Rede Nacional de Educação Democrática

Rede Nacional de Educação Democrática

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Somos uma rede que conecta educadores, projetos e comunidades que buscam/pesquisam/estudam a educação democrática em sua prática.

LInk para o encontro do dia 19/09/2020 : https://meet.google.com/sfe-zkfj-pug

20/09/2020

Ontem, no aniversário de 99 anos de Paulo Freire, fizemos nossa reunião virtual aberta.

E que potente que foi!!

Discutimos a retomada das atividades presenciais na escola, para além da polarização economia X saúde.

O que é a escola? É possível voltar para a escola da mesma forma após um evento da magnitude deste que vivemos? Que escola será essa? Quais são nossas urgencias? É preciso discutir a fundo o currículo e a quem ele serve.

Muitas falas maravilhosas. Queremos agradecer imensamente a todes que compareceram e em especial à Sandra e ao Rafael, que traçaram um panorama bastante completo de suas realidades profissionais e comunitárias e fomentaram uma discussão rica e cheia de propósito.

Nossos encontros acontecem uma vez por mês.

O próximo acontecerá em 24/10/2020.
Marquem aí no calendário! Em breve divulgaremos Tema ( decidido no encontro de ontem) e link de acesso.

Vamos pensar uma educação mais humana e integral juntes?

❤️

15/09/2020

A *Rede Nacional de Educação Democrática* (RNED) convida para uma conversa sobre o possível retorno às atividades presenciais nas escolas, neste ano de 2020. Com o foco na *Gestão Democrática* e nas relações que a escola estabelece com e entre a comunidade, queremos pensar a quem e de que forma serve o retorno.
Receberemos a diretora Sandra Regina Bouças da EMEF Enzo Antonio Silvestrin, como representante da rede pública e Rafael Ciancio, professor de português da rede particular.
A articulação entre as redes pública e particular neste momento é fundamental. Venha trocar conosco. O momento é de construir pontes e assegurar direitos.

Sábado, 19/09, das 10h30 às 12h30, no link: https://meet.google.com/sfe-zkfj-pug

28/07/2020
25/07/2020

São Paulo, 25 de julho de 2020

Carta aberta da RNED (Rede Nacional de Educação Democrática), contra o retorno das atividades presenciais nas escolas

No final do mês de junho, o governador de São Paulo, João Dória, anunciou o plano de retomada de aulas presenciais no Estado, paralisadas desde meados de março, em virtude da pandemia mundial de Covid-19. A data prevista para o retorno, que tem sido mantida até a presente data, foi definida para o dia 8 de setembro. Ainda que esta data venha a sofrer alteração, entendemos que ela pouco importa se não estiver condicionada ao real decréscimo das curvas de contaminação e mortes e ao enfrentamento da pandemia e do coronavírus com maiores evidências e maior número de dados do que possuímos no presente momento.
A Rede Nacional de Educação Democrática (RNED) vem a público se manifestar contra a retomada das aulas presenciais nas redes pública e privada no Estado, na atual conjuntura.
Entendemos que os protocolos apresentados não correspondem à realidade da educação brasileira: como escolher quais estudantes comparecerão à escola? Como proteger professoras, professores, funcionárias e funcionários do grupo de risco? Quem será responsável pelo controle do uso e troca de equipamento de proteção entre todas as pessoas da comunidade escolar? Sabemos que hospitais da rede pública estão enfrentando severa escassez de equipamentos. Como garantir que as escolas, mais numerosas e mais cheias que os hospitais, possuam material em quantidade adequada, bem como façam a reposição do mesmo?
As escolas estão longe de estar paradas. Neste momento, além da tarefa de pensar e realizar uma educação remota, gestoras e gestores das escolas, principalmente de regiões de menor concentração de renda, estão organizando, na pandemia, espaços de apoio e articulação de urgência às suas comunidades. As escolas fornecem alimentos, remédios, produtos de higiene básica entre outros auxílios, em redes de solidariedade, pois em grande parte dos casos o apoio emergencial do Estado não chega para contemplar nem metade da necessidade real.
A pandemia apenas intensifica e evidencia o abandono do Estado de sua função social de equilibrar fatores para que todas as pessoas tenham condições mínimas de sobrevivência e cidadania. Nesse sentido, entendemos que o plano de retorno é uma resposta do Governo do Estado às pressões da rede de escolas privadas de São Paulo, que vem perdendo estudantes para a crise nacional econômica e de emprego.
Como grupo que pensa e discute educação, formado por equipes estudantis, educadoras, de coordenação e pessoas que vivem a realidade escolar diariamente e defendem a possibilidade de uma educação crítica e libertadora, avaliamos que o retorno às aulas não obedece nenhum critério pedagógico. Talvez isso se deva ao fato de ter sido pensado por gestoras e gestores da política e não por profissionais da área educacional, famílias e estudantes, que não tiveram voz na questão, e que, no nosso ponto de vista, são protagonistas de uma escola verdadeiramente democrática.
Colocar estudantes em risco, sem uma avaliação mais abrangente do escopo de contágio do Coronavírus, não é somente irresponsável, é um desastre do ponto de vista educacional. Crianças pequenas reencontrarão colegas depois de meses de reclusão e terão de ser forçosamente afastadas de seus pares (quem tem um protocolo para isso? Crianças serão punidas se tentarem socializar? É isto que queremos? O que isto ensina?).
Professoras e professores com receios e sobrecargas deverão lidar com aulas presenciais e a distância, tentando estabelecer um plano de ensino cruzado contemplando atividades para estudantes que frequentam aulas em dias alternados. Parece loucura.
É loucura no contexto da escola pública e no contexto da escola particular. A defesa da vida tem de ser neste momento o fio condutor de qualquer decisão da esfera social, econômica e pedagógica. Precisamos trazer o papel do Estado para o centro da discussão. Tanto no que concerne à concessão de auxílios para escolas particulares, mas primeiramente para pessoas que estão em situação precária, para as quais a questão da escola e da quarentena nem se coloca frente às questões tão mais urgentes.
Não existe possível ganho no plano pedagógico que se justifique no risco que a volta às aulas oferece. Não se constrói conhecimento sem a valorização da vida e da humanidade de todas e todos.
Precisamos urgentemente levantar a questão de uma renda básica efetiva que sustente famílias, para que elas possam estar em casa com suas crianças, com o mínimo de segurança. Precisamos que as redes privadas se organizem em ações junto à rede pública. Precisamos que a sociedade se conscientize que suas filhas e filhos estão em risco de perder algo muito mais fundamental do que o ano letivo ou a vaga na universidade.
Estamos em risco de perder aquilo que nos torna humanidade: reconhecer as outras pessoas como seres da nossa própria espécie, que também são constituídas de valores, sonhos, desejos, tristezas, amarguras e belezas. Se não vemos isso nelas, como identificamos em nós? Se isso não é prioridade, o que diz sobre nós?
É o momento de decidir quem somos e como seguiremos. Conscientes de que o que deixamos para trás é um tanto de nós mesmos.

