Rodrigo Godoy / Fundação da Gide

Rodrigo Godoy / Fundação da Gide CEO na Fundação da Gide • Gestão integrada da educação • Transformando o Brasil através da educação de qualidade • 10 mil escolas impactadas em 12 estados

🎉 Ideb 2025: Municípios parceiros da FdG avançam na educaçãoOs dados do Ideb 2025 acabaram de ser divulgados e trazem bo...
12/08/2026

🎉 Ideb 2025: Municípios parceiros da FdG avançam na educação

Os dados do Ideb 2025 acabaram de ser divulgados e trazem boas notícias para as cidades onde a Fundação da Gide atua: Betim, São João del-Rei, Conceição do Mato Dentro e Confins.

📈 São João del-Rei: destaque do grupo, com o Ideb dos anos iniciais saltando para 6,7 (+0,7), puxado principalmente pelo ganho de proficiência dos estudantes.

📈 Betim: Ideb dos anos iniciais sobe para 6,0 (+0,3) e dos anos finais para 5,1 (+0,1), com crescimento em fluxo e proficiência nos dois segmentos.

📈 Confins: Ideb dos anos iniciais avança para 6,3 (+0,3), consolidando a rede entre os municípios com bom desempenho.

📈 Conceição do Mato Dentro: Ideb dos anos iniciais da rede municipal sobe de 5,9 para 6,2 (+0,3).

Esses resultados refletem o trabalho conjunto entre os professores em sala de aula, as secretarias de educação, as empresas parceiras e a equipe da FdG, que apoia a gestão pedagógica e o uso de dados para orientar decisões do dia a dia.

Seguimos acompanhando de perto cada território, comemorando os avanços e olhando com atenção para os pontos que ainda pedem investimento, especialmente nos anos finais do ensino fundamental.

📊 Fonte: INEP/MEC, Censo Escolar 2019-2025.

11/08/2026

O Rio de Janeiro gasta 19.580 reais por aluno ao ano, o maior valor do país, e ocupa o penúltimo lugar no IDEB entre as redes estaduais no ensino médio. Goiás gasta 10.704 reais, pouco mais da metade, e lidera.

O novo PNE recolocou o CAQ no centro do debate, e quase toda a discussão se concentra em uma única pergunta: quanto o país precisa gastar por aluno.

A pergunta é legítima. Educação de qualidade custa, e o país precisa financiar o que funciona. O CAQ é o Custo Aluno-Qualidade, parâmetro previsto na Constituição desde 2020. Entretanto, o nome dele carrega a parte mais difícil, e é a que menos se discute.

Custo Aluno-Qualidade. O recurso existe para entregar um resultado de aprendizagem. Amarrar recurso a resultado é a definição do trabalho de gestão, e é nesse ponto que o debate costuma parar.

Quem ler o CAQ apenas como piso de gasto repetirá o erro que os números do Rio já expõem. O dinheiro, sozinho, não elevou a aprendizagem daquela rede. O que eleva a aprendizagem é gestão: dirigente preparado, meta definida e um caminho para chegar até ela. Isso requer capacitação, tanto de quem dirige a rede quanto de quem executa na escola.

Garantir o recurso é metade do trabalho. A outra metade consiste em garantir que cada real se converta em aprendizagem dentro da sala de aula. Se o novo PNE fixar o custo e não cobrar o resultado, gastaremos mais e seguiremos amargando as últimas posições.

A solução já existe aqui dentro. Está em Goiás, no Estado do Ceará, nas redes que aprenderam a converter recurso em resultado com gestão. Quem já fez pode comprovar.

Financiar sem método é gastar mais para colher o mesmo atraso.

Minas Gerais avançou no IDEB. A FdG apoiou as escolas de ensino fundamental, etapa que registrou os maiores avanços. Est...
07/08/2026

Minas Gerais avançou no IDEB. A FdG apoiou as escolas de ensino fundamental, etapa que registrou os maiores avanços. Estamos orgulhosos de construir juntos um futuro diferente para Minas Gerais, a partir da educação de qualidade.

06/08/2026

Durante anos, redes inteiras receberam o resultado do Saeb, comemoraram ou lamentaram a nota e arquivaram o documento. No ciclo seguinte, o resultado se repetia.

