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Quer Saber? A sua página do conhecimento. Josemar Dorilêo

Uma ferramenta onde é apresentado temas atuais brasileiros/mundiais, questões históricas e geográf**as, artigos de renomados profissionais de diversas áreas.

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22/03/2018

Água...
Antes de sentir falta, CUIDE para que ela não falte.
E saiba que Um PINGO DE CONSCIÊNCIA é capaz de SALVAR um rio de VIDAS.

Pense nisso, faça diferente. Preserve
Professor Josemar Dorilêo

21/03/2018

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Síndrome de Down.

Também denominado trissomia 21, é uma anomalia genética causada pela presença integral ou parcial de uma terceira cópia do cromossomo 21.
A condição está geralmente associada com atraso no desenvolvimento infantil, feições faciais características e deficiência mental leve a moderada. O quociente de inteligência de um jovem adulto com síndrome de Down é, em média, de 50, sendo equivalente à capacidade mental de uma criança de oito ou nove anos, embora isto possa variar signif**ativamente.
Os pais da pessoa com síndrome de Down são geralmente normais em termos genéticos. A presença do cromossoma adicional ocorre meramente por acaso. A probabilidade aumenta com a idade, desde menos de 0,1% em mulheres que são mães aos 20 anos até 3% em mulheres que sejam mães aos 45 anos. Não se conhece qualquer fator comportamental ou ambiental que influencie esta probabilidade. A Síndrome de Down pode ser detectada durante a gravidez durante o rastreio pré-natal, seguido por exames de diagnóstico após o nascimento através de observação direta e exames genéticos. Desde a introdução dos rastreios, as gravidezes com diagnóstico da doença são geralmente interrompidas. Recomenda-se à pessoa com síndrome de Down a realização regular ao longo da vida de exames de rastreio para problemas de saúde comuns na condição.
Não existe cura para a síndrome de Down. A educação e cuidados adequados aumentam a qualidade de vida da pessoa. Algumas crianças com síndrome de Down frequentam escolas comuns, enquanto outras requerem ensino especializado. Algumas concluem o ensino secundário e outras frequentam o ensino superior. Durante a idade adulta, muitas pessoas com a condição executam trabalhos remunerados, embora seja frequente que necessitem de um ambiente de trabalho protegido. Em muitos casos, as pessoas com síndrome de Down necessitam de apoio financeiro e em questões legais. Em países desenvolvidos e com cuidados apropriados, a esperança média de vida com a condição é de 50 a 60 anos.
A síndrome de Down é uma das anomalias cromossómicas mais comuns nos seres humanos, ocorrendo em cerca de um entre cada 1000 bebés nascidos em cada ano. Em 2015, cerca de 5,4 milhões de pessoas em todo o mundo tinham síndrome de Down. Em 2013, a condição foi a causa de 27 000 mortes, uma diminuição em relação às 43 000 em 1990. A doença é assim denominada em memória de John Langdon Down, o médico britânico que descreveu integralmente a síndrome em 1866. Algumas características da doença tinham já sido descritas por Jean-Étienne Esquirol em 1838 e Édouard Séguin em 1844. Em 1959 foi descoberta a causa genética da doença, uma cópia adicional do cromossoma 21.
Características
Uma pessoa com a síndrome pode apresentar todas ou algumas das seguintes condições físicas: olhos amendoados, uma prega palmar transversal única (também conhecida como prega simiesca), dedos curtinhos, fissuras palpebrais oblíquas, ponte nasal achatada, língua protusa (devido à pequena cavidade oral), pescoço curto, pontos brancos nas íris conhecidos como manchas de Brushfield, uma flexibilidade excessiva nas articulações, defeitos cardíacos congênitos, espaço excessivo entre o hálux e o segundo dedo do pé.
Apesar da aparência, às vezes comum entre pessoas com síndrome de Down, é preciso lembrar que o que caracteriza realmente o indivíduo é a sua carga genética familiar, que faz com que ele seja parecido com seus pais e irmãos.
As crianças com síndrome de Down encontram-se em desvantagem em níveis variáveis face a crianças sem a síndrome, já que a maioria dos indivíduos com síndrome de Down possuem deficiência mentalde leve (QI 50-70) a moderado (QI 35-50), com os escores do QI de crianças possuindo síndrome de Down do tipo mosaico tipicamente 10-30 pontos maiores. Além disso, indivíduos com síndrome de Down podem ter sérias anomalias afetando qualquer sistema corporal.
Outra característica frequente é a microcefalia, um reduzido peso e tamanho do cérebro. O progresso na aprendizagem é também tipicamente afetado por doenças e deficiências motoras, como doenças infecciosas recorrentes, problemas no coração, problemas na visão (miopia, astigmatismo ou estrabismo) e na audição.
Causas e genética

A presença de três cromossomas 21 no cariótipo é o sinal da síndrome de Down por trissomia 21. Este cariótipo mostra uma síndrome de Down adquirida por não-disjunção.

