FNDC Democratização da Comunicação

FNDC Democratização da Comunicação O Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação luta por um país democrático onde todos tenham acesso à informação e à comunicação.

A democracia no Brasil não pode existir sem a efetiva democratização dos meios de comunicação. É a partir desse pressuposto que, desde os anos 1990, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) congrega entidades da sociedade para enfrentar os problemas da área no país. A história do FNDC começa na década anterior como movimento social pela democratização da comunicação, quando teve papel essencial no embate político, institucional e teórico sobre o setor. O FNDC foi criado em julho de 1991 como movimento social e transformou-se em entidade em 20 de agosto 1995. Foi atuante na finalização dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte que preparava a nova Constituição Federal. Ao final, foi instituído o capítulo V da Carta Magna, com artigos que tratam especificamente da Comunicação. Como o resultado não foi tão promissor quanto as expectativas do movimento à época, as entidades de classe que formavam a então Frente Nacional por Políticas Democráticas de Comunicação (FNPDC) decidiram que era preciso manter um esforço permanente de mobilização e ação na busca de políticas que democratizassem de fato a área. Assim, criaram, em 1991, a associação civil FNDC, com atuação no planejamento, mobilização, relacionamento, formulação de projetos e empreendimento de medidas legais e políticas para promover a democracia na Comunicação. Em mais de vinte anos de existência, o Fórum fez história ao participar de lutas políticas como a concepção do conceito de Radiofusão Comunitária, a regulamentação da cabodifusão, a reforma da Lei de Imprensa e a criação do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS). A entidade encabeçou uma campanha contra a aprovação da Emenda Constitucional que permitia a entrada de capital estrangeiro em empresas de comunicação e também publicou uma pesquisa referência sobre a concentração da mídia no Brasil: Os Donos da Mídia. Foi a partir das propostas da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), uma conquista histórica do movimento, ocorrida em 2009, que o FNDC lançou, em parceria com entidades do movimento social, a Plataforma para o Marco Regulatório das Comunicações, baseada nas mais de 600 proposições aprovadas no encontro. A I Confecom teve grande representatividade, com a participação de entidades da sociedade, do empresariado e do poder público. O movimento nacional de democratização da comunicação recebeu então o reforço de novos atores, como coletivos de comunicação, blogueiros e jornalistas independentes; e movimentos sociais que não o da comunicação, como o movimento sindical, das mulheres, movimento negro, movimento LGBTT, entidades ligadas à juventude e dos trabalhadores do campo, dentre outros. No ano em que o Código Brasileiro de Telecomunicações completou 50 anos, em 2012, frente à estagnação do poder público em apresentar uma proposta de regulação do setor, o que se esperava desde a I Confecom, o FNDC e entidades do movimento social lançaram, a partir da Plataforma para o Marco Regulatório das Comunicações, a campanha “Para Expressar a Liberdade”. A campanha denuncia a concentração, a ausência de pluralidade e diversidade nos meios de comunicação brasileiros. Também defende ações como a universalização da Banda Larga e a aprovação de um Marco Civil da Internet (com a garantia de neutralidade de rede e privacidade para os usuários). Tem como principal instrumento de luta a “Lei da Mídia Democrática”, um projeto de lei de iniciativa popular que propõe a regulamentação para o setor de rádio e televisão no Brasil. Fruto do acúmulo de conhecimento, da experiência e da militância pelo direito à comunicação nas últimas décadas, a Lei da Mídia Democrática tem sido analisada como uma peça estratégica para a efetiva democratização do país. O documento já possui milhares de assinaturas e está levando às ruas o debate sobre a comunicação e a liberdade de expressão. O Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação prossegue na luta por um país democrático onde todos tenham acesso à informação e à comunicação.

Como combater a desinformação a partir dos territórios e das comunidades? Esta semana, no Vozes pela Democracia, vamos c...
23/09/2026

Como combater a desinformação a partir dos territórios e das comunidades? Esta semana, no Vozes pela Democracia, vamos conversar com representantes da Cáritas e do Centro de Cultura Luiz Freire.

As organizações têm valiosas iniciativas de educomunicação que promovem leitura crítica da mídia, protagonismo popular e defesa dos direitos humanos, mostrando que a comunicação também é uma ferramenta de transformação democrática.

🎯Assista e compartilhe: https://www.youtube.com/watch?v=EUPIuj1_qfE

Convidados

✅ Clara G***k - Jornalista, repórter, educomunicadora e editora audiovisual.

✅ Marcelo Dantas - Jornalista, historiador, educomunicador, escritor e defensor dos Direitos Humanos. Coordena o Programa Direito à Comunicação do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF).

