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23 de setembro | Dia Mundial de Combate ao EstresseQuando falamos em estresse, é comum pensar primeiro no que cada pesso...
23/09/2026

23 de setembro | Dia Mundial de Combate ao Estresse

Quando falamos em estresse, é comum pensar primeiro no que cada pessoa pode fazer para enfrentá-lo: descansar, praticar atividade física, dormir melhor, buscar apoio ou aprender técnicas de relaxamento.

Tudo isso pode ser importante. Mas, quando o estresse está relacionado ao trabalho, precisamos olhar também para o trabalho.

O estresse é uma resposta do organismo diante de demandas ou ameaças e, em determinadas situações, pode ser adaptativo. O problema surge quando a exposição é intensa ou prolongada e os recursos disponíveis são insuficientes para lidar com ela.

No contexto laboral, o estresse pode ser um desfecho da exposição a fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Sobrecarga, baixa autonomia, falta de suporte, conflitos, assédio e problemas na organização do trabalho estão entre os fatores que merecem atenção.

Essa discussão ganhou ainda mais importância no Brasil. Desde 26 de maio de 2026, a NR-1 inclui expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. O Manual de interpretação e aplicação da NR-1 do Ministério do Trabalho e Emprego menciona o desencadeamento ou agravamento do estresse no trabalho entre os possíveis agravos associados a esses fatores.

Por isso, combater o estresse relacionado ao trabalho não pode significar apenas ensinar o trabalhador a suportar melhor condições que permanecem adoecedoras.
Não dá pra simplesmente falar para o trabalhador: “Supere. Tenha resiliência!” 😠

Cuidar da pessoa é fundamental. Prevenir exige também cuidar das condições em que o trabalho acontece ❤️

Neste Dia Mundial de Combate ao Estresse, vale a pergunta:

Quando o trabalho é fonte de estresse, estamos cuidando apenas das consequências ou também das suas causas?

Fontes: Ministério do Trabalho e Emprego (NR-1 e Manual GRO/PGR, 2026).

🔎 Mais tempo dos adultos no celular, crescimento mais lento do vocabulário das crianças?Talvez não seja apenas o tempo d...
22/09/2026

🔎 Mais tempo dos adultos no celular, crescimento mais lento do vocabulário das crianças?

Talvez não seja apenas o tempo de tela das crianças que mereça nossa atenção. O nosso também importa.

Um estudo publicado em 2026 na JAMA Pediatrics acompanhou 747 crianças norueguesas dos 5 aos 7 anos, durante três anos, investigando o uso de telas pelas crianças e pelos pais e o desenvolvimento da linguagem.

O resultado que chama a atenção: quanto maior o tempo de uso do smartphone pelo cuidador principal, mais lento foi o crescimento do vocabulário receptivo da criança. A cada hora adicional diária de uso do smartphone pelo cuidador, houve associação com crescimento anual mais lento do vocabulário.

Além disso, crianças que já possuíam um dispositivo digital aos 4–5 anos apresentaram, no início do acompanhamento, resultados inferiores em vocabulário e compreensão gramatical.

Importante: o estudo encontrou associações, e não permite afirmar que as telas tenham causado esses resultados.

🧠 Crianças aprendem linguagem em interação: ouvindo, respondendo, observando, compartilhando atenção e participando das trocas cotidianas com os adultos. E também aprendem muito observando o que fazemos.

É aí que podemos fazer uma aproximação — não testada diretamente pelo estudo — com a aprendizagem observacional de Albert Bandura: adultos não ensinam apenas pelo que dizem. Também ensinam pelo que fazem.

Talvez, antes de perguntarmos apenas “quanto tempo meu filho passa no celular?”, valha acrescentar outra pergunta: “O que ele vê quando olha para mim?”

Porque orientar uma criança a largar a tela enquanto permanecemos presos à nossa pode transmitir uma mensagem muito mais poderosa do que qualquer regra.

📚 Referência:
YANG, Junyi et al. Screen use and children’s language development from ages 5 to 7 years. JAMA Pediatrics, 2026. DOI: 10.1001/jamapediatrics.2026.3490.

Mais psicólogos significa mais acesso à Psicologia?O Brasil já tem mais de 600 mil psicólogas e psicólogos registrados. ...
20/09/2026

Mais psicólogos significa mais acesso à Psicologia?

