Belo Jardim Histórico

Belo Jardim Histórico Temos o objetivo de contar a História de Belo Jardim sobre os mais diversos aspectos, social, político, econômico, religioso e cultural.

Breve Contexto Histórico : Fundações e Raízes Coloniais de Belo JardimOrigem: As terras de Belo Jardim remontam a uma se...
12/08/2025

Breve Contexto Histórico : Fundações e Raízes Coloniais de Belo Jardim

Origem: As terras de Belo Jardim remontam a uma sesmaria concedida em 18 de setembro de 1699 pelo governador Dom Fernando Muniz Mascarenhas, situada entre os rios Ipojuca e Capibaribe.

Séculos XVII–XIX: Após passar por vários herdeiros, surgiu a Fazenda Lagoa do Capim d’Água, núcleo inicial do povoamento.

Papel regional: O Agreste, sem condições para o cultivo da cana, sustentou a economia açucareira da Zona da Mata com a pecuária bovina.

Povoamento: Cresceu com trabalhadores da fazenda e refugiados de movimentos como a Confederação do Equador e a Revolução Praieira.

1854: Instalação da primeira feira, incentivando a formação do povoado Lagoa do Capim.

1873: Construção da capela de Nossa Senhora do Bom Conselho, marco de expansão e religiosidade.

1884: Frei Cassiano Comacchio batiza o local como Belo Jardim; Lei Estadual nº 991 eleva-o a Vila.

Expansão: Formação de dois núcleos: a margem da lagoa e o atual centro da cidade.

Texto: Cibele Santos

– Distrito de Belo Jardim (PE)Serra do Vento é um dos distritos mais tradicionais do município de Belo Jardim, no agrest...
25/07/2025

– Distrito de Belo Jardim (PE)

Serra do Vento é um dos distritos mais tradicionais do município de Belo Jardim, no agreste pernambucano. Sua história está diretamente ligada à ocupação do interior de Pernambuco, marcada por famílias de agricultores e criadores que buscavam terras férteis e clima ameno.

Localizada em uma área serrana, com clima mais frio que o centro da cidade, Serra do Vento recebeu esse nome por conta dos ventos constantes que cortam a região, especialmente à noite. Ao longo dos anos, o distrito desenvolveu uma forte vocação agrícola e artesanal, sendo conhecido pela produção de frutas, hortaliças e queijos artesanais. Também se destaca por sua hospitalidade e belezas naturais, como cachoeiras e trilhas ecológicas.

A religiosidade sempre foi uma marca importante da comunidade, com festas tradicionais como a de São Sebastião e celebrações juninas bastante valorizadas. Nos últimos anos, Serra do Vento tem atraído a atenção de visitantes que buscam turismo rural e ecológico, impulsionando o comércio local e valorizando a cultura da região.

Apesar de ainda enfrentar desafios típicos de comunidades do interior, Serra do Vento continua sendo um símbolo da resistência rural e da preservação das raízes culturais de Belo Jardim. Seu povo simples e trabalhador mantém viva a tradição, sem abrir mão de sonhar com um futuro melhor.

Texto: Cibele Santos

Festa das Marocas: Tradição, Cultura e Identidade de Belo JardimDesde 1970, a cidade de Belo Jardim se enche de cores, a...
06/07/2025

Festa das Marocas: Tradição, Cultura e Identidade de Belo Jardim

Desde 1970, a cidade de Belo Jardim se enche de cores, alegria e identidade com a realização da tradicional Festa das Marocas. Criada por três figuras carismáticas — conhecidas como as "Marocas" — a festa nasceu na Rua João Pessoa, inspirada na novela Redenção, e rapidamente conquistou o coração do povo belo-jardinense. O carro da Pitú, um dos símbolos mais marcantes da celebração, ao lado das três marocas, tornou-se ícone dessa manifestação cultural tão genuína.

Originalmente realizada na Rua Siqueira Campos, a festa foi crescendo e, hoje, é celebrada no Pátio de Eventos da cidade. Seu valor e significado são tão profundos que ela foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Pernambuco — uma conquista que reforça o quanto a cultura popular é viva, potente e essencial para preservar nossas raízes.

Mais do que uma festa, as Marocas representam a força da cultura nordestina e o espírito criativo do povo de Belo Jardim. É nesse cenário que as novas gerações encontram inspiração, memória e pertencimento. Manter viva essa tradição é garantir que a cultura siga sendo uma ferramenta de resistência, identidade e construção de futuros mais conscientes e orgulhosos de sua história.

Anastácia por Robertinho, aluno do 1° B da EREM-BJ.  Um artista. Parabéns!
19/04/2025

Anastácia por Robertinho, aluno do 1° B da EREM-BJ. Um artista. Parabéns!

Em 2025 seguiremos juntos contando nossa História , com a benção de Deus. Amém! Feliz Ano Novo!
31/12/2024

Em 2025 seguiremos juntos contando nossa História , com a benção de Deus. Amém!

Feliz Ano Novo!

Praça Jorge Aleixo década de 1930. Certamente em dias de comemoração religiosa. Registro raro.
10/12/2024

Praça Jorge Aleixo década de 1930. Certamente em dias de comemoração religiosa. Registro raro.

