22/07/2026
O Sapos e Afogados tem uma atuação dentro das salas de aula que muita gente ainda não conhece.
O SAPO ESCOLA leva às escolas o debate sobre
saúde mental, teatro, loucura e arte.
Sempre a partir da perspectiva antimanicomial.
Pra aproximar, humanizar e construir junto.
Em cada encontro trabalhamos com alunos, professores,
gestores e famílias, porque cultura de respeito
se constrói na escola inteira, não só na sala de aula.
Ficou interessado em saber mais? Dá um pulinho em nosso site!!
Porque investir em saúde mental e educação
é também investir num Brasil mais justo.
Quer ser parceiro? [email protected]
Em breve, mais sobre nossos projetos. 🐸
20/07/2026
Essa semana, Ju Saúde voltou ao Instituto Ouro Verde,
escola onde, há alguns anos, ministrou a primeira turma de teatro na escola
e viu nascerem atores que foram além das paredes da sala.
Dessa vez, a convite da Rede Saúva Jataí,
Ju chegou acompanhada de Raquel Pedras,
atriz e professora de teatro do Armatrux,
para uma oficina especial com os adolescentes.
Juntas, propuseram um mergulho em Romeu e Julieta,
mas atravessado pelo mundo deles:
objetos, referências e o cotidiano de quem vive essa fase hoje.
Cada adolescente recebeu um personagem
que espelha algo de sua própria alma
e depois, seu oposto.
Um exercício que vai além da cena:
é psicológico, é cuidado, é encontro consigo mesmo.
Gratidão à professora Patrícia pelo acolhimento
e ao Instituto Ouro Verde por seguir acreditando
que teatro é exercício curativo,
essencial na formação de cada criança e jovem.
Esse é um dos trabalhos que o Sapos leva pra dentro das escolas.
Em breve, mais sobre isso por aqui.
28/06/2026
Neste mês do Orgulho, olhamos para a nossa caminhada com o Sapos e Afogados e enxergamos a conexão profunda entre a luta antimanicomial e a luta LGBTQIA+. Por muito tempo, a psiquiatria tradicional e a sociedade tentaram “curar” ou “corrigir” corpos e identidades que fugiam do padrão imposto. O manicômio e a patologização foram ferramentas usadas para isolar quem não se encaixava em uma caixinha de “normalidade”.
Mas resistir é um ato de orgulho.
Hoje, afirmamos com clareza: não há nada de errado em ser quem se é. A nossa luta pelo fim de qualquer forma de isolamento, seja em hospitais psiquiátricos ou nas margens sociais, passa pelo direito fundamental de existir com dignidade, de amar sem medo e de delirar com autonomia.
O orgulho de ser quem somos é a nossa maior resposta contra os muros que tentaram (e ainda tentam) nos impor. Que a nossa arte continue sendo esse portal: um lugar onde todas as cores, orientações, identidades e subjetividades cabem no mundo.
Nenhum corpo a menos. Nenhuma identidade escondida. Liberdade é direito de todas, todos e todes!
+
23/05/2026
Infame Infância.
Habitar uma casa vazia por 30 dias é também revirar as memórias que moram em nós.
Na segunda edição do CASA BREVE (2013), a atriz Ludmila Kondziolková transbordou o espaço com seu ensaio cênico-performático.
Uma cena forte, dilacerante e linda, que transformava em arte a dureza de sua infância.
O que era dor guardada virou potência cênica e pura emoção na retina de quem viu.
O CASA BREVE sempre foi isso:
ocupar cômodos, misturar os limites da arte e da loucura, e dar palco para os nossos “atores loucos” mostrarem sua genialidade.
Quem aí viveu de perto essa imersão de 12 horas ininterruptas de arte?
Registro do ensaio de Ludmila Kondziolková no CASA BREVE #2.
18/05/2026
Um passeio no parque.
Um mergulho na cidade.
Espreguiçar na grama, encontrar o outro e cada diferença, respirar com tempo.
Leveza e reflexão.
“Somos diferentes, somos muitos. Todo mundo cabe no mundo!”
Abrir um portal para o delírio e a fantasia pode ser uma boa pedida para o mundo hoje. Delira... delirô...
Aprender a conviver, lutar por nossos direitos e reconhecer que o “coelho apressado” ao lado, inquieto e insistente, nos conduz a lugares inesperados, cheios de possibilidades... Inclusive rumo ao fortalecimento da luta pelos direitos das pessoas com sofrimento psíquico e ao fim do isolamento em hospitais psiquiátricos.
O coelho do “Domingo no Parque” não é um intruso: é um portal para a fantasia e a imaginação.
Na história da saúde mental, o que fugia do padrão ou parecia “estranho” foi silenciado e isolado entre paredes frias. No Sapos e Afogados, escolhemos o caminho inverso: trazemos o delírio para a luz do dia.
Este coelho inquieto e nossas inquietações são mistérios e singularidades que marcam nossa beleza e diferença. Em vez de temer o desconhecido, nos divertimos com ele, com o espaço, e o transformamos em beleza e dignidade criativa.
Reconhecer que o inesperado habita em cada um de nós é o primeiro passo para construir um mundo onde a diferença não seja motivo de exclusão, mas motor de toda criação.
Que a presença da nossa arte no coração da cidade seja um chamado pelo fim dos hospitais psiquiátricos e pelo início de espaços de convivência reais, onde o direito de ser, criar e delirar em liberdade seja garantido a todos.
A nossa estética é, acima de tudo, a estética do afeto.
Podemos ver isso no parque, na cidade e em nós.
📸 Fotos: Gilberto Goulart
🎬 Produção: Camelia Amada, Juliana Saúde Barreto, Samuel Carvalho e Vanessa Mendes
🎥 Direção fotográfica: Juliana Saúde Barreto e Samuel Carvalho
🎨 Design: Lílian Orneles e Fernanda Bruni
📋 Registros: Gilberto Goulart e Vanessa Mendes
**Elenco:**
🐇 Coelho: Rogério Gomes, Raquel Leonor e Samuel Carvalho
Mulheres: Raquel Leonor, Danielle Franco, Maria Gualberto, Bete Flores, Michelle Guedes, Viviane de Cássia Ferreira, Imaculada Fraga e Emília Marques Criança: Nuno Mendes