Rede Nacional de Educação Democrática

16/02/2020

Primeira reunião do ano foi cheia de inspirações!

Marquem na agenda os próximos encontros e venham:

07 de março - Estrutura política da escola e gestão democrática

04 de abril - Princípios da educação democrática

09 de maio - Congresso da Rede

06 de junho - Descolonização da educação

Em breve divulgaremos os locais e mais informações!

Você pode assinar e ajudar Lara Gil? 25/10/2019

IMPORTANTE!

Leiam o relato da diretora da EMEF Enzo Silvestrin e assinem a petição!

Tamo junto ✊

"Quase quatro horas de escuta atenta e debate com o pai (que se autodenomina de “extrema direita”) de uma só estudante em meio a mil matriculados/as... Desacordo em relação ao PROJETO DA ESCOLA, absolutamente condenado pela família por ser caracterizado pela mesma como um currículo “de esquerda”. Logo no início do debate, evidencia-se a pauta do objeto em questão: Direitos Humanos. Sim, temos bem definidas nossas intenções... Emancipação dos sujeitos, liberdade para que, além de poderem ser quem são sem discriminação, julgamento ou qualquer opressão, possam também entender a diversidade como algo inerente à condição humana. Mora exatamente neste ponto o problema: voz e liberdade não são concebidas pela família como dispositivos para uma boa educação. Há um apelo pela escola tradicional e há uma suposta defesa em nome da comunidade. Certo, então convoquemos todas as famílias a uma reunião de Conselho de Escola para que possamos construir coletivamente o currículo. Estamos dispostos/as a dialogar com a comunidade, pois este é nosso desejo: tê-la dentro da escola como sujeitos constitutivos da produção de conhecimento. Proposta aceita para próximos encaminhamentos, saí da reunião com a sensação de que o diálogo era muito poderoso, estávamos abertos para a escuta do outro lado, abertos/as à negociação, afinal, assim se comportam seres humanos. Dois dias após, no mesmo momento em que combinávamos uma data para nossa reunião do Conselho, sou surpreendida com as postagens no Facebook do mesmo pai, postagens feitas exatamente um dia após nossa conversa... DESILUSÃO! A conversa foi absolutamente insignificante para ele; na postagem, ele buscava recrutar pessoas que não estivessem de acordo com a direção da escola, propunha um alistamento num grupo de WhatsApp para que pudessem se mobilizar; nos comentários: ataques, orientações, sugestões, a criminalização de nossa atuação pedagógica e solicitações de informações da escola e da diretora. O pai, atendendo aos pedidos, passa os dados da escola, endereço e o meu nome. Algumas horas depois, o mesmo pai entra na escola e começa a filmar as crianças que estão na aula de Educação Física e, ao ser abordado pela professora, concorda em conversar com a direção que se surpreende mais uma vez! Inicia-se uma discussão, afinal ele estava, sem autorização, filmando as crianças. Ao ser questionado, faz uso deturpado das minhas próprias palavras: - “Sou pai da escola, sou da comunidade, posso entrar no espaço público e fazer o que quero”. Fui acusada novamente de muitas coisas, inclusive de buscar autopromoção para conquistar cargo... Ué! Será que de Presidente da República??????? Admitiu que buscava colher materiais para aniquilar a direção da escola mesmo estando tudo tão exposto e tão ali aos olhos de quem quisesse ver. Admiti o medo, a sensação de ter minha integridade física ameaçada... Disse que tinha medo de sair da escola e ser vítima da violência tão defendida atualmente, ao que ele me diz que, de fato, não poderia garantir minha integridade física. Afasto-me, choro muito, vejo uma comunidade de educadores/as defendendo as crianças e um projeto que não tem dono, nem nome. Tem sofrimento, acertos, erros, cuidados, humanidade, estudos, diálogo e dúvidas... A que mora em mim neste momento é: fosse um homem na direção, haveria tanto dedo apontado e tanta violência???"

Você pode assinar e ajudar Lara Gil? MANIFESTO EM APOIO AOS EDUCADORES E A COMUNIDADE ESCOLAR DA EMEF ENZO ANTÔNIO SILVESTRIN

Mobile uploads 25/10/2019

Todo nosso apoio à Emei Gabriel Prestes!

23/06/2019

Rede Nacional De Educação Democrática presente na IV CONANE (Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação).
Momento de trocas, reflexões e muita inspiração!
Voltamos renovados e seguimos na luta!

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