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O direcionamento que faltava para você que já fala espanhol reencontrar a fluidez na oralidade e desoxidar seu espanhol de vez.
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Conversa Acción
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23/03/2022
Corrigir no momento do erro pode?
Já tenho uns bons anos ensinando e, ao mesmo tempo, aprendendo com os meus alunos.
Aproveito sempre cada segundo de nossas conversas para obter o máximo de informação possível sobre eles e sobre suas dificuldades na hora de se expressar.
Para mim, é muito comum corrigir o erro de pronúncia no exato momento em que ele acontece.
Diferentemente da grande maioria dos meus colegas, eu sempre, sim, sempre mesmo, sinalizo e continuarei sinalizando, de alguma forma, o preciso instante em que acontece o equívoco.
Penso que deixar passar qualquer minúsculo deslize fará que a pessoa pense que está tudo certo e repita aquele erro (que ela entendeu como acerto) até o ponto de solidificá-lo.
Alguns profissionais defendem que fazer esta correção durante a fala do aluno fará com que este não queira mais participar ou que se acanhe em futuras participações. Discordo totalmente desse pensamento.
Gosto de mostrar de uma maneira firme mas dócil, séria mas afetuosa que algo foi dito de forma equivocada. E que no espaço do aprender o erro é sempre bem-vindo pois sinaliza tropeços e avanços de um processo. Não há porque se envergonhar enquanto trabalha pelas suas conquistas.
Insisto em dizer que não vejo problema nenhum em errar e sim em deixar que o erro crie raízes por falta da atuação do docente com uma poda saudável e afetuosa.
Fez sentido para você? Curta o post.
Agora, quero te ouvir: Prefere saber onde está escorregando NA HORA da fala ou DEPOIS dela? Comenta aqui.
16/03/2022
14/03/2022
Quando cheguei ao Brasil, me lembro claramente da palavra "fora de contexto" que roubou meu sono: "cara".
Eu já falava português, havia estudado a língua e já tinha até certificação CELPE-BRAS antes de vir para o país cursar minha graduação na UnB, mas aquela conversa entre dois jovens funcionários no corredor do hotel em que me hospedei na minha primeira noite no país fez soar o alarme.
"O cara só dá gorjeta alta". Fui fisgado pelo *cara* da conversa e não entendia por que a palavra equivalente a rosto fora usada naquela frase. Eu entendi a ideia geral da conversa dos nativos pelo contexto e por ter algum repertório, mas me senti muito inseguro para falar conhecer outras palavras, mas ainda assim me senti inseguro de falar em português ou perguntar (será que eu tinha aprendido errado.
Isso aconteceu porque havia uma grande diferença entre o português da regra ensinado no instituto de língua em que estudei e o português falado do cotidiano. Em português a diferença entre um e outro foi se mostrando cada vez maior o que a princípio foi intimidante.
Embora não tenhamos tantas diferenças entre regra e prática na Língua Espanhola, há um universo imenso de variantes já que que são muitas culturas partilhando da mesma língua.
O que posso te dizer é que para falar bem uma língua, muito mais que compreender gramática, pronúncia e vocabulário é preciso entender que "Língua é cultura". Sem uma entrega para o universo cultural e suas formas de expressão dificilmente você conquistará a fluidez e naturalidade que tanto deseja.
Se isso fez sentido para você, me conta: O que te impede de falar em espanhol hoje?
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