04/05/2022
Diversidade: daquilo que é diverso, diferente. Em um contexto amplo, a diversificação de todas as formas de vida foi a maneira que a Natureza encontrou para expandir as possibilidades de adaptação a diferentes ambientes, muitas vezes inóspitos. A diversidade é o grande trunfo da vida no planeta, e nesse cenário, não ha julgamentos de valor. Não existe variação boa ou má por si só.
🧠 Diferenças não tornam as pessoas melhores ou piores que as outras. Apenas o pensamento raso de que elas nos inferiorizam justifica o medo de nomeá-las ou reconhecê-las.
O mesmo “padrão TDAH” que não permite que o menino fique parado na sala de aula provavelmente tem sido responsável pela criatividade na busca de soluções engenhosas ao longo dos séculos. A sistematização associada ao TOC pode estar por trás da organização que permitiu a transmissão do conhecimento através das gerações. Quando falamos em neurodiversidade, estamos falando da pluralidade de traços que caracteriza nossa espécie e que nos permitiu chegar até aqui.
Essa constatação não desconsidera em nenhum momento o sofrimento imposto a muitas pessoas em decorrência de suas diferenças. Mesmo do ponto de vista orgânico, sabemos que algumas delas podem ser bastante desfavoráveis e prejudiciais a nível pessoal. Até por isso, aceitar a diversidade nos torna capazes de individualizar necessidades e, como consequência, usar os nossos recursos e oferecer suporte da forma mais adequada para cada um.
Ignorar a diversidade humana é como negar a lei da gravidade: nenhuma delas está sujeita à nossa “visão dos fatos”. Não importa o quanto as nossas estruturas sociais tenham tentado homogeneizar seus membros ao longo da história: as manifestações da nossa diversidade são irreprimíveis.
Que a nossa luta seja pelo respeito a todas as formas de existir.