Garcia Filice. Grupo de trabalho. OUSAR É PRECISO, Quebrar o duro ciclo de políticas públicas, também!
Grupo de Estudo e Pesquisa em Políticas Públicas, História, Educação das Relações Raciais e de Gênero - Geppherg
O Geppherg está sediado na FE/UnB, existe desde 2010.Lider Profa Renísia C. Os problemas sociais têm sido agravados por uma globalização neoliberal que perpetua a exclusão e requalifica a violação dos direitos humanos no contexto local e global. A discriminação e o preconceito contra
os segmentos que não se adéquam a um determinado perfil de homem branco, heterossexual e com determinado nível socioeconômico se agravam num contexto de reconfigurações capitalistas que se redefinem numa conjuntura de relações de poder. Com este entendimento, o papel do Estado no reordenamento da dinâmica social, com vistas ao controle social, encontra-se sob análise. O estudo das políticas públicas vistas como o Estado em ação é revelador de uma instituição que nem sempre materializa o que se propõe, ou age de forma a atender aos diferentes segmentos sociais de forma mais equânime, considerando singularidades como s**o, gênero, raça/etnia, idade e condições socioeconômicas, na forma complexa como se apresentam em diferentes locais e articuladas por distintos sujeitos sociais, envoltos em pressões e conflitos de toda natureza. Neste contexto, o Geppherg - Grupo de Estudos e Pesquisa Sobre Políticas Públicas, História, Educação das Relações Raciais e de Gênero objetiva evidenciar na implementação de políticas públicas que buscam minimizar a desigualdade social no país, as implicações da tríade - raça, classe e gênero, para o sucesso ou não de políticas focalizadas para a educação básica e superior. Numa abordagem tranversal e interseccional, tem ampliado o debate COM mulheres negras, indígenas, lgbtqi+ em seus atravessamentos por meio de ações políticas e ações publicas construídas junto aos tomadores de decisão. O grupo, com base numa perspectiva sócio-histórica, cultural, transversal e INTERSECCIONAL tem buscado realizar pesquisas e elaborar projetos que avaliem a relação intrínseca entre História, Políticas Educacionais e cultura, preferencialmente, por meio do estudo da implementação do artigo 26-a da LDBEN 9.394/96, na rede pública de ensino da Educação Básica e no Ensino Superior, por meio das Políticas de Ações Afirmativas. E, segue com o firme propósito de não abandonar a relação intrínseca, na realidade brasileira, entre políticas públicas , ação política, Estado, raça, gênero , classe e outros moradores sociais nos sistemas de ensino, mas não só. Considera-se a sala de aula como lugar de produção do conhecimento e os/as professores/as como implementadores/as de políticas públicas inseridos num campo tenso, que tem o Estado , os movimentos sociais como eixos da discussão. E os/as demandatários/as de políticas públicas mais vulneráveis em termos de raça, gênero e classe - deforma interseccional, como ps segmentos a serem beneficiados/as/es. Objetivo Geral:
Refletir sobre a relação políticas públicas, gestão educacional e os mecanismos de exclusão históricos no país, em especial, tensional o racismo estrutural com base no estudo interseccional entre raça, gênero, classe e outros marcadores sociais em suas diferentes interfaces. Linhas de Pesquisa:
1.Memorias e Histórias do Distrito Federal . Entende-se que o aprofundamento de estudos no campo da interseccionalidade entre raça, classe e gênero no campo da História contribui para repensar o papel das instituições de ensino, em especial, também para ampliar os registros de práticas históricas de movimentos sociais de negros, negras, mulheres, indígenas, lgbtqu+ e tantos outros, atuando na necessária revisão da historiografia brasileira com vistas à promoção de uma educação antirracista e antissexista, voltada para a defesa da cidadania e a consolidação dos direitos humanos. Em resumo objetiva-se evidenciar a relação entre História, políticas públicas e o Fazer em sala de aula, sem perder uma perspectiva macro de análise num contexto de ingerências nacionais e internacionais sobre histórias locais. Com base na análise histórica de diferentes fontes primárias e secundárias pretende-se avaliar e propor materiais didáticos e instrucionais.
