21/08/2026
O que estamos fazendo para que a próxima violência não aconteça?
Porque dizer que ele "perdeu a cabeça" não explica a violência.
Dizer que "ele é assim mesmo" não produz responsabilização.
E um pedido de desculpas, sozinho, não é sinônimo de mudança.
É preciso criar processos para que homens possam reconhecer seus atos, responsabilizar-se, refletir sobre suas crenças e transformar comportamentos.
É nesse lugar que os Grupos Reflexivos podem contribuir.
Mas atenção:
💜 Se queremos menos mulheres vítimas amanhã, precisamos começar a trabalhar com os homens hoje.
Quem trabalha com homens também protege mulheres.
Agosto Lilás 2026 | A conta não fecha.
13/08/2026
Durante décadas, ampliamos a proteção às mulheres, fortalecemos a legislação e aperfeiçoamos mecanismos de responsabilização.
Esses avanços são fundamentais e precisam continuar.
Mas, se queremos reduzir novas violências, precisamos fazer uma pergunta que ainda aparece pouco no debate público:
O que estamos fazendo para que homens deixem de praticar violência?
Os Grupos Reflexivos não substituem a responsabilização judicial nem o atendimento às mulheres. Eles são uma estratégia complementar de prevenção e responsabilização, voltada a ressignif**ar a maneira como os homens reproduzem suas relações e enfrentar justif**ativas e promover mudanças de comportamento.
Se a violência é um problema estrutural, a resposta também precisa ser estrutural.
💜 O Brasil precisa de mais Grupos Reflexivos.
Você concorda com essa afirmação?
💬 Escreva "SIM" ou "NÃO" nos comentários e explique por quê.
Vamos fazer deste espaço um debate qualif**ado sobre prevenção da violência contra as mulheres.
💜 Agosto Lilás 2026 | A Conta Não Fecha.
12/08/2026
Coisas que a gente precisa parar de aceitar:
- Achar que existe uma solução simples para um problema complexo.
- Dizer que a violência contra a mulher é "problema do casal".
- Acreditar que trabalhar com homens autores de violência é proteger agressores.
- Colocar a proteção das mulheres e o trabalho com homens como estratégias opostas.
- Aceitar que qualquer profissional pode conduzir um Grupo Reflexivo sem formação específ**a.
- Continuar repetindo que aumentar p***s, sozinho, vai acabar com a violência.
Essas ideias parecem respostas fáceis. Mas, na prática, elas dificultam a construção de políticas públicas mais ef**azes.
Enfrentar a violência contra a mulher exige uma atuação integrada: proteger as mulheres, responsabilizar os autores, investir em prevenção e qualif**ar os profissionais que estão na linha de frente.
Enquanto buscarmos respostas simples para um problema estrutural, continuaremos enxugando gelo.
Porque trabalhar com homens também é proteger mulheres.
Qual dessas frases você mais ouve no seu trabalho?
Ou qual você acrescentaria à lista?
Escreva nos comentários e vamos ampliar esse debate ⬇️
09/08/2026
O Dia dos Pais pode ser um convite à reflexão.
Neste Dia dos Pais, talvez a pergunta mais importante não seja "o que vamos comemorar?".
Talvez seja:
O que ainda precisamos enfrentar?
No Brasil, entre 2016 e julho de 2024, mais de 1,2 milhão de crianças foram registradas ap***s com o nome da mãe. Isso signif**a que, nesse período, cerca de 1 em cada 20 nascimentos ocorreu sem o reconhecimento paterno no registro civil.
Esses números não contam toda a história.
Porque a ausência da paternidade não começa nem termina na certidão de nascimento.
Ela também aparece quando o cuidado é delegado quase exclusivamente às mães.
Quando educar é visto como tarefa feminina.
Quando o afeto é confundido com fraqueza.
Quando um homem acredita que ser pai é ap***s pagar as contas.
A pergunta que f**a é:
Que tipo de paternidade estamos valorizando?
Se queremos construir uma sociedade com menos violência, mais respeito, precisamos falar sobre a forma como meninos aprendem a ser homens.
E isso passa, inevitavelmente, pela paternidade.
A conta não fecha quando celebramos o Dia dos Pais sem discutir os desafios da paternidade no Brasil.
💜 Agosto Lilás | A conta não fecha.