Língua Portuguesa com Elisângela

Língua Portuguesa com Elisângela

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Esta página é dedicada a todos que são meus alunos, foram e ainda serão. Aqui podem postar atividades, vídeos, curiosidades e tirar dúvidas.

05/02/2023

Acerca do "Gerundismo"
As formas nominais verbais são utilizadas em situações muito específ**as. O boom nos anos 90/2000 dos operadores de telemarketing que utilizaram essa forma como conjugação verbal viralizou no Brasil devido aos manuais traduzidos do inglês, nos quais o present continuous era excessivamente utilizado. Ao se traduzirem esses manuais surgiram as formas "vou estar fazendo, "vou estar ligando" que em português bastaria dizer: farei, ligarei. Tempo e Flexão corretos dos verbos em nossa Língua. Mais um trabalho malfeito para o professor desconstruir em sala de aula. Pena que as novelas, principalmente essas mais antigas, têm uma forma preconceituosa de tentar ensinar. Note que a "madame" repreende uma secretária, obviamente, deixando claro que a elite (caricata) brasileira é detentora do poder e saber linguístico e a classe popular, das pessoas subalternas, sempre será a culpada (involuntariamente ou não) pelas variações não-padrões da Língua que destoam da norma do Português.
Elisângela A. Santos

27/12/2022

"Acabo de ouvir na televisão uma entrevista do ex-governador do Piauí e futuro ministro do Desenvolvimento Social, Wellington dias. Ele pronuncia "muntcho" e "oitcho" o que se escreve "muito" e "oito". Essa é uma variante muito difundida no Nordeste, que também inclui "ráidjo" (rádio). Como é que f**a isso em termos de avaliação social (da parte, claro, de quem não é nordestino e presta atenção ao que é diferente de si mesmo)? O fenômeno fonético é muito simples de explicar. Quando a maioria de nós pronuncia "tchia" e "djia", o que está em jogo é a presença de um [i] depois de [t] e [d] - sendo [i] uma vogal palatal, sua proximidade palataliza a consoante seguinte. No caso de "muntcho", "oitcho" e "ráidjo", o [i] está antes da consoante, mas o efeito de palatalização é o mesmo (o termo técnico é palatalização regressiva, isto é, para trás). A pronúncia "tchia" e "djia" não causa nenhuma reação adversa, está perfeitamente "naturalizada", e é, inclusive, a recomendada para os profissionais da comunicação (tv, rádio). Por quê? Porque é empregada nas regiões mais ricas e desenvolvidas do país (Rio de Janeiro, Minas Gerais e grande parte de São Paulo). A pronúncia "tia" e "dia", sem palatalização, é que desperta a atenção e identif**a a pessoa como "nordestina" ou, em alguns lugares, "caipira". No entanto, quando vamos aprender outras línguas, temos que evitar a palatalização de [ti] e [di]. Alguns estudiosos aventam a hipótese de que a palatalização de [t] e [d] é fruto do contato linguístico das línguas africanas trazidas para cá com o português colonial. Acho divertido pensar que tantas pessoas racistas que pronunciam "tchia" e "djia" nem desconfiam que essa pronúncia é herança africana. A palatalização ocorre também no francês do Canadá: os dias da semana "lundi", "mardi", "jeudi" etc. apresentam uma pronúncia [-dzi] (mardzi), primeiro passo rumo a uma palatalização completa. Em inglês, a palavra "soldier" é pronunciada "soldjer". O francês "jour" e o italiano "giorno" derivam de um latim "diurnu", o que evidencia a palatalização ocorrida na história dessas línguas. Enfim, tudo isso apenas para dizer que as avaliações sociais dos modos de falar (isto é, os preconceitos linguísticos) não têm praticamente nada que ver com os fatos linguísticos em si, mas com o lugar ocupado pela pessoa (ou comunidade) na estratif**ação social. Ou, como diria Bourdieu, pelo capital linguístico que a pessoa tem no mercado das trocas linguísticas. Muntcho obrigada pela atenção!"
Autor: Marcos Bagno

leiam também: "O preconceito Linguístico" de sua autoria
e ainda "Não é errado falar assim"