🎙️ Apresentado pelo radialista Sousa Júnior, o “Vozes pela Democracia” é transmitido ao vivo pela rádio web Atitude Popular, pelo portal radios.com.br e seu aplicativo Radiosnet e dezenas de emissoras comunitárias no país. Você também acompanha pelo canal do FNDC no YouTube e pelo site fndc.org.br.

Na TV aberta, programas policialescos exploram a violência. Nas redes sociais, algoritmos impulsionam a violência. O mod...
18/09/2026

Na TV aberta, programas policialescos exploram a violência. Nas redes sociais, algoritmos impulsionam a violência. O modelo de negócios da mídia comercial e das big techs frequentemente lucra com ataques aos direitos humanos.

O 13º Ponto da plataforma política do FNDC defende a promoção da diversidade e inclusão

🌈 Representatividade real: mecanismos que garantam equidade de raça/etnia, gênero, orientação sexual e diversidade territorial no audiovisual e nas redes.

🛡️ Fim da impunidade: regras rígidas para coibir e punir discursos de ódio e violações de direitos na mídia comercial e na internet.

📢 Direito de resposta e reparação: obrigação de veicular campanhas educativas e conteúdos informativos em casos de ataques a grupos vulnerabilizados.

👉 Cobre a sua candidatura: marque nos comentários quem você quer ver assumindo esse compromisso contra a violência na mídia e na rede!

Acesse a plataforma na íntegra: https://fndc.org.br

18/09/2026

Golpes, desinformação, ataques cibernéticos e vazamento de dados afetam milhões de pessoas. Quais são os impactos desses crimes para a democracia e para os direitos dos cidadãos?

Convidado

� Ergon Cugler - Cientista de dados, professor de pós-graduação, escritor e Conselheiro da Presidência da República

� Apresentação: Sousa Jr.

� Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! �

Golpes, desinformação, ataques cibernéticos e vazamento de dados afetam milhões de pessoas. Quais são os impactos desses...
17/09/2026

Golpes, desinformação, ataques cibernéticos e vazamento de dados afetam milhões de pessoas. Quais são os impactos desses crimes para a democracia e para os direitos dos cidadãos?

🎯 Esse é o tema do Vozes pela Democracia desta sexta (18/9). Assista e compartilhe: https://www.youtube.com/watch?v=slfQkx1gUZU

Convidado

✅ Ergon Cugler - Cientista de dados, professor de pós-graduação, escritor e Conselheiro da Presidência da República

🎙️ Apresentado pelo radialista Sousa Júnior, o “Vozes pela Democracia” é transmitido ao vivo pela rádio web Atitude Popular, pelo portal radios.com.br e seu aplicativo Radiosnet e dezenas de emissoras comunitárias no país. Você também acompanha pelo canal do FNDC no YouTube e pelo site fndc.org.br (LINK NA BIO)

A proliferação de desinformação e discursos de ódio é uma estratégia que destrói reputações, gera violência e enfraquece...
16/09/2026

A proliferação de desinformação e discursos de ódio é uma estratégia que destrói reputações, gera violência e enfraquece as instituições democráticas, atingindo principalmente os grupos mais vulnerabilizados.

A solução para esse problema não virá dos algoritmos secretos das big techs, mas de políticas públicas transparentes, conscientização e educação.

Os Pontos 10 e 11 da plataforma política do FNDC defendem a integridade da informação e o letramento digital.

🛡️ Políticas participativas: criação de planos federais e estaduais para combater a mentira organizada e a violência ddigital.

🗣️ Campanhas de conscientização: ações permanentes de alerta sobre os impactos da desinformação na sociedade.

📚 Educação midiática nas escolas: integração da formação crítica sobre mídias e redes no currículo escolar.

🌐 Letramento nos territórios: programas de formação digital nos espaços de educação popular e comunitária.

Desenvolver o pensamento crítico é garantir que a população não seja manipulada!

👉 Cobre a sua candidatura: marque nos comentários quem você quer ver assumindo esse compromisso com a verdade e a educação digital!

🎯 Acesse a plataforma completa: https://fndc.org.br

O FNDC manifesta profundo pesar pela morte da jornalista, escritora e ativista dos direitos humanos Maria Amélia de Alme...
15/09/2026

O FNDC manifesta profundo pesar pela morte da jornalista, escritora e ativista dos direitos humanos Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha Teles, ocorrida nesta terça-feira (15).

Militante histórica na resistência à ditadura militar brasileira, Amelinha construiu uma trajetória marcada pela defesa intransigente da democracia, da memória, da verdade, da justiça e dos direitos das mulheres.