Cariótipo de uma pessoa com síndrome de Down causada por uma translocação Robertsoniana
A síndrome de Down poderá ter quatro origens possíveis. Das doenças congénitas que afetam a capacidade intelectual, a síndrome de Down é a mais prevalecente e melhor estudada. Esta síndrome engloba várias alterações genéticas das quais a trissomia do cromossoma 21 é a mais frequente (95% dos casos). A trissomia 21 é a presença de uma terceira cópia do cromossoma 21 nas células do indivíduo afetado. Outras desordens desta síndrome incluem a duplicação do mesmo conjunto de genes (p.e., translações do cromossoma 21). Dependendo da efetiva etiologia, a dificuldade na aprendizagem pode variar de mediana para grave.
Os efeitos da cópia extra variam muito de indivíduo para indivíduo, dependendo da extensão da cópia extra, do background genético, de fatores ambientais, e de probabilidades. A síndrome de Down pode ocorrer em todas as populações humanas, e efeitos análogos foram encontrados em outras espécies como chimpanzés e ratos.
Trissomia 21
A trissomia 21 é a causa de aproximadamente 95% dos casos observados da síndrome, com 88% dos casos originários da não-disjunção meiótica no gameta materno e 8% da não-disjunção no gameta paterno. Neste caso, a criança terá três cópias de todos os genes presentes no cromossomo 21.
Translocação Robertsoniana
O material extra poderá ser proveniente de uma translocação Robertsoniana, isto é, o braço longo do Cromossoma 21 liga-se topo a topo com outro cromossoma acrocêntrico (cromossomas 13, 14, 15, 21 ou 22), podendo haver assim variabilidade na região extra. A mutação pode ser uma mutação de novo e pode ser herdada de um dos progenitores que não apresenta a síndrome pois tem uma translocação Robertsoniana equilibrada. Por disjunção normal na meiose os gâmetas são produzidos uma cópia extra do braço longo do Cromossoma 21. Esta é a causa de 2 - 3% das síndromes de Down observadas. É também conhecida como "síndrome de Down familiar".
Mosaicismo
O indivíduo pode ser um mosaico de células com arranjo genético normal e células com trissomia 21. Esta é a causa apontada em 1 - 2% dos casos a**lisados de síndrome de Down.
Isto pode acontecer de duas maneiras:
• uma não-disjunção numa divisão celular durante as primeiras divisões do zigoto, f**ando assim essa célula com uma trissomia 21, dando origem a mais células iguais a si nas divisões seguintes e as restantes células permanecendo normais;
• um zigoto ou embrião com síndrome de Down sofrer uma igual mutação, revertendo assim as células para um estado de euploidia, isto é, correto número de cromossomas, que não possuem trissomia 21.
Existe, obviamente, uma variabilidade na fracção nº de células trissômicas/nº de células euploides, tanto no total como dentro de um próprio tecido. Note-se que é provável que muitas pessoas tenham uma pequena fração de células aneuploides, isto é, com número de cromossomas alterado.
Duplicação de uma porção do cromossomo 21
A literatura médica reporta casos em que uma região do cromossoma 21 sofre um fenómeno de duplicação. Isto levaria a uma quantidade extra de genes deste cromossoma, mas não de todos, podendo assim haver manifestações da Síndrome de Down, indetectável pelo cariótipo.

Complicações
• As cardiopatias congénitas afetam 40% destas crianças. Analogamente, a principal causa de uma cardiopatia congênita é a Síndrome de Down. 40% das crianças com Síndrome de Down e cardiopatia congênita tem algum defeito do septo atrioventricular. As principais cardiopatias são comunicação átrio-ventricular, comunicação interventricular, persistência do ca**l arterial, comunicação interatrial, tetralogia de Fallot e outros. São as principais causas de morte das crianças com este síndrome, especialmente no primeiro ano de vida. No entanto, se forem corrigidas, a esperança de vida destas crianças é bastante elevada.
• A afecção do foro gastroenterológico mais frequente é a atresia duodenal, mas também aparecem a estenose pilórica, a doença de Hirschsprung e as fístulas traqueo-esofágicas. A incidência total de malformações gastroenterológicas é de 12%.
• 3% destas crianças têm cataratas congénitas importantes que devem ser extraídas precocemente. Também são mais frequentes os glaucomas.
• A hipotonia é muito frequente no recém-nascido, o que pode interferir com a alimentação ao peito. Normalmente a alimentação demora mais tempo e apresenta mais problemas devidos à protrusão da língua. A obstipação é mais frequente devido à hipotonia da musculatura intestinal.
• O hipotireoidismo congénito é mais frequente nas crianças com trissomia 21.
• A laxidão das articulações e a hipotonia combinadas podem aumentar a incidência de luxação congénita da anca embora esta alteração seja rara.
• As convulsões são mais frequentes, com incidência de 10%.
• A imunidade celular está diminuída, pelo que são mais frequentes determinadas infecções, como as respiratórias. Habitualmente têm hipertrofia dos adenoides e das amígdalas. Há uma maior incidência de leucemias.
• São muito frequentes as alterações auditivas nestas crianças devido a otites serosas crónicas e os defeitos da condução neurosensorial.
• Há uma grande controvérsia sobre a instabilidade atlantoaxial. Radiologicamente, 15% ou mais dos casos apresentam evidência deste facto, mas há muito poucas crianças com problemas neurológicos associados.
• Há um atraso no crescimento com tendência para a obesidade.
• Os dentes tendem a ser pequenos e espaçados irregularmente.
• Existem evidências de menor incidência de cancro; isto tem levado a pesquisas que sugerem que os genes que combatem o cancro estão no cromossoma 21.
Tratamento

