Projeto Filosofia na Escola

Projeto Filosofia na Escola

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Filosofar nos mais diferente lugares. Filosofia na Escola, Filosofia com Criança, Filosofia e Infâ

O Projeto é uma atividade contínua de extensão permanente (DEX/UnB) da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), envolvendo professores e alunos da UnB e professores e alunos de escolas do Distrito Federal, numa aposta de que nem idades e nem lugares são empecilhos para o filosofar.

Portal de Filosofia e Educação 18/01/2018

IX COLÓQUIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO

Chamada de Trabalhos / Llamada de Trabajos

1 A 5 DE OUTUBRO DE 2018

UERJ / CAMPUS MARACANÃ, RIO DE JANEIRO, BRASIL

Em sua nona edição, o Colóquio Internacional de Filosofia e Educação, organizado pelo Núcleo de Estudos de Filosofias da Infâncias (NEFI - UERJ), propõe discutir a temática "Filosofia e educação em errância: inventar escola, infâncias do pensar”.
Vivemos tempos difíceis no Brasil e, em particular, no Estado do Rio de Janeiro. Configurado e legitimado o cínico Golpe de Estado na República pelas instituições corruptas dos três poderes, com o alicerce das grandes corporações midiáticas, nos últimos tempos o Governo do Estado do Rio de Janeiro explicitou, sem qualquer signo de vergonha, mas com um cinismo que se assemelha ao do Governo Federal, a sua mais absoluta falta de sentido público e político em relação à educação em geral e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a principal instituição de ensino superior do Estado e uma das principais do país, em particular.
A UERJ deixou de receber os repasses mínimos para seu funcionamento básico, os funcionários passaram a receber com muito atraso e em parcelas seus salários, os alunos mais necessitados pararam de receber suas bolsas e, por conseguinte, ela passou a trabalhar em condições extremamente precárias. No vizinho município de Duque de Caxias, na chamada Baixada Fluminense, a situação é semelhante, com uma paralela mostra de desprezo do poder público pela educação pública. Em suma, vivemos uma situação vergonhosa e indigna, inadmissível para qualquer sociedade dita democrática e inaceitável para qualquer aspirante sério à política. Vale perceber que a crise política não é exclusividade do brasil mas se estende pela América Latina com força crescente.
Nesse contexto o Núcleo de Estudos de Filosofias e Infâncias afirma, com a organização do IX Colóquio Internacional de Filosofia e Educação, o compromisso da Universidade Pública com a promoção de espaços abertos de pensamento que permitam uma vida mais reflexiva e coloquem coletivamente em questão os problemas de nosso tempo. Busca assim engendrar um encontro coletivo de enunciação, em meio às crises e sob os efeitos perversos dos modos de exercer os poderes em nosso tempo, a partir dos afetos experimentados no enlace do corpo com as seguintes questões... Como temos problematizado no contexto político que é o nosso o sentido da educação e, consequentemente, o sentido da própria atividade docente? Como tem sido possível resistir os ataques à educação pública delineando relações mais alegres e potentes entre nós e os outros na ação de aprender e a de ensinar? Por quais descaminhos novas estéticas ensinantes e aprendentes tem conseguido se esboçar firmando outras potências da vida? Que contrapontos temos traçado entre nossas errâncias educativas e o eterno retorno da força do que difere?
Enfim, trata-se de um convite para costurar juntos e estender, no espaço do pensamento e da vida e em meio aos sufocos que enfrentamos no presente, linhas e fluxos que afirmem outra política, outro pensamento, outra vida.

Os sub-temas do colóquio são:

- Política, resistência, memória;
- Ocupações, espaços públicos, movimentos;
- Tempos, desidades, porvires;
- Estéticas, poéticas, linguagens;
- Afro; indígena; gênero
- Corpos, sujeitos, identidades;
- Currículos, cotidianos, comunidades;
- Deslocamentos, viagens, devires;
- Escritas, leituras, atenção;
- Igualdade, diferença, emancipação.

Primeira Chamada para apresentação de trabalhos.

Por gentileza, pense bem antes de enviar uma proposta e só a envie se terá disponibilidade de participar intensamente do evento. Caso pretenda apenas apresentar seu trabalho e sair correndo para incluir seu certificado no Lattes, preferimos que não venha. Esperamos contar com pessoas dispostas a participar de um espaço de conversa e troca de ideias.

As propostas para apresentação de trabalhos podem ser de dois tipos:

1. Ateliê: Tem como finalidade oferecer possibilidades de um maior aprofundamento em questões entre Filosofia e Educação a partir de EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS de pensamento com os participantes. Terão duração de noventa minutos. Não serão aceitas comunicações teóricas ou relatos de experiência como ateliê.