2 Políticas de educação para a diversidade, relações étnico-raciais e gênero: movimentos sociais e novos desafios - O Estado tem o compromisso de atender aos diferentes segmentos sociais considerando e respeitando singularidades como gênero, sexualidade, raça, etnia, idade e condições socioeconômicas. Essas negociações são envoltas em pressões e conflitos de toda natureza. Ancorados em demandas locais e atravessadas por ingerências globais, sujeitos coletivos imputam dinâmicas nos aparelhos de Estado que não estavam previstas. Adentrar nestes jogos de poder é a proposta desta linha.
3.Políticas Públicas, Gestão Educacional, Questão Racial e de Gênero no Brasil: ingerência internacional na educação brasileira - Realizar estudos e pesquisas que analisem a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas no campo da gestão, tendo como base as implicações das determinações legais, dos acordos internacionais e bilaterais nas redefinições da legislação, na acomodação e ressignificação das práticas culturais no país, em diálogo com os direitos humanos e cidadania. E evidencia nos jogos do poder e nas ingerências internacionais que tencionam e interferem, na formatação das políticas, no racismo, no sexismo e na lgbtfibia como parte do dever á educação, e de direitos humanos no Brasil.
20/08/2025
Mulheres negras jovens estão entre as mais afetadas pelo desemprego e pela precarização do trabalho no Brasil.
📚 Segundo o estudo Juventudes Negras, feito pelo Em Movimento em parceria com PerifaConnection, UNEafro Brasil e com a consultoria técnica da Sankofa Consultoria em Equidade, jovens negras enfrentam maiores barreiras no acesso à educação e ao mercado de trabalho, além de acumularem sobrecarga doméstica e de cuidados.
A coordenadora de projetos do Em Movimento, Iasmim Vieira, mostra que as causas de números tão altos fazem parte de um contexto histórico que persiste na vida dessas mulheres. Ela diz que os principais motivos são a evasão escolar que entre meninas negras estão relacionadas à gravidez na adolescência, à sobrecarga com tarefas domésticas e ao cuidado de familiares.
👉🏾 Sendo assim, os dados revelam que 73,9% das jovens negras entre 16 e 29 anos ocupam os trabalhos domésticos, apenas 15,8% das mulheres negras jovens ocupam cargos de gerência - contra 30,8% dos homens brancos, e mesmo com menores salários e mais sobrecarga, são também as que mais sustentam suas famílias: 6,8% no grupo de 18 a 24 anos e 8,9% entre 25 e 29 anos.
Com essas informações, é possível traçar estratégias que movimentam setores da sociedade para uma mudança estrutural, permitindo que jovens negras tenham um futuro diferente.
Na coluna assinada por Aline Bispo, conhecemos o Movimento de Pessoas Negras Colecionadoras de Arte (MPNCA), iniciativa que nasceu dentro da LTRL Galeria.
Em diálogo com os sócios-fundadores Camila Alcântara e Guilherme Marinho, Aline destaca como o incentivo à valorização e ao colecionismo de obras de artistas negros é fundamental para o fortalecimento desse campo.
Antes tarde do que nunca? Melhor não terem elegido.
08/06/2025
08/06/2025
Favelas e periferias têm direito à vida, integridade física e lazer. Isso não é negociável! Na madrugada de hoje, 7, durante uma festa junina no Morro do Santo Amaro, policiais do BOPE dispararam contra moradores e visitantes. Herus Guimarães Mendes, de 24 anos, foi morto e outras cinco pessoas ficaram feridas.
A Anistia Internacional Brasil acompanha desde hoje cedo as graves denúncias de violações de direitos humanos nessa operação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar no Rio de Janeiro. A ação evidencia como o Estado do Rio de Janeiro ainda recorre à violência como política de segurança, desrespeitando direitos básicos da população, especialmente nas favelas.
