Flora do Jardim Botânico de Brasília

Flora do Jardim Botânico de Brasília

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Fotos e informações sobre as espécies da flora do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília. O Cerrado precisa de atenção urgente.

O Jardim Botânico de Brasília abriga uma importante amostra da rica e bela biodiversidade do Cerrado, que pode ser facilmente conhecida por qualquer pessoa interessada. O bioma está sendo rapidamente destruído. A ambição dessa página é apresentar um pouco da beleza e da riqueza do Cerrado, indicar o que pode ser visto no Jardim Botânico e contribuir para aumentar o grau de consciência sobre a impo

Catuaba (Vergatesa) 08/01/2018

Espécie: Anemopaegma arvense; Família: Bignoniaceae

A Anemopaegma arvense é um subarbusto com até 50cm de altura. Floresce após queimadas. Os frutos secos são deiscentes e as sementes aladas, como é comum na família das Bignoniaceae, a mesma dos ipês. A raiz da catuaba colocada na cachaça é usada contra impotência. Possui substâncias aromáticas, tônicas e resinosas. A casca é estimulante do sistema nervoso e afrodisíaca. No DF os frutos e sementes são usados em arranjos artesanais.

Assa-peixe (Vernonanthura ferruginea) 13/12/2017

Espécie: Vernonanthura ferruginea; Família: Asteraceae

Assa-peixe é um arbusto com até 2.5m, muito ramificado, com ramos e folhas acizentadas devido aos pelos. É uma planta melífera. É utilizada em banhos contra reumatismo. O chá das folhas é depurativo e diurético.

Ref. Silva, S.R., A.P. Silva, C.B. Munhoz, M.C. Silva Jr. and M.D. Medeiros. 2001. Guia de Plantas do Cerrado Utilizadas na Chapada dos Veadeiros. Brasília: World Wildlife Fund.

Candombá (Vellozia variabilis) 24/06/2017

Espécie: Vellozia variabilis; Família: Velloziaceae

A família Velloziaceae abrange aproximadamente 250 espécies herbáceas e arbustivas, perenes, essencialmente tropicais. Cerca de 30 espécies ocorrem na África. As demais ocorrem na América do Sul, estendendo-se até o Panamá. A maioria das espécies de Velloziaceae é rupícola (vegeta em ambiente rochoso) e cresce em ambientes xéricos (com pouca umidade). O gênero Vellozia engloba cerca de 125 espécies que em geral possuem flores em tons violáceos, sendo poucas em tons de amarelo e branco. As Vellozia são em geral polinizadas por abelhas.

Turnera longiflora 26/02/2017

Espécie: Turnera longiflora; Família: Turneraceae

A familia Turneraceae abrange ervas e arbustos que ocorrem na América e Africa tropicais, incluindo 10 gêneros e cerca de 200 espécies. No DF ocorre uma espécie de Piriqueta e 14 de Turnera, que vivem em cerrado e campo rupestre. As flores abrem em geral de manhã e ficam abertas por poucas horas. As sementes são dispersadas por formigas.

Bacupari-do-cerrado 29/12/2016

Espécie: Salacia crassifolia; Familia: Celastraceae

O bacupari-do-cerrado é um arbusto ou arvoreta com 1,5 a 3m de altura, presente no Cerrado e na Caatinga. No Cerrado ocorre no Cerrado típico e no Cerradão. O fruto do bacupari é muito apreciado por sua polpa adocicada e saborosa. A espécie floresce de julho a dezembro e frutifica na estação das chuvas, de novembro a maio. Na medicina popular a planta é usada como antimicrobiana e antitumoral. Bacupari vem do tupi, iwa + kuru + piri, fruto cheio de vilosidade, ou seja, peludo¹.

¹Ref. Silva Jr, M.C. 100 árvores do Cerrado. 2005.

Mata-barata, Angelim-amargoso 18/09/2016

Espécie: Andira vermifuga - Família: Fabaceae (Leguminosae)

Andira vermifuga é uma árvore baixa, com 5 a 7 metros de altura. Ocorre desde a BA e TO até SP. É uma espécie típica de cerrado e cerradão. As sementes tem propriedade vermifuga. A casca é tóxica e se ingerida em excesso pode causar vômito e febre. A madeira é de boa qualidade. A espécie tem potencial ornamental.

