07/11/2020
A advocacia está em crise?
Olha este recorte de notícia do site Jota: segundo o advogado Opeci Blum metade das atividades humanas em geral poderiam ser substituídas já em 2029, 70% delas já terão sido trocadas por robôs e softwares. “As atividades exatas, não tem jeito, serão substituídas, inclusive as atividades repetitivas da área jurídica. Entretanto, nossa área será uma das menos afetadas”, afirma Opice Blum. “A utilização do big data legal é importante, mas a interpretação vai f**ar com advogados e chief compliance officers”.
Pois é…
Eu tenho uma boa e uma má notícia.
A má é que mais que uma crise, estamos passando por uma transformação e reestruturação no mundo. Os tempos são outros e não existirá mais a realidade que outrora possuíamos, com abundância de recursos e modelos de negócios tradicionais e padronizados com resultados garantidos.
A advocacia mudou, os tempos são outros.
Mas tenho, como disse acima, uma boa notícia.
A crise é superficial, estão surgindo novos desafios, e com eles novas oportunidades.
Estamos construindo uma nova advocacia: mais criativa, colaborativa, multidisciplinar.
Este é o futuro possível e sustentável, pois não estamos mais em tempos de abundância ecológica, e isso reflete na economia e consequentemente nas novas práticas da advocacia.
Temos que aprender a conviver com os novos tempos, e aqui trago alguns novos conceitos.
Mais colaboração, menos competição;
Mais criação, menos consumo;
Mais compartilhamento, menos posse;
Mais distribuição, menos acúmulo;
Mais presença, menos pressa;
Mais fluxo, menos controle;
Mais propósito, menos status;
Mais reúso, menos descartes;
Mais desenvolvimento menos crescimento;
Mais empatia, menos desconexão;
Mais intangível, menos tangível.