Túnel do Tempo das Ciências

Túnel do Tempo das Ciências Proposta de ensino interdisciplinar para o ensino de Ciências, Artes e História em ambientes não formais e com protagonismo de criação por parte do aluno,

Em 2011, um grupo de bolsistas do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Santa Catarina decidiu apresentar na SEPEX (Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão) da universidade um pouco da história da Química. Naquele ano, comemorava-se o Ano Internacional da Química e, por isso, os bolsistas criaram um túnel interativo, no qual os visitantes percorriam vários momentos significativ

os que mostravam o porquê da Química ser uma ciência e sua importância na história da humanidade. Em 2014, surgiu a oportunidade de implementar o projeto dentro do ambiente escolar. A escola de ensino básico Maria da Glória Viríssimo de Faria, da cidade de Biguaçu-SC, recebeu uma adaptação do trabalho feito anteriormente na SEPEX. Porém, ao invés de se trabalhar somente a história da Química, os alunos criaram painéis e realizaram experimentos que mostravam como a Ciência como um todo se desenvolveu de acordo com o contexto sócio-cultural-político da humanidade. Desde o domínio do fogo e da utilização dos pigmentos até a quântica moderna, passando pela filosofia , os alunos estudavam como cada disciplina influenciava no estudo das demais sob uma perspectiva histórica. Enquanto produziam materiais didáticos que podem ser usados por outras turmas da escola (painéis interativos e experimentos), os alunos eram orientados pelos professores sobre o avanço da astronomia, da descoberta da eletricidade, da importância dos pigmentos e da conservação dos alimentos e outros assuntos interdisciplinares relevantes. O trabalho foi apresentado durante a mostra cultural da escola, com a presença de pais, professores e comunidade em geral. Em 2015, o trabalho teve continuidade abordando a Corrida Espacial, desde as primeiras noções de astronomia pela humanidade até a contextualização com a Guerra Fria. Atualmente, o tema abordado é "Ciências e Artes", em que estudamos como várias manifestações artísticas estão intimamente relacionadas ao conhecimento científico e tecnológico de vários momentos da História. O nome do projeto atual, Ars et Scientia, é uma homenagem às origens do Túnel, pois é o lema da Universidade Federal de Santa Catarina.

Trabalho de alunos do 9º ano. Estamos estudando a absorção de luz pelas plantas. Construimos um espectroscópio caseiro, ...
27/09/2018

Trabalho de alunos do 9º ano. Estamos estudando a absorção de luz pelas plantas. Construimos um espectroscópio caseiro, extraímos a clorofila de plantas e observamos o espectro de radiação absorvido pela clorofila para analisarmos os comprimentos de onda mais utilizados para a fotossíntese. Nas fotos, o espectro da luz branca e o espectro da luz absorvida pela clorofila.

O que sabemos sobre a febre amarela e vacinação?   Na publicação de quarta-feira dessa semana, nós comentamos um pouco s...
26/01/2018

O que sabemos sobre a febre amarela e vacinação?