30/12/2020

*Português não é para amador*.
Um poeta escreveu:
*"Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar". *
Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução.
Eu, por exemplo, prefiro a *carne* ao *carnê*.
Assim como, obviamente, prefiro o *coco* ao *cocô*.
No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável...
Pense no *cágado*, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração.
E há outros casos, claro!
Eu não me *medico*, eu vou ao *médico*.
Quem *baba* não é a *babá*.
Você precisa ir à *secretaria* para falar com a *secretária*.
Será que a *romã* é de *Roma*?
Seus *pais* vêm do mesmo *país*?
A diferença na palavra é um *acento*; *assento* não tem *acento*.
*Assento* é embaixo, *acento* é em cima.
*Embaixo* é junto e *em cima* separado.
Seria *maio* o mês mais apropriado para colocar um *maiô*?
Quem sabe mais entre a *sábia* e o *sabiá*?
O que tem a *pele* do *Pelé*?
O que há em comum entre o *camelo* e o *camelô*?
O que será que a *fábrica* *fabrica*?
E tudo que se *musica* vira *música*?
Será melhor lidar com as adversidades da conjunção *”mas”* ou com as *más* pessoas?
Será que tudo que eu *valido* se torna *válido*?
E entre o *amem* e o *amém*, que tal os dois?
Na *sexta* comprei uma *cesta* logo após a *sesta*.
É a primeira *vez* que tu não o *vês*.
Vão *tachar* de ladrão se *taxar* muito alto a *taxa* da *tacha*.
*Asso* um *cervo* na panela de *aço* que será servido pelo *servo*.
Vão *cassar* o direito de *casar* de dois *pais* no meu *país*.
*Por tanto* nevoeiro, *portanto*, a *cerração* impediu a *serração*.
Para começar o *concerto* tiveram que fazer um *conserto*.
Ao *empossar*, permitiu-se à esposa *empoçar* o palanque de lágrimas.
Uma mulher *vivida* é sempre mais *vívida*, *profetiza* a *profetisa*.
*Calça*, você *bota*; *bota*, você *calça*.
*Oxítona* é *proparoxítona*.
Na dúvida, com um pouquinho de contexto, garanto que o *público* entenda aquilo que *publico*.
E paro por aqui, pois esta lista já está longa.
Realmente, *português* não é para amador!

Se você foi capaz de *ENTENDER TUDO*, parabéns!! Seu *português* está muito bom!

(Desconheço autoria)

Erro crasso - Origem - Gramática e Cognição 10/09/2020

Todas as expressões que utilizamos em nossa língua têm uma explicação histórica e com essa, não seria diferente. Você já ouviu o termo “Erro crasso”? É normalmente utilizado quando alguém que tenha uma relevante posição, comete uma atitude desastrosa e inadmissível perante funcionários, seguidores, eleitores, admiradores. Está relacionado ao rico e poderoso político Romano Marcus Licinius Crassus (Marco Licínio Crasso) viveu entre 114 e 53 a.C. Crasso decidiu invadir o Império Parta sem o consentimento formal do senado romano. Rejeitou uma oferta de ajuda do rei Artavasdes II da Armênia. Ele marchou com seu exército direto pelo deserto da Mesopotâmia sem usar o território armênio para invadir o Reino Parta. Confiou cegamente em Ariamnes, árabe amigo de Pompeu, mas aliado dos partas. Levou seus homens até as partes mais inóspitas do deserto, sem provisões para uma batalha mais longa, sem exércitos aliados. Ele foi “na cara e na coragem”. Vários generais pediram para montar acampamento, não foram ouvidos. Crasso preferiu seguir os desejos de seu filho Publio, que estava ansioso para lutar. Subestimou o exército inimigo, pensou que seria vitorioso rapidamente só por ser romano. Perdeu de maneira vergonhosa e ainda é o exemplo perfeito de “líder que não sabe liderar”.

Erro crasso - Origem - Gramática e Cognição Explicação da origem da expressão "erro crasso". Como um erro de estratégia e a soberba podem levar a pessoa à ruína.

Etimologia médica: vacina | Revista Fleury Ed. 24 › Notícias | Fleury Medicina e Saúde 18/07/2020

Você conhece a etimologia da palavra vacina??
Ela deriva do latim vaccinus, que signif**a “derivado da vaca”. O nome está relacionado a uma descoberta do médico inglês Edward Jenner (1749-1823), inventor da vacina contra a varíola. Ele percebeu que muitas pessoas que ordenhavam vacas não contraíam a doença, pois já haviam adquirido a varíola bovina.
No dia 14 de maio de 1796 Edward realizou o primeiro teste da vacina contra a varíola, o evento é o marco do início da imunização na história.

https://www.fleury.com.br/noticias/etimologia-medica-vacina-revista-fleury-ed-24 #:~:text=Compartilhar%3A,haviam%20adquirido%20a%20var%C3%ADola%20bovina.

Etimologia médica: vacina | Revista Fleury Ed. 24 › Notícias | Fleury Medicina e Saúde A palavra deriva do latim vaccinus, que signif**a “derivado da vaca”.

