Yuri Maia - TDAH Descomplicado

Yuri Maia - TDAH Descomplicado 🎯Tenho TDAH e meu propósito é direcionar mães com filhos TDAH e adultos TDAH.
👫Somos + de 1 Página dedicada aos pais e amigos dos que possuem TDAH. Forte abraço!

Bem como professores, pedagogos e profissionais da medicina, psicologia e pedagogia. Através de meu testemunho de vida, bem como dar dicas práticas que aprendi e desenvolvi, quero contribuir para o SEU desenvolvimento como alguém com TDAH que consegue contornar seus sintomas e ter uma vida mais feliz. Irei publicar sempre conteúdo relevante, ajudar e ensinar pessoas com TDAH, bem como seus familiares, a lidarem da melhor forma com as características do transtorno. Assista aos vídeos, acompanhe os conteúdos e aproveite ao máximo o que a página tem a oferecer! E se você quiser ainda mais, cadastre seu e-mail em http://dicas.tdahdescomplicado.com e receba em sua caixa de entrada as principais novidades do canal, em primeira mão! Yuri Maia

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Neste bate-papo com Felipe Ponce Prof. Felipe Ponce (Pippo) ⚡️DislexClub , vamos debater os rumos da dislexia no Brasil....
26/09/2026

Neste bate-papo com Felipe Ponce Prof. Felipe Ponce (Pippo) ⚡️DislexClub , vamos debater os rumos da dislexia no Brasil.

Já salva e compartilha com quem não pode perder essa conversa!

Quando: 01/10/26 - 19h30
Onde: canal TDAH Descomplicado no YouTube (link nos destaques e na Bio).

Te espero lá!

25/09/2026

Você já fez um teste vocacional e sentiu que não se encaixava em nenhuma gaveta? Nenhuma profissão, nenhum molde pronto?

Isso não é falha sua. O TDAH tem dificuldade real em se encaixar nas regras do mundo padrão: horário rígido, tarefas padronizadas, hierarquia engessada, feedback só uma vez por ano. Nada disso foi desenhado pensando na sua mente.

E é aí que a autoestima despenca. Você tenta se encaixar, não consegue, é demitido, troca de emprego, e começa a acreditar que o problema é você.

Só que a história mostra outra coisa: muitas das mentes que mais mudaram o mundo foram justamente as que o mundo ridicularizou antes de entender. Pessoas extraordinárias são pessoas comuns que decidiram agir mesmo sem encaixar em nenhuma gaveta.

Sua dificuldade em se encaixar pode não ser um defeito. Pode ser sinal de que você não nasceu pra seguir o molde.

A prática do bullying, além de crime, é preocupante para toda a sociedade, principalmente nas escolas e nos meios sociai...
23/09/2026

A prática do bullying, além de crime, é preocupante para toda a sociedade, principalmente nas escolas e nos meios sociais das crianças e jovens.

Vamos debater sobre este tema ao vivo com o advogado Dr. Rafael Paiva Rafael Paiva | Nova Advocacia , no nosso canal do YouTube.

Quando: 23 de setembro de 2026, 20h00.
Onde: canal do YouTube TDAH Descomplicado.

Participe ao vivo, e tire todas as suas dúvidas.

20/09/2026

Você já ouviu alguém falar que "estão inventando transtorno demais" ou que autismo e TDAH viraram modinha? Antes de comprar esse discurso, vale entender o que está de fato acontecendo.

Não é que a ciência esteja criando condições novas do nada. O que acontece é refinamento diagnóstico: comportamentos que sempre existiram agora ganham nome e subcategoria, porque nem todo autismo se parece com o autismo que você já viu, e isso não invalida o diagnóstico, só mostra que o espectro é mais amplo do que a gente imaginava.

E tem uma associação que se repete toda vez que isso vem à tona: "ah, é a indústria farmacêutica empurrando diagnóstico para vender remédio." Só que na prática os números não fecham. Um analgésico baratinho de prateleira de farmácia, daqueles que você pega na fila do caixa, vende infinitamente mais do que qualquer medicamento para TDAH. Se o alvo fosse lucro fácil, não seria aqui.

Refinar diagnóstico não é modismo, é ciência avançando para enxergar melhor quem sempre esteve ali, só que sem nome. Entender isso ajuda a parar de desconfiar de quem finalmente encontrou uma explicação pra própria história.

19/09/2026

No Reino Unido, a prevalência de TDAH salta de 5% na população geral para 25% dentro dos presídios. E essa pesquisa não tem nem dez anos. No Brasil, é bem provável que esse número seja igual ou pior.

Isso não é sobre caráter, é sobre o custo do abandono. Um tratamento com terapia e um genérico de metilfenidato custa uma fração do que custa manter alguém preso. Mas a sociedade só enxerga a conta quando já é tarde.

O caminho até ali começa cedo: criança repete de ano porque não teve professor de apoio, mãe implora por adaptação e esbarra na burocracia, o filho vai sendo deixado de lado até nos aniversários da própria família. Cada rejeição vai reforçando uma crença: "eu não sou merecedor de amor". E é esse vazio, não o diagnóstico, que empurra pro descaminho.

Suporte na infância não é luxo, é prevenção. Escola com estrutura de apoio, acesso real a tratamento, família orientada em vez de acuada. Isso muda trajetória de vida antes que ela vire estatística.

Quando o governo e a sociedade entendem TDAH como saúde pública, quem ganha não é só a pessoa neurodivergente. É todo mundo em volta.

18/09/2026

Você já parou pra pensar por que trabalho, dinheiro e relacionamento parecem sempre mais difíceis quando tem TDAH envolvido? Não é falta de esforço. É uma questão de saúde pública que a gente ainda trata como fraqueza de caráter.