Na publicação de quarta-feira dessa semana, nós comentamos um pouco sobre Edward Jenner e a vacinação, que atualmente é um tema de muita polêmica. No cenário atual, há uma quantidade significativa de pessoas que são contra a vacina, alegando todo tipo de coisa. Pois bem, hoje vamos lhes mostrar que a vacina é segura e que todos devem fazer uso dela. Além disso, vamos falar sobre o surto de febre amarela e o que vem acontecendo com os bugios.
Como vimos na quarta-feira, a vacinação foi um método utilizado para proteger o ser humano contra a varíola, doença essa que causou muito transtorno para a nossa espécie. Apesar da vacina não ter sido descoberta de Jenner, foi ele quem conferiu sua validade. No entanto, há um grande número de pessoas nos dias de hoje alegando que a vacina causa autismo e que mercúrio é utilizado para manter as vacinas livres de contaminação por fungos e bactérias.
Quanto ao mercúrio na vacina, há uma certa verdade nisso, contudo, não há necessidade de sermos alarmistas. Na realidade, o composto usado para proteger a vacina da contaminação é o timerosal, este que contém etilmercúrio, uma substância que é rapidamente eliminada do corpo. Além disso, a concentração de etilmercúrio nas doses aplicadas é muita baixa. Não há nenhuma evidência que sustente o envenenamento por mercúrio em bebês, crianças e adultos pelo o uso do timerosal presente na vacina, nem relação entre esse composto e danos neurológicos, de acordo com o GACVS. Vale comentar que o timerosal é usado apenas em vacinas multidoses.
Com relação à associação entre vacina, mercúrio e autismo, tudo começou com a publicação de um artigo na revista Lancet, pelo médico inglês Andrew Wakefield. Nesse artigo, ele relaciona comportamentos autistas e problemas gastrointestinais de 11 crianças à vacina da tríplice viral. E, mesmo Wakefield admitindo que tratava-se apenas de uma hipótese, já foi suficiente para o número de aplicações da vacina despecarem. Nos EUA, a relação passou a ser entre autismo e o timerosal. No entanto, não há qualquer evidência que ligue o timerosal ou a tríplice viral ao autismo. Mais tarde descobriu-se que o médico recebia dinheiro de um advogado anti-vacina pra realizar sua pesquisa contra a tríplice viral. Inclusive, graças a movimentos anti-vacina, impulsionados pela pesquisa de Wakefield, o número de casos registrados de sarampo aumentou no continente europeu.
Agora que já sabemos que as vacinas são seguras, falta falar sobre o surto de febre amarela e a morte de vários bugios. A febre amarela é uma doença febril aguda, infecciosa, com dois ciclos de transmissão, o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre, a febre amarela é transmitida pelos mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes, sendo que os hospedeiros são os primatas não humanos. No ciclo urbano, a doença é transmitida pelo Aedes aegypti, e o único hospedeiro da febre amarela nesse ciclo é o ser humano. Não há transmissão de pessoa pra pessoa e os outros primatas também não podem ser responsabilizados pela transmissão da febre amarela, sendo assim, não há motivos para agredir ou matar os bugios. Inclusive, agredir animais silvestres é crime ambiental. Além disso, esses animais funcionam como "guardiões", isto é, quando percebemos que eles estão morrendo, isso pode ser um indicativo da doença. Agora, conseguem adivinhar qual é a principal forma de prevenção e controle da febre amarela? Isso mesmo, a vacina!
Pra quem quiser saber mais, deixo os seguintes links:

- Sobre o timerosal usado nas vacinas multidose:

http://www.toxicologia.unb.br/?pg=desc-noticias_foco&id=41

http://www.who.int/vaccine_safety/committee/topics/thiomersal/Jun_2012/en/

http://www.who.int/vaccine_safety/committee/topics/thiomersal/questions/es/

http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2016/06/sociedade-brasileira-de-pediatria-explica-o-uso-do-mercurio-em-vacinas

https://www.cdc.gov/vaccinesafety/concerns/thimerosal/index.htm

http://www.who.int/immunization/newsroom/thiomersal_information_sheet/en/

- Sobre a história da vacina tríplice viral e o autismo:

https://www.google.com.br/amp/s/www.bbc.com/portuguese/amp/geral-40663622

https://drauziovarella.com.br/noticias/vacina-da-gripe-e-o-mito-do-mercurio/

Nesse link, a OMS comenta que não há evidência da relação entre autismo e a vacina tríplice viral
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/autism-spectrum-disorders/en/

- Matéria do R7 que fala a respeito do surto de sarampo na Europa:

https://www.google.com.br/amp/s/noticias.r7.com/saude/resistencia-a-vacinas-provoca-surto-de-sarampo-na-europa-22092017%3famp

- Sobre a febre amarela:

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela

http://www.blog.saude.gov.br/index.php/servicos/53169-faqms-perguntas-e-respostas-sobre-a-febre-amarela

- Sobre os bugios e a febre amarela:

http://sbprimatologia.org.br/o-surto-de-febre-amarela-no-brasil-e-seus-impactos-sobre-populacao-de-macacos/

http://www.pucrs.br/blog/bugios-nao-transmitem-febre-amarela/

- Sobre ser crime ambiental agredir ou matar animais silvestres:

http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/leis/L9605.htm

( leiam do artigo 29 ao 37, é onde fala sobre o assunto )

- Dois vídeos excelentes sobre vacina, um do Nerdologia e o outro do Pirula:

https://www.youtube.com/watch?v=MiIZlSNAu0E&t=205s

https://www.youtube.com/watch?v=hUvHKz3ugOg&t=119s

- Vídeo do Dr. Drauzio Varella sobre febre amarela: https://m.youtube.com/watch?v=KoHm4I_epdQ

Deixem suas sugestões e críticas nos comentários, não se esqueçam de curtir e compartilhar. Nos ajudem com a causa da divulgação científica. Muito obrigado :)

Personalidades científicas e suas contribuições  #4    E voltamos com mais uma publicação da nossa série sobre cientista...
24/01/2018

