09/12/2024
O real que se apresenta quanto ao cenário de excessivos diagnósticos e a distribuição absurdamente elevada de psicoestimulantes, nos convida a um retorno radical às nossas bases formativas pedagógicas, a saber, freireanas, já há muito esquecidas e reservadas apenas e portanto, equivocadamente a jargões para arremate de apresentações em reuniões de pais e mestres, murais e regalos de mesa nas escolas.
Paulo Freire, pensador de uma educação para além dos muros das instituições, nos comunica e conclama em sua vasta obra, a pensar e fazer uma educação que não desconsidere a existência. Para ser mais nítida, uma educação que se comprometa com o ser, com a vida e com a libertação dos grupos oprimidos.
Não entendamos aqui o termo libertação como algo que se dará de um grupo para o outro, como se um grupo, detentor de mais conhecimento, fosse responsável por libertar o outro, mas sim um ato revolucionário que ocorre no encontro de consciências, que conscientizando-se no caminho do fazer cultural ou pedagógico dá espaço para os saberes de forma verticalizada e democrática.
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