FRBH - Editora

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Divulgação das publicações da FRBH - minha Editora de Arquitetura. A Editora é formalmente um Microempreendedor Individual (MEI), pela legislação brasileira.

A FRBH Editora foi criada em 2011, para publicar livros de Arquitetura em geral: livros de um único autor - professor, pesquisador, arquiteto; livros organizados por um grupo de pesquisa, relatando resultados de investigação; outros livros de interesse mais geral, reunindo textos diversos: crônicas de viagens em visita a cidades ou edifícios de interesse, no Brasil ou no exterior etc. Até agora (fevereiro de 2017) publicou cinco livros.

29/04/2025

ORDEM & DESORDEM: ARQUITETURA & VIDA SOCIAL
Frederico de Holanda (org.)
A edição impressa do livro em epígrafe esgotou. Como é de hábito, disponibilizo-o gratuitamente para quem interessar possa...
Vocês podem baixá-lo da minha página no link: https://fredericodeholanda.com.br/
Por favor vejam abaixo a minha APRESENTAÇÃO.
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APRESENTAÇÃO
Ordem & desordem: arquitetura & vida social oferece um panorama de trabalhos realizados no âmbito do nosso Grupo de Pesquisa Dimensões morfológicas do processo de urbanização, registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil (CNPq) e sediado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Exceto eu, os autores são doutores formados no nosso Programa de Pós-Graduação. Tive a felicidade de orientar suas teses entre os anos de 2006 e 2009 – fonte de alegria e enriquecimento pessoal. Os cinco últimos capítulos baseiam-se em suas pesquisas doutorais. Exemplificam o amplo espectro das abordagens e das escalas – da metrópole ao espaço doméstico – entretanto com o mesmo fio condutor: relações entre configuração dos lugares e condições de vida.
Dos autores, Franciney França é graduada em matemática e Rômulo Ribeiro em geologia. Os demais são arquitetos. A teoria da arquitetura tem muitos exemplos de como o conhecimento da área recebe contribuições de egressos de outros campos disciplinares – cito os casos emblemáticos de Evaldo Coutinho (1911-2007), pernambucano, bacharel em Direito, autor do seminal O espaço da arquitetura (1970), e Bill Hillier (n. 1937), inglês, bacharel em Literatura, autor, com Julienne Hanson, de The social logic of space (1984). Nosso livro ilustra, mais uma vez, como não arquitetos podem ser “conquistados” para o estudo do espaço de nossa vida cotidiana – o espaço arquitetônico, em todas as nuanças e escalas.
O primeiro capítulo foi escrito por mim em parceria com Valério Medeiros. Visitei Chandigarh, a capital regional indiana, no início de 2011. Le Corbusier a projetou em 1950, Lucio Costa concebeu Brasília em 1957. A literatura arquitetônica em geral acentua o parentesco entre as duas cidades. Há semelhanças. Lucio Costa sempre reconheceu a influência de Le Corbusier, o grande inspirador do Movimento Moderno em Arquitetura. Entretanto, os contrastes falam mais alto, compará-las foi tentação irresistível. O capítulo explora o binômio ordem/desordem, mostra como ocorre diferentemente na configuração das duas cidades.
No Capítulo 2, Valério Medeiros investiga a identidade morfológica da cidade brasileira. Ao estudar comparativamente 164 cidades, confronta as do Brasil com as do resto do mundo. Para as urbes estrangeiras utiliza dados de fontes diversas, inclusive a base de informações do Space Syntax Laboratory, de Londres. Nas brasileiras, discute os centros históricos, seu papel nos núcleos urbanos que explodiram demográfica e fisicamente no século XX no Brasil, os elementos que os distinguem enquanto oásis de clareza em meio a cidades crescentemente confusas e fragmentadas.
