15/09/2015
Gramática nunca mais
Como escrever bem
15/09/2015
09/09/2015
O tempo.
24/08/2015
Professores há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.
Rubem Alves
www.arenadosaber.com.br
20/08/2015
Algumas pessoas se destacam pelo ineditismo do que propõem.Mais do que isso:pela perseverança com que defendem a teoria na qual tanto acreditam. O Professor Luiz Carlos de Assis Rocha, da Faculdade de Letras da UFMG,é uma dessas pessoas.
Com os livros GRAMÁTICA: NUNCA MAIS I e ll
- o ensino da língua padrão sem o estudo da gramática, ele lançou as sementes de sua proposta.Luiz Carlos aprofundou os conceitos que defende e acredita ser possível dominar a língua padrão escrita sem se perder nos meandros desvanecidos de uma gramaticologia obsoleta e ineficaz.
Como fruto dessa inquietação com relação ao ensino de Português, lança agora as OFICINAS DE LÍNGUA PORTUGUESA, visando mostrar que é perfeitamente possível dominar a língua culta de forma simples.
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20/08/2015
20/08/2015
05/08/2015
Redações do Enem; atingimos o volume morto?
Dentre as inúmeras preocupações que incomodam os brasileiros nesta virada de ano, duas têm ocupado a imprensa de maneira diferente e, é lógico, com intensidades diferentes. A primeira delas, o problema da escassez de água, vital para a sobrevivência, é urgente e de difícil solução. O outro problema, a hecatombe dos 500.000 alunos que tiraram zero na redação do Enem, parece ser algo mais longínquo, mais abstrato, e as pessoas, de um modo geral, se esquecem do assunto e esperam dos especialistas a solução para o problema. Há, porém, uma pergunta que perpassa as duas questões e que não pode calar: o volume morto de ambos os casos vai, a partir de agora, ser atingido todos os anos? Será que no final deste ano alcançaremos a marca de um milhão de alunos com zero na redação?
É preciso que seja feita uma análise imparcial, consciente e corajosa dos motivos que têm levado os candidatos a esse desastre pedagógico. Afinal, por que tantos alunos, depois de cursarem 12, 13 ou 14 anos de escola não conseguem escrever uma página em português formal, esse português que está configurado nos jornais, nas revistas, nos manuais de instrução, nos livros didáticos, técnicos e científicos, na correspondência comercial e oficial, enfim, esse português com o qual nos deparamos a todo momento? Esse esclarecimento se torna necessário, pois, como sabemos, as instruções da prova do Enem exigem que seja utilizado o português formal, e não, a língua literária, informal, poética, etc.
Os especialistas de última hora costumam apontar as causas do fracasso com argumentos simplistas, repetitivos e equivocados, como: o brasileiro lê muito pouco (a leitura é importante, mas não resolve sozinha o problema das redações); é preciso escrever mais (sim, mas com a orientação constante do professor); não se ensina mais gramática como antigamente (ledo engano, como veremos adiante), etc.
O ensino da redação compreende três partes fundamentais: leitura e interpretação de textos, produção da escrita e exercícios em língua padrão.
A leitura e interpretação de textos é algo importantíssimo para que o aluno se insira no mundo da linguagem escrita. Além de ler textos em sala de aula e fora dela, o professor deve explorar ao máximo a linguagem escrita, com práticas e exercícios que façam com que o modelo formal se torne familiar ao aluno e penetre em seu cérebro, tornando-se algo comum no seu dia a dia. Afinal é desse tipo de português que o indivíduo vai precisar
têm a menor familiaridade com o português padrão.
A produção da escrita é também de fundamental importância para que o aluno passe a dominar a língua culta. Mas não basta escrever, escrever, simplesmente escrever. É preciso que o professor faça esse trabalho diuturno, cansativo, repetitivo, de ler, corrigir e comentar a redação do aluno. Só assim o aluno alcançará esse objetivo que hoje parece ser algo tão difícil nas escolas: escrever uma ou duas páginas em português padrão.
A terceira parte de nossa proposta é a que anda mais afastada dos bancos escolares e é também a que tem causado mais polêmica entre os professores de português. Vamor direto ao assunto. Hoje em dia, está mais do que provado que o estudo da gramática na escola é algo não só dispensável, mas também prejudicial ao ensino de português. Diversos autores e professores já se pronunciaram sobre o assunto. Estabelecer a diferença entre orações coordenadas e subordinadas, distinguir o complemento nominal do adjunto nominal, saber classificar morfologicamente as palavras de um texto é algo ultrapassado e não contribui para aquilo que é realmente importante no ensino da língua portuguesa: fazer com que o aluno saiba ler e escrever textos.
Por outro lado, o aluno precisa aprender a escrever textos, começando pela ortografia, pela pontuação, passando pela conjugação verbal, pela construção da frase – incluindo aí, por exemplo, a concordância verbal, a regência verbal, a colocação de pronomes, etc. Como resolver esse problema? De um lado a ineficiência da gramática tradicional, com todos os seus defeitos e contradições. De outro, a necessidade de levar o aluno a aprender a conjugar verbos, empregar os pronomes adequadamente, fazer a concordância verbal, etc. Imagine-se o número assombroso de “erros de português’ (levando-se em consideração a língua culta) que aparecem nas redações do Enem. É preciso lembrar que esses “atentados ao idioma” atingem não só a parte conceitual, mas também a ortografia, a pontuação, a construção da frase e do parágrado, etc.
A solução para esse problema está muito mais perto das salas de aula do que imaginamos. Já existem livros, com exercícios de todos os tipos, que levam o aluno a praticar a língua padrão, sem necessidade de “decorar” a terminologia e a classificação rebarbativa, esdrúxula e incompreensível da gramática tradicional. Professores mais esclarecidos chegaram à conclusão de que o aluno precisa, sim, saber usar a concordância verbal, a regência verbal, a colocação de pronomes e muitas coisas mais. Essa prática indispensável para o profissional contemporâneo – e para o candidato do Enem – é possível sem o estudo da gramática.
Alguns candidatos a professores de Português afirmam que a gramática deve ser jogada no lixo. Não pensamos assim. Afinal, basta haver uma língua, para que haja, subjacente a ela, uma gramática. O seu estudo interessa – e muito! – a professores de Português, a linguistas, a filólogos, a etimólogos, a lexicólogos, enfim a todo especialista em linguagem. Ao aluno do curso básico interessa apenas saber ler e escrever adequadamente. E isso já é muita coisa. Vide os 500.000 náufragos do Enem.
Luiz Carlos de Assis Rocha
Professor de Língua Portuguesa do Sistema Estadual de Ensino e da Faculdade de Letras da UFMG. Autor de Gramática: nunca mais (Teoria) e de Gramática nunca mais II (Exercícios).
28/07/2015
Não se ensina ninguém a montar a cavalo, a andar de bicicleta ou a dirigir um veículo com explicações teóricas.
O mesmo acontece com a língua: aprende-se praticando e exercitando.
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