Os resultados preliminares do Saeb - sistema de avaliação da educação básica 2025 chegaram às escolas em julho. Entre 6 e 10 daquele mês, cada escola pôde consultar seus números no sistema do Inep e interpor recurso. O resultado final será divulgado a partir de 28 de agosto.

O Saeb permite muito mais do que uma nota. Ele é o diagnóstico de gestão da rede. Mostra, turma por turma, onde a aprendizagem avançou e onde travou, em Língua Portuguesa e Matemática, do 2º ano do fundamental à 3ª série do ensino médio.

Esses números, somados às taxas de aprovação e abandono do Censo Escolar, compõem o IDEB. E o IDEB do próximo ciclo não será decidido pela nota que acaba de chegar. Será decidido pelo que cada dirigente fizer com ela a partir de agora.

É nesse ponto que a gestão separa as redes. Ler o resultado turma por turma, identif**ar onde a aprendizagem travou, desdobrar a meta até a sala de aula e aplicar método em ciclo: diagnóstico, plano, ação e correção. Método é o caminho científico para se alcançar uma meta. Sem ele, o Saeb permanece um retrato sem consequência, e o ciclo se repete. Isso requer capacitação: o dirigente precisa saber ler o diagnóstico, e a equipe precisa saber o que fazer com ele.

O maior risco deste momento atende por uma frase conhecida: "isso nós já fazemos". A rede que recebe o diagnóstico e responde que já sabe de tudo fecha a porta antes de examinar o que o próprio dado está mostrando.

A janela de recursos se encerrou. O trabalho de verdade começa depois dela, e não pode aguardar o próximo ciclo. Cada ano em que uma criança não aprende o que deveria se converte em uma dívida que o ensino médio não quita.

A escola de tempo integral custa o dobro por aluno.Pagar o dobro não garantiu um resultado melhor.Saiu nesta semana uma ...
04/08/2026

A escola de tempo integral custa o dobro por aluno.

Pagar o dobro não garantiu um resultado melhor.

Saiu nesta semana uma pesquisa do Insper que deveria parar todo dirigente de educação no Brasil. De 2019 a 2023, o IDEB do ensino médio em tempo integral caiu de 4,51 para 4,44. No mesmo período, o ensino médio como um todo avançou, e as escolas de tempo parcial subiram. A vantagem que a escola integral tinha, que num estudo em Santa Catarina chegou a ser o dobro de aprendizagem, encolheu 40% em quatro anos.

Ricardo Paes de Barros, que coordena o Centro de Evidências da Educação Integral no Insper, foi direto sobre o tamanho do problema: "É grave". Ninguém esperava. A escola integral tinha virado a grande aposta do país, a tal "bala de prata" da qualidade.

Só que essa pergunta já tinha resposta.

"Escola de tempo integral: resolve?" é o título de um capítulo do livro que a professora Maria Helena Godoy, que trouxe o método de gestão para a educação brasileira, escreveu há anos. A resposta dela, ali: depende do projeto pedagógico. Não basta ter o aluno dentro da escola o dia inteiro sem um projeto que sustente a aprendizagem.

Método é o caminho para uma meta. O tempo é o veículo, e veículo nenhum chega a lugar nenhum sem alguém dirigindo, com um destino definido.

A própria pesquisa mostra onde está o desvio. A maior parte da queda vem da perda do que os pesquisadores chamam de "integralidade". Os elementos que faziam a escola integral entregar mais, professores melhores, dedicação exclusiva, atenção ao lado socioemocional do aluno, foram perseguidos com menos ênfase à medida que a expansão avançava. As matrículas em tempo integral no ensino médio mais que dobraram, de 11% para 25% do total. Dobrou o alcance. Relaxou o método. Isso tem nome na gestão: expandir sem institucionalizar. Sobe num ciclo, cai no próximo.

A escola integral com bom projeto pedagógico é uma das melhores iniciativas que o Brasil pode oferecer às suas crianças. O PNE colocou isso como meta por um motivo. Hora dentro da escola é oportunidade de aprendizagem. Quem transforma essa oportunidade em resultado é o método, aplicado por gente capacitada para isso.