No Capítulo 3, Sandra Soares de Mello pesquisa relações entre o estado de conservação/deterioração das margens de rios que atravessam as cidades, a maneira como eles se inserem fisicamente na urbe e os modos de apropriação das orlas pelas pessoas. É um trabalho na interface entre urbanismo e meio ambiente. Discute um aparente paradoxo: as condições de urbanidade ao longo dos corpos d’água, assim entendendo a apropriação pública das margens, resultam na identificação das pessoas com eles, na sua proteção e conservação – não na degradação.
No Capítulo 4, Rômulo José da Costa Ribeiro trata de índices de qualidade de vida urbana e argumenta que, tradicionalmente, a dimensão morfológica das cidades está ausente deles. Ademais, as análises são usualmente pontuais, sem que haja procedimentos para lidar com tantos e tão variados aspectos de desempenho da cidade. Lidando com ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica e outras, ele reúne indicadores morfológicos a socioeconômicos e ambientais, compondo um quadro mais rico e inusitado da realidade urbana do Distrito Federal, Brasil.
No Capítulo 5, Antonio Paulo de Hollanda Cavalcante parte de lacunas similares, focando a questão da mobilidade e acessibilidade urbanas. Mostra como os modelos tradicionais de transportes focam a demanda, quase nada a oferta. Argumenta que a configuração da cidade tem implicações diretas na oferta de condições de circulação veicular. Estuda o caso dos congestionamentos de trânsito em Fortaleza (CE) e propõe, além de variáveis morfológicas, outros índices que ajudam a compreender as causas do fenômeno, e os cuidados a serem tomados no planejamento do tráfego e nos projetos de urbanismo.
No sexto e último capítulo Franciney Carreiro de França estuda as transformações na configuração dos apartamentos do Distrito Federal, Brasil. Estuda a evolução das plantas nas cinco décadas de existência da cidade e discute as transformações operadas pelos moradores nas plantas originais. As mudanças podem ser “indisciplinas leves” (mudanças de uso dos cômodos) ou “indisciplinas pesadas” (remoção/adição de paredes, portas etc.). Interpreta as mudanças como adequações dos domicílios a novos estilos de vida, que se refletem no espaço doméstico.
Os capítulos variam nas teorias utilizadas, nos métodos empregados e nas técnicas operacionais, a depender do problema de pesquisa e das exigências correlatas. Contudo, há um elemento comum a todos: o emprego da Teoria da Lógica Social do Espaço, ou Teoria da Sintaxe Espacial (SE), como é mais conhecida. Meu campo de especialização, não surpreende que ele informe as teses orientadas.
A SE foi fundada por Bill Hillier e colegas da então Bartlett School of Environment and Planning, Universidade de Londres, nos anos 1970. Tornou-se influente linha de investigação difundida por inúmeros países, inclusive Brasil (1). Fizemos revisões críticas da literatura noutras oportunidades (2). Segue um brevíssimo resumo na forma de tópicos.
• A teoria surge nos anos 1970 e integra a reflexão crítica sobre o modernismo e a reafirmação da arquitetura como disciplina.
