Yuri Maia - TDAH Descomplicado

Yuri Maia - TDAH Descomplicado

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🎯Tenho TDAH e meu propósito é direcionar mães com filhos TDAH e adultos TDAH.
👫Somos + de 1 Página dedicada aos pais e amigos dos que possuem TDAH. Forte abraço!

Bem como professores, pedagogos e profissionais da medicina, psicologia e pedagogia. Através de meu testemunho de vida, bem como dar dicas práticas que aprendi e desenvolvi, quero contribuir para o SEU desenvolvimento como alguém com TDAH que consegue contornar seus sintomas e ter uma vida mais feliz. Irei publicar sempre conteúdo relevante, ajudar e ensinar pessoas com TDAH, bem como seus familia

27/04/2026

TDAH não é superpoder. Não é dom. Não é presente do universo. Ele se chama transtorno por um motivo: porque atrapalha a vida de verdade.

Aumenta o risco de acidentes, de problemas emocionais e de sofrimento. E esse sofrimento é real. A ciência já mostrou que quem tem TDAH apresenta diferenças reais em regiões do cérebro como o córtex pré-frontal e o estriado, áreas ligadas à atenção, ao controle de impulsos e ao sistema de recompensa.

Em outras palavras, o cérebro com TDAH não regula dopamina da mesma forma que a maioria das pessoas. E é por isso que manter o foco é genuinamente difícil, independente de quanto a pessoa se esforce. O resultado é um foco em pêndulo: hiperfoco total em algumas situações, dispersão completa em outras.

Reconhecer o TDAH como o que ele é, um transtorno real com impacto real, é o primeiro passo para tratá-lo com seriedade.

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26/04/2026

Quem é você quando não está tentando agradar os outros?

Essa pergunta pode ser desconfortável, especialmente para quem tem TDAH. Muita gente com o transtorno aprende desde cedo a se moldar para evitar rejeição. E o que era uma estratégia de defesa vai se tornando um padrão tão automático que a pessoa perde o contato com o que realmente quer, sente e pensa.

Estudos de neuroimagem sugerem que o cérebro com TDAH pode processar críticas e rejeição de forma mais intensa do que a maioria. Isso ajuda a entender por que o simples ato de dizer não pode parecer tão pesado.

Mas esse padrão pode ser reconstruído. Algumas estratégias ajudam nesse processo:
Quando alguém pressionar por uma decisão imediata, uma resposta simples como "deixa eu ver e te confirmo depois" já cria um espaço importante. Esse tempo permite que o córtex pré-frontal entre em ação e você possa pensar com mais calma.

Começar a colocar limites pequenos também ajuda. Não precisa ser um confronto grande. Pode ser um "hoje não consigo" ou "isso não funciona para mim agora". Cada pequeno limite é um treino emocional.

Você não nasceu querendo agradar a todos. Aprendeu isso como uma defesa. E tudo que é aprendido pode ser reconstruído. 🧠

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25/04/2026

Você passou a vida tentando compensar o TDAH para ser aceito?

Muita gente com TDAH chega à vida adulta carregando uma versão de si mesma construída para agradar, para não decepcionar, para não ser rejeitada. E no processo, perde contato com o que realmente quer, sente e pensa.

O seu valor não está no quanto você consegue se encaixar. Está em como você se relaciona com você mesmo.

Recuperar isso é um processo. E começa com perguntas honestas: o que eu quero? O que estou sentindo? Qual é a minha opinião?
Você não precisa se moldar para ser amado. Você não precisa ser perfeito para existir. Você só precisa se enxergar, sem culpa, sem máscara e sem medo. 💙

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24/04/2026

Você acorda e pega o celular. Alguns minutos depois, sua dopamina já foi embora para o Instagram.

Para qualquer pessoa isso já é prejudicial. Para quem tem TDAH, é ainda mais, porque o cérebro com o transtorno tem muito mais dificuldade de resistir aos estímulos rápidos e sair desse ciclo.
Existe um outro caminho. E ele começa com pequenas ações concretas logo cedo, antes de qualquer tela.

A professora Teresa Amabile, de Harvard Business School, estudou o poder dessas pequenas vitórias no livro "The Progress Principle" e no artigo "The Power of Small Wins". A pesquisa mostra que quando o cérebro percebe progresso em algo com signif**ado real, a dopamina aumenta, assim como o engajamento e a criatividade.

Para o cérebro com TDAH, que já tem dificuldade em regular dopamina naturalmente, essas micro vitórias matinais não são apenas motivação. São uma forma concreta de preparar o cérebro para o dia.

O seu dia começa antes de você pegar o celular. 🧠

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22/04/2026

Sem o manejo adequado, o TDAH pode virar uma armadilha real na sua vida.

O cérebro com TDAH busca dopamina de forma constante. E quando não encontra estímulo saudável, vai atrás do que está mais fácil: celular, comida ultraprocessada, compras impulsivas, jogos, redes sociais, álcool. No curto prazo, isso alivia. No longo prazo, destrói a rotina, a saúde e a autoestima.

Não é exagero falar em risco de vida. Um estudo publicado no British Journal of Psychiatry, com dados de mais de 9 milhões de adultos no Reino Unido, mostrou que pessoas com diagnóstico de TDAH vivem em média cerca de 7 anos a menos do que a população geral, sendo aproximadamente 6,8 anos a menos para homens e 8,6 anos a menos para mulheres.