O Brasil já tem mais de 600 mil psicólogas e psicólogos registrados. E a formação na área também cresceu: o país já reúne mais de 1.300 cursos de Psicologia, com forte expansão das matrículas nos últimos anos.

A diferença entre os estados é expressiva. No gráfico, o Distrito Federal aparece com 579,5 psicólogas(os) por 100 mil habitantes, enquanto o Maranhão aparece com 107,8.

Esses números não representam apenas psicólogos clínicos disponíveis para psicoterapia.
O Cadastro Nacional reúne profissionais de diferentes áreas: Psicologia Clínica, Organizacional e do Trabalho, Escolar, Hospitalar, Jurídica, Social, Saúde, Neuropsicologia, entre outras.

E a Psicologia on-line ampliou uma possibilidade importante: acesso independentemente da cidade ou estado onde a pessoa vive, quando a modalidade é adequada ao caso e respeita as normas profissionais.

Mas quero trazer essa discussão para outro ponto.
Psicoterapia é importante. Psicólogos são importantes. Mas oferecer atendimento psicológico não substitui a prevenção dos riscos psicossociais no trabalho.

Uma organização pode disponibilizar psicoterapia aos trabalhadores e, ao mesmo tempo, manter sobrecarga, assédio, falta de autonomia, baixa qualidade das relações ou outros fatores relacionados à organização do trabalho.

Desde maio/2026, a NR-1 passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Por isso, não basta perguntar:
“Temos psicólogos para atender quem está sofrendo?”
Precisamos perguntar também:
“O que, no trabalho, está produzindo ou agravando esse sofrimento?”

Cuidar de quem adoeceu e transformar as condições que adoecem são ações complementares.

Talvez o desafio não seja apenas formar mais psicólogos, mas também ampliar o acesso à Psicologia e fortalecer uma atuação que não coloque sobre o indivíduo a responsabilidade por um sofrimento que pode estar relacionado às condições em que ele trabalha.

Fontes: CFP, e-MEC, Inep e Ministério do Trabalho e Emprego.

🎰 4 em cada 10 mulheres brasileiras já apostaram ou ainda apostam em plataformas online. E 67% das entrevistadas dizem a...
20/08/2026

🎰 4 em cada 10 mulheres brasileiras já apostaram ou ainda apostam em plataformas online. E 67% das entrevistadas dizem acreditar que as bets estão acabando com as famílias brasileiras.

Os dados discutidos no episódio “As mulheres e as bets”, do podcast “Café da Manhã”, mostram que não estamos falando de um fenômeno pequeno.

O recorte de gênero torna tudo ainda mais preocupante. Muitas mulheres, especialmente mães, não entram nas apostas em busca de luxo ou diversão. Entram tentando complementar renda, pagar contas, comprar algo para os filhos ou aliviar um orçamento doméstico apertado. Mulheres com filhos, inclusive, apostam mais do que mulheres sem filhos.

Quando a renda é insuficiente, o custo de vida aumenta e a responsabilidade pelo cuidado da família pesa, a promessa de “ganhar dinheiro rápido” pode começar a parecer uma solução.

Mas há outro aspecto que me chamou muito a atenção: a influência social.
Muitas mulheres chegam às bets por indicação de pessoas próximas: amigas, irmãs, primas e até companheiras de igreja.

Nas ciências comportamentais, isso se aproxima da ideia de prova social e viés de conformidade: quando pessoas do nosso grupo aderem a determinado comportamento, ele pode parecer mais seguro, aceitável ou normal do que realmente é.

Em alguns casos, as próprias plataformas ainda estimulam essas indicações com benefícios para quem traz novos apostadores.

É assim que algo potencialmente perigoso vai sendo normalizado no cotidiano.

E quando a aposta passa a ser vista como possibilidade de complementar renda, pagar dívidas ou sustentar a família, o risco aumenta ainda mais.

Por isso, essa discussão precisa envolver gênero, desigualdade econômica, influência social, saúde mental e saúde financeira.

A educação financeira entra justamente aí: para ajudar a reconhecer que aposta não é investimento, não é renda extra e não é estratégia para sair do endividamento.

Informação, nesse caso, também é proteção.

  AgSUS with .repost・・・🧠 O SUS oferta cuidado em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas....
05/08/2026

AgSUS with .repost
・・・
🧠 O SUS oferta cuidado em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. A prática muitas vezes afeta a saúde, as relações, o trabalho e a vida financeira.

