18/12/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, estatísticos da equipe de Abraham Wald analisavam todos os aviões que voltavam das batalhas e destacavam as áreas com mais marcas de balas, como na imagem que ilustra este post. O objetivo era identificar onde a estrutura dos aviões deveria ser reforçada da maneira mais eficiente: não muito a ponto de deixar o avião muito pesado, difícil de manobrar e consumindo mais combustível, e nem tão pouco a ponto de deixá-lo vulnerável.
A distribuição das perfurações não era uniforme: as marcas em vermelho da figura representam as áreas atingidas mais frequentemente. Com base nestes dados, onde eles deviam reforçar?
Uma resposta automática, sem pensar muito seria "onde recebe mais tiros." Até faz sentido: se estão atirando nas asas, é melhor blindá-las para evitar o estrago.
Quais foram as recomendações de Abraham Wald?
1) Não reforçar as áreas mais atingidas;
2) Blindar as áreas sem marca nenhuma, como os motores, por exemplo.
Os aviões que receberam mais tiros nas áreas destacadas foram capazes de voar de volta. Mas os que foram atingidos nas áreas sem marcas sequer voltaram.
Ninguém estava analisando as marcas de balas nos aviões que não voltaram.
Qual o insight que podemos tirar dessa história?
Durante uma crise, olhar por diferentes perspectivas para tomar as melhores decisões se faz necessário. Mais importante que o avião estar conservado, é que ele esteja em condições de voo.
Você está cuidando de todas as áreas da sua empresa? Está cuidando com atenção dos seus processos internos? Está tomando as melhores decisões para que sua empresa seja forte em 2021?
#2021