• A SE opera uma mudança paradigmática nos estudos sobre relações espaço x comportamento. Antes, eram entendidas como relações entre fenômenos distintos: o espaço era considerado a-social, e a sociedade, a-espacial, o que implicava paradoxos insuperáveis (3). Para a teoria, a arquitetura já nasce cheia de significados e implicações sociais, e a sociedade não existe no éter, mas é, ela própria, um fenômeno espacial.
• A essência da arquitetura é espacial. A SE não lida com volumetria edilícia ou urbana, a não ser enquanto definidora de espaço.
• A desconfiança na capacidade de a língua natural descrever configurações espaciais leva à exploração de “técnicas não discursivas”. Hillier adota o aforismo de Galileu: “o mundo é matemático”.
• Na busca do conhecimento objetivo, soma-se às técnicas não discursivas o questionamento direto da realidade. Em tese, a SE não trabalha com depoimentos dos sujeitos envolvidos. Na prática, a caracterização da “sociedade” em termos de sistemas de encontros e esquivanças, fulcral à teoria, não prescinde do questionamento direto dos sujeitos (veremos isso em alguns capítulos). A depender do problema de pesquisa, não basta registrá-los “objetivamente”, estáticos nos lugares, ou em movimento através deles. Informação sobre quem está fazendo o quê, com quem, onde, quando, durante quanto tempo e sobre os modos de as pessoas avaliarem os lugares que frequentam, é pertinente a certos problemas de pesquisa no âmbito da SE e não pode ser obtida por simples observação.
• A SE aborda sistemicamente seus objetos. O foco de atenção são características dos todos estruturados, não de suas partes (ou, na gíria da teoria, características globais, não locais). Os atributos dos elementos constituintes do sistema (vias de uma cidade, cômodos de uma casa) existem como função da pertença ao todo.
• Não há teoria “pau pra toda obra”, nenhuma pode tudo, todas têm potencialidades e limitações. A SE não foge à regra. Um problema empírico (no mundo real) ainda não é um problema de pesquisa (4). Este pressupõe conceitos, método e técnicas, pressupõe um olhar teórico (ou o concurso de olhares, mas não muitos!) que, por hipótese, possa iluminá-lo. Um problema pode ser teoricamente limitado para ser tratável por uma só “caixa de ferramentas” – como a da SE. Outros problemas exigem a contribuição de vários olhares. Ambas as coisas têm ocorrido em nosso grupo de pesquisa e os capítulos deste livro são exemplos disto.
Bom proveito!
Frederico de Holanda
Brasília, 10 de julho de 2012.
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(1) Simpósios internacionais bienais desde 1997 têm reunido os pesquisadores. No Brasil, eles se concentram nas universidades UFC, UFRN, UFPB, UFPE, UnB, UFF, UFSC e UFRGS. Frederico de Holanda testemunhou o surgimento da teoria por ocasião de sua pós-graduação em Londres, nos anos 1970. Ela foi empregada na sua dissertação de mestrado e na sua tese de doutorado (esta publicada em Frederico de Holanda, O espaço de exceção), ambas realizadas sob a supervisão de Bill Hillier. A teoria foi também empregada na tese de doutorado de Valério Medeiros, orientada por Frederico de Holanda. Na elaboração do estudo, Medeiros fez um estágio doutoral em Londres sob supervisão de Bill Hillier.
(2) Por exemplo: Frederico de Holanda: O espaço de exceção; Arquitetura e urbanidade; Brasília: cidade moderna, cidade eterna; Valério Medeiros: Urbis Brasiliae, ou sobre cidades do Brasil: inserindo assentamentos urbanos do país em investigações configuracionais comparativas.
(3) Bill Hillier e Adrian Leaman, The man-environment paradigm and its paradoxes.
(4) Julienne Hanson, Os dez mandamentos (para escrever textos acadêmicos).

