08/10/2017
O PODER DO AMOR
Akbar, o imperador mogol que unificou a Índia no século XVI, usou a estratégia de tomar por esposa três mulheres que representavam as três mais importantes religiões que dominavam o subcontinente asiático: o hinduísmo, o islamismo e o cristianismo.
Na cidade-palácio de Fatehpur Sikri, fez construir para cada uma delas um palácio, em cada um incorporou o espaço tradicional de cada religião, para que as esposas tivessem condições de exercitarem a sua fé: capelas para as divindades hindus, mesquita para as orações muçulmanas e igreja para as celebrações cristãs.
Shah Jahan, sucessor e neto de Akbar, se apaixonou aos 15 anos por Arjumand Bano Begum, princesa persa de 14 anos, com quem se casou aos 20, por questões políticas, e a quem deu o nome de Mumtaz Mahal.
Um amor que virou história e o mais admirado mausoléu do mundo: o Taj Mahal.
Mumtaz Mahal foi companheira inseparável de Shah Jaham, seguiu-o por onde ele andou, em todos os momentos e para todos os lugares, levando a sua prole, inclusive nas ações de guerra. Em uma dessas guerras, nasce-lhes o décimo quarto filho que, por uma fatalidade, levou-a a morte aos 39 anos. Conta a lenda que, no amanhecer daquele dia, a barba e os cabelos do Imperador embranqueceram, dando-lhe uma aparência envelhecida, por causa da dor e do sofrimento.
O túmulo de Mumtaz Mahal foi construído na ribeira do Rio Yamuna, na Cidade de Agra, sobre o qual foi construído o mausoléu.
O Taj Mahal foi edificado em mármore branco e pedras preciosas vindas de todas as partes do velho mudo. A arquitetura e decoração incorporaram tradições idílicas do islã, da Pérsia, da Índia e, no centro, os amplos jardins em quadrados, foram organizados na forma de cruz, formada pelos canais que ligam o mausoléu, a mesquita, a casa de hóspedes e o jardim da lua, na ribeira do rio.
Enfraquecido Shah Jaham, um de seus filhos toma-lhe o poder e o aprisiona. O pedido que fez ao filho foi que o aprisionasse em um local de onde ele pudesse ver o Taj Mahal e que para lá o levasse quando ele também morresse. E assim foi feito, o filho aprisionou-o em um palácio do outro lado do rio. Um amor que nunca morre. Enquanto o Taj Mahal existir esse amor será contado em versos e prosa.