26/09/2025
🗣️ Se eu te perguntar: quem é o cientista que vem à sua mente? Muitas vezes, é um homem branco — e não é coincidência.
Fazer ciência sendo mulher negra ou indígena no Brasil vai além de produzir conhecimento: é carregar histórias de quem veio antes, é resistir ao machismo, ao racismo, ao apagamento institucional. É exercício de força.
📊 O estudo “Desigualdades Raciais na Ciência Brasileira” (GEMAA/UERJ) [] mostra que apenas 7,4% dos docentes de pós-graduação em áreas STEM (Exatas, Biológicas e da Terra) se declaram pretos, pardos ou indígenas, enquanto 90,1% são brancos — uma diferença de mais de 12 vezes.
Segundo dados do IBGE (Censo Demográfico 2022), negros (pretos + pardos) somam cerca de 55,7% da população brasileira; indígenas correspondem a 0,83%. Ou seja: juntos, eles formam mais de 56% do país, mas estão muito longe de ter representação proporcional na ciência superior.
Ignorar cor, ancestralidade e gênero é silenciar as histórias que movem a ciência. E lembrar disso não é detalhe — é urgência.
Para reverter esse quadro, é fundamental que as ações comecem já na educação básica, incentivando meninas, em especial meninas negras, a se reconhecerem como sujeitos da ciência. Sem esse movimento inicial, a desigualdade se perpetuará nos níveis mais altos da formação acadêmica.
Que meninas negras, pardas e indígenas vejam seus rostos nos laboratórios, nos centros de pesquisa, nas lideranças acadêmicas. Seu espaço também é na ciência — e a ciência do futuro já começou, plural e diversa.
Fonte: https://gemaa.iesp.uerj.br/infografico/desigualdades-raciais-na-ciencia-brasileira/
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2023-11/mulheres-negras-e-indigenas-sao-25-dos-professores-de-pos-graduacao
Fonte: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/composicao/secretaria-de-gestao-do-sistema-nacional-de-promocao-da-igualdade-racial/diretoria-de-avaliacao-monitoramento-e-gestao-da-informacao/informativos/Informe-edicao-censo-demogrfico2022.pdf