Presa e torturada pelo regime militar, Amelinha transformou sua experiência de violência em compromisso permanente com a luta pelos direitos humanos e pela construção de uma sociedade mais justa e democrática. Ela fundou a União de Mulheres de São Paulo e protagonizou muitas conquistas femininas. (Com informações do Brasil de Fato)

Amelinha Teles, presente.

Você assiste à TV pelo celular, ouve rádio via streaming e lê notícias nas redes sociais. No entanto, o arcabouço jurídi...
11/09/2026

Você assiste à TV pelo celular, ouve rádio via streaming e lê notícias nas redes sociais. No entanto, o arcabouço jurídico do Brasil trata radiodifusão, telecomunicações e internet como se fossem mundos isolados.

Essa separação ultrapassada abre brechas para que corporações explorem nossos dados, concentrem mercado e desrespeitem direitos sem qualquer fiscalização integrada.

O 9º Ponto da Plataforma Política do FNDC defende uma arquitetura regulatória convergente.

🔄 Integração real: regras unificadas para rádio, TV, telecomunicações e plataformas digitais.
🛡️ Proteção de direitos: garantias de privacidade, combate ao monopólio e defesa da liberdade de expressão em todos os meios.
🇧🇷 Soberania e interesse público: regras claras para que corporações estrangeiras de tecnologia respeitem a legislação brasileira.

Atualizar as regras da comunicação é proteger a sociedade na era digital!

👉 Cobre suas candidaturas: marque nos comentários quem você quer ver assumindo esse compromisso com a regulação convergente!

🎯 Acesse a plataforma completa: https://fndc.org.br

11/09/2026

O diploma para jornalistas vai muito além de uma exigência formal. É parte da disputa sobre o jornalismo que queremos para a democracia.

Este é o tema do Vozes pela Democracia desta sexta (11/9). O programa debaterá formação profissional, valorização da categoria e o direito da sociedade à informação de qualidade.

Convidados

� Cristina Serra - jornalista e escritora. Apresenta o programa Brasil no Mundo, da TV Brasil. É colunista do ICL Notícias e autora de cinco livros.

� Thiago Tanji - jornalista. Presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

� Apresentação: Sousa Jr.

� Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! �

Hoje, a maior parte das verbas publicitárias dos governos vai direto para os grandes conglomerados de mídia. Enquanto is...
10/09/2026

Hoje, a maior parte das verbas publicitárias dos governos vai direto para os grandes conglomerados de mídia. Enquanto isso, quem produz informação de base nos bairros, periferias e no interior enfrenta falta de estrutura e burocracia sufocante.

Os Pontos 7 e 8 da Plataforma Eleitoral do FNDC defendem o fomento e a distribuição equitativa de verbas publicitárias 👇🏻

📜 Outorgas simplificadas: menos burocracia e fim da criminalização das rádios comunitárias.
💰 10% da verba pública: garantia de no mínimo 10% do orçamento publicitário estatal para veículos locais, alternativos e comunitários.
🛠️ Sustentabilidade: fundos específicos para equipamentos, formação e manutenção das mídias populares.
🌍 Pluralidade: recursos públicos gerando renda e voz para quem produz informação no seu território.

Fortalecer a mídia local é garantir que a voz da sua comunidade também tenha espaço!

👉 Cobre a sua candidatura: marque nos comentários quem você quer ver assumindo esse compromisso com a democratização das verbas de comunicação!

🎯 Acesse a plataforma na íntegra: https://fndc.org.br

O diploma para jornalistas vai muito além de uma exigência formal. É parte da disputa sobre o jornalismo que queremos pa...
09/09/2026

O diploma para jornalistas vai muito além de uma exigência formal. É parte da disputa sobre o jornalismo que queremos para a democracia.

Este é o tema do Vozes pela Democracia desta sexta (11/9). O programa debaterá formação profissional, valorização da categoria e o direito da sociedade à informação de qualidade.

Assista e compartilhe!

Convidados

✅ Cristina Serra - jornalista e escritora. Apresenta o programa Brasil no Mundo, da TV Brasil, é colunista do ICL Notícias a autora de cinco livros.

✅ Thiago Tanji - jornalista. Presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

🎙️ Apresentado pelo radialista Sousa Júnior, o “Vozes pela Democracia” é transmitido ao vivo pela rádio web Atitude Popular, pelo portal radios.com.br e seu aplicativo Radiosnet e dezenas de emissoras comunitárias no país. Você também acompanha pelo canal do FNDC no YouTube e pelo site https://fndc.org.br.

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