2. Comunicação: tem como finalidade apresentar um trabalho de pensamento nas interfaces entre filosofia e educação. Apenas serão aceitas comunicações que possuam uma relação explícita com um dos dez eixos-temáticos do Colóquio. Para a realização das sessões cada expositor terá 10 (dez) minutos de apresentação mais 20 (vinte) para dialogar com os presentes.
Recomenda-se que a formatação dos arquivos siga as normas da ABNT. Os trabalhos deverão estar com extensão em Word (doc ou docx). O material aceito para apresentação e/ou publicação será utilizado em sua versão original.

A avaliação dos trabalhos obedecerá aos seguintes critérios:

1. Relevância e pertinência do trabalho para a área de filosofia e educação;
2. Riqueza conceitual na formulação dos problemas;
3. Consistência e rigor na abordagem teórico-metodológica e na argumentação;
4. Interlocução com a produção da área;
5. Originalidade e contribuição para a área de filosofia e educação.

O envio de trabalhos será realizado pelo Portal de Filosofia e Educação (www.filoeduc.org) a partir do 22 de Janeiro de 2018.

Dúvidas e informações: [email protected]

O EVENTO SERÁ INTEIRAMENTE GRATUITO
INSCRIÇÃO DE TRABALHOS:
A partir de 22 de Janeiro até 02 de abril de 2018

RESULTADOS:
Até 04 de junho de 2018

Comissão Organizadora, NEFI/UERJ

Portal de Filosofia e Educação Portal de Filosofia e Educação

Photos 23/03/2017

o que é uma citação?

Você sabe o que é e quando se deve fazer uma citação?

Fonte: Centro de Informações Nucleares - CIN

31/12/2016

Chrónos, Kairós e Aión
“Notamos que a infância não é apenas uma questão cronológica: a infância é uma condição de experiência.É preciso ampliar os horizontes da temporalidade. […] Em grego clássico há mais de uma palavra para referir-se ao tempo. A mais conhecida entre nós é chrónos, que designa a continuidade d.e um tempo sucessivo. Aristóteles define chrónos como ‘o número do movimento segundo o antes e o depois’, na Física (IV, 220a); percebemos o movimento, o numeramos e a essa numeração ordenada damos o nome de chrónos. O tempo é, nesta concepção, a soma do passado, presente e futuro, sendo o presente um limite entre o que já foi e não é mais (o passado) e que ainda não foi e, portanto, também não é mas será (o futuro).

Mesmo que chrónos tenha sido a palvra mais bem-sucedida e comum entre nós, não é a única para designar o tempo. Outra é kairós, que significa ‘medida’, ‘proporção’, e, em relação com o tempo, ‘momento crítico’, temporada’, oportunidade (Liddell e Scott, 1966, p.859). Uma terceira palavra é Aión que designa, já em seus usos mais antigos, a intensidade da vida humana, um destino, uma duração, uma temporalidade não numerável nem sucessiva, intensiva ( id., ib., p.45).

O intrigante fragmento 52 de Heráclito conecta essa palavra temporal ao poder e à infância. Ele diz que ‘aión é uma criança que br**ca (literalmente, ‘criançando), seu reino é o de uma criança’. Há uma dupla relação afirmada: tempo-infância (aión-paîs) e poder-infância (basileíe-paîs). Este fragmento parece indicar, entre outras coisas, que o tempo da vida não é apenas questão de movimento numerado e que esse outro modo de ser de temporal parece com que a criança faz. Se uma lógica temporal segue os números, onde br**ca com os números.

Com relação á infância, o fragmento também sugere que o próprio da criança não é ser apenas uma etapa, uma fase numerável ou quantificável da vida humana, mas um reinado marcado por outra relação – intensiva – com o movimento. No reino infantil que é o tempo não há sucessão nem conectividade, mas intensidade de duração. Uma força infantil, sugere HIeráclito, que é o tempo aiónico.”

KOHAN, Walter O. A infância da educação: o conceito devir-criança. In: Lugares da Infância. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.

30/12/2016

Link para o livro "Filosofia da Caixa Preta":

http://www.iphi.org.br/sites/filosofia_brasil/Vilém_Flusser_-_Filosofia_da_Caixa_Preta.pdf

www.iphi.org.br

29/12/2016

Link para o livro "Sociedade do Espetáculo", publicado em 1967...

http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/socespetaculo.pdf

www.ebooksbrasil.org

Photos 16/06/2016

A partir de junho começam os seminários estaduais para discussão da segunda versão da Base com professores, alunos, secretários e dirigentes municipais e entidades de educação. Ao final dos encontros, cada Estado deverá enviar ao Consed e à Undime um relatório com as contribuições do debate. Para participar, procure a Undime ou a SEDUC de seu estado. Saiba mais: http://bit.ly/movseminarios

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