SACA SÓ nessa História

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24/08/2026

O mais interessante é que a força política de Getúlio Vargas não terminou com o Estado Novo: seu legado trabalhista, a construção de uma relação direta entre Estado e trabalhadores e a imagem de líder identificado com o “povo” ajudaram a explicar seu retorno pelo voto em 1950. O chamado populismo varguista continua sendo objeto de debate entre historiadores, justamente porque reduzir o varguismo à simples “manipulação das massas” apaga a participação e as demandas dos próprios trabalhadores. Como resume Alexandre Fortes, “a Segunda Guerra Mundial desempenhou um papel muito importante […] na ascensão do populismo brasileiro” (FORTES, 2018, p. 165). E, gostem ou não, o homi deixou uma marca na política brasileira que continua sendo disputada até hoje. Hahahaha

FORTES, Alexandre. World War II and Brazilian Workers: Populism at the Intersections between National and Global Histories. International Review of Social History, Cambridge, v. 62, Special Issue S25, p. 165–190, 2018.

19/08/2026

“Cada vez mais [os historiadores] se interessam pelo que seus predecessores haviam ocultado, deixando de lado ou simplesmente ignorado.”

— Carlo Ginzburg, O queijo e os vermes (2006).

E talvez seja justamente por isso que o trabalho dos historiadores continue sendo tão necessário.

Historiadores pesquisam, confrontam fontes, questionam versões estabelecidas, problematizam memórias, desmentem falsificações e trazem à tona sujeitos e histórias que muitas vezes foram silenciados ou esquecidos.

Em tempos de fake news, negacionismos e “verdades históricas” fabricadas para caber em um vídeo de 30 segundos, valorizar quem pesquisa História é também valorizar o conhecimento.

E você: segue historiadores nas redes sociais?

Se a resposta for não, talvez esteja na hora de começar.

Marque aqui nos comentários historiadores que você acompanha e que produzem conteúdo histórico nas redes. Vamos fazer esses perfis circularem e mostrar que História também se pesquisa, se ensina e se comunica no ambiente digital.

Hoje é Dia do Historiador.
Valorize quem dedica seu trabalho a compreender o passado para nos ajudar a pensar criticamente o presente.

19 de agosto — Dia do Historiador.

15/08/2026

Quando alguém diz que Sul e Sudeste são mais ricos porque “votam na direita”, está confundindo resultado histórico com causa política.

A concentração econômica brasileira é muito anterior à atual divisão eleitoral. O processo de industrialização, especialmente a partir do século XX, concentrou investimentos, infraestrutura, indústria e capital no Centro-Sul, sobretudo em São Paulo. Estudos do Ipea mostram inclusive que políticas estatais de industrialização contribuíram para essa concentração regional. (Repositório IPEA)

Ou seja: não é porque essas regiões “votam certo” que ficaram mais desenvolvidas. É preciso compreender a formação histórica da economia brasileira antes de transformar PIB em argumento político.

JATOBÁ, Jorge (coord.). Desigualdades regionais no desenvolvimento brasileiro. Recife: PIMES/Ipea, 1978.

14/08/2026

A Reforma Protestante, iniciada no século XVI a partir das críticas de Martinho Lutero às práticas e à doutrina da Igreja Católica, provocou uma profunda ruptura na unidade religiosa da Europa Ocidental. O movimento questionou, entre outros aspectos, a venda de indulgências, a autoridade papal e determinadas práticas do clero, dando origem a diferentes vertentes do protestantismo. Diante desse avanço, a Igreja Católica promoveu um processo de reorganização conhecido como Reforma Católica ou Contrarreforma, que incluiu o Concílio de Trento (1545–1563), a reforma da formação do clero, o fortalecimento da Companhia de Jesus e mecanismos de controle doutrinário. Segundo José Artulino Besen, o Concílio de Trento pode ser compreendido como a “resposta da Igreja de Roma ao movimento de Lutero” (BESEN, 2016, p. 279), evidenciando que a reação católica não se limitou ao combate ao protestantismo, mas também envolveu uma profunda reorganização interna da Igreja. (Facasc)

Referência:
BESEN, José Artulino. O Concílio de Trento e a Reforma Católica. Encontros Teológicos, Florianópolis, v. 31, n. 2, p. 279-294, 2016.