25/04/2025

ARQUITETURA & URBANIDADE
Com este livro, sigo na promoção de venda dos livros escritos ou organizados por mim.
Por favor vejam o texto da quarta capa.
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Arquitetos um dia pensaram que do lápis brotaria uma nova sociedade. Nos anos 1970 o sonho acabou. A descoberta do equívoco golpeou pesadamente a teoria da arquitetura. Passado o choque, há que recuperar o tempo perdido: a arquitetura não cria por si só uma nova sociedade, mas afeta nossos modos de convívio.
Arquitetura & Urbanidade aborda relações entre espaço e comportamento. Revela atributos arquitetônicos adequados à qualidade de cortês, afável, à negociação continuada entre interesses, à democracia. Demonstra-o em várias escalas: região metropolitana de Brasília, uma pequena cidade, um bairro, residências unifamiliares.
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25/04/2025

BRASÍLIA: CIDADE MODERNA, CIDADE ETERNA
Com este livro, sigo na promoção de venda dos livros escritos ou organizados por mim.
Por favor vejam o texto da quarta capa:
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É quase unânime caracterizar Brasília como “uma cidade moderna”. Descrição pobre. Lucio Costa supera o receituário, estava “desarmado de preconceitos e tabus urbanísticos”. Além dos traços modernos, o arquiteto ousa incorporar influências milenares – terraplenos monumentais, perspectivas barrocas, cidade jardim.
Brasília – cidade moderna, cidade eterna procura superar o maniqueísmo do “ame-a ou deixe-a”. Revela ser a Capital uma das mais peculiares cidades do planeta, nos âmbitos metropolitano e do Plano Piloto de Lucio Costa. Mostra seus grandes problemas e suas fascinantes qualidades.
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25/04/2025

CONSTRUTORES DE MIM
Com este livro, sigo na promoção de venda dos livros escritos ou organizados por mim.
Por favor vejam o texto da primeira orelha:
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Construtores de mim divide-se em três partes. A primeira tem um único capítulo e duas origens. A primeira origem foi meu filme, realizado em 2017-2018, Brasília: sinfonia de uma Capital. Normalmente, um texto precede um filme sob a forma de um roteiro, mas aqui foi o contrário. Após captar amorosa e criticamente, na linguagem do cinema, lugares da capital federal brasileira e seus modos de uso, ocorreu-me voltar a eles de outra maneira: a linguagem de artigo acadêmico, inclusive diagramas, figuras e tabelas, comme il faut... A segunda origem foi o pós-escrito do seminal livro de Bill Hillier e Julienne Hanson The social logic of space (1984), que tanto influenciou minha formação, e seus conceitos das versões “dura” e “suave” da arquitetura moderna na escala da cidade.
A segunda parte do livro é feita de seis “textos efêmeros”, artigos publicados no Correio Braziliense entre 2010 e 2017, abrangendo questões de mobilidade, preservação do patrimônio cultural, invenção cotidiana da cidade por sujeitos anônimos, governança, e uma singela homenagem a Oscar Niemeyer publicada por ocasião do seu falecimento em 2012.
A terceira e última parte são cinco “escritos de circunstância”, compostos no calor de momentos políticos, sociais e acadêmicos que me tocaram em especial. Deixam aflorar perplexidades quanto ao presente e ao futuro.
Cogitava não mais escrever um livro autoral, mas o terceiro ato da vida sói ser um tempo de balanço crítico e de reminiscência – e de uma ânsia de compartilhamento. Receber o título de Professor Emérito da Universidade de Brasília foi o empurrão final. Eis o resultado.
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25/04/2025

OSCAR NIEMEYER: DE VIDRO E CONCRETO / OF GLASS AND CONCRETE
Com este livro, em edição bilingue português/inglês, sigo na promoção de venda dos livros escritos ou organizados por mim.
Por favor vejam o texto da quarta capa.
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O brasileiro Oscar Niemeyer é justamente reconhecido como um dos grandes arquitetos da história – o sentimento é quase unânime. Entretanto, há controvérsias sobre aspectos específicos de sua obra. Este livro considera um deles: relações entre o espaço interno dos seus trabalhos e o espaço externo às edificações, natural ou construído. Varia a natureza da “pele” dos edifícios, facultando mais ou menos possibilidades de passagem entre dentro e fora (abertura x fechamento), mais ou menos visibilidade entre interior e exterior (transparência x opacidade). Há certa tendência no tempo: projetos mais antigos são mais abertos e mais transparentes; mais recentes, são mais fechados e mais opacos. Quais as implicações disto? Quais as sensações das pessoas ao usufruírem as alternativas? Como avaliar a transformação?
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25/04/2025

10 MANDAMENTOS DA ARQUITETURA
Com este livro, sigo na promoção de venda dos livros escritos ou organizados por mim.
Por favor vejam o texto da quarta capa.
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A arquitetura é uma propriedade dos lugares que afeta corpos e mentes. Ela integra a vida das pessoas, sua identidade como seres sociais. A arquitetura é uma de nossas inúmeras faces. Não é simples cenário. Ela resulta das circunstâncias sociais e naturais onde é produzida. Uma vez realizada, no entanto, mexe com nossa vida, tem efeitos práticos e expressivos nos nossos modos de agir, sentir e pensar, nem sempre previstos. O conceito de arquitetura é ampliado em vários sentidos: a arquitetura “de grife”, e a popular, anônima; a arquitetura de prédios, e a de ruas, bairros, cidades; a arquitetura dos artefatos, e a da paisagem natural.
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24/04/2025

