Fauna em foco

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Informações na área de fauna selvagem (animais silvestres e exóticos), manejo, comportamento, nu

23/05/2026

🐔 💪 Whey protein… para animal silvestre?

Parece loucura, mas é ciência de verdade.

Nos centros de reabilitação de fauna (CETRAS), filhotes de mamíferos silvestres órfãos precisam de um substituto de leite materno — e as melhores fórmulas do mundo incluem concentrado de whey protein como fonte proteica principal.

Isso porque o leite dos mamíferos tem duas frações proteicas essenciais: a caseína (liberação lenta) e o whey (digestão rápida e altamente biodisponível) — e a proporção certa entre elas pode ser questão de vida ou morte para um filhote.

Um artigo publicado na Veterinarska Stanica (2024) revelou algo impressionante: o teor de proteína no leite de mamíferos silvestres varia de 1,2% no rinoceronte-indiano a 12,8% na baleia-de-barbatana — uma diferença de quase 10 vezes entre espécies. Isso mostra que não existe fórmula universal para a fauna.

🐾 Tem até caso documentado com espécie brasileira: um filhote de tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) — espécie ameaçada — foi criado à mão no Zoo Miami com milk replacer de alto teor proteico, com resultado positivo para o desenvolvimento do animal.

⚠️ Atenção importante: o whey protein de uso humano não deve ser usado diretamente como milk replacer para fauna. A escolha da fórmula precisa considerar a biologia específica da espécie e contar com supervisão veterinária obrigatória.

Salva esse conteúdo para compartilhar com colegas que trabalham com reabilitação de fauna! 🌿

📚 Fonte: Novak M. & Szenci O. — Artificial milk for wildlife orphaned neonates. Veterinarska Stanica, v.55(1), pp.111-123, 2024.
DOI: 10.46419/vs.55.1.5

23/05/2026

🐢🌎 23 de maio | Dia Mundial das Tartarugas

Hoje é um dia para lembrar da importância de proteger esses répteis incríveis e os ambientes onde vivem. Mas você sabia que nem todo quelônio é tartaruga?

✨ Entenda a diferença:
🌊 Tartaruga marinha → vive no ambiente marinho e possui adaptações para nadar, como nadadeiras.
💧 Cágado → vive principalmente em água doce (rios, lagoas e brejos), mas também utiliza áreas terrestres. Possui patas com dedos e membranas.
🌱 Jabuti → vive em ambiente terrestre e tem patas mais robustas, adaptadas para caminhar em terra.

Apesar das diferenças, todos enfrentam desafios como perda de habitat, poluição, atropelamentos, pesca acidental e tráfico de animais.
Conservar esses animais também é conservar os ecossistemas que eles ajudam a manter 💚

Conta aqui: você já sabia diferenciar os três? 👇

22/05/2026

🦈 Como a captura acidental de um tubarão-galha-preta no Recreio (RJ) vai se transformar em uma pesquisa científica de alto impacto?

Neste vídeo, você acompanha como um evento inesperado pode gerar dados importantes para a ciência e ampliar o conhecimento sobre espécies marinhas.

▶️ Dê o play para conferir

🦈

Photos from Fauna em foco's post 21/05/2026

SEGUNDO DIA! Ainda dá tempo de participar!

Hoje seguimos com mais um dia de muito conhecimento, troca de experiências e conteúdos que conectam ciência, conservação e atuação profissional.

Se você ainda não garantiu sua participação, essa é sua chance! 💙
📌 Participação gratuita
📌 Evento on-line
📌 Conteúdo com especialistas da área

Não perde a oportunidade de acompanhar e ampliar sua visão sobre o universo da fauna e conservação.

🔗 Inscreva-se pelo link na bio e venha participar com a gente!

Marque aquele amigo que não pode ficar de fora 👇✨

20/05/2026

Assunto pouco abordado, mas muito importante!

Amanhã, dia 21 vamos ter uma excelente palestra com o Prof. Renan, biólogo do zoo de Brasília !