💙 Pessoas com 18 anos ou mais já podem buscar o serviço. O cuidado é realizado por psicólogos clínicos, por videochamada, em ambiente seguro e acessível de forma individualizada e integrado ao Meu SUS Digital.

📊 São disponibilizados 100 mil atendimentos por mês.

Para acessar:
📱 Entre no aplicativo Meu SUS Digital;
🔎 Procure o ícone “Não aposte sua Saúde”;
📝 Preencha seus dados e responda à avaliação inicial;
📅 Após a confirmação, escolha o dia e o horário da consulta.

⚠️ Com as informações fornecidas, o serviço prioriza os atendimentos, considerando fatores como frequência das apostas e impactos na vida cotidiana.

Os atendimentos funcionam:
🕗 De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h;
🕗 Aos sábados, das 8h às 14h.

🤝 Quando necessário, o profissional também poderá orientar ou encaminhar o usuário para outros serviços do SUS.

SaúdeParaTodos

Como provar que o trabalho causou ou agravou um transtorno mental?A matéria do G1 de hoje, 3/8/26, explica um ponto esse...
03/08/2026

Como provar que o trabalho causou ou agravou um transtorno mental?

A matéria do G1 de hoje, 3/8/26, explica um ponto essencial: para a Justiça reconhecer o adoecimento relacionado ao trabalho, não basta apresentar um diagnóstico. É preciso demonstrar o nexo causal, ou seja, a ligação entre o transtorno e as condições de trabalho.

E o trabalho não precisa ser a única causa.

Existe também a concausa, quando fatores profissionais contribuíram para desencadear ou agravar ansiedade, depressão, burnout ou outro transtorno, mesmo que existam fatores pessoais envolvidos.

Por isso, a comprovação costuma considerar o conjunto da história: laudos médicos e psicológicos, atestados, mensagens, e-mails, metas abusivas, jornadas excessivas, denúncias, testemunhas e a própria evolução dos sintomas.

A perícia judicial também tem grande peso. Ela deve analisar não apenas o diagnóstico individual, mas o contexto em que a pessoa trabalhava: sobrecarga, assédio, pressão constante, falta de autonomia, conflitos e outros riscos psicossociais.

O ponto mais importante é: transtornos mentais podem ter várias causas, mas isso não elimina a responsabilidade do trabalho quando ele contribui de forma relevante para o adoecimento.

Por isso, registrar, documentar e buscar ajuda desde o início é tão importante. Muitas situações se tornam difíceis de provar justamente porque foram vividas em silêncio.

Apresentação do trabalho sobre Socialização Organizacional, desenvolvido para a disciplina Gestão de Pessoas no Serviço ...
02/08/2026

Apresentação do trabalho sobre Socialização Organizacional, desenvolvido para a disciplina Gestão de Pessoas no Serviço Público, ministrada pela professora Lana Montezano, no Doutorado Profissional em Administração Pública do IDP. 📚

Estudar a socialização organizacional é refletir sobre como as pessoas chegam às instituições, aprendem suas normas, compreendem a cultura, constroem vínculos e encontram condições para desempenhar bem seu trabalho.

Um tema que dialoga diretamente com gestão de pessoas, integração, pertencimento, desenvolvimento profissional e Qualidade de Vida no Trabalho.

Mais um momento de aprendizado, troca e aproximação entre a experiência profissional e a pesquisa acadêmica. 💛

Valeu queridas! Sigamos 💪🏽🥰

Muitas pessoas têm me perguntado, com carinho e genuína curiosidade, aonde estou cumprindo minha missão profissional hoj...
25/07/2026

Muitas pessoas têm me perguntado, com carinho e genuína curiosidade, aonde estou cumprindo minha missão profissional hoje em dia.

Meu universo se expandiu😃Se antes minha atuação estava concentrada na Qualidade de Vida no Trabalho e na atenção psicossocial dentro do CNJ, hoje contribuo com políticas judiciárias nacionais voltadas para todo o Poder Judiciário.

Atuo no apoio às políticas supervisionadas pela Conselheira Noemia Porto, em uma agenda que reúne bem-estar no trabalho, saúde integral, saúde ocupacional, gestão de pessoas, prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação, riscos psicossociais, inclusão e aperfeiçoamento institucional.

