados. Muitos desses casos estão associados a transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), entre outros.
É importante compreendermos que, embora em alguns casos os medicamentos sejam necessários para estabilizar sintomas e favorecer a atenção ou o controle da impulsividade, eles não ensinam comportamentos. O aprendizado de habilidades sociais, emocionais e cognitivas exige, escuta, vínculo e orientação contínua.
O comportamento inadequado não desaparece com uma pílula. Ele precisa ser compreendido, acolhido e através de intervenções que promovam a autorregulação, o autoconhecimento e a construção de novas formas de se relacionar ao seu redor . É nesse ponto que entram as terapias como a psicoterapia, a psicopedagogia, fonoaudiologia a terapia ocupacional, entre outras que atuam diretamente no processo de desenvolvimento e aprendizagem.
Medicar sem acompanhar, sem educar e sem oferecer suporte é como silenciar um grito sem ouvir sua causa. Crianças, adolescentes e adultos com transtornos do neurodesenvolvimento ou dificuldades emocionais não são apenas “casos clínicos”; são sujeitos com histórias, emoções e potencialidades que precisam ser estimuladas com sensibilidade e responsabilidade.
Portanto, é essencial que as famílias e os profissionais não vejam o remédio como solução única. O medicamento pode ser um apoio, mas nunca deve substituir a intervenção educativa e terapêutica, que é o que realmente ensina, transforma e desenvolve comportamento.
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