Paula Evangelista

Paula Evangelista Escola de Empreendedorismo On-line para Pedagogas -

Tratamos de assuntos ligados à valorização

A pedagoga pode transformar a sua atuação profissional criando processos educacionais transformadores.

Essa foto merece virar um marco. Eu faria um texto menos com cara de “anúncio de projeto” e mais com cara de registro de...
23/09/2026

Essa foto merece virar um marco. Eu faria um texto menos com cara de “anúncio de projeto” e mais com cara de registro de um começo que tem significado:

21 de setembro de 2026. Às 7h da manhã.

Quero guardar essa data.

Ontem, enquanto muita gente ainda começava o dia, nós quatro estávamos reunidas em torno de uma ideia que já vinha ocupando nossas conversas, nossos pensamentos e, principalmente, o nosso coração.

Estamos começando um projeto novo na área da Matemática.

Ainda tem muita coisa para construir. Muitas perguntas para responder. Caminhos para organizar. Ideias que precisam sair do papel e ganhar forma.

Mas existe algo que já sabemos: queremos contribuir para que crianças com dificuldades de aprendizagem possam avançar no conhecimento matemático, e queremos fazer isso ajudando também quem está ao lado delas nesse caminho: professores, pedagogos, psicopedagogos, pais e mães.

E talvez uma das coisas mais bonitas desse começo seja justamente não estar começando sozinha.

Construir um projeto em parceria é colocar a nossa ideia na mesa e permitir que ela seja atravessada pelo conhecimento, pela experiência e pelo olhar do outro. É perceber que aquilo que eu não enxergo, alguém enxerga. Que aquilo que uma ainda está tentando organizar, a outra ajuda a amadurecer.

E quando você se senta à mesa com pessoas extremamente competentes no que fazem, a conversa cresce. A ideia cresce. A responsabilidade também cresce.

Ontem foi o nosso primeiro encontro.

Não temos uma foto de um projeto pronto. Temos a foto de quatro mulheres começando.

E eu gosto disso.

Porque antes de existir um método, um material, uma formação ou qualquer coisa que esse projeto venha a se tornar, existiu uma manhã de segunda-feira, às sete horas, em que quatro profissionais decidiram colocar conhecimento, experiência e vontade de contribuir na mesma mesa.

Que essa foto nos lembre de onde tudo começou.

21.09.2026.
O primeiro encontro de muitos. ❤️

A perspectiva muda o olhar sobre tudo e amplia a visão.E eu tenho pensado muito sobre isso.Às vezes, a gente olha para u...
20/09/2026

A perspectiva muda o olhar sobre tudo e amplia a visão.

E eu tenho pensado muito sobre isso.

Às vezes, a gente olha para uma situação de tão perto que só consegue enxergar o que está dando errado. A dificuldade, a dúvida, aquilo que ainda não saiu como esperávamos.

Mas basta mudar um pouco o lugar de onde estamos olhando para perceber coisas que antes estavam fora do nosso campo de visão.

Na clínica acontece muito isso.

Quando uma criança não avança, por exemplo, é fácil concentrar o olhar naquilo que ela ainda não consegue fazer. Só que o raciocínio clínico pede outra coisa: mudar a perspectiva. Olhar para o caminho que ela percorreu, para os erros que se repetem, para as estratégias que utiliza, para o que acontece antes da dificuldade aparecer.

E, muitas vezes, a informação que faltava estava ali o tempo inteiro. O que mudou foi a pergunta que fizemos.

Acredito que isso também vale para a nossa própria trajetória profissional.

Tem momentos em que você olha para si e pensa que ainda sabe pouco, que deveria estar mais preparada, que outras profissionais parecem muito mais seguras.

De perto, você vê as lacunas.

Quando amplia a perspectiva, começa a enxergar também o caminho percorrido, as perguntas que hoje consegue fazer, as decisões que já não toma no automático e tudo aquilo que aprendeu a perceber porque desenvolveu repertório.

Talvez amadurecer profissionalmente tenha muito disso.

Não necessariamente enxergar mais coisas.

Mas aprender a olhar para a mesma coisa de outros lugares.

E você: tem alguma situação que parecia uma coisa e mudou completamente quando você conseguiu olhar por outra perspectiva?





17/09/2026

Plena, deitada no sofá, super tranquila, fazendo crochê. E ela é boa. Boa mesmo. Eu, com com as minhas muitas primaveras, mal faço um ponto de crochê direito. Ela tem uns 5 anos e faz crochê melhor que eu e talvez, que você! kkkkk

Mas deixa eu te tirar do riso um segundinho, porque essa cena não é só fofa. Ela é reveladora.