Vários aspectos podem contribuir para um aumento do desenvolvimento da criança com síndrome de Down: intervenção precoce na aprendizagem, monitorização de problemas comuns como a tiroide, tratamento medicinal sempre que relevante, um ambiente familiar estável e condutor, práticas vocacionais, são alguns exemplos. Por um lado, a síndrome de Down salienta as limitações genéticas e no pouco que se pode fazer para as sobrepor; por outro, também salienta que a educação pode produzir excelentes resultados independentemente do início. Assim, o empenho individual dos pais, professores e terapeutas com estas crianças pode produzir resultados positivos inesperados.
As crianças com Síndrome de Down frequentemente apresentam redução do tônus dos órgãos fonoarticulatórios e, consequentemente, falta de controle motor para articulação dos sons da fala, além de um atraso no desenvolvimento da linguagem. O fonoaudiólogo será o terapeuta responsável por adequar os órgãos responsáveis pela articulação dos sons da fala além de contribuir no desenvolvimento da linguagem.
Os cuidados com a criança com S.D. não variam muito dos que se dão às crianças sem a síndrome. Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança comece a fazer sozinha, espontaneamente e devem estimular os seus esforços. Devem ajudar a criança a crescer, evitando que ela se torne dependente; quanto mais a criança aprender a cuidar de si mesma, melhores condições terá para enfrentar o futuro.
A criança com S.D. precisa participar da vida da família como as outras crianças. Deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito e naturalidade. A pessoa com S.D. quando adolescente e adulta tem uma vida semi-independente. Embora possa não atingir níveis avançados de escolaridade pode trabalhar em diversas outras funções, de acordo com seu nível intelectual. Ela pode praticar esportes, viajar, frequentar festas, etc.
Pessoas com síndrome de Down têm apresentado avanços impressionantes e rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, se casando e chegando à universidade.
Aprendizagem
O preconceito e o senso de justiça com relação à Síndrome de Down no passado, fez com que essas crianças não tivessem nenhuma chance de se desenvolverem cognitivamente, pais e professores não acreditavam na possibilidade da alfabetização, eram rotuladas como pessoas doentes e, portanto, excluídas do convívio social. Hoje já se sabe que o aluno com Síndrome de Down apresenta dificuldades em decompor tarefas, juntar habilidades e ideias, reter e transferir o que sabem, se adaptar a situações novas, e, portanto todo aprendizado deve sempre ser estimulado a partir do concreto necessitando de instruções visuais para consolidar o conhecimento. Uma maneira de incentivar a aprendizagem é o uso de brinquedos e de jogos educativos, tornando a atividade prazerosa e interessante. O ensino deve ser divertido e fazer parte da vida cotidiana, despertando assim o interesse pelo aprender.
No processo de aprendizagem a criança com Síndrome de Down deve ser reconhecida como ela é, e não como gostaríamos que fosse. As diferenças devem ser vistas como ponto de partida e não de chegada na educação, para desenvolver estratégias e processos cognitivos adequados. A Teoria da modif**abilidade cognitiva estrutural, do psicopedagogo Reuven Feuerstein, afirma que a inteligência de qualquer pessoa, independente de sua idade, pode ser "expandida". Um neto de Feuerstein, portador de Síndrome de Down, que teve sua inteligência estimulada por seus métodos desde o nascimento, sempre frequentou a escola normal com bom desempenho.
Prognóstico
Devido aos avanços da medicina, que hoje trata os problemas médicos associados à síndrome com relativa facilidade, a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down vem aumentando incrivelmente nos últimos anos. Para se ter uma ideia, enquanto em 1947 a expectativa de vida era entre 12 e 15 anos, em 1989, subiu para 50 anos. Atualmente, é cada vez mais comum pessoas com síndrome de Down chegarem aos 60, 70 anos, ou seja, uma expectativa de vida muito parecida com a da população em geral. Em 2007 faleceu em Anápolis, Goiás, a pessoa com síndrome de Down mais velha do mundo, Dilmar Teixeira (n.1934), com 74 anos.
Epidemiologia

Estima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada 660 nascimentos, o que torna esta deficiência uma das mais comuns de nível genético. A idade da mãe influencia bastante o risco de concepção de bebé com esta síndrome: em idade de 20 é de 1/1925, em idade de 25 é de 1/1205, em idade de 30 é de 1/885, em idade de 35 é de 1/365, em idade de 40 é de 1/110, em idade de 45 é de 1/32 e aos 49 de 1/11. As grávidas com risco elevado de ter um filho afetado por esta síndrome devem ser encaminhadas para consultas de aconselhamento genético, no âmbito das quais poderão realizar te**es genéticos (como a amniocentese).