Hippeastrum goianum 28/08/2016

Espécie: Hippeastrum goianum; Familia: Amaryllidaceae

Planta herbácea, bulbosa, terrícola e heliófila, ocorrendo em áreas de Campo Sujo e Cerrado, normalmente sobre latossolos e mais raramente, próximas a cursos d'água. Ocorre apenas no Cerrado. Pode ser encontrada com flores e frutos entre os meses de julho e dezembro. A ocorrência da espécie parece estar intimamente ligada a ocorrência de queimadas, como no caso da planta das fotos. Espécie em perigo de extinção!

Sucupira-preta (Bowdichia virgilioides) 17/07/2016

Espécie: Bowdichia virgilioides - Família: Fabaceae

A sucupira-preta é uma espécie arbórea com ampla dispersão pelo Brasil. Apesar de ter uma distribuição uniforme, ocorre com baixa densidade populacional. É uma planta pioneira e adaptada a terrenos secos e pobres, podendo ser empregada no paisagismo e na produção apícola. Sua madeira, por ser de alta densidade e longa durabilidade natural, é empregada na construção civil e na fabricação de móveis. É bastante utilizada em programas de reflorestamento e na recuperação de áreas degradadas. É utilizada na medicina popular para combater diabetes, reumatismos e inflamações. A árvore atinge até 20 metros de altura. É uma planta decídua, heliófita e xerófita. É comum no Cerrado e na sua transição para floresta semidecídua. Ocorre tanto em formações primárias como secundárias, sempre em terrenos altos e de rápida drenagem. Floresce entre os meses de agosto e setembro, com a planta quase totalmente despida da folhagem.

Vellozia squamata (Canela-de-ema) 26/04/2016

Espécie: Vellozia squamata; Família: Velloziaceae

No Brasil, as espécies de Velloziaceae são mais comumente encontradas nos campos rupestres, entre 1000 e 2000 metros, em solos rasos sobre afloramentos rochosos, formando populações mais o menos isoladas e endêmicas. Vellozia squamata é capaz de crescer nos solos profundos e bem drenados dominantes no Cerrado e tem, portanto, uma distribuição bem mais ampla, sendo comum em Goiás e no DF, onde ocorre como um componente da vegetação mais densa do Cerrado ou como um elemento dominante em áreas mais abertas, formando os chamados campos de velózias, como pode ser observado no entorno do mirante do JBB.

Palicourea officinalis 22/02/2016

Espécie: Palicourea officinalis; Familia: Rubiaceae

Palicourea oficinalis é um pequeno arbusto endêmico do Brasil Central, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal, típico de ambientes com bastante luz, solo pedregoso e escasso em água. Ocorre em campo sujo, campo rupestre, cerrado rochoso de encosta, áreas sujeitas a incêndios periódicos e áreas de cerrado degradado.

Jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa) 31/01/2016

Espécie: Hymenaea stigonocarpa; Familia: Fabaceae.

O Jatobá-do-cerrado é uma árvore comum nas formações abertas do Cerrado. Os frutos apresentam uma polpa farinácea bastante apreciada pelas populações rurais, sendo consumida in natura e na forma de geléia, licor, farinha para bolos, pães e mingaus e, quando misturada ao leite, forma uma pasta grossa. A polpa do fruto é utilizada na medicina popular como laxante e a resina extraída do tronco é tida como afrodisíaca. A casca do caule, na forma de chá e de xarope, é usada como depurativo, contra queimadura e tosse. É fácil identificar a espécie pela folha, flor e frutos.

Mimosa gracilis 09/01/2016

Espécie: Mimosa gracilis; Familia: Fabaceae

Mimosa gracilis é uma delicada erva que cresce rente ao chão. Mimosa é um gênero bem distribuído no Cerrado, com 189 espécies, das quais a metade é endêmica do bioma. Mimosa inclui ervas, arbustos e árvores. Mimosa gracilis é uma planta sensitiva, ou seja, as folhas se fecham e se inclinam para baixo quando tocadas. Esses movimentos ocorrem graças à presença de pulvinos na base das folhas e dos folíolos, que exercem essa atividade motora. O toque provoca a saída de potássio das células do pulvino, que perdem água por osmose e a folha "murcha". Supõe-se que seja um mecanismo de defesa contra insetos predadores, que se assustariam com o movimento. Note que o que o que parece ser a flor da Mimosa é na verdade uma inflorescência, um conjunto de pequenas flores fortemente agrupadas formando um glomérulo.

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