15/05/2026
Em 1911, Freud publica um dos textos mais densos e precisos de sua obra: Formulações sobre os Dois Princípios do Funcionamento Psíquico. Nele, são apresentados dois princípios que regem o aparelho psíquico, o princípio do prazer, que orienta o psiquismo à busca de satisfação e à fuga do desprazer, e o princípio de realidade, que impõe o adiamento da satisfação em função das condições do mundo externo. A articulação entre esses dois princípios é fundamental para compreender como o sujeito se constitui, como o inconsciente opera e como a clínica psicanalítica pensa o sofrimento psíquico. Nesta aula, percorreremos esse texto com cuidado e rigor, abrindo caminho para uma leitura mais ampla da metapsicologia freudiana.
Na próxima quinta-feira (21/05) com a pesquisadora Caroline Mortágua.
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13/05/2026
Nos Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, Freud propõe uma das contribuições mais radicais e duradouras da psicanálise: a sexualidade humana não é natural nem normativa, mas constitutivamente plural, desviante e atravessada pelo inconsciente. Nesta aula, partiremos dessa obra fundamental para compreender como Freud concebe o desejo, a pulsão e o corpo erógeno e de que maneira essas noções continuam a interpelar debates contemporâneos sobre gênero, identidade e subjetividade. A leitura freudiana permanece provocadora e necessária para quem deseja pensar a sexualidade para além dos enquadramentos normativos.
Nesta quinta-feira, (14/05) com a psicanalista e pesquisadora Clarice Pimentel Paulon .paulon
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12/05/2026
O Estádio do Espelho, tal como formulado por Lacan nos Escritos, é muito mais do que uma descrição do desenvolvimento infantil: trata-se de um modelo que ilustra a passagem do auto-erotismo ao narcisismo e oferece uma teoria da constituição do sujeito. A partir dele, Lacan desenvolve conceitos fundamentais como o Eu Ideal e o Ideal de Eu, formula uma concepção original da função do Outro e abre caminho para pensar clinicamente a identificação e o reposicionamento subjetivo que ocorre no processo analítico. Acima de tudo, este modelo representa a primeira articulação lacaniana entre imaginário, real e simbólico, tornando-se uma referência indispensável para qualquer leitura séria de Lacan.
Nesta e na próxima quarta-feira, em dois encontros (13 e 20/05) com o psicanalista e pesquisador Daniel Lirio.
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12/05/2026
Nesta quarta-feira (13/05) Deleuze, Guattati e Marx com a psicanalista e pesquisadora Yasmin Teixeira
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12/05/2026
Nesta quarta-feira (13/05) Deleuze, Guattati e Marx com a psicanalista e pesquisadora Yasmin Teixeira.
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12/05/2026
Neste encontro veremos os motivos da escolha teórica deleuzo-guattariana por nomear o desejo como critério de uma “microanálise”, em contraste com, por exemplo, a escolha foucaultiana de baseá-la na noção de poder. O problema da relação entre desejo e poder nos encaminha para uma segunda parte da discussão, em que buscaremos compreender como as formações secundárias produzidas pelo maquinismo do desejo exercem “efeitos de repressão” contra ele próprio. Concluiremos, assim, com uma conversa sobre a micropolítica do fascismo e a pertinência dessa noção para a interpretação da nossa situação atual.
Nesta quarta-feira (13/05) com a psicanalista e pesquisadora Yasmin Teixeira
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12/05/2026
Neste encontro veremos os motivos da escolha teórica deleuzo-guattariana por nomear o desejo como critério de uma “microanálise”, em contraste com, por exemplo, a escolha foucaultiana de baseá-la na noção de poder. O problema da relação entre desejo e poder nos encaminha para uma segunda parte da discussão, em que buscaremos compreender como as formações secundárias produzidas pelo maquinismo do desejo exercem “efeitos de repressão” contra ele próprio. Concluiremos, assim, com uma conversa sobre a micropolítica do fascismo e a pertinência dessa noção para a interpretação da nossa situação atual.
Nesta quarta-feira (13/05) com a psicanalista e pesquisadora Yasmin Teixeira.
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06/05/2026
Nesta quinta-feira (07/05) com a psicanalista e pesquisadora
Nesta aula, abordaremos as “falhas” cotidianas, como esquecimentos e lapsos, bem como trabalharemos as questões do chiste e sua relação com o desejo, ali onde o desejo aparece e não parece fazer sentido para aquele que “falha”. De modo que os atos falhos podem ser, na clínica, um caminho potente para o trabalho de busca sobre cada um. O que queria dizer e não disse, o que não queria dizer e disse, o esquecimento, algo como uma piada que teve um outro efeito na relação com os outros, são exemplos disso que aqui chamo “falhas”. Freud nos alerta que os pequenos gestos cotidianos, além de denotar um funcionamento específico do aparelho psíquico, trazem à tona aquilo que, diante do social, poderia ser rechaçado, mas que ainda assim produzem efeitos para cada sujeito. Por fim, estudaremos o que Freud denominou como “formações do inconsciente”.
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