História
Existem evidências de que crianças com Síndrome de Down tenham sido representadas na arte, mas a primeira descrição médica da Síndrome ocorreu apenas no século XIX.
Em 1862, o médico britânico John Langdon Down descreve a síndrome; baseado nas teorias ra***tas da época, ele atribui a causa a uma degeneração, que fazia com que filhos de europeus se parecessem com mongóis, e sugere que a causa da degeneração seria a tuberculose nos pais. Apesar do tom ra***ta de Down, ele recomenda que as pessoas com a síndrome sejam treinadas, e que a resposta ao treinamento é sempre positiva.
Durante vários anos, os pais de crianças com Síndrome de Down recebiam a recomendação de entregar as crianças a instituições, que passariam a cuidar delas (pela vida toda).
O termo foi referido pela primeira vez pelo editor do The Lancet, em 1961. Era, até a data, denominado como mongolismo pela semelhança observada por Down na expressão facial de alguns pacientes seus e os indivíduos oriundos da Mongólia. Porém, a designação mongol ou mongoloide dada aos portadores da síndrome ganhou um sentido pejorativo e até ofensivo, pelo que se tornou banida no meio científico.
O termo mongol ou mongolismo, quando usado de forma pejorativa, ofensiva, poderá ser considerado como crime de preconceito, sem direito à fiança, quando o processo transitar em julgado.
Na Segunda Guerra Mundial, pessoas com qualquer tipo de deficiência (física ou mental) foram exterminadas pelos nazistas, no programa chamado Aktion T4
Atualmente, estima-se que entre 91% e 93% das crianças detectadas com Síndrome de Down antes do parto sejam abortadas.
Fontes:
Wikipédia
1. Steinbock, Bonnie (2011). Life before birth the moral and legal status of embryos and fetuses 2nd ed. Oxford: Oxford University Press. p. 222. ISBN 978-0-19-971207-6. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2017
2. Ir para cima↑ Szabo, Liz (9 de maio de 2013). «Life with Down syndrome is full of possibilities». USA Today. Consultado em 7 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 8 de janeiro de 2014
3. Ir para cima↑ GBD 2013 Mortality and Causes of Death, Collaborators (17 de dezembro de 2014). «Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990–2013: a systematic a**lysis for the Global Burden of Disease Study 2013.». Lancet. 385: 117–71. PMC 4340604 . PMID 25530442. doi:10.1016/S0140-6736(14)61682-2
4. ↑ Ir para:a b Hickey, F; Hickey, E; Summar, KL (2012). «Medical update for children with Down syndrome for the pediatrician and family practitioner.». Advances in Pediatrics. 59 (1): 137–57. PMID 22789577. doi:10.1016/j.yapd.2012.04.006

06/02/2018

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ALERTA DE SAÚDE PÚBLICA -

Véspera de Carnaval – aumento dos casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis no Brasil. O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE DST?
O que são DST?
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios que se transmitem, principalmente, através das relações se***is sem o uso de pr********vo com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.
Algumas DST podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. E isso requer que, se fizerem s**o sem ca*****ha, procurem o serviço de saúde para consultas com um profissional de saúde periodicamente. Essas doenças quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como infertilidades, câncer e até a morte.
Usar pr********vos em todas as relações se***is (oral, a**l e vaginal) é o método mais ef**az para a redução do risco de transmissão das DST, em especial do vírus da Aids, o HIV. Outra forma de infecção pode ocorrer pela transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de dr**as injetáveis. A Aids e a sífilis também podem ser transmitidas da mãe infectada, sem tratamento, para o bebê durante a gravidez, o parto. E, no caso da Aids, também na amamentação.
O tratamento das DST melhora a qualidade de vida do paciente e interrompe a cadeia de transmissão dessas doenças.
Quais são as DST?

Aids

Cancro mole

Clamídia e Gonorreia

Condiloma acuminado (HPV)

Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Donovanose

Hepatites virais

Herpes

Infecção pelo Vírus T-linfotrópico humano (HTLV)

Linfogranuloma venéreo

Sífilis

Tricomoníase


As DST são graves?
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são um grave problema de saúde pública porque:
· Facilitam a transmissão sexual do HIV (vírus da AIDS);
· Quando não diagnosticados e tratados a tempo, podem levar a pessoa portadora a ter complicações graves e até à morte;
· Algumas DST, quando acometem gestantes, podem provocar o abortamento ou o nascimento com graves malformações.

Quais as conseqüências das DST?
Quando não tratadas adequadamente, as DST podem causar sérias complicações, além do risco de pegar outras DST, inclusive o vírus da AIDS. Essas complicações podem ser:
· Esterilidade no homem e na mulher (a pessoa não pode mais ter filho);
· Inflamação nos órgãos genitais do homem, podendo causar impotência;
· Inflamação no útero, nas trompas e ovários da mulher, podendo complicar para uma infecção em todo o corpo, o que pode causar a morte;
· Mais chances de ter câncer no colo do útero e no p***s;
· Nascimento do bebê antes do tempo ou com defeito no corpo ou até mesmo a sua morte na barriga da mãe ou depois do nascimento.

Como fazer o tratamento das DST?
Cada DST tem um tipo de tratamento e só o profissional de saúde poderá avaliar a fazer essa indicação corretamente. Fazer o tratamento certo é:
· Só tomar remédio indicado pelo serviço de saúde;
· Tomar o remédio na quantidade certa, nas horas certas e até o fim, mesmo que os sintomas e sinais tenham desaparecido;
· Evitar relação sexual nesse período e, se não der para evitar, só manter relações usando ca*****ha;
· Voltar ao serviço de saúde ao terminar o tratamento, para fazer a revisão (controle de cura). E as mulheres, para fazerem também o exame preventivo do câncer de colo do útero (o médico dirá se esse exame pode ser realizado);
·Levar o parceiro sexual para ser tratado também.