Paes de Barros propõe reunir especialistas para entender o que aconteceu antes de decidir como seguir expandindo. Concordo. E o diagnóstico já aponta a direção. Sem dirigente preparado, meta definida e método aplicado, mais tempo só signif**a mais custo.

Não há tempo para desperdiçar em tentativa e erro.

PS: o levantamento é dos economistas Ricardo Paes de Barros e Laura Müller Machado, do Insper, publicado na Folha.

30/07/2026

Há redes escolares que começam o ano:
- Sem declarar o resultado do ano anterior
- Sem metas definidas
- Sem um plano na mesa

E depois passam o ano caçando o que deu errado.

O erro que procuram no meio do ano já tinha acontecido na primeira semana de aula.

Toda empresa abre o ano operacional declarando metas. Quais resultados busca, o que espera de cada área, aonde quer chegar até dezembro. É a primeira reunião do calendário. A escola, em sua maioria, faz uma reunião de confraternização e deseja que todos tenham um belo ano. Essa é a realidade de muitas delas.

Escola não é empresa. Não existe para dar lucro, e ninguém aqui propõe transformar sala de aula em linha de produção. O que se empresta da empresa é uma única disciplina: abrir o ano sabendo aonde se quer chegar. Essa disciplina serve a qualquer instituição que leve a sério o resultado que entrega, e o resultado da escola é a aprendizagem de uma criança. E isso tem um impacto enorme no seu futuro.

Desse conflito quase não se fala. Existe uma resistência em cobrar de uma rede de ensino aquilo que se cobra de qualquer empresa: começar o ano sabendo aonde se quer chegar. E a escola que faz isso se diferencia de todas as outras.

Nas redes que apoiamos, começamos o trabalho de gestão, a cena se repetia. A rede começava ao sabor das emoções, e um ano que abre assim dificilmente fecha com avanço de aprendizagem.

Há dois tipos de rede no Brasil.

A que cumpre tabela trata o resultado como acaso. Se o cenário ajudar, melhora. Se não ajudar, f**a onde está.

A que supera metas sabe que resultado é consequência do que se faz: planejamento, metas desdobradas até a sala de aula, acompanhamento ao longo do ano, correção de rota. Isso tem nome. Chama-se método.

É o básico bem feito no momento certo, o início do ano. Começar com um plano na mesa é decisão de gestão, ao alcance de qualquer rede com o orçamento que ela já tem.

Que todo início de ano nas escolas do Brasil comece com esse plano na mesa. A confraternização pode esperar o resultado. O ano letivo não espera, e cada início sem rumo é um ano de aprendizagem que não volta.

O Estado do Ceará é hoje a referência nacional em educação básica. Vale lembrar como essa virada começou, porque a Funda...
23/07/2026

O Estado do Ceará é hoje a referência nacional em educação básica. Vale lembrar como essa virada começou, porque a Fundação GIDE esteve lá desde o primeiro dia.

No fim dos anos 1990, o Ceará já havia praticamente universalizado o acesso ao ensino fundamental. O problema tinha mudado de lugar. Continuavam altos os índices de reprovação, evasão e abandono, e a desigualdade entre os municípios era enorme. O desafio passou a ser a aprendizagem.

Entramos na educação da rede em 2002. Começamos por um grupo de escolas-piloto, e pelo básico. Um programa de modernização com o 5S: organização, otimização de espaço e de recurso, redução de desperdício, consciência ambiental dentro da escola.

O contexto era de resistência. O discurso de qualidade total assustava os professores, e muitos dos próprios servidores desconfiavam. O que destravou a história foi o jeito de entrar. Convidamos os servidores da rede a construir o seu plano conosco. Quem conhecia a sala de aula por dentro assumiu o papel de dialogar com os pares.

Das escolas-piloto, a parceria foi se ampliando. Foram quatro anos até a Gestão Integrada da Escola sedimentar de vez. Planejamento estratégico, indicadores, metas claras, planos de ação com PDCA, e a aprendizagem no centro de cada decisão.