Entre as principais frentes estão:

• a Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, ao Assédio Sexual e à Discriminação, com foco em prevenção, acolhimento, proteção contra retaliações e fortalecimento das comissões dos tribunais e conselhos;

• a Política de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores, voltada à promoção da saúde, prevenção de adoecimentos e atenção psicossocial e, a partir dela, a construção da Política de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Trabalho;

• a Política de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau, com foco em melhores condições de trabalho, gestão, especialmente de pessoas, estrutura e valorização das equipes;

• e, de forma transversal, acessibilidade e inclusão, pessoas idosas e suas interseccionalidades e o Fórum Permanente de Gestão da Carreira dos Servidores.

Também integro a Rede de Equidade, voltada à cooperação entre instituições para promover diversidade, inclusão e igualdade, especialmente em gênero e raça.

Outro destaque é o projeto “Conexões pela Justiça”, que permite dialogar diretamente com tribunais e conselhos, conhecer realidades, ouvir desafios e construir soluções de forma colaborativa.

Tem sido um período de muito aprendizado e renovação. Estou em uma equipe maravilhosa, com uma Conselheira sensível, dedicada e verdadeiramente aberta ao diálogo.

Novos desafios também podem abrir caminhos maiores. E é exatamente assim que tenho vivido esta fase. 💛
Celina Coelho| Pesquisa em Políticas Judiciárias 🙏🏽❤️

Tenho ouvido falar sobre os impactos negativos das bets em praticamente todos os espaços por onde circulo: nos cursos, n...
18/07/2026

Tenho ouvido falar sobre os impactos negativos das bets em praticamente todos os espaços por onde circulo: nos cursos, no doutorado, em congressos científicos, no ambiente de trabalho, nos relatos de pessoas próximas, nas diversas mídias. O problema já não parece pontual. Está se espalhando de forma rápida.

A reportagem da Forbes mostra que as apostas online deixaram de ser apenas uma questão de lazer ou de escolhas individuais. Elas já estão afetando a renda das famílias, aumentando o endividamento e produzindo impactos concretos na vida profissional. Há trabalhadores pedindo adiantamento de salário, férias e 13º para pagar dívidas e até conseguir manter as despesas básicas.

Dois relatos, em especial, me chocaram recentemente: familiares procurando os setores de Recursos Humanos para pedir ajuda para seus parentes e pessoas pedindo demissão para usar o dinheiro da rescisão em novas apostas ou no pagamento das dívidas acumuladas. Além dos tristes casos de transtornos mentais e suicídios.

Isso mostra a gravidade da situação. Quando alguém compromete o próprio salário, desorganiza a vida familiar, coloca o emprego em risco e ainda acredita que uma nova aposta poderá recuperar o que perdeu, já não estamos falando de diversão.

Estamos falando de sofrimento, perda de controle, endividamento e possíveis problemas de saúde mental.

As bets também precisam entrar no debate sobre riscos psicossociais, saúde financeira e prevenção no ambiente de trabalho. Mas a atuação das organizações deve ser cuidadosa: não para vigiar ou punir, e sim para informar, orientar, acolher e encaminhar para ajuda especializada quando necessário.

Ainda não estamos compreendendo plenamente a dimensão desse problema. E quanto mais o tratarmos como algo normal ou inofensivo, mais pessoas e famílias poderão adoecer.

❤️💪🏽👀✅A REDE EQUIDADE reúne instituições dos 3 Poderes para desenvolver ações conjuntas, compartilhar boas práticas e fo...
09/07/2026

❤️💪🏽👀✅A REDE EQUIDADE reúne instituições dos 3 Poderes para desenvolver ações conjuntas, compartilhar boas práticas e fortalecer políticas públicas voltadas à promoção da DIVERSIDADE, da INCLUSÃO e da EQUIDADE na Administração Pública.

A Portaria Presidência CNJ nº 268/2026 designou a Conselheira Noemia Porto como gestora e a mim como suplente do Acordo de Cooperação Técnica nº 0235/2021, que tem por objeto a promoção de ações voltadas à inclusão e à diversidade, com foco em GÊNERO e RAÇA, para o alcance da igualdade e da equidade.

Recebo essa designação com grande senso de responsabilidade e entusiasmo. Será uma oportunidade de contribuir para o fortalecimento dessa importante articulação interinstitucional, em diálogo com as agendas de saúde, prevenção do assédio e da discriminação, acessibilidade e inclusão, valorização das pessoas e promoção de ambientes de trabalho cada vez mais respeitosos e inclusivos.

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Brasília, DF

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