Personalidades científicas e suas contribuições #4

E voltamos com mais uma publicação da nossa série sobre cientistas e, no episódio de hoje, falaremos sobre um médico cujo trabalho salvou muitas vidas e poupou muito sofrimento.
Edward Jenner nasceu no dia 17 de maio de 1749, em Berkeley, Inglaterra, e morreu no dia 26 de janeiro de 1823, também em Berkeley. Jenner era filho de um clérigo e, quando ele tinha 5 anos, seu pai faleceu. Ele foi criado pelo seu irmão mais velho, que, assim como o pai, era um clérigo. Aos 13 anos, Edward se tornou um aprendiz de cirurgião e, após 8 anos de lições, ele já havia adquirido um forte conhecimento médico e de prática cirúrgica.
Quando Jenner atinge a idade de 21 anos, ele viaja até Londres, onde conhece o cirurgião John Hunter, que se tornará seu orientador e amigo. Edward recebeu muito apoio de Hunter, que estimulou suas habilidades nas Ciências Naturais.
No século XVIII a varíola era uma causa de muitas morte na Inglaterra e, das pessoas que sobreviviam à doença, muitas ficavam desfiguradas. A mortalidade era muito alta. A única maneira de combater a varíola era uma técnica anterior à vacinação, chamada de variolação. Contudo, esta não era uma técnica totalmente confiável.
Jenner se impressionou ao saber que pessoas que haviam entrado em contato com uma doença transmitida pelo gado, mas que era uma forma mais branda da varíola, ficavam imunizadas contra a doença mais grave.Jenner concluiu que a doença contraída do gado não só protegia contra a varíola, mas poderia ser transmitida de pessoa pra pessoa, como um mecanismo deliberado de proteção. Sendo assim, ele retirou um pouco de pus das feridas das mãos de uma moça que ordenhava vacas e inoculou em um garoto. Esse garoto contraiu a doença, mas em dez dias já estava melhor. Esse menino nunca contraiu a forma violenta da varíola. Edward Jenner não inventou a vacina, no entanto, foi a primeira pessoa a conferir o status científico do procedimento e a se dedicar à investigação científica nesse assunto.

Fontes em inglês:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1200696

http://rsnr.royalsocietypublishing.org/content/7/1/43

https://www.britannica.com/biography/Edward-Jenner

Comentem suas sugestões e críticas. Não esqueçam de curtir e compartilhar, nos ajudem a divulgar a ciência. Muito obrigado :)

 # Ciência no Cotidiano    Olá, estamos trazendo uma nova série para a página, onde falaremos sobre uma curiosidade a re...
19/01/2018

# Ciência no Cotidiano

Olá, estamos trazendo uma nova série para a página, onde falaremos sobre uma curiosidade a respeito de alguma área da Ciência. Hoje vamos falar um pouco sobre Química Orgânica.
O etileno, ou eteno, pela nomenclatura IUPAC, é um hidrocarboneto da classe dos alcenos, sendo o alceno mais simples. Os compostos dessa classe aprensentam uma ligação dupla entre os átomos de carbono.
Esse composto orgânico não é abundante na natureza, estando presente em plantas e sendo o responsável pelo amadurecimento delas. Contudo, ele pode ser obtido do petróleo.
Fruticultores se beneficiam dessa propriedade de amadurecimento do etileno. Eles apanham frutos ainda verdes, os transportam sem que haja perda por apodrecimento, e depois colocam os frutos em recipientes que contenham esse composto.

Fontes:

http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1763&evento=5

PERUZZO, F. M; DO CANTO, E. L. Química na abordagem do cotidiano. 4. ed. Vol 3. São Paulo, 2006. p. 38

As bolinhas pretas representam os átomos de carbono e as brancas os átomos de hidrogênio. Essa é uma representação de bolas e varetas da fórmula estrutural do eteno.

Personalidades científicas e suas contribuições  #3     Bem-vindos ao terceiro episódio da nossa série de publicações so...
17/01/2018

