05/10/2025
A cada olhar, um sentimento; a cada pensamento, um tempo.
Hoje vivemos num tempo em que muitos se dizem “pró-vida”, “justos”, defensores da moral , mas o que isso realmente significa? A justiça de Deus, ensinada por Jesus, transcende rótulos.Ser cristão exige coerência, misericórdia, humildade.
Reflexão a partir de uma fala recente do Papa Leão XIV
Conforme reportado por vários jornais (como Euronews, Terra, Agência Brasil), o Papa Leão XIV declarou que:
“Alguém que diz ser contra o ab**to mas é a favor da pena de morte não é realmente pró-vida.”
Ele lembra que a doutrina da Igreja Católica sustenta o valor da vida desde a concepção até a morte natural, e que também se opõe à pena capital, considerando-a inadmissível.
Jesus falou claramente: “Não matarás” isso não é só evitar o homicídio literal, mas não cultivar em nós o ódio, a ira, a injustiça. Ele amplia a lei, exige pureza do coração.
Que Jesus nos ensina :
“Ouviram o que foi dito aos antigos: Não matarás. E ainda: Aquele que matar alguém terá de responder em julgamento. Mas eu digo-vos: Todo aquele que se irritar contra o seu semelhante terá de responder em julgamento… chamar “estúpido” torna-te sujeito ao julgamento.” Mateus 5:21-22 (Bíblia católica )
Outros ensinamentos do Sermão da Montanha, onde Jesus pede que amemos até os inimigos, que não devolvamos o mal com o mal…
Quem somos para julgar?
Se Jesus nos chama a amar, perdoar, ter misericórdia, quem somos nós para apontar o dedo?
Vivemos num tempo em que muitos textos manuscritos, interpretações antigas, tradições às vezes usadas para justificar ou dividir são distorcidas para o oposto do que Ele ensinou: amar e perdoar.
O sorriso cura, a palavra converte, o perdão liberta. Ser cristão não é fácil; é precioso, é exigente. Implica estar alerta para não nos tornarmos juízes quando deveríamos ser servidores e irmãos.
Violência gera violência?
Jesus nunca disse que poder, status ou autoridade justificam impor dor, excluir, condenar. Pelo contrário: Ele nos chama à santidade, à humildade, à compaixão. Quem segue Jesus reconhece que tentações existem , mas não as usa como justificativa para agir com dureza.
São João da Cruz nos lembra:
“Para possuir Deus plenamente é preciso nada ter; porque se o coração pertence a Ele, não pode voltar-se para outro.” Comprimento :
“O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo amado.”
Se quisermos verdadeiramente ser “pró-vida”, deixemos que a vida toda vida , seja valorizada. Não apenas com palavras, mas com ações, com coerência. Que priorizemos o olhar misericordioso, que busquemos entender antes de condenar, que amemos mais que acusamos.
Em tempos difíceis, muitos estão cegos à luz do amor: que nós sejamos portadores dessa luz.
Atenciosamente,
Prof. Emerson Gamito
Licenciatura em Ciência da Religião; Geografia; História Pós-graduação em Teologia e História das Religiões