Como fazer a prevenção das DST?
· A melhor forma de prevenir a transmissão das DST é usar sempre e corretamente a ca*****ha em todas as relações se***is;
· Não compartilhar agulhas e seringas com outras pessoas;
· No caso de necessitar receber uma transfusão de sangue, exija que ele seja testado para todas as doenças que podem ser transmitidas pelo sangue.

Fonte: Ministério da Saúde | Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Photos from Quer Saber?'s post 29/01/2018

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Alerta de saúde pública

Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção


Sintomas
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Transmissão
A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

Prevenção
Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d'água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do "fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

A população de e São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia receberá a dose fracionada da vacina de febre amarela. A meta é vacinar 95% de 19,7 milhões. O objetivo é evitar a circulação e expansão do vírus. A dose padrão da vacina continuará sendo administrada em alguns grupos conforme a tabela.

Fonte: Fiocruz

23/01/2018

Quer Saber?
O caminho percorrido pelo governo de Brasília para desativar o depósito de lixo a céu aberto na Estrutural. Com 40 milhões de toneladas de resíduos, ele é o segundo maior do mundo e tem quase seis décadas de existência

Depois de quase 60 anos em atividade, o lixão da Estrutural deixa de receber os resíduos produzidos pelos moradores do Distrito Federal.

Em uma área de 201 hectares — o equivalente a cerca de 280 campos de futebol —, o depósito a céu aberto é o segundo maior do mundo e f**a a menos de 20 quilômetros da Praça dos Três Poderes e a 12 quilômetros do Palácio do Buriti, sede do governo de Brasília.

Bem perto da enorme montanha de lixo, a norte e a leste, está o Parque Nacional de Brasília, unidade de conservação. A oeste, passa o Córrego Cabeceira do Valo. Nas proximidades do riacho, agricultores produzem hortifrutigranjeiros em pequena escala.

O principal acesso ao lixão é pela pista norte da Via Estrutural, como é conhecida a Estrada Parque Ceilândia (DF-095). Na Quadra 5 da região administrativa da Estrutural, encontra-se a entrada de pedestres e carros de passeio.

Pela Quadra 12, chegam os veículos carregados para descarte. Foi por ali que entraram, somente em 2016, último ano de pleno funcionamento do local, 830.055 toneladas de resíduos domiciliares — o equivalente a 3,3 mil vezes a capacidade total de carga do maior avião do mundo.

O montante faz parte, segundo estimativa do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), dos cerca de 40 milhões de toneladas de lixo aterradas naquela área desde a década de 1960, quando a região da Estrutural começou a ser utilizada para esse fim.

O ponto mais alto da montanha de resíduos tem 55 metros de altura — pouco menos que o mirante da Torre de TV, com 75 metros.

Transformada em lixão sem que o solo fosse impermeabilizado, a área representa, portanto, sérios riscos ao meio ambiente e à saúde dos catadores e de toda a população do DF.

Esta reportagem especial reúne medidas adotadas pelo governo de Brasília para a desativação do local em 20 de janeiro e detalha a nova rota do lixo na capital do País, com o Aterro Sanitário de Brasília, inaugurado em janeiro de 2017, como ponto central do processo.

Memórias da Estrutural

Da invasão à cidade — o surgimento da 25ª região administrativa do DF

O lixão de Brasília f**a no Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) — Estrutural, cuja população urbana foi estimada em 39.015 habitantes pela Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) de 2015, da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

A cidade se origina de uma invasão, com pessoas atraídas para o depósito de lixo em busca de meios de sobrevivência. Ao longo das décadas, foram diversas as tentativas de retirada das ocupações ilegais, todas sem sucesso.

No início dos anos 1990, o agrupamento de barracos foi intitulado de Invasão da Estrutural, em alusão à rodovia que margeia a área e liga a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) ao Pistão Norte, em Taguatinga. Posteriormente, já em maior amplitude, transformou-se na Vila Estrutural e passou a pertencer à região do Guará.

Em janeiro de 2004, tornou-se a sede urbana do SCIA, criado em 1989 e transformado na 25ª região administrativa do DF pela Lei Distrital nº 3.315, de 27 de janeiro de 2004.

História de luta, resistência e conquista

Uma casa no Conjunto 14 da Quadra 3 guarda parte da história da região. Um passado de “luta, resistência e conquista”, repete a coordenadora do Ponto de Memória da Estrutural, Maria Abadia Teixeira, de 54 anos, ao apontar para dois grandes banners na parede, com as três palavras escritas.

Abadia explica que a relação com a cidade começou após visitas à irmã dela. Com o tempo, também fixou residência e, atualmente, mora na Estrutural há 20 anos.

“Foram grandes enfrentamentos pra gente f**ar; depois, para os que f**aram terem direito de os filhos estudarem. As crianças sofriam muito, porque, pela pista que vem do Jóquei para cá e dá no lixão, passavam em média 200 caminhões por dia, com lixo, com entulho, com tudo”, recorda, ao destacar o alto fluxo dos veículos, a quantidade de poeira e lixo e os adoecimentos.

No Ponto de Memória, diversas imagens mostram os momentos de empenho da comunidade em busca de melhorias.

No passado, uma das paredes da entrada era estampada de ponta a ponta por exemplares do Diário Oficial do DF de 10 de janeiro de 2008, que trouxe, em mais de 50 páginas, a relação dos lotes e respectivos ocupantes no Projeto Urbanístico de Regularização da Zona Especial de Interesse Social Vila Estrutural.