E não é porque o TDAH mata diretamente. É porque ele vem acompanhado de mais acidentes, mais risco de abuso de substâncias, mais depressão e ansiedade, mais dificuldade de manter emprego, renda, rotina de saúde e sono de qualidade.

Com manejo adequado, esse cenário muda. E é exatamente sobre isso que a gente fala aqui. 🧠

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20/04/2026

Não nascemos querendo agradar todo mundo. Aprendemos.

Quem tem TDAH costuma crescer recebendo mais correções do que elogios. Mais "presta atenção" do que "você consegue". E o cérebro aprende rápido: se eu me encaixar, se eu não der trabalho, se eu for útil, fico mais seguro.

Com o tempo isso vira automático.

O não trava na garganta. O sim sai fácil. A própria vontade f**a em segundo plano.
Não é fraqueza. É o resultado de anos tentando compensar algo que nunca foi um defeito de caráter. Foi sempre uma forma diferente de funcionar.

Entender isso é o começo de parar de viver para os outros e começar a viver para si.

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18/04/2026

Você já reparou que algumas crianças parecem se tornar exatamente o que os adultos ao redor esperam delas?

Não porque querem. Mas porque aprenderam que é mais seguro assim.

O psicanalista Sándor Ferenczi estudou como crianças, diante de ambientes emocionalmente exigentes, desenvolvem uma habilidade impressionante: se moldam ao humor, às expectativas e até às emoções dos adultos para sobreviver.

Para uma criança com TDAH, esse mecanismo pode ser ainda mais intenso.

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Ela já carrega o peso de ser constantemente corrigida, chamada atenção, comparada. E o jeito que o cérebro encontra para lidar com isso é simples: antecipa o que o adulto quer e tenta se encaixar antes de decepcionar.

Vira a criança que se anula. Que concorda mesmo sem querer. Que esconde o que sente para não dar trabalho.

Por fora parece obediente. Por dentro está exausta.

Essa criança não precisa de mais cobrança. Ela precisa de um lugar onde possa errar sem ter medo do que vem depois.

Porque quando uma criança se sente segura, ela para de sobreviver e começa a se desenvolver.

Photos from Yuri Maia - TDAH Descomplicado's post 18/04/2026

Como é bom ir na casa da mãe e reencontrar sua infância! ❤️✌️

17/04/2026

Freud dizia que boa parte de quem nos tornamos foi moldado muito antes de entendermos o mundo.

E para crianças com TDAH, isso faz todo sentido.
Uma criança que cresce ouvindo que é difícil, bagunceira ou que não presta atenção não aprende só a se comportar. Ela aprende o que pensar sobre si mesma.

E esse aprendizado vai fundo.

Com o tempo, ela desenvolve formas de se proteger. Vira a engraçadinha da turma para ninguém perceber a dificuldade. Aprende a agradar para não ser rejeitada. Desiste antes de tentar para não passar pela vergonha de falhar.
Não é fraqueza. É adaptação.

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O problema é que essas adaptações que um dia protegeram a criança podem se tornar o maior obstáculo do adulto.

Por isso o ambiente em que uma criança com TDAH cresce importa tanto. Não apenas para o comportamento dela hoje, mas para a pessoa que ela vai se tornar.

O que você fala para o seu filho agora, ele vai repetir para si mesmo por anos.

13/04/2026

Você diz "sim" mesmo quando quer dizer "não" e depois se sente esgotado sem entender o porquê?

Isso tem nome: é a necessidade de agradar, e ela é muito comum em quem tem TDAH.

O cérebro com TDAH busca aprovação como forma de regulação emocional. Quando alguém f**a desapontado com a gente, a sensação é quase física, um desconforto intenso que a gente faz qualquer coisa pra evitar.

Na prática, isso aparece assim:
→ Aceitar compromissos que não cabem na agenda
→ Mudar de opinião dependendo de quem está na sala
→ Sentir culpa enorme por colocar limites
→ Priorizar o outro mesmo no limite das forças
Reconhecer esse padrão já é o primeiro passo pra mudar a relação com ele. 💙

Yuri Maia | TDAH Descomplicado

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09/04/2026

Você compra o livro empolgado e lá pela página 30 o interesse já morreu. Acontece com você?

O problema não é falta de vontade. O cérebro com TDAH precisa de novidade constante pra manter o foco, e leitura longa é o oposto disso. Nesse vídeo eu conto o que eu fiz pra finalmente conseguir ler mais, mesmo com TDAH.

Yuri Maia | TDAH Descomplicado

📌 Fonte: Volkow et al. (2009). Evaluating Dopamine Reward Pathway in ADHD. JAMA, 302(10), 1084-1091. DOI: 10.1001/jama.2009.1308


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08/04/2026

Alguém te interrompe por cinco segundos e sua energia vai embora pro resto do dia. Isso tem nome na neurociência: custo de troca de tarefa. E no cérebro com TDAH, esse custo é muito maior.

Nesse vídeo eu explico por que o seu cérebro gasta tanta energia pra entrar no foco — e por que ser interrompido cobra um preço tão alto.

Referência científ**a: King, J. A. et al. (2007). Inefficient cognitive control in adult ADHD: evidence from trial-by-trial Stroop test and cued task switching performance. Behavioral and Brain Functions, 3, 42.

https://doi.org/10.1186/1744-9081-3-42

Yuri Maia | TDAH Descomplicado

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