Aproveite e se inscreva gratuitamente!

Link na bio !

19/05/2026

Nova Professora Parceira: Gabriela Carvalho!

Desde a graduação em Ciências Biológicas na USP, o mar chamou. E ela foi!

Bióloga, mestre em Ecologia Marinha, educadora ambiental e apaixonada pela conservação dos costões rochosos e ecossistemas litorâneos, Gabriela Carvalho chegou para enriquecer ainda mais a nossa comunidade.

Com passagens pela Fundação Florestal, pelo Instituto de Oceanografia da USP, pelo Projeto EAMAR e pelo Podcast Conservação em Prosa (em parceria com a Cátedra UNESCO), Gabriela une rigor científico, mergulho avançado e uma vocação genuína para a educação que transforma.

Hoje ela vive em Ubatuba (SP) — onde o trabalho de conservação acontece de verdade, de dentro d'água para fora.

Seja muito bem-vinda à família Fauna em Foco, Gabriela!

Photos from Fauna em foco's post 19/05/2026

TARTARUGA-OLIVA 🐢

A tartaruga-oliva é a menor espécie de tartaruga marinha do mundo, medindo cerca de 60 a 70 cm de casco e pesando em torno de 35 a 50 kg. Seu nome vem da coloração verde-oliva acinzentada do casco, característica marcante da espécie.

Uma das cenas mais impressionantes envolvendo essa tartaruga é a chamada arribada, quando milhares de fêmeas sobem à praia AO MESMO TEMPO para desovar. Esse fenômeno ocorre principalmente em países como Índia, Costa Rica e México. 🌊

Após a desova, a espécie ainda realiza a famosa “sambadinha”, movimentando areia para ajudar a camuflar e proteger o ninho. 🥚

Seu alimento favorito são os camarões, o que torna a tartaruga-oliva especialmente vulnerável à pesca incidental por arrasto de fundo. Além disso, a presença de plásticos nos oceanos e a poluição luminosa nas praias também representam importantes ameaças para a espécie.

Atualmente, a tartaruga-oliva é classificada pela IUCN como VULNERÁVEL.

Fontes:
Referências:
Hughes & Richard (1974); Valverde et al. (2012); Cáceres-Farias et al. (2022); IUCN Red List; Projeto TAMAR.

18/05/2026

🌿 Nesta quinta-feira, dia 21, às 19h30, temos um encontro especial na Fauna em Foco!

Participação gratuita! Basta acessar link na bio ou nosso site!

Serão duas palestras incríveis para quem deseja aprofundar seus conhecimentos em nutrição e fisiologia animal:

🪲 Prof. Renan falando sobre o uso de insetos na alimentação dos animais
🦌 E uma aula sobre fisiologia digestiva dos mamíferosherbívoros.s

Vamos conversar sobre evolução, processos adaptativos, microbiota, dentição e a importância desses conhecimentos para uma nutrição adequada em ambiente ex situ.

Um conteúdo essencial para estudantes e profissionais que atuam ou desejam atuar com animais silvestres, selvagens e exóticos.

Esperamos você ao vivo! 💚

18/05/2026

Esqueça o que você sabe sobre a mastigação de mamíferos! Antas possuem um movimento mastigatório único que desafia classificações.

A pesquisa revela que, ao contrário de outros perissodáctilos como cavalos e rinocerontes, as antas (Tapirus spp.) exibem um movimento mastigatório predominantemente ortal, ou seja, vertical. Enquanto a maioria dos ungulados utiliza uma componente lateral significativa para triturar o alimento, essencial para a eficácia da abrasão dentária, as antas realizam um movimento de força que é surpreendentemente reto. Esta particularidade biomecânica é um fator crucial para a compreensão da sua ecologia alimentar e da sua adaptação dentária.