De acordo com Abadia, levantamentos populacionais foram feitos por diferentes governos. No entanto, a precariedade das casas não permitia que os moradores mantivessem os documentos por muito tempo.

Daí a importância do impresso oficial. “Tem barraco que queima, barraco que não tem uma chave para guardar, e as pessoas vão perdendo. Com o Diário Oficial, não estava só guardado nas nossas mãos, estava guardado oficialmente.”

Depois de ressaltar avanços, como a construção da primeira escola da região, ela emenda, ao apontar para imagens que representam as vitórias: “As conquistas dizem tudo de nós, porque, sem luta, nada disso nós teríamos”.

O Ponto de Memória existe desde 2011 e é mantido por integrantes do Movimento de Educação e Cultura, composto por moradores locais e outras pessoas interessadas, como professores e estudantes.


Perigos do Lixão

Na história do lixão do DF, a falta de estrutura e as condições inadequadas de trabalho dos catadores de materiais recicláveis resultaram em acidentes diversos.

Segundo dados do SLU, de 2009 a 2017, foram registrados pelo menos 47 acidentes. Na lista estão desde queimadura e queda até casos mais graves, como os que envolvem tombamento de carreta, perda da ponta dos dedos, braço decepado, atropelamento e morte.

Quanto aos danos ao meio ambiente, o lançamento de resíduos sólidos urbanos é uma atividade potencialmente poluidora, conforme a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, a Política Nacional do Meio Ambiente. Se feito inadequadamente, esse descarte é considerado crime pela Lei de Crimes Ambientais, de 1998.

Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, proíbe a colocação de lixo em locais a céu aberto e define como adequada ambientalmente a disposição dos rejeitos em aterros.

“O fechamento tem um impacto positivo na recuperação do meio ambiente. O lixão f**a ao lado do Parque Nacional de Brasília, uma unidade de conservação que abriga a Bacia Santa Maria-Torto, o segundo maior reservatório do DF”, ressalta o secretário do Meio Ambiente, Igor Tokarski.

Engenheiro civil com pós-doutorado em resíduos sólidos na Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, o professor da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Murrieta envolveu-se nos debates em torno da elaboração da Lei nº 12.305.

“A situação ainda é muito grave na questão de resíduos sólidos no Brasil. Brasília teve uma melhoria considerável em 2017 porque inaugurou o aterro sanitário, mas até então era, talvez, a pior situação das capitais do País. Um descalabro”, a**lisa Murrieta, que pesquisa temas como disposição de resíduos urbanos e contaminação do meio ambiente.

O professor da UnB destaca um dos principais problemas de lixões: o gás metano, que surge da decomposição da matéria orgânica. “Devido à ação dos microrganismos, essa matéria é transformada principalmente em gás metano, dióxido de carbono e chorume”, enumera.

“O metano, quando se mistura com o oxigênio em uma determinada porcentagem, pode explodir, pode queimar.” A inalação do gás — que é incolor e sem cheiro — pode causar parada cardíaca, asfixia e até danos no sistema nervoso central.

Ao exemplif**ar o perigo da substância, Murrieta resgata o caso da Escola Classe 1 da Estrutural, reaberta em 2017 depois de interditada por cinco anos, após o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil constatarem alta concentração de gás metano no local.

A unidade foi construída em 2004, em madeirite, sobre um lixão desativado. Dois anos depois, recebeu estrutura de alvenaria, mas, em seguida, vieram os problemas decorrentes dos resíduos subterrâneos.

A interdição, em 2012, foi feita por questões de segurança, e, nessa época, professores e alunos afirmaram ter passado mal após longos períodos de permanência na escola.

Para a reabertura, no início de 2017, a Secretaria de Educação instalou equipamento para filtragem do ar. Aferido ao menos três vezes por dia, o índice de concentração de metano não chega a 1% em relação ao ar. Antes, ultrapassava os 30%.


O começo do fim

Um diagnóstico sobre o lixão feito pelo SLU em janeiro de 2015 foi o início de um processo que, meses depois, levou o governo de Brasília a declarar situação de emergência e perigo na limpeza urbana.

“Tinha muita criança, tráfico de dr**as, alimentos vencidos, carro desovado queimado”, relembra a diretora-presidente da autarquia, Kátia Campos.

Em abril daquele ano, por determinação do governador Rodrigo Rollemberg, um grupo de trabalho com diversos órgãos começou a elaborar um plano de intervenção para encerrar as atividades irregulares.

Uma das primeiras ações foi proibir a entrada de alimentos vencidos ou próximo de vencer vindos de supermercados e shopping centers. Parte do lixão era utilizada durante anos para esse tipo de descarte. Entre os catadores havia crianças e adolescentes, e produtos impróprios para a saúde eram consumidos e comercializados.

Antes disso, uma instrução normativa já havia determinado que prestadoras de serviço e pessoas que não trabalhavam no SLU deveriam se identif**ar para ter acesso ao lixão. A entrada ficou restrita à portaria principal, e foi iniciado o registro de ingresso e saída.

Outras medidas adotadas foram a colocação de placas sinalizadoras, o asfaltamento de uma das entradas, a criação de uma área de convivência e a instalação de banheiros químicos.

