O diagnóstico de TEA em meninas costuma ser um dos maiores desafios clínicos do neurodesenvolvimento. Isso acontece porque muitas desenvolvem estratégias de mascaramento social, observando e imitando comportamentos para esconder suas dificuldades, o que torna os sinais menos evidentes do que nos meninos.
Além disso, a sociedade frequentemente interpreta esses sinais sutis como timidez, sensibilidade excessiva, ansiedade, “jeito da personalidade” ou até falta de maturidade. Como consequência, muitas meninas são rotuladas de forma equivocada e passam anos sem uma investigação adequada, atrasando o acesso ao suporte necessário para seu desenvolvimento e bem-estar.
Neuropsicopedagoga Mayra Vanessa
👩🏽🏫 Pedagoga 💓 Psicopedagoga 💓 Neuropsicopedagoga
👥 Ajudo famílias ajudar suas crianças 🧩❤️
👭 Especialista em Educação Especializada (AEE)
06/05/2026
Cada sorriso desse me motiva, me inspira e me abastece todos os dias 💙
12/04/2026
Alguns comportamentos chamam atenção no consultório…
Sentar em “W”, andar na ponta dos pés, organizar brinquedos em fileiras, brincar deitado no chão ou observar o ambiente de forma periférica são exemplos que podem aparecer no desenvolvimento infantil.
Mas é importante dizer: esses comportamentos, isoladamente, não determinam um diagnóstico de TEA.
🧠 Eles são sinais. E sinais precisam ser compreendidos dentro de um contexto mais amplo.
O que realmente faz diferença é a observação contínua:
✔️ Como está a interação social da criança?
✔️ Como ela se comunica?
✔️ Há rigidez de comportamento?
✔️ Como ela responde aos estímulos do ambiente?
📌 Tanto profissionais quanto pais precisam olhar para o conjunto, não apenas para um comportamento específico.
Quanto mais cedo esses sinais são observados e acompanhados, maiores são as chances de um diagnóstico precoce e de intervenções mais eficazes.
💬 Lembre-se: comportamento é forma de comunicação. A criança sempre está mostrando algo, mesmo quando não consegue explicar.
💙A sensibilidade do autor Agnaldo Silva ao trazer, em Três Graças, uma cena em que pais se deparam com a possibilidade de um diagnóstico dentro do Transtorno do Espectro Autista merece reconhecimento. Ao mesmo tempo, é importante destacar que essa mensagem ganhou ainda mais força ao ser exibida na Rede Globo, alcançando milhões de pessoas.
Retratar um momento tão delicado, real e muitas vezes vivido em silêncio por tantas famílias é abrir espaço para identificação, acolhimento e, principalmente, informação.
Quantos pais não se viram naquela cena?
Quantos puderam, pela primeira vez, refletir sobre sinais, comportamentos e a importância de buscar orientação especializada?
Quando o entretenimento se encontra com a informação, ele se transforma em uma poderosa ferramenta de conscientização.
Ele rompe barreiras, alcança diferentes públicos e torna o conhecimento mais acessível. Nem todos têm contato com conteúdos técnicos ou acesso imediato a profissionais, mas muitos têm acesso à televisão e é ali que histórias como essa cumprem um papel social fundamental.
Falar sobre desenvolvimento infantil, sinais de alerta e a importância de um olhar especializado é essencial. E quando isso é feito com sensibilidade, respeito e responsabilidade, o impacto é ainda mais profundo.
Que mais autores, produções e emissoras sigam nesse caminho. Porque a informação não deve ser privilégio deve ser ponte.
Ponte que conecta famílias ao conhecimento, ao acolhimento e às possibilidades de desenvolvimento para suas crianças.
Na ciência da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), a aprendizagem acontece de forma estruturada, intencional e baseada na repetição com suporte. Isso significa que o comportamento desejado é ensinado passo a passo até que a criança consiga realizá-lo com autonomia.
A repetição é um dos pilares da ABA porque o cérebro aprende por meio da prática consistente. Quando uma habilidade é repetida várias vezes em diferentes momentos e contextos, aumentam as chances de que ela seja realmente aprendida e generalizada para a vida cotidiana.
