25/03/2026
Nesta tarde, a convite da Ministra Maria Elizabeth Rocha, estive no Observatório Pró-Equidade do STM da União, e saí com ainda mais convicção: não há dignidade humana sem enfrentamento direto às desigualdades!
Ao tratar da “Formação Básica em Letramento Antidiscriminatório: por uma visão equitativa”, provoquei uma reflexão necessária: estamos formando para a cidadania ou apenas reproduzindo silêncios convenientes?
A ausência de letramento antidiscriminatório nas escolas não é um detalhe: é um sintoma estrutural. E ele se sustenta, sobretudo, em dois pilares preocupantes:
1] A escassez de materiais sérios, estruturados e comprometidos com a realidade e
2] insistência em conteúdos descontextualizados, superficiais ou tendenciosos, que ignoram a complexidade das famílias brasileiras e perpetuam desigualdades.
Na minha avaliação, não basta falar de inclusão e de equidade: é preciso preparar para elas. Não basta reconhecer a diversidade: é preciso compreendê-la criticamente. Não basta citar direitos humanos: é preciso vivê-los na prática pedagógica.
Educação sem letramento antidiscriminatório não transforma, apenas mantém tudo exatamente onde sempre esteve.
Combater atos discriminatórios não pode ser pontual: tem que ser um compromisso diário, na escola, na universidade e em cada espaço que ocupamos. Quem carrega no corpo e na memória as marcas da perseguição, do assédio e da injustiça sabe: o silêncio nunca foi uma opção. Falar é resistência. Lutar é sobrevivência. E transformar essa dor em ação é o que nos mantém de pé e em movimento!
Sigo, mas não em silêncio!