Vídeos mostram o evento em clima pacífico, com crianças presentes, antes de disparos gerarem pânico. A cena, infelizmente, repete um padrão: cerca de 5.500 jovens de 0 a 29 anos foram mortos por intervenções policiais no estado nos últimos 10 anos. É o que diz o Instituto de Segurança Pública.
O Brasil, especialmente o Rio de Janeiro, já recebeu diversas recomendações da ONU e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para rever sua política de segurança, baseada em uma lógica de guerra às dr**as com raízes racistas. O país já foi condenado duas vezes pela Corte Interamericana por chacinas cometidas pelas Policias Militares: Acari (1990) e Nova Brasília (1994 e 1995).
Até o momento, o Estado não apresentou justificativa oficial para a operação que resultou na morte de Herus. A Anistia Internacional requisitou hoje informações e providências ao Ministério Público do Rio e ao governador.
Moradores de favelas e das periferias também tem o direito de viver sem medo. Favelas também são espaços de cultura, lazer e liberdade.
08/06/2025
08/06/2025
O filme “Estrelas Além do Tempo” , lançado em 2016, retrata a história de três mulheres negras que desempenharam papéis fundamentais no lançamento do astronauta John Glenn em órbita, durante a corrida espacial da Guerra Fria. Disponível no Disney+.
Salve este post para não perder!
Texto: Beatriz de Oliveira, repórter do Nós.
08/06/2025
Justiça..Num país injusto.
Pedro Henrique Cruz foi ass4ss1nado há quase 7 anos por denunciar a violência policial em Tucano, no interior da Bahia. Desde então, sua mãe, Ana Maria Cruz, permanece na busca por justiça e mantém vivo o movimento que seu filho começou. Hoje acontece mais uma edição da "Caminhada da Paz", que há anos transforma luto em luta.
Atenção, estudantes de outras instituições! A chance de se tornarem alunos(as) da UnB chegou!! 🥳
Já está no ar o edital de Transferência Facultativa (TF) e Portador de Diploma de Curso Superior (DCS). As inscrições vão de 6 a 14 de dezembro, pelo site do Cebraspe (acesse cebraspe.org.br/vestibulares ou confira no story).
Esta seleção oferece vagas remanescentes especificamente para quem já é estudante matriculado em outra instituição de ensino superior, pública ou privada, de todo o Brasil ou do exterior, e quer transferir a formação para a Universidade de Brasília. É, também, para quem já fez alguma graduação anteriormente e, agora, quer começar um novo curso. 🧐
Para concorrer, os critérios serão a nota obtida em uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizadas de 2016 a 2023, e a análise da documentação exigida no edital. Os(as) aprovados(as) ingressarão na UnB no primeiro semestre de 2025. ;) 🏃🏃
Vem pra UnB! 💚💙
05/12/2024
Curta espetacular.
Obrigada, Mestre Bispo!
Falar do saudoso companheiro quilombola, escritor, historiador e filósofo Nego Bispo é reconhecer um passado, presente e futuro guiados pela ancestralidade.
“Nós somos o começo, o meio e o começo. Nossas trajetórias nos movem, nossa ancestralidade nos guia.”
– Nego Bispo
No dia 3 de dezembro de 2023, Nego Bispo ancestralizou, deixando-nos um imenso legado. Hoje, completamos um ano desde sua partida para os braços de nossos ancestrais, mas sua presença continua viva. Nego Bispo segue ancestralizando nosso presente e futuro, inspirando a luta por justiça social e reparação histórica para o povo negro quilombola, cuja trajetória é fundamental na construção deste país.
Seguimos na luta, seguindo os passos do nosso ancestral Nego Bispo, que sempre nos ensinou a importância de saber o caminho de volta para casa e que sem território quilombola não há vida.