A avaliação passou a servir para intervir a tempo, corrigir o rumo ainda dentro do ciclo. O professor seguiu no centro do processo, com todos à mesa para definir prioridades. E cada escola assumiu a corresponsabilidade pela própria meta.

O que começou pequeno virou política de Estado, traduzindo-se em lei: a lei de modernização da educação básica. Em seguida, o ICMS passou a ser repartido entre os municípios com base nos indicadores de educação. Quanto melhor a rede, maior a fatia. Nasceu o conceito de escolas apoiadas, para puxar quem ainda não tinha avançado.

Mais de vinte anos depois, o Ceará lidera a educação básica do Brasil. A virada que o país estuda hoje foi construída gradualmente. Um grupo de escolas mostrou que era possível, os servidores se convenceram pelo método, e a cultura levou tempo para mudar.

Toda rede que virou no Brasil começou assim: com disciplina, método, e com paciência.

Três siglas trazem fatores cruciais para uma rede de educação: PNE, SNE e CAQ.Parecem burocracia. São a base de tudo.O P...
21/07/2026

Três siglas trazem fatores cruciais para uma rede de educação: PNE, SNE e CAQ.

Parecem burocracia. São a base de tudo.

O PNE é o Plano Nacional de Educação. Define os objetivos da década, as metas que o país inteiro persegue. É o mapa: diz para onde a educação brasileira precisa ir e define o que as redes estaduais e municipais de educação precisam perseguir.

O SNE é o Sistema Nacional de Educação. Organiza o regime de colaboração entre União, estados e municípios. É o que faz a engrenagem girar junto, em vez de cada ente puxar para um lado.

O CAQ é o Custo Aluno-Qualidade. Define o mínimo necessário para assegurar uma educação de qualidade. É quanto custa, de verdade, dar a um aluno o que funciona.

Veja o que acontece quando falta um deles.

Sem PNE, a educação do País caminha sem saber para onde. Estados e municípios f**am à deriva.

Sem SNE, o município faz uma coisa, o estado faz outra, e a União manda recurso que não conversa com nenhum dos dois. Esforço dobrado, resultado pela metade.

Sem CAQ, a meta vira miragem. Cobra-se qualidade de uma rede que não investe o mínimo para entregá-la.

Os três juntos estão na esfera do planejamento. Mas o que faz o jogo virar de fato é a meta indo para a sala de aula e o método que transforma dado em decisão.

A maioria das redes que f**am paradas falha em planejamento. Mas quem faz bom planejamento jamais pode tirar o olho da execução.

Para o dirigente que está montando o plano da rede agora, a pergunta é direta. Seu planejamento está consistente? Ou você está assentando método sobre um terreno que ninguém preparou?

Educação precisa atravessar mandatos. É pacto de Estado, e pacto de Estado se sustenta sobre estrutura. O discurso de uma gestão não basta.

Método com simplicidade -Em 1996, a Professora Maria Helena lançou “O Segredo do Campeão”, livro que ensina o método de ...
20/07/2026

Método com simplicidade -
Em 1996, a Professora Maria Helena lançou “O Segredo do Campeão”, livro que ensina o método de solução de problemas de forma simples usando o futebol como pano de fundo. Esse livro foi dedicado a mim, à época com 15 anos, fã do esporte.

Não só a dedicatória foi para mim, mas também ganhei um personagem no livro, o capitão do time, com uma ilustração super fidedigna de Heloísa Godoy Rousseff.

Ontem, ao ver o capitão Rodrigo, meu xará levantar a taça para a Espanha fiquei emocionado. Foi como se um pouquinho do livro tivesse virado realidade. Um título merecido para uma seleção que tem um técnico gestor que preza sua fé católica, um grupo que tem como marca a coletividade, e que acha soluções para problemas difíceis dentro do próprio grupo, sem estrelismo.

Muito bom também ver meu filho aprendendo a lidar com as vitórias e derrotas por meio do esporte, ele que foi a duas partidas da Copa e acompanhou tudo de muito perto. Amanheceu hoje na quadra do prédio reproduzindo o gol do título da Espanha, com direito a narração e tudo.

Endereço

R. Cristiano Moreira Sales, 296 – Sala 403
Belo Horizonte, MG
30494-360

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