Outro elemento essencial são os suportes (prompts), que são ajudas oferecidas pelo terapeuta para facilitar a aprendizagem. Esses suportes funcionam como “pontes” entre aquilo que a criança ainda não consegue fazer sozinha e o comportamento que queremos ensinar. Com o tempo, esses suportes são gradualmente retirados, favorecendo o desenvolvimento da independência.
Um ponto muito importante na prática clínica baseada na Análise do Comportamento Aplicada é compreender que nem sempre o objetivo imediato é apenas que a criança execute uma tarefa que, teoricamente, ela já sabe fazer. Muitas vezes, a verdadeira intenção do terapeuta é que a criança aprenda a compreender o comando, a organizar sua resposta e até mesmo a esperar quando necessário.
Ou seja, além da execução da atividade, também se trabalha atenção, compreensão de instruções, controle de impulsividade e tolerância ao tempo de espera, habilidades fundamentais para a autonomia e para a participação da criança em diferentes contextos do dia a dia.
Por isso, na ABA, cada repetição e cada suporte utilizado têm uma função específica: construir aprendizagem com significado e promover independência real ao longo do tempo.
✨
Um laudo é um instrumento.
Mas uma criança é muito mais do que um papel.
Precisamos ter cuidado para que a busca por um documento não se transforme na necessidade de um rótulo. Nem toda dificuldade é sinônimo de prejuízo cognitivo ou emocional. Nem toda diferença precisa ser transformada em diagnóstico.
Sim, muitas escolas exigem laudos. E sabemos que, em alguns contextos, ele garante direitos e acessos. Mas é perigoso quando a criança passa a ser vista apenas pelo que está escrito ali — como se dependesse de um papel para existir na sociedade.
Do outro lado, há mães exaustas que, muitas vezes, precisam desse documento para respirar e dizer: “Eu não sou uma mãe ruim. Eu sei cuidar do meu filho.” O laudo, para elas, vira validação. Vira proteção.
E no meio dessas duas realidades está o profissional — que precisa agir com ética, responsabilidade e sensibilidade. Nem banalizar diagnósticos. Nem ignorar necessidades reais.
Porque antes do laudo, existe uma criança.
Antes do rótulo, existe uma história.
E antes de qualquer papel, deve existir cuidado.
Hoje eu quero falar sobre uma história triste e mais comum do que muitos imaginam.
Uma jovem adulta, de 20 anos, que passou toda a infância mascarando seus comportamentos autísticos para se adaptar ao mundo, à escola, às expectativas sociais.
Na vida adulta, sem nunca ter sido avaliada de forma adequada, ela tenta dar nome ao que sente. Pela própria percepção, acredita viver episódios de bipolaridade e depressão. E aqui é importante deixar algo muito claro: sentir não é o mesmo que diagnosticar.
O que está em questão não é rotular essa jovem, mas refletir sobre o quanto a não observância, o não acolhimento e a invalidação de sinais na infância podem gerar adultos emocionalmente exaustos, com dificuldades sociais profundas e sofrimentos psíquicos acumulados.
Crianças que passam anos se esforçando para caber em um mundo que não as compreende crescem aprendendo a esconder, e não a entender, quem são. O custo disso aparece mais tarde em forma de ansiedade, depressão, crises emocionais e sensação constante de inadequação.
Observar, escutar e avaliar uma criança não é exagero. É cuidado. É prevenção. É responsabilidade.
Saúde emocional começa na infância.
25/12/2025
🤍✨Boas festas, que neste Natal, que o amor nos ensine a acolher, que a empatia nos ajude a compreender e que o respeito nos guie em cada gesto. Que possamos desacelerar, olhar com mais sensibilidade e cuidar uns dos outros com o coração aberto.
Os sorrisos das crianças que passam por nossas vidas nos ensinam diariamente que inclusão se constrói com presença, respeito e amor. Que essa mensagem ilumine nossos caminhos e fortaleça nossos laços.
04/12/2025
TBT de um congresso simplesmente inesquecível.
O EXPOTEA São Paulo foi muito mais do que um evento… foi uma viagem profunda, intensa e cheia de significados sobre o universo do Autismo. Cada palestra, cada história compartilhada e cada olhar que cruzou o meu naquele lugar ampliou minhas perspectivas e fortaleceu ainda mais meu propósito.
Voltei pra casa com o coração quentinho, a mente cheia de aprendizados e a certeza de que estamos caminhando juntos por um caminho lindo de inclusão, respeito e ciência.
Que honra viver isso. 💙
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