03/05/2021
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Falei sobre isso nos stories essa semana: às vezes achamos que por envolver mais respeito, vínculo e apego, uma criação desse tipo (que "conversa" mais com o que se passa no nosso coração) seria "mais fácil".
Quando na verdade acontece o oposto: por ir contra o que toda a sociedade nos diz pra fazer com a criança (bater, afastar, menos colo, menos conversa), pode ser mais cansativo e mais solitário.
Uma criança educada no respeito não será "mais boazinha" do que as outras, ela terá mais voz. Trará mais questionamentos (isso muitas vezes quer dizer mais insistência). Vai agir mais de acordo com seu instinto (e isso muitas quer dizer mais movimento, mais confusão, mais sujeira). Vai poder demandar todo colo e presença que necessita (e isso muitas vezes quer dizer que precisaremos ter mais disponibilidade e enfrentar os problemas estruturais e familiares que não nos deixam ter essa disponibilidade). É difícil.
Não quero terminar esse texto com um "mas" alguma coisa. Sabemos muito bem que há um monte de ganhos pessoais e também para a criança em enfrentarmos tudo isso. A mensagem que eu queria deixar aqui é: tá difícil porque é difícil, não porque você está errando. As referências que temos são opostas ao que praticamos, estamos inventando nossas próprias referências. Pense nisso. Eu te vejo 💜
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