A Questão do PiraraA Questão do Pirara foi um longo conflito territorial entre o Brasil e a Grã-Bretanha pela região sit...
13/08/2026

A Questão do Pirara

A Questão do Pirara foi um longo conflito territorial entre o Brasil e a Grã-Bretanha pela região situada entre os rios Branco, Tacutu, Maú e Rupununi, no atual espaço fronteiriço entre Roraima e a Guiana. Embora suas raízes remontem ao período colonial, a disputa ganhou força no século XIX, especialmente com as expedições do explorador britânico Robert Schomburgk, realizadas entre 1835 e 1842. Segundo Oliveira e Magalhães (2012, p. 110), a questão correspondeu ao processo de “disputa de terras e da proposta de definição da fronteira entre Brasil e ex-Guiana Britânica”. Em 1840, a presença britânica na região provocou confrontos com autoridades brasileiras e, em 1842, os dois governos estabeleceram provisoriamente a neutralidade do território, enquanto buscavam uma solução diplomática. A disputa prolongou-se durante décadas, envolvendo argumentos históricos, jurídicos, cartográficos e também os povos indígenas da região, utilizados pelas duas potências em suas reivindicações territoriais. Finalmente, em 1901, Brasil e Grã-Bretanha concordaram em submeter a questão à arbitragem do rei da Itália, Vítor Emanuel III. O laudo arbitral, publicado em 1904, foi desfavorável ao Brasil: a maior parte do território contestado foi atribuída aos britânicos. Como sintetizam os historiadores, “A Questão Pirara foi resolvida com o laudo de 1904 favorecendo os britânicos com a maior parte do território disputado” (OLIVEIRA; MAGALHÃES, 2012, p. 115). Assim, a Questão do Pirara tornou-se um dos episódios fundamentais para compreender a formação da atual fronteira de Roraima com a Guiana.

Referência

OLIVEIRA, Reginaldo Gomes de; MAGALHÃES, Maria das Graças Dias. Questão do Pirara: Roraima. Textos e Debates, Boa Vista, v. 1, n. 14, 2012. DOI: 10.18227/2317-1448ted.v1i14.878. Disponível em: https://revista.ufrr.br/textosedebates/article/view/878⁠. Acesso em: 13 ago. 2026. (researchgate.net⁠)

Qual desses você acha mais chique em? Faltou algo?
11/08/2026

Qual desses você acha mais chique em? Faltou algo?

Qual você acha mais chique manin? Faltou algo?
11/08/2026

Qual você acha mais chique manin? Faltou algo?

09/08/2026

Existem presentes que a gente compra. E existem momentos que a gente simplesmente decide viver.

Depois de mais de 30 anos, nós cinco dormimos novamente na casa do nosso pai. Sem filhos, sem netos, sem maridos, sem esposas. Apenas nós: os cinco filhos, como nos velhos tempos.

Por uma noite, voltamos a ser crianças. Rimos das mesmas histórias, lembramos das mesmas confusões e, principalmente, lembramos do homem que esteve por trás de tudo aquilo que nos tornamos.

Nosso pai nos ensinou com os “sins”, mas também e talvez principalmente com os “nãos”. Ensinou que caráter, honestidade, responsabilidade e honra não são discursos, são escolhas que fazemos todos os dias.

Hoje somos cinco adultos, cada um com sua própria história, mas carregamos muito dele em quem somos.

E foi por isso que a surpresa precisava ser simples: voltar para casa.

Só que, obviamente, com cinco filhos adultos juntos, algumas medidas de segurança precisaram ser tomadas.

Pai, desculpa pela janela, pelos ci****os, pela gatinha, pelas coisas da Lara, pelos copos e pelas facas.

Os filhinhos do papai estão de volta. ❤️

07/08/2026

A famosa Carta de Pero Vaz de Caminha é um dos documentos mais importantes para compreender os primeiros contatos entre portugueses e os povos que habitavam o território que viria a ser chamado de Brasil. Escrita em 1500 e enviada ao rei D. Manuel I, ela descreve a paisagem, os recursos naturais, os indígenas e as primeiras impressões dos portugueses sobre aquela terra. Caminha registra, por exemplo, que “a terra em si é de muito bons ares” e constrói, ao longo do texto, um olhar marcado pelos valores, interesses e expectativas europeias. Por isso, a carta é fundamental não apenas pelo que revela sobre a chegada dos portugueses, mas também pelo que revela sobre como os europeus enxergaram e representaram o território e seus habitantes. E sim: enquanto Caminha tentava impressionar o rei com as maravilhas da nova terra, provavelmente já estava naquele clima de “oh os mato aqui, oh…”

CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil. São Paulo: Martin Claret, 2003.

Endereço

Boa Vista, RR

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