“Por uma UFPel autônoma e democrática, popular e comunitária” Enquanto os coronéis (como o Sr. Pedro Osório, o da praça...) Mas a reação se fez sentir.
“Por uma UFPel autônoma e democrática, popular e comunitária”
A história da UFPel se confunde com a história de sua região. Como Pelotas, ela ainda respira os ecos de uma trajetória descrita pela elite local como 'gloriosa', mas que esconde atrás de si as profundas contradições de um passado de exclusão e de privilégios. Se a cidade e a região se constituíram a partir das relações íntimas entre la
tifúndio e escravidão, onde a desigualdade social foi a marca fundamental, a UFPel nasceu e se desenvolveu como uma universidade elitista em sua composição, objetivos e funcionamento; uma universidade oligárquica, patriarcal e patrimonialista. comandaram a decadência econômica das charqueadas, os 'doutores' de outrora fizeram da UFPel a cidadela de um conhecimento proprietário e excludente. Mas 'nada é permanente, exceto a mudança', dizia Heráclito de Éfeso. E ao longo dos últimos quarenta anos, como resultado da crescente demanda dos setores populares por acesso à educação, a UFPel foi submetida a um conjunto de mudanças que puseram em cheque esse modelo oligárquico de universidade. À medida que os 'de baixo' ingressavam em suas fileiras, primeiro para trabalhar, depois para estudar, e – o supremo risco – para ensinar (!), todos estes técnicos/as, estudantes ou professores/as chegaram à conclusão de que poderiam e deveriam participar das decisões e escolhas da administração da universidade, pondo em perigo, definitivamente, a 'propriedade' da universidade por seus velhos donos. O desejo e o processo da mudança atendiam por um nome conhecido: democracia. Na aurora do século XXI, os 'velhos donos' da universidade modernizaram seu discurso excludente: já não se tratava mais de que a universidade fosse governada pelas 'boas famílias' e pelos 'homens de bem', mas agora, 'pelos melhores'. E então o discurso meritocrático – daqueles 'que publicam mais', 'que são mais reconhecidos', 'que captam mais recursos' – substituiu o discurso aristocrático. No fundo, o que se pretendia era a preservação dos controles, a reprodução dos privilégios e a sistemática da exclusão. Há quatro anos atrás, porém, a UFPel viveu um novo choque: a vitória eleitoral da esperança, da vontade da mudança! Uma ampla mobilização de estudantes, técnico-administrativos e professores/as, que juntos e juntas, reeditaram a vitória obtida precocemente, havia mais de duas décadas. Foi assim que a 'Construção' (de 1988) foi reprojetada no tempo como a 'Reconstrução' (de 2012) e novamente a universidade ameaçou superar definitivamente o seu passado e iniciar um novo futuro. Mas não foi assim. Tratou-se apenas de um 'empate', de um período de suspensão entre o velho e o novo. Pois entre os/as portadores/as da esperança estavam aqueles/as dispostos a apenas substituir os de antes pelos de agora. Alguns e algumas dos/as novos/as dirigentes da universidade, amedrontados/as diante do passado, preferiram manter em funcionamento a máquina do controle, da intransparência, do mistério sobre os mecanismos que operam um orçamento de quase R$ 600 milhões por ano; permitiram que os velhos métodos permanecessem; enfim, preferiram o velho esquema do Gattopardo de Giuseppe di Lampedusa: 'é preciso mudar para que as coisas continuem como são'. Abre-se, agora, uma nova janela nesta história. Outra vez a UFPel é chamada e repensar-se. Outra vez ela tem a oportunidade de iniciar sua Reconstrução. E outra vez, os/as que defendem a mudança chamam a todos e todas a terem a coragem de realizá-la, de enfrentar o velho para fazer nascer o novo; a terem a coragem de derrotar a aliança da oligarquia com a meritocracia e construir uma UFPEL autônoma e democrática, popular e comunitária. O Movimento Reconstrução escancara suas portas e convida, a quem queira, que venha para o mutirão da mudança! Teremos candidaturas à Reitoria, sim! Teremos um amplo debate programático em torno dos nossos princípios, teremos uma ampla mobilização e teremos a plena disposição de um diálogo aberto e transparente com todos e todas que querem uma UFPel comprometida com um futuro de justiça e de solidariedade. Os nomes de FABIANE TEJADA (professora de CEART) e de LÚCIO FERNANDES (da FAEM) nos representam! Eles são a nossa cara e a nossa voz nesta empreitada de Reconstrução da UFPel. Acompanhe, mas sobretudo, participe!
15/10/2024
Recebi de uma ex aluna querida, 🥰 temos esta grande alegria profissional, sempre temos alguém que lembra de nós "olha lá minha professora", deixamos marcas pelo caminho.
Obrigada queridxs e eternxs educandos e educandas. É um privilégio ensinar e aprender.