Personalidades científicas e suas contribuições #3

Bem-vindos ao terceiro episódio da nossa série de publicações sobre os queridos e as queridas cientistas. Hoje vamos explorar o território nacional e falar do inglês mais brasileiro que já existiu. Apresento-lhes sir Peter Brian Medawar.
Peter Brian Medawar nasceu no dia 28 de fevereiro de 1915, no Rio de Janeiro, Brasil, e morreu no dia 2 de outubro de 1987, em Londres, Inglaterra. Filho de mãe britânica e pai libanês, mas naturalizado britânico, Peter era também cidadão inglês. Ainda jovem, mudou-se do seu país de origem partindo rumo à Inglaterra.
Em 1935, ele graduou-se em Zoologia em Oxford, e durante a Segunda Guerra Mundial ele realizou pesquisas sobre transplante de tecido. Essas pesquisas o levaram a concluir que a rejeição do enxerto é uma resposta imunológica. Depois da Guerra, Medawar toma conhecimento do trabalho de Frank McFarlane Burnet, um imunologista australiano que colaborou para a hipótese da tolerância imunológica adquirida. De acordo com essa hipótese, durante o desenvolvimento embriológico inicial e logo após o nascimento, os vertebrados desenvolvem a capacidade de distinguir entre substâncias que pertencem ao seu corpo e as que não fazem parte dele.
McFarlane e Medawar foram responsáveis por comprovar essa hipótese e, em 1960, ambos são agraciados com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina. Hoje, a teoria da tolerância imunológica adquirida, é fundamental para que os tranplantes de órgãos e tecidos sejam bem sucedidos.

Deixo linkado aqui uma reportagem do Fantástico sobre Medawar:

https://m.youtube.com/watch?v=Y2eSwZTBrzE

Esses links são textos em inglês sobre Medawar:

https://www.britannica.com/biography/Peter-Medawar

http://www.magd.ox.ac.uk/discover-magdalen/history-of-college/famous-alumni/sir-peter-medawar/

https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/1960/medawar-bio.html

Deixem suas críticas e sugestões. Não se esqueçam de curtir e compartilhar, ajudem-nos com a causa da divulgação científica. Muito obrigado :)

Personalidades científicas e suas contribuições  #2  Damos início a mais um episódio da série e, como na publicação pass...
09/01/2018

Personalidades científicas e suas contribuições #2

Damos início a mais um episódio da série e, como na publicação passada mencionamos uma astrônoma, hoje falaremos de alguém que seja de uma área diferente. Que tal um químico? Pois bem, é de um químico que vamos falar e, além das provas de Cálculo, esse homem enfrentou outros problemas ao longo de sua vida. Hoje apresentaremos Percy Julian.
Percy Lavon Julian nasceu em 11 de abril de 1899 no Alabama, Estados Unidos, e morreu no dia 19 de abril de 1975, em Illinois, também nos Estados Unidos. Julian viveu na época em que ainda vigorava nos Estados do sul dos EUA a legislação Jim Crow, que são leis de segregação racial, como a lei que institui que as dependências públicas tivessem instalações separadas para brancos e negros. Ele enfrentou racismo ao longo de toda a sua vida, isso inclui a vida acadêmica também. Na verdade, desde criança ele era forçado a frequentar escolas próprias para negros e, naquela época, a educação para os negros era voltada apenas para o ensino fundamental. Raros eram aqueles que entravam em uma universidade. Para se ter uma ideia, Percy foi um dos primeiros afro-americanos a obter um título de doutor.
No entanto, apesar dessa triste realidade, Julian teve uma carreira brilhante. Foi responsável, juntamente com o químico austríaco Josef Pikl, pela síntese da fisostigmina, que é um composto usado no tratamento de glaucoma. Através da soja, Julian foi capaz de sintetizar esteroides e, ainda, foi importante para a síntese da cortisona, uma substância usada no tratamento de artrite reumatoide.

Para quem quiser saber mais, deixo os seguintes links:

- Um documentário dublado sobre Julian, disponível no YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=xu7xjRU_NH8

-Esses dois links fala de Julian também, mas são textos em inglês https://global.britannica.com/biography/Percy-Julian

https://www.acs.org/content/acs/en/education/whatischemistry/landmarks/julian.html?_ga=2.29344828.120669529.1515456315-1452982049.1515456315

-Esse link leva a um texto que fala um pouco sobre a legislação Jim Crow. Em inglês também http://www.pbs.org/wgbh/americanexperience/features/freedom-riders-jim-crow-laws/

Não se esqueçam de deixar suas dúvidas e sugestões, ajudem a melhorar a divulgação científica no Brasil. Muito obrigado :)

Personalidades científicas e suas contribuições  #1  Tendo em vista o atual momento vivido pelo Brasil, em que a falta d...
03/01/2018

Personalidades científicas e suas contribuições #1

Tendo em vista o atual momento vivido pelo Brasil, em que a falta de preocupação com o conhecimento científico tem levado a discussões em que as evidências e leis científicas são totalmente desconsideradas, nós, do Túnel do Tempo das Ciências, decidimos tomar uma atitude. Damos início às publicações semanais "Personalidades científicas e suas contribuições", onde apresentaremos brevemente um(a) cientista e suas contribuições para a ciência.

