22/06/2026
CASA VIVA Educação e Cultura
Casa Viva é uma escola que nasce de um movimento idealizado e organizado por um coletivo de profess
22/06/2026
20/06/2026
Em 2023, durante a Festa Aya, celebração da cultura afro-brasileira promovida pela Casa Viva, tivemos a honra de receber a comunidade quilombola do Mato do Tição e o querido Mestre Badu.
Havíamos acabado de chegar à nossa nova casa, e a presença deles naquele momento foi profundamente simbólica. De certa forma, foram eles que ajudaram a abençoar e batizar esse novo espaço, que desde então abriga nossos sonhos, encontros, aprendizagens e experiências.
Hoje recebemos, com tristeza, a notícia de sua passagem.
Raizeiro, benzedeiro, educador popular, artesão, músico, mestre do candombe, da Folia de Reis e do Reinado, Mestre Badu dedicou sua vida à preservação dos saberes tradicionais e à defesa da cultura quilombola. Sua trajetória atravessou gerações e deixou marcas profundas em Minas Gerais e em todo o Brasil.
Neste momento, nos unimos à comunidade do Mato do Tição, aos familiares e amigos, agradecendo pela generosidade com que compartilhou seus conhecimentos e sua história.
Que seu legado siga vivo nas memórias, nas lutas, nas festas, nos cantos e nos ensinamentos que semeou ao longo de seus 90 anos.
08/06/2026
20/05/2026
A participação dos estudantes da Casa Viva na OBA 2026 (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) evidencia a força de um trabalho contínuo de construção do conhecimento científico desde os primeiros anos escolares.
Embora a participação seja voluntária, a escola incentiva os estudantes a se envolverem com a proposta como parte de um percurso mais amplo de investigação e aproximação com o pensamento científico. Neste ano, tivemos a maior participação já registrada na fase 5 (Fundamental II), 39 estudantes realizaram a prova, aproximadamente metade do segmento. Muitos deles participam, desde as fases 3 e 4 (Fundamental I), das experiências e investigações em Astronomia desenvolvidas pela Casa Viva.
Além do grande interesse, os resultados chamaram atenção pelo alto nível de desempenho. Pela primeira vez, uma estudante da fase 5 acertou toda a prova, garantindo medalha de ouro. Outros alunos também alcançaram notas elevadas e têm grandes chances de medalha. Outro destaque foi um estudante da modalidade de foguetes, que alcançou 102 metros em seu lançamento. Agradecemos ao pela parceria nos lançamentos.
Mais do que a preparação para uma competição, a experiência dialoga com pedagogias de educação ativa e teorias contemporâneas da aprendizagem, compreendendo o conhecimento como algo construído na experiência, no protagonismo dos estudantes. O trabalho com Astronomia mobiliza observação, formulação de hipóteses, resolução de problemas e experimentação, favorecendo a formação de estudantes curiosos, autores de perguntas e capazes de se envolver de maneira significativa com a produção do conhecimento científico.
18/05/2026
Paredes vazias não dizem nada.
Uma escola viva deixa marcas, perguntas que surgem, descobertas compartilhadas, ideias que ganham forma no encontro entre crianças, jovens, professores e o mundo. O espaço que habitamos também educa e, por isso, acreditamos que nossas paredes podem narrar percursos, inquietações e aprendizagens.
Quando um desenho é exposto, um cartaz é criado ou uma intervenção ocupa o cotidiano da escola, tornamos visível aquilo que foi construído coletivamente, o pensamento em movimento, a pesquisa, o gesto criador e as vozes que, muitas vezes, permaneceram à margem da história.
Nos meses de fevereiro e março, nas aulas de Artes Visuais, a professora Gabriela Alvarenga convidou o seu grupo do Ensino Médio a investigar a presença, e também os silêncios, das mulheres artistas ao longo da história da arte, especialmente aquelas que escapam do eixo hegemônico Estados Unidos–Europa.
A pesquisa levou os estudantes ao encontro de trajetórias, obras e linguagens diversas, ampliando repertórios e produzindo novas perguntas sobre quem pode ocupar os espaços de criação, reconhecimento e memória.