Uma imagem é muitas histórias, vidas e significados:Na tela acima é possível viajar no tempo e compreender o contexto de...
01/12/2024

Uma imagem é muitas histórias, vidas e significados:

Na tela acima é possível viajar no tempo e compreender o contexto de seu personagem central. Pintada pelo artista belo-jardinense a pedido da família, se ver Dona Maria, sua casa , o terreiro que varreu religiosamente por décadas. Dona Maria foi uma das primeiras moradoras da rua acima citada, migrou do campo pra cidade em fins da década de 1960 acompanhada do seu marido e nove filhos pequenos. O casal saira da Vila de Cabanas ,o campo já não supria as necessidades da numerosa família, aqui viveram numa residência que como descreveu Caio Prado Júnior " casa tipo colonial, onde uma sala ,um ou dois quartos, um corredor e no fim a cozinha que tinha como decoração apenas uma mesa de madeira, alguns tamboretes e um fogão de lenha" . Dona Maria como milhares de mulheres nordestina sofreu com a alta taxa de natalidade seguida de mortalidade infantil, tendo sobrevivo apenas 50% dos filhos que gerou, como cita Mary Del Priori em Histórias Íntimas: " o útero da mulher pertencia a igreja, ao marido" . Lutou contra a adversidade, exploração e a pobreza. Era todo ano um filho, e muitos velórios dos chamados " anjos" ano após anos. Uma violência das consequências da ausência de assistência médica, métodos contraceptivos e uma herança patriarcal com requintes religiosos. Uma família numerosa no campo produzia na sua roça o mínimo, mas na cidade restava apenas serviços subalternos. Foi uma das primeiras trabalhadoras nas fábricas CAIBE, e por meio da história oral era possível ler as entrelinhas da exploração da mão de obra naquela época, que chegava a trabalhar de domingo a domingo mais de 12 horas por dia. Uma imagem, muitas histórias e contextos históricos. Uma vida Severina com mistura de Vidas Secas, um romance que se repetia na vida de inúmeras Mulheres nordestinas , a geração de ferro do Agreste de PE. Partiu pra eternidade em 2019 aos 87 anos ,mas vive para sempre na citação atemporal do grande Graciliano Ramos : Onde nascem os fortes.

Maria Ana dos Santos, Presente ✊🏼🤲🏻.

Texto : .historia

O processo de urbanização desse núcleo ocorreu após a construção da Igreja da Matriz, onde atualmente se encontra correi...
09/11/2024

O processo de urbanização desse núcleo ocorreu após a construção da Igreja da Matriz, onde atualmente se encontra correios e prefeitura, no passado foi um sítio onde se localizava residências de diversos coronéis.

Antes e depois. Reconhecem essa Rua?
09/10/2024

Antes e depois. Reconhecem essa Rua?

Belo Jardim : 96 Anos O povoamento do território que atualmente corresponde à cidade de Belo Jardim teve início durante ...
11/09/2024

Belo Jardim : 96 Anos

O povoamento do território que atualmente corresponde à cidade de Belo Jardim teve início durante o II reinado. A primeira vez que Belo Jardim é citada em documentos oficiais é nos livros de Tombo , no documento referente às doações das sesmarias no séc. XVII, a duas pessoas, que são Lázaro Frazão e João Lins, com o passar do tempo, essas sesmarias foram divididas em fazendas, até chegar à fazenda do capim, que é a partir da qual Belo Jardim se desenvolve.
O cultivo da cana de açúcar, mesmo esse produto não sendo cultivado em larga escala por estas terras, o seu cultivo na Zona da Mara e Litoral acelerou esse povoamento, uma vez o gado usado como força motriz nos engenhos era criado no Agreste e Sertão e depois de adulto levado ao Litoral para cumprir seu papel no desenvolvimento da indústria do açúcar, entretanto o território já tinha sido observado na ocasião em que as terras brasileiras foram divididas em Capitanias, conforme afirmou Claudenilson Alves:
Em 18 de setembro de 1699, o governador Dom Fernando Martins Mascarenhas Lencastre concedeu a Lazaro Frazão, Coldre Alferes e João Muniz de Souza que residiam em Santo Antão (Atual Vitória de Santo Antão) e seus herdeiros, uma sesmaria que tinha seis léguas de cumprimento por dois de largura. Localizada num trecho onde havia um riacho de nome Cajacá, localizado entre os rios Ipojuca e Capibaribe, cortando a lagoa da Inhumas, sendo obrigado a povoar uma dimensão de três léguas de comprimento a um de largura (261,36 km) no prazo de cinco anos, uma terra com domínios de 522,72 km, medição feita pela escravidão .

Evidentemente que com o passar dos séculos a divisão por sesmarias acabaria por sofrer alterações, resultando no desmembramento das terras, vindo o território atual belo-jardinense a pertencer a Comarca de Brejo da Madre de Deus. E foi nesta sesmaria que a primeira construção registrada na nossa história foi observada, isto é, a fazenda de propriedade do Senhor Joaquim Cordeiro Wanderley de nome “fazenda do Capim” já na segunda metade do século XIX (1852).

Texto: .historia

Sua História Você Conhece Aqui.
27/08/2024

Sua História Você Conhece Aqui.

Endereço

Belo Jardim, PE

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