18/05/2026
Paredes vazias não dizem nada.
Uma escola viva deixa marcas, perguntas que surgem, descobertas compartilhadas, ideias que ganham forma no encontro entre crianças, jovens, professores e o mundo. O espaço que habitamos também educa e, por isso, acreditamos que nossas paredes podem narrar percursos, inquietações e aprendizagens.
Quando um desenho é exposto, um cartaz é criado ou uma intervenção ocupa o cotidiano da escola, tornamos visível aquilo que foi construído coletivamente, o pensamento em movimento, a pesquisa, o gesto criador e as vozes que, muitas vezes, permaneceram à margem da história.
Nos meses de fevereiro e março, nas aulas de Artes Visuais, a professora Gabriela Alvarenga convidou o seu grupo do Ensino Médio a investigar a presença, e também os silêncios, das mulheres artistas ao longo da história da arte, especialmente aquelas que escapam do eixo hegemônico Estados Unidos–Europa.
A pesquisa levou os estudantes ao encontro de trajetórias, obras e linguagens diversas, ampliando repertórios e produzindo novas perguntas sobre quem pode ocupar os espaços de criação, reconhecimento e memória.
Em diálogo com essa proposta, a professora de Matemática, Leidiane Santos, desenvolveu com os estudantes das fases 5 e 6 pesquisas sobre mulheres que se tornaram referência em diferentes campos do conhecimento. Cientistas, pesquisadoras, intelectuais e inventoras passaram a habitar as conversas, os estudos e as reflexões do grupo.
A partir dessas investigações, os estudantes de Artes Visuais criaram coletivamente uma intervenção para a escola, pensaram conceitos, elaboraram composições e montaram o painel “A artista está presente?”. Mais do que uma exposição, o trabalho é um convite para toda a escola olhar ao redor e perguntar: quais histórias aprendemos a ver? Quais presenças ainda precisamos tornar visíveis?