Essa cinemática mandibular singular, observada através de análises de vídeo, sugere que as antas não dependem do movimento lateral para o processamento de seu alimento fibroso. A ausência de um "grinding movement" lateral, que é uma característica marcante em outros herbívoros com dentes selenodontes ou hipsodontes, tem implicações profundas na morfologia de seus dentes braquiodontes e bilofodontes. Compreender essa distinção é fundamental para o manejo de antas em cativeiro e para a interpretação de padrões de desgaste dentário em espécimes fósseis, redefinindo o paradigma da mastigação em perissodáctilos.

HOHL, C. J. M. et al. Chewing, dental morphology and wear in tapirs (Tapirus spp.) and a comparison of free-ranging and captive specimens. PLoS ONE, v. 15, n. 6, p. e0234826, 15 jun. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0234826. Acesso em: 26 mai. 2024.

17/05/2026

Imponente e majestosa, a girafa esconde uma vulnerabilidade brutal. Um simples gole d'água pode significar o fim!

A estatura colossal da girafa, embora vantajosa para a vigilância e alimentação, impõe um dilema crítico durante a hidratação. Para beber, a girafa é forçada a adotar uma postura de "pernas abertas" (splayed leg stance), expondo-se a predadores e comprometendo sua capacidade de fuga imediata. Este é, sem dúvida, um dos momentos de maior risco para o animal em seu habitat natural. A necessidade de abaixar a cabeça a uma distância considerável do coração exige adaptações fisiológicas complexas, como mecanismos regulatórios de pressão arterial para evitar o acúmulo de sangue no cérebro ou a isquemia cerebral.

Apesar da vulnerabilidade postural, o pescoço longo ainda desempenha um papel crucial. Mesmo com as pernas abertas, a capacidade de elevar a cabeça e estender o campo visual permite à girafa detectar a aproximação de predadores, como leões, com antecedência vital. Estudos demonstram que a vigilância aumenta significativamente durante a ingestão de água na presença de ameaças. A evolução balanceou a desvantagem mecânica da estatura com a vantagem sensorial do pescoço alongado, tornando a sobrevivência um ato contínuo de adaptação fisiológica e comportamental frente aos desafios ambientais.

WILLIAMS, Edgar M. Giraffe Stature and Neck Elongation: Vigilance as an Evolutionary Mechanism. *Biology*, Basel, v. 5, n. 3, p. 35, set. 2016. Disponível em: https://www.mdpi.com/2079-7737/5/3/35. Acesso em: 27 out. 2023.

Photos from Fauna em foco's post 15/05/2026

Dada a baixa qualidade nutricional do eucalipto, como os koalas conseguem suprir a demanda energética durante o período de lactação?

Os koalas utilizam uma série de estratégias para suprir os custos adicionais durante a lactação. As fêmeas distribuem a lactação ao longo de um período de nove meses, o que é 58% mais longo do que o esperado para um mamífero de mesmo porte, seja eutério ou marsupial. Isso minimiza as exigências energéticas diárias e, no pico da lactação, não há diferença mensurável na taxa metabólica entre fêmeas lactantes e não lactantes.

Além disso, produzem leite cuja concentração lipídica não aumenta próximo ao momento em que o filhote deixa a bolsa marsupial, reduzindo os custos energéticos da lactação no período de maior demanda. As fêmeas lactantes também suprem pelo menos 90% das demandas adicionais da lactação aumentando a ingestão alimentar em 27% em relação às fêmeas não lactantes durante o pico da lactação.

Outra estratégia envolve a redução do tamanho das áreas de locomoção, o que, embora economize pouca energia diretamente, diminui o tempo gasto no deslocamento entre árvores. As fêmeas lactantes também concentram sua alimentação em árvores de maior qualidade nutricional durante o pico da lactação.

Parte da economia energética ainda pode resultar da redução do gasto com termorregulação, ao carregar o filhote no ventre ou nas costas, a fêmea reduz em cerca de 10% a relação entre área de superfície e massa corporal do conjunto mãe-filhote.

Assim, os koalas conseguem suprir os custos adicionais da reprodução mesmo com uma dieta aparentemente pouco favorável baseada em folhas de eucalipto.

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