A ciência já mostra: pessoas com TDAH vivem um padrão diferente de recompensa e regulação executiva. Isso muda a forma como o cérebro lida com rotina, risco e consistência ao longo do tempo.

Na prática, isso aparece assim: você entra num emprego e o objetivo vira só "não ser demitido", não crescer. F**a difícil manter consistência pra financiar casa, carro, planejar o futuro. E não é coincidência: a separação conjugal é 40% mais alta em pessoas com TDAH, porque as mesmas dificuldades de regulação que afetam o trabalho afetam também os relacionamentos.

O caminho não é se cobrar mais. É criar sistemas externos que sustentem o que a função executiva sozinha não dá conta: metas claras, comunicação proativa no trabalho, estrutura financeira automatizada.

TDAH não é preguiça, é neurologia. E entender isso é o primeiro passo pra parar de repetir o mesmo ciclo achando que o problema é você.

14/09/2026

Minha amiga, a psicóloga Lara dAlmeida - Psicóloga PhD | TDAH adulto , lançou um livro incrível sobre o TDAH só diferentes ângulos. 🤩

Juntou sua experiência, prática clínica e estudos mais recentes para poder entregar o guia mais atual para o TDAH, infantil e adulto.

📔 O livro pode ser encontrado nas internet nas principais lojas e também no perfil da Lara dAlmeida - Psicóloga PhD | TDAH adulto

Imperdível!

14/09/2026

Agora, é claro que uma vida sem redes sociais nenhuma também tem seus custos. Seria ingênuo fingir que não. A gente vive num mundo estruturado em torno dessas ferramentas, e todo mundo comenta coisas que circulam ali de alguma forma.

Além disso, se você desconecta totalmente, alguns contatos vão se perder, porque tem gente que simplesmente se recusa a usar e-mail ou telefonar. Mas eu encaro isso também como um mecanismo de filtragem. Tem gente que você já não falava mesmo, e não vai fazer tanta falta se você não falar mais.

Se uma relação não sobrevive à ausência de um like ou de um "oi" toda semana, talvez ela não fosse tão relevante assim.

Outro desafio real é o impacto nas pessoas próximas. Se você vira "o chato do e-mail", seu parceiro ou parceira pode acabar absorvendo demandas sociais que antes eram suas, porque as pessoas vão procurá-lo para conseguir falar com você. Ser resistente à tecnologia exige uma gestão consciente para não sobrecarregar quem você ama.

Mas, no fim das contas, essa chatice toda é uma forma de proteger sua sanidade e garantir que as interações que você escolhe ter sejam de alta qualidade.

Para quem tem TDAH, vale lembrar: não existe solução perfeita nem tudo ou nada. É sobre encontrar o ponto em que a tecnologia serve você, e não o contrário.

13/09/2026

O crescimento humano exige experimentação, exige falhas, exige aprendizado. No ambiente das redes sociais, cada passo em falso que você dá, mesmo sem repertório suficiente para aprender algo novo, vira julgamento público, imediato e permanente. Fora das redes, você recupera o espaço para se desenvolver no seu próprio tempo, sem o risco de ser cancelado por ter falado uma bobagem sem pensar, sem a pressão do olhar alheio, sem a necessidade de uma performance constante.

O segundo benefício é o fim da ansiedade e daquele FOMO, sigla em inglês para Fear of Missing Out, o medo de ficar de fora. Sabe o que acontece quando você sai das redes? Esse sentimento desaparece com o tempo. Nos primeiros um ou dois dias você pensa "meu Deus, estou desatualizado, estou perdendo tudo", mas isso não dura muito.

E quando você para de deixar o Instagram minar sua autoestima com comparações a vidas aparentemente perfeitas, e muitas vezes artificiais, dos outros, você para de se sentir um preguiçoso por ter uma vida normal e pacata.

A pesquisa de Jean Twenge, psicóloga que estuda o impacto das redes na saúde mental de jovens, mostra correlações consistentes entre tempo de tela e sintomas de ansiedade e comparação social. Para quem tem TDAH, que já convive com uma autoestima mais vulnerável por anos de feedback negativo, esse ciclo de comparação constante pesa ainda mais.

Sair das redes não é fraqueza, não é estar por fora. É devolver para você o direito de crescer no seu próprio ritmo.

12/09/2026

Existem estudos com pessoas em cuidados paliativos, nos últimos momentos de vida, que perguntam: do que você mais se arrepende? Há dez anos, as respostas mais comuns eram do tipo "me arrependo de ter trabalhado demais" ou "me arrependo de não ter passado mais tempo com minha família". Mas a projeção para os jovens de hoje, para a geração que já nasceu com tablet na mão, é diferente: o principal arrependimento aos 40 anos vai ser o tempo desperdiçado diante de uma tela.

E olha esse dado: estima-se que as pessoas passam, em média, várias horas por dia no celular. Isso é uma fatia enorme da sua vida consciente. E para quem é jovem, não é uma fase qualquer, é a fase em que você constrói seu corpo, sua mente, suas habilidades. E esse tempo está sendo trocado por quê? Por fofoca de celebridade, por vídeo de 15 segundos, por conteúdo genérico que você nem vai lembrar amanhã.

O tempo é o único recurso que você não recupera. E as redes sociais são o maior ralo desse recurso na história da humanidade.

Para quem tem TDAH, a percepção de tempo já é naturalmente mais distorcida, o que chamamos de cegueira temporal. Isso torna ainda mais fácil perder horas sem perceber. Não é falta de caráter, é um funcionamento cerebral diferente encontrando o ambiente perfeito para se perder.

A pergunta não é se você vai gastar tempo em telas. É se, daqui a alguns anos, esse vai ser o seu maior arrependimento.

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