“Desde 2015, o lixão da Estrutural foi transformado em aterro controlado. Drenamos e queimamos o gás; drenamos o chorume; cercamos todo o perímetro; fizemos um fosso para evitar a entrada de carros sem autorização; compramos uma balança; e colocamos pesagem totalmente automatizada nos caminhões”, lista Kátia Campos.


Participação da sociedade civil na gestão de resíduos

Em agosto de 2015, tomaram posse os integrantes do Conselho de Limpeza Urbana (Conlurb) — colegiado de natureza consultiva que zela pela correta aplicação das normas relacionadas à gestão distrital de resíduos sólidos.

Foi a primeira vez que se instituiu o grupo, previsto na Lei nº 660, de 27 de janeiro de 1994. São 44 conselheiros, entre titulares e suplentes, representantes da sociedade civil e do governo.

Já em 2016, foi contratada consultoria para ajudar nos estudos para a elaboração, pelo governo, do Plano Distrital de Saneamento Básico e do Plano Distrital de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Os documentos abordam soluções de curto, médio e longo prazos que deverão ser implementadas ao longo de 20 anos, com acompanhamentos periódicos.

Novas regras para grandes geradores de resíduos

Até julho de 2017, o SLU era o responsável por recolher e dar destinação tanto ao lixo domiciliar dos moradores do DF quanto aos resíduos dos grandes geradores não residenciais.

A Lei nº 5.610, de 16 de fevereiro de 2016, transferiu aos grandes geradores a obrigação de cuidar dos resíduos produzidos por eles, por meio de equipe própria ou contratação de empresa cadastrada no SLU. A legislação não se aplica a residências.

Prazos escalonados para o cumprimento da norma passaram a ser cobrados a partir de agosto de 2017, e a retirada dos recicláveis secos é mantida pelo SLU para aqueles que desejarem. As normas contribuíram para reduzir a quantidade de resíduos do lixão.

A nova rota do lixo

Da sacolinha deixada na lixeira do prédio ou na porta de casa às centenas de sacos descartados por estabelecimentos comerciais. Dos restos de uma pequena reforma ao excedente da construção civil. Tudo teve o lixão como destino por muito tempo.

Com o encerramento das atividades, as sobras da construção civil continuarão indo para a Estrutural, até a implementação de espaços para acomodá-las.

O restante segue, após triagem, para o Aterro Sanitário de Brasília, cujas obras foram retomadas em 2015, em uma área entre Samambaia e Ceilândia. Projetada para comportar 8,13 milhões de toneladas de lixo, a construção é dividida em quatro etapas.

O local recebe apenas rejeitos (materiais não reutilizáveis) — método que minimiza impactos ambientais e que está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

São 760 mil metros quadrados de área, 320 mil deles para rejeitos. A primeira etapa tem 110 mil metros quadrados e é dividida em quatro células de aterramento.

Diferentemente do lixão da Estrutural, a disposição dos rejeitos no aterro é precedida por uma série de cuidados. Diversas camadas têm o papel de evitar a contaminação do lençol freático.

A mais profunda delas tem 1,25 metro de terra compactada. Por cima, há uma manta de polietileno de alta densidade. Essas duas partes impedem que o chorume chegue ao solo. A camada da superfície, de 50 centímetros de terra, é a que recebe os rejeitos e protege a manta de possíveis danos.

Abaixo de todas essas camadas há drenos de captação de águas subterrâneas, que evitam rupturas motivadas pela pressão desse líquido. Outra técnica é a compactação diária do lixo, o que reduz o volume e evita a proliferação de animais, como roedores e urubus.

Em 2017, o Aterro Sanitário de Brasília recebeu 260 mil toneladas de rejeitos.

Inclusão social dos catadores de materiais recicláveis

O novo aterro não conta com a presença de catadores, que atuam em galpões de triagem da coleta seletiva disponibilizados pelo governo — inicialmente alugados, até que as obras dos locais definitivos estejam concluídas.

Como forma de compensá-los pela redução da demanda de resíduos, os cadastrados das cooperativas que trabalham nessas áreas de triagem têm direito a receber mensalmente uma ajuda financeira temporária.

Ao grupo, além dos valores recebidos pela venda do material triado, o governo paga por tonelada comercializada.

Além disso, cooperativas e associações que têm local adequado de trabalho e foram selecionadas por chamamento trabalham como contratadas pelo governo para prestar os serviços de recuperação de resíduos sólidos — o que inclui recepção, triagem, prensagem, enfardamento, armazenamento e comercialização. Essas também têm direito a uma quantia por tonelada comercializada.

A política para catadores envolve ainda a seleção para atuarem como agentes de cidadania ambiental. Eles recebem bolsa mensal e agem como multiplicadores de informações voltadas à gestão e à educação ambiental e sustentável.

Para a inserção dos filhos dos catadores, uma alternativa tem sido o Brasília + Jovem Candango — programa de aprendizagem que promove a integração ao mercado de trabalho em órgãos públicos do DF de jovens que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Catadora de materiais recicláveis há 18 anos, Lucia Fernandes do Nascimento, de 42 anos, conta que saiu de Luziânia (GO) em busca de melhores condições de vida. Fez morada na Cidade Estrutural.

Trabalhando no depósito a céu aberto, conseguiu erguer a casa própria e adquirir outros bens. “O lixão, para os catadores, foi bom, mas lixão nenhum é digno de ser humano trabalhar. A gente trabalhou lá por necessidade”, avalia.