Repara na mão dessa criança. Coordenação fina, ritmo, sequência, atenção sustentada por minutos, sem ninguém pedindo pra ela continuar.
Isso tem nome pra gente: habilidade visomotora. E ela é uma das bases da alfabetização.

Segurar o lápis, formar a letra, organizar o traço na linha, tudo isso pede exatamente o que essa mãozinha de crochê já está treinando sozinha, brincando.

Agora pensa comigo: quantas crianças chegam no seu atendimento, vindo da sala de aula, sem nunca ter tido esse tipo de tempo?

Mão que nunca amarrou cadarço, nunca recortou, nunca ficou entediada o bastante pra inventar alguma coisa. A tela ocupa exatamente o espaço que seria disso.

E o que eu olho aqui não é a habilidade em si, é que ela foi construída sem ninguém dirigir. Isso não é feeling, é método. Método a gente aprende a repetir, não só a admirar quando aparece por acaso, tecendo um tapete no sofá.

Eu não vim aqui te convencer a comprar linha de crochê pro seu paciente. Vim te perguntar: na sua avaliação, você já para pra observar isso, ou só percebe quando a letra já chegou torta no papel?"

Crédito: Edna Louback





Hoje fui a um parquinho público aqui em Brasília e vi uma cena que achei curiosa e peculiar.Ele ficava dentro de um parq...
16/09/2026

Hoje fui a um parquinho público aqui em Brasília e vi uma cena que achei curiosa e peculiar.

Ele ficava dentro de um parque grande, feito para trilha e atividade física ao ar livre. O lugar inteiro existia para expor pessoas ao esforço e ao sol. Só uma área estava coberta com tecido preso em estacas: o parquinho.

Não estou falando contra o cuidado. Insolação e desidratação são riscos reais, e a termorregulação de uma criança pequena é menos eficiente que a de um adulto. O que me interessa não é o toldo em si, é o padrão que esse gesto revela quando se repete em outras decisões.

Existe um conceito da psicologia do desenvolvimento chamado risky play, estudado por pesquisadoras como Ellen Sandseter. Ele descreve brincadeiras com algum grau de risco físico controlado como justamente as que desenvolvem avaliação de risco, propriocepção e autorregulação emocional. Criança que nunca sentiu esse desconforto controlado não desenvolve repertório para lidar com ele sozinha.

Isso tem base em neurodesenvolvimento. O córtex pré-frontal amadurece por exposição repetida a desafios dentro de uma margem segura, o mesmo princípio da zona de desenvolvimento proximal, aplicado ao corpo. O sistema sensorial segue a mesma lógica.

Na clínica, essa lógica aparece disfarçada o tempo todo. Na família que resolve o conflito antes da criança tentar. Na escola que simplifica a tarefa no primeiro sinal de dificuldade. No adulto que evita deixar a criança errar.

A diferença entre cuidado e superproteção não está no gesto isolado, está no princípio que orienta a decisão. Cuidar é ajustar o risco ao que a criança consegue sustentar.

Superproteger é eliminar o risco pra que ela nunca precise sustentar nada. E o adulto que ela vai se tornar carrega a marca dessa escolha.

Você já percebeu esse tipo de superproteção em algum atendimento seu? Conta aqui embaixo, quero muito ler.


14/09/2026

A Psicopedagogia não precisa ocupar o lugar de outras profissões para defender a importância do seu trabalho.

Ela tem um objeto que precisa estar no centro dessa conversa: a aprendizagem humana.

Defender a Psicopedagogia também é defender formação, responsabilidade, limites de atuação, encaminhamentos quando necessários e diálogo com outros profissionais.

Porque, no fim, a discussão precisa voltar para quem realmente importa: a criança e o adolescente que precisam de ajuda para aprender.

E você: que dúvida ainda tem sobre o papel da Psicopedagogia no acompanhamento de uma criança?

O que você achou dessa nota conjunta?



09/09/2026

O prêmio aparece na foto. Mas quase nunca aparece tudo o que foi necessário para chegar até ele.

Receber o Prêmio Master, durante a Imersão Educar com Evidências, foi daqueles momentos que fazem a gente olhar para trás e perceber o tanto de caminho que já percorreu.

E não estou falando apenas de cursos, certificados ou horas de estudo.

Estou falando das perguntas que me fizeram rever certezas. Das conversas com profissionais que ampliaram meu olhar. Das parcerias que me ensinaram. Dos investimentos que escolhi fazer na minha formação. E, principalmente, da decisão de continuar aprendendo mesmo depois de tantos anos de profissão.