COLEÇÃO COMPLETA FREDERICO DE HOLANDA
Estou fazendo uma promoção dos livros não esgotados escritos ou organizados por mim - o conjunto dos cinco livros abaixo está por R$ 49,00, com frete incluso para o Brasil.
Vejam quais e respectivas datas de lançamento:
BRASÍLIA: CIDADE MODERNA, CIDADE ETERNA (2010)
OSCAR NIEMEYER: DE VIDRO E CONCRETO / OF GLASS AND CONCRETE (2011)
ARQUITETURA & URBANIDADE (2013)
10 MANDAMENTOS DA ARQUITETURA (2015)
CONSTRUTORES DE MIM (2019)
Eles podem ser adquiridos por este link do PagSeguro: https://pag.ae/7_AusQres
Será feita em breve sua promoção separadamente. Muito grato por seu interesse!

02/02/2025

Superando todas as expectativas

CATA-VENTO 27/10/2024

CATA-VENTO
Para o querido mestre Vladimir Carvalho
In memoriam
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Perdemos Vladimir Carvalho no dia 24 de outubro de 2024. Eu estava fazendo as últimas tomadas de CATA-VENTO, documentando a restauração de um cata-vento de água no sítio Gangorra, no Canaan, Trairi (CE). A máquina é quase uma relíquia de outras eras: há nela algo de melancolia que, noutra ordem de grandeza, foi o sentimento que se me apossou pela perda do amigo. A valsa “Confidências”, de Ernesto Nazareth, na trilha sonora, acentua o afeto. O filme transformou-se numa homenagem a Vladimir.
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Os cata-ventos de puxar água de poços tornam-se uma raridade – apenas dois sobrevivem no município do Trairi. Que dizer de quem faz a manutenção? Aqui no distrito do Canaan temos somente o mestre Tita e seus dois assistentes, Raimundo e Rafael. Lutaram duas semanas, com ferramentas e equipamentos de segurança rudimentares, contra parafusos soldados nas porcas e na estrutura pela ferrugem, removidos a serra ou marteladas (os novos são de aço inoxidável), e na desmontagem, raspagem, serragem da beira das pás corroídas pela maresia, lixagem e pintura da roda e da torre, remontagem. E eu num pé e noutro observando-os nessa labuta a até 15 metros de altura. Eis nosso cata-vento, novinho em folha, agora a brilhar nas cores do arco-íris e a nos abastecer de água que sabe a alísios.

CATA-VENTO CATA-VENTOPara o querido mestre Vladimir CarvalhoIn memoriam_____________Perdemos Vladimir Carvalho no dia 24 de outubro de 2024. Eu estava fazendo as última...

24/10/2024

PERDEMOS VLADIMIR CARVALHO
Muito difícil de acreditar!!! Exemplo de alegria, garra, generosidade, sem falar no genial cineasta, sempre com novos projetos na cabeça. E um queridíssimo amigo, sempre pronto a ver em nós, ressaltar em nós, o que porventura de melhor temos, e que nós mesmos não enxergamos. E ao contrário, de uma grande modéstia: talvez eu não conheça ninguém para quem o trabalho fosse algo que produzia quase naturalmente, quase como se fosse algo espontâneo, uma "ideia da qual simplesmente se desvencilhasse", para citar Mestre Lucio, a quem ele profundamente admirava. E, ao mesmo tempo, aquela suavidade era superada em momentos nos quais (ainda que suavemente...) emergia uma fera, como quando ele confrontou Oscar Niemeyer, numa entrevista inesquecível. Foi-se um dos grandes. Enorme perda. Imensa tristeza. Que saudade.

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