23/05/2020

E hoje vamos falar de METONÍMIA. É uma figura de linguagem que consiste no uso da palavra em um diferente contexto semântico no qual substitui continente por conteúdo: copo d'água autor por sua obra: Leio Cecília Meireles, objetos por marca: Cotonete em vez de hastes flexíveis, entre outros. Um exemplo curioso é da palavra ISOPOR, uma marca, sim, da empresa alemã BASF, para o POLIESTIRENO EXPANDIDO. Você já se imaginou entrando em um loja e pedindo uma caixinha de poliestireno expandido??

Conheça a história do EPS Isopor® - Mundo Isopor® Conheça a história do EPS Isopor® Prazer, EPS. O EPS, material conhecido popularmente como Isopor® da marca Knauf Isopor®, foi descoberto em 1949, na...

Qual a maior palavra do Português? 21/05/2020

Se você imaginava que a maior pa palavra da Língua Portuguesa fosse: 'inconstitucionalissimamente', enganou-se. Ela tem 46 letras e se escreve assim: pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico
É o nome de uma doença grave acometida nos pulmões após inalação de cinzas vulcânicas. Ainda assim, existe uma maior, não dicionatizada relativa a uma proteína chamada de titina. São 189.819 letras! Você precisa de 3 horas e meia para pronunciá-la.

Qual a maior palavra do Português? Você sabe qual é a maior palavra do Português? Se pensou em 'inconstitucionalissimamente', errou. O maior palavrão da Língua Portuguesa tem 46 letras! Trata-se de pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. E sabe o que signif**a? Um indivíduo com doença pulmonar. Mas não é qualquer en...

No Dia Nacional da Língua Portuguesa, professor cita sutilezas gramaticais 06/11/2019

Por meio da palavra em Língua Portuguesa, brilhantes profissionais fizeram história. Fizeram um mundo melhor. Não fosse esse idioma, muitas obras (hoje consideradas eternas) não mesmo existiriam.

Basta passearmos um pouco pela Gramática e veremos algumas dessas linguísticas profundezas.

É com o acento agudo que “ágora” não remete a “agora”. Que, na sutil visão, “esta” é muito longe de “está”. Quem se dedica às sutilezas ortográf**as tende a ser mais detalhista na construção do texto, porque fará revisão e quererá levar o melhor possível ao leitor.

É no acento chamado de grave que sentenças podem se tornar tão bonitas. “As vezes” e “às vezes”:
Às vezes, o silêncio da poesia faz as vezes do coração.
Há horas em que a vontade maior é de abraçar o uso de hífen. Mesmo com tanta polêmica que cerca esse sinal, um “ano novo” só vem após a celebração do “ano-novo”. Na Escrita desta amada Língua, como em tantas áreas e carreiras, o mínimo traço muda o projeto, muda o resultado.

Que pensar, ó prazeroso idioma, sobre os Pronomes? Quanta riqueza há em cada “onde”, formalmente usado para a situação de lugar. Esses relativos que tanto se coreografam com os recursos regenciais!

É na regência que “levar” clama pela preposição “a” e, ao usar “onde”, eis o natural e encantador encontro: “Aonde levaremos estas palavras?”
Vírgula bendita, entre verbos e vocativos, quanta precisão na mensagem:
Língua Portuguesa, agradecemos a todo o aprendizado!

Por causa da Pontuação, expressividade e ordem existem:

É um prazer estar aqui! Iniciarei este dia com a homenagem ao Dia Nacional da Língua Portuguesa. Muito obrigado!

Nas concordâncias, somos educados acerca da elegante pronúncia; sobre palavras particulares e, assim, entendemos a presença de verbos impessoais invariáveis.

Hoje é dia 5 de novembro: Dia Nacional da Língua Portuguesa. Lacrimejo-me, ao fim deste texto, por ser muito grato à nossa Língua.

Um grande abraço, até a próxima .

Por DIOGO ARRAIS
Professor de Língua Portuguesa

No Dia Nacional da Língua Portuguesa, professor cita sutilezas gramaticais Professor Diogo Arrais escreveu uma homenagem ao idioma de Camões no dia nacional da língua

08/07/2019

Um pouquinho de História da Língua. Você sabe por que a pessoa que nasce em Salvador é Soteropolitano??

Pois bem, em sua versão grega,
Salvador se transforma em “Soterópolis” que, segundo Caldas Aulete, vem de soter (salvador)+ polis(cidade). Além de soteropolitano, existe a forma salvadorense.

É bom lembrar que muitos baianos se referem à capital de seu estado como “Cidade da Bahia”, o que explica por que alguns dicionários (o Houaiss e o de Caldas Aulete, por exemplo) registram “baiano como relativo a todo o Estado da Bahia ou apenas à capital”.

Fonte: Nossa Língua Curiosa

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