A Cooperativa de Reciclagem Ambiental da Cidade Estrutural (Coorace), presidida por Lucia, é uma das que ocupam galpões de triagem alugados pelo governo local. O que, para ela, é um desafio. “Está sendo uma experiência trabalhar em conjunto, tudo dividido entre todos.”

As mudanças ajudaram a cooperativa a crescer. Hoje, além do trabalho no galpão, o grupo está cadastrado no SLU para atuar na coleta, no transporte e na destinação final dos resíduos produzidos pelos grandes geradores. Além disso, uma associação formada boa parte por cooperados da Coorace foi uma das contratadas pelo SLU para prestar serviços de coleta seletiva.

Coleta Seletiva

A melhoria da coleta seletiva é um dos pontos-chave para a gestão dos resíduos sólidos no DF.
Em pesquisa de opinião feita em 2016 sobre a qualidade dos serviços prestados pelo SLU, 58% dos consultados que disseram não contar com esse serviço onde moram afirmaram, ainda assim, separar o lixo que produzem.

No estudo, feito em parceria com a Codeplan, foram ouvidas 4.088 pessoas, nas 31 regiões administrativas.

Outro dado apresentado à época diz respeito às competências de gestão do SLU. Para 89,6% dos entrevistados, a coleta é o único serviço prestado. Pintura de meios-fios foi um ponto que provocou dúvidas: 56,6% não responderam ou disseram que essa não era responsabilidade da autarquia.


Papa-entulho e papa-lixo: reforços para organizar a limpeza urbana no DF

Para reforçar a limpeza das regiões, sete papa-entulhos f**am à disposição dos moradores: dois em Ceilândia e os demais em Brazlândia, no Gama, no Guará, em Pla**ltina e em Taguatinga.

Nessas unidades, cada pessoa pode entregar, por dia, até 1 metro cúbico (equivalente a uma caixa d’água de mil litros) de resíduos de construção, volumosos (como móveis) e restos de podas. Também são aceitos recicláveis, desde que separados e limpos. Há ainda um recipiente específico para óleo usado em frituras.

Qualquer pessoa pode utilizar os equipamentos, apesar de a área que se busque atender inicialmente seja de um raio de 2,5 quilômetros. Para facilitar a busca pelos papa-entulhos, o SLU criou um mapa interativo.

No mapa também é possível saber onde estão os papa-lixo, contêineres semienterrados que permitem armazenar resíduos de forma segura e limpa e minimizam os riscos de proliferação de animais. Assim, facilita-se o serviço em áreas de difícil acesso dos caminhões de coleta, a exemplo do Pôr do Sol, em Ceilândia.

Por dia, o SLU coleta uma média de 2,7 mil toneladas em todo o DF. Ainda segundo cálculos da autarquia, cada brasiliense produz, em média, cerca de 1 quilo de lixo por dia.

“Hoje, não há solução para a questão dos resíduos que não passe por reaproveitamento, reciclagem, compostagem. São técnicas em que se aproveita o que, a princípio, parecia não aproveitável”, ressalta o professor da UnB Pedro Murrieta. “Não há como a sociedade manter esse nível de consumo e continuar como está.”

Fechado, lixão da Estrutural recebe camada de entulho e terra

Trabalho é feito na área de 4 hectares onde atuavam os catadores de material reciclável. Objetivo é diminuir o chorume e espantar animais

Desde o fechamento do aterro controlado do Jóquei no sábado (20), conhecido como lixão da Estrutural, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) iniciou a cobertura da área.

Esse trabalho ocorre em três etapas. Primeiro, o lixo doméstico é espalhado, depois, compactado e, por último, coberto com entulho de obra e terra. Os funcionários da empresa terceirizada que opera o lixão trabalham neste momento em uma área de 4 hectares, onde atuavam os catadores de materiais recicláveis.

De acordo com o diretor-técnico do SLU, Paulo Celso dos Reis Gomes, antes da desativação do lixão, o serviço era feito a cada 15 dias para dar espaço para os catadores.

“Agora, podemos entrar em todas as áreas, fazer a compactação do lixo e cobrir os resíduos domiciliares.”
A cobertura tem cerca de 50 centímetros de espessura e, além de reduzir a quantidade de chorume e a presença de animais como urubus, ajuda a concentrar a maioria dos gases nos cerca de 300 dutos verticais instalados no lixão.

Após o fechamento do lixão, a área f**ará restrita para o descarte de resíduos da construção civil. Pelos próximos dias, enquanto a área é preparada, esse material deve ser destinado aos distritos rodoviários do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), para posteriormente seguirem para a área do antigo lixão.

Com o lixão desativado, o governo vai estabelecer a destinação do terreno, e o Aterro Sanitário de Brasília entra em pleno funcionamento.

Fechamento do lixão ocorreu após quase 60 anos de atividade

O fechamento do lixão da Estrutural ocorreu depois de quase 60 anos em atividade. Em uma área de 201 hectares, o depósito a céu aberto é o segundo maior do mundo. Apenas em 2016, foram 830.055 toneladas de resíduos domiciliares aterrados no local.

O montante faz parte, segundo estimativa do SLU, das cerca de 40 milhões de toneladas de lixo aterradas naquela área desde a década de 1960, quando a região da Estrutural começou a ser utilizada para esse fim.

Fonte: http://www.sema.df.gov.br

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