Vamos iniciar com as mulheres, ao apresentar-lhes Cecilia Payne ( links no final do texto )

Cecilia Payne-Gaposchkin nasceu em 10 de Maio de 1900, no Reino Unido, e morreu em 7 de Dezembro de 1979, nos Estados Unidos da América. Em 1919, ainda no Reino Unido, Cecilia entrou na Newnham College, Cambridge, para estudar Ciências Naturais, com foco em Botânica. No entanto, ela virou sua atenção para a Astronomia após assistir uma palestra de Arthur Stanley Eddington, onde ele apresentava sua experiência na África para testar a Relatividade Geral de Einstein, ao observar um eclipse. Na época, a Universidade de Cambridge não concedia título de graduação às mulheres, sendo assim, Cecilia se mudou para os Estados Unidos, onde ela sabia que haveria mais oportunidades.

Já nos Estados Unidos, ela conhece o diretor do Harvard College Observatory, Harlow Shapley, que encorajou Cecilia a fazer seu PhD. A tese defendida por ela, intitulada Atmosferas Estelares, contradizia um conhecimento tido como certo na época, que a composição química das estrelas é similar a da Terra. Na verdade, ela demonstrou que as estrelas são constituídas, em sua maior parte, por hidrogênio e hélio. Mais tarde, outros astrônomos descobriram que o universo é majoritariamente constituído por elementos leves, tal como o hidrogênio.

Fonte ( em inglês ) :

http://adsbit.harvard.edu/cgi-bin/nph-iarticle_query?bibcode=1982QJRAS..23..450G&db_key=AST&page_ind=0&data_type=GIF&type=SCREEN_VIEW&classic=YES

https://www.epigenesys.eu/en/science-and-you/women-in-science/808-cecilia-payne-gaposchkin

Deixe suas sugestões, dúvidas ou reclamações (com cortesia) nos comentários. Muito obrigado :)

Um áudio muito interessante. É uma ilusão auditiva. Está em inglês e, pra quem não fala, vou fazer uma tradução livre rá...
15/12/2017

Um áudio muito interessante. É uma ilusão auditiva. Está em inglês e, pra quem não fala, vou fazer uma tradução livre rápida aqui.
A moça diz que ouviremos uma frase manipulada em computador. Toca duas vezes e é incompreensível. Em seguida, ela toca a frase original, sem manipulação, seguida da editada. Após ouvirmos a frase sem edição, dá pra compreender tranquilamente a frase manipulada. Talvez quem não fale inglês tenha dificuldade, mas é possível.
Isso acontece porque nossos sentidos são interpretados no cérebro e não nos órgãos do sentido. Para entender alguma coisa, o cérebro usa a memória e procura relacionar a informação que acabou de receber com alguma coisa conhecida. Isso também funciona para os outros sentidos, principalmente a visão.
Por isso existe a pareidolia, que é quando conseguimos ver rostos em objetos aleatórios (por exemplo, uma tomada) e animais em nuvens. O cérebro associa aquilo com o que ele já conhece e cria o entendimento baseado naquilo.
Por isso...
NÂO, você não viu Jesus num pão, não viu um disco voador, não viu o Papai Noel, não viu Nossa Senhora Aparecida no céu, não ouviu um monstro dentro do guarda-roupa. Foi apenas um estímulo físico (ondas eletromagnéticas ou mecânicas) captadas pelos teus órgãos do sentido associada a alguma coisa que você já conhece.

Philadelphia's Franklin Institute will soon unveil a new exhibit called Your Brain. The Pulse'

A gente estuda e vai aumentando o conhecimento :)Estou trabalhando na versão 2.0 do calendário do Túnel do Tempo das Ciê...
25/11/2017

A gente estuda e vai aumentando o conhecimento :)
Estou trabalhando na versão 2.0 do calendário do Túnel do Tempo das Ciências, corrigindo errinhos da versão que fiz em 2014. Neste calendário estão marcados os nascimentos de grandes nomes da história da ciência e uma descrição sobre porque são importantes. Espero conseguir acabar até o fim do ano!
Penso em fazer versões em alta resolução impressas em papel de gramatura alta pra vender por valores justos :)

:)
25/11/2017

:)

Soundtrack: "The girl with green eyes Gaiden". Composed and recorded by myself.

Às vésperas da SEPEX na UFSC, uma lembrança da origem do projeto. 2011, ano internacional da química. Túnel do Tempo ori...
17/10/2017

Às vésperas da SEPEX na UFSC, uma lembrança da origem do projeto. 2011, ano internacional da química. Túnel do Tempo original.

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