Porque uma coisa ficou cada vez mais clara para mim, excelência profissional não é um lugar onde a gente chega. É uma forma de caminhar.

É estudar com intenção.
É buscar evidências sem transformar ciência em resposta pronta.
É trocar com outros profissionais.
É reconhecer os próprios limites.
É revisar decisões quando necessário.
É entender que autonomia profissional não significa trabalhar sozinha.

No fim, todo esse investimento precisa chegar a algum lugar: na qualidade do trabalho que entregamos às crianças, às famílias e às profissionais que confiam em nós.

Por isso, esse prêmio me deixa feliz. Muito. ❤️

Mas ele também me lembra de algo que quero carregar comigo - posso celebrar tudo o que já construí sem me acomodar no que já sei.

Ainda tenho perguntas.
Ainda tenho muito para aprender.
E gosto que seja assim.

Obrigada Dr. Gabriel Brito e
Instituto Educar com Evidências pela entrega de uma Imersão tão importante.

Obrigada à equipe que esteve nos bastidores para que o evento acontecesse tão lindamente, em especial Sarah Alves
que nos acompanhou de pertinho.

Obrigada às amigas maravilhosas com quem pude compartilhar momentos de alegria, lágrimas de emoção e muitas risadas.

Emily Louvem
Lílian Canêdo | Psicopedagoga | Educadora Parental
Aline Tirelli | Psicopedagoga
Amar-te Aprendizagem-Psicopedagoga Danielle Ingechak Dallabona
Luzelline Carvalho | Ciência da Leitura
Clínica Interdisciplinar l Taguatinga


Sabe aquela sensação de terminar um atendimento remoendo "será que eu fiz certo"? Eu já vivi isso tanto tempo que hoje a...
02/09/2026

Sabe aquela sensação de terminar um atendimento remoendo "será que eu fiz certo"? Eu já vivi isso tanto tempo que hoje até consigo rir. Mas não foi por falta de teoria, era por causa de umas crenças que eu carregava sem perceber.

A primeira delas foi achar que eu precisava ter resposta na hora. Caso complexo pede investigação, não resposta imediata. Não saber de cara não é despreparo, é responsabilidade clínica.

A segunda foi achar que planejamento era lei. Eu insistia no roteiro mesmo quando a criança na minha frente mostrava outra coisa. Planejamento é ponto de partida, não contrato fechado.

A terceira, essa doeu confessar. Foi achar que existia atividade pronta pra tudo. Vivia atrás de jogo novo, ficha nova, como se a solução estivesse sempre em algo que eu ainda não tinha comprado. Mas atividade é consequência do raciocínio clínico, nunca o ponto de partida.

E, por fim, a quarta foi achar que precisava me sentir cem por cento pronta antes de atender com segurança. A confiança não vem antes da prática. Ela vem depois, atendimento após atendimento.

Se você sente que devia saber mais, ter mais curso, mais certificado, talvez o problema não seja falta de conhecimento. Talvez seja hora de desaprender.

Me conta, qual dessas você também precisou desaprender, ou ainda está desaprendendo agora?





Ter bons livros no consultório é ótimo. Mas saber por que você escolheu aquele livro para aquela criança é ainda mais im...
27/08/2026

Ter bons livros no consultório é ótimo. Mas saber por que você escolheu aquele livro para aquela criança é ainda mais importante. Essa lista nasceu, principalmente da necessidade de desvendar o que há por trás de certos comportamento e emoções infantis.

Eu gosto muito de usar histórias porque elas permitem conversar sobre medo, raiva, frustração, amizade, limites e tantas situações que fazem parte da infância.

Só que, na clínica, eu não quero apenas terminar a leitura e pensar: “pronto, trabalhei raiva hoje”.

É preciso achar um jeito de ajudar a criança a conversar sobre o que pensa e sente.

Enquanto a criança fala sobre o personagem, eu posso observar como ela compreende o conflito, que pistas percebe, como explica o comportamento do outro, quais soluções encontra e até como muda de ideia diante de uma nova informação.

E tem um cuidado importante aqui: uma resposta isolada não permite concluir nada sobre a criança. Ela oferece uma pista que precisa ser considerada junto com tudo o que já estamos observando no caso.

Por isso, antes de abrir um livro na sessão, gosto de ter uma pergunta bem clara na cabeça:

O que eu quero compreender ou favorecer nessa criança com essa leitura?

Essa pergunta simples dá outra direção para o uso do livro.

Quer acessar esse material?

Marque uma amiga nos comentários pra receber a lista completa e também a fundamentação de como usá-los.

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