Em diálogo com essa proposta, a professora de Matemática, Leidiane Santos, desenvolveu com os estudantes das fases 5 e 6 pesquisas sobre mulheres que se tornaram referência em diferentes campos do conhecimento. Cientistas, pesquisadoras, intelectuais e inventoras passaram a habitar as conversas, os estudos e as reflexões do grupo.
A partir dessas investigações, os estudantes de Artes Visuais criaram coletivamente uma intervenção para a escola, pensaram conceitos, elaboraram composições e montaram o painel “A artista está presente?”. Mais do que uma exposição, o trabalho é um convite para toda a escola olhar ao redor e perguntar: quais histórias aprendemos a ver? Quais presenças ainda precisamos tornar visíveis?
28/04/2026
Nesta primeira etapa das aulas de teatro com a Fase 6 da Casa Viva, mergulhamos na performance como linguagem artística e também como forma de investigar o mundo.
Mais do que representar, a proposta foi experimentar, estar presente, ocupar o espaço, se colocar em relação. A performance nos convida a sair do automático e viver o “aqui e agora” com o corpo inteiro.
Partimos da ideia de que o corpo carrega histórias, marcas e atravessamentos mas também tem potência para agir, provocar e criar sentidos. Ao longo do processo, dialogamos com artistas como Eleonora Fabião, Priscila Rezende, Marina Abramović e Ana Mendieta, que aproximam arte e vida e expandem o que entendemos como criação.
Trabalhamos conceitos importantes como presença, escuta, relação com o outro, efemeridade e a cidade como espaço de experimentação. E foi justamente na cidade que tudo ganhou ainda mais sentido.
A partir da criação de Programas Performativos, os(as) estudantes ocuparam o espaço público com pequenas ações que interrompem o fluxo cotidiano e criam brechas de sensibilidade e reflexão.
Algumas dessas experiências:
364 Dias
Uma ação sobre a violência contra a mulher e suas contradições. Em frente à Câmara Municipal, o grupo tensionou o gesto simbólico de dar flores com a realidade de silenciamento e opressão. As reações de quem passava foram tão diversas quanto reveladoras.
Os Alienistas
Intervenções simples, mas desconcertantes: jogos, perguntas inesperadas, convites improváveis. A ideia era quebrar o piloto automático da vida urbana e criar pequenos encontros fora do script.
Desabafe
Com uma placa convidando à escuta, o grupo ocupou diferentes pontos da cidade oferecendo tempo e atenção. Poucas pessoas pararam — mas muitas se afetaram. E isso também diz muito sobre o nosso tempo.
Entre riscos, encontros e descobertas, seguimos investigando como a arte pode abrir espaço para outras formas de ver, sentir e estar no mundo.
17/04/2026
Há 12 anos, a Casa Viva celebra sua comunidade nos espaços públicos, afirmando, na prática, o direito de estar, conviver e habitar a cidade como encontro.
A cada ano, nos surpreendemos com a força daquilo que é simples: pessoas reunidas numa praça, crianças que correm livres, adultos que se demoram nas conversas, o tempo que desacelera para que possamos, juntos, experimentar a cidade com mais presença.
Há algo de precioso nesse gesto de ocupar sem pressa, quase como um convite ao caminhar atento, ao olhar que se abre para o que acontece entre nós. Um modo de estar que transforma o espaço em experiência, e a experiência em memória compartilhada.
Este ano, a festa ganhou ainda mais camadas de encontro: a presença generosa do grupo Trampulim (que hoje também compõe nossa comunidade como famílias), a leveza das bolhas de sabão com o coletivo Bolhaterapia, e a energia do professor Paulinho de breaking, que, junto aos seus alunos dos cursos livres, trouxe o corpo como linguagem viva da cidade.
Assim, entre risos, movimentos e encontros, seguimos cultivando aquilo que nos move: a diversidade como forma de estar no mundo e a cidade como território comum, onde a vida acontece quando estamos, de fato, juntos.
Fotos
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Belo Horizonte, MG
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Horário de Funcionamento
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