20/01/2022
Uma das piores coisas que existem nas relações humanas é, sem dúvida, afastamentos, distâncias que se interpõem entre quem amamos. O afastamento e a distância do filho quando amadurece é "normal", esperada, programada. Agora, o afastamento e distância do(a) filho(a) antes do amadurecimento é algo avassalador. Já sofri e chorei muito nessa jornada, mas, mesmo apesar da distância, acho que sempre fui presente. Nunca perdi uma apresentação escolar, uma data comemorativa, mesmo quando morei por três anos a mais de 1000km de minha filha. Sou pai babão. Sou meloso, dramático e tudo mais. Sou louco. Já viagei mais de 1000km pra vir e depois 1000km pra voltar apenas para participar de uma apresentação, de um momento. Faria tudo de novo.
Temos muitas histórias.
Fazia um tempinho que não ficávamos tanto tempo juntos quanto agora nessas férias. Como foi. Adorei cozinhar pra ela e ela adorou as delícias do pai metido a master chef. Cinema fora e cinema em casa. Saidinhas. Como foi bom. Fazem apenas algumas horas que voltou pra Tupanatinga. Apenas algumas horas, mas quando cheguei em casa com Bernardo, a primeira coisa que sentimos foi sua falta, sua ausência. Trabalhar as emoções pra não deixar isso entristecer é complexo. Mas a vida é isso.
Só sei que amo muito ser pai e amo muito meus filhos.