Projeto Mala de Leitura - UFMG

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As atividades do projeto são realizadas em escolas das redes de ensino municipal e estadual, creches e bibliotecas comunitárias, e consistem no compartilhamento de livros, histórias, opiniões e o próprio prazer da leitura.

Photos 09/09/2014

Curso grátis de Contação de Histórias - com opção de certificado válido!

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Contar histórias é uma arte que preserva e transmite os valores culturais de uma comunidade.

A contação de histórias tem grande importância no desenvolvimento infantil, pois além de ser um ato de carinho por parte do adulto, é um reconhecimento de que a criança pode aprender muito com as histórias, fábulas e contos de fadas, de modo lúdico e imaginativo, sobre o mundo que a espera.

Photos from Projeto Mala de Leitura - UFMG's post 26/08/2014

"Histórias para se ouvir"

29/07/2014

CONTO: YNARI, A MENINA DAS CINCO TRANÇAS

Era uma vez uma menina que tinha cinco tranças lindas e se chamava Ynari. Ela gostava muito de passear perto de sua aldeia, ver o campo, ouvir os passarinhos e sentar-se junto à margem do rio.
Certa tarde, já o Sol se punha, Ynari ouviu um barulho. Não eram os peixes a saltar na água, não era o cágado que às vezes lhe fazia companhia, nem era um passarinho verde.
Do capim alto saiu um homem muito pequenino com um sorriso muito grande. E embora ele não fosse do tamanho dos homens da aldeia de Ynari, ela não se assustou.
O homem muito pequenino andava devagarinho e devagarinho se aproximou. (...)
Estavam assim os dois conversando sobre as palavras, a importância que as palavras tinham na vida de cada um, como as usavam, quando as usavam, com quem as usavam, e que significados tinham para o coração de cada um deles. Ynari tentou explicar-lhe que havia palavras que para ela tinha mais do que um significado ou que lhe provocavam mais do que uma só alegria ou uma só tristeza...

29/07/2014

Os Griots
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Depois de um bom jantar, com a lua brilhando, as pessoas de uma aldeia na África antiga podem ouvir o som de um tambor, chocalho, e uma voz que gritava: "Vamos ouvir, vamos ouvir!" Esses foram os sons do griot, o contador de histórias.

Quando eles ouviram o chamado, as crianças sabiam que estavam indo para ouvir uma história maravilhosa, com música e dança e música! Talvez hoje a história seria sobre Anansi, a ar**ha. Todo mundo adorava Anansi. Anansi podia tecer as teias mais bonitas. Ele foi quem ensinou o povo de Gana como tecer o pano de lama bonito. Anansi teve uma boa esposa, filhos fortes, e muitos amigos. Ele entrou em muita confusão, e usou sua inteligência e poder do humor de escapar.

Houve outras histórias que o povo gostava de ouvir mais e mais. Algumas histórias eram sobre a história da tribo. Alguns eram grandes guerras e batalhas. Algumas eram sobre a vida cotidiana. Não havia linguagem escrita na África antiga. Os narradores acompanhavam a história do povo.

Havia geralmente apenas um contador de histórias por aldeia. Se uma vila tentava roubar um contador de histórias de outra aldeia, era motivo de guerra! Os contadores de histórias foram importantes. Os griots não eram as únicas pessoas que podiam contar uma história. Qualquer um poderia gritar: "Vamos ouvir, vamos ouvir!" Mas os griots eram os "oficiais" contadores de histórias. O griot aldeia não tem que trabalhar nos campos. Sua tarefa era contar histórias.

Mil anos mais tarde, novas histórias sobre novos triunfos e novas aventuras ainda estão sendo informados pela aldeia pelos Griots.

23/07/2014

V Colóquio Projeto Mala de Leitura da UFMG - A Arte de Contar Histórias !
Aguardem ...

25/03/2014

Meninos

O menino que pede esmola, não pode ir para a escola.

Ele tem dez anos agora, e um irmão pequeno que chora.

Na cidade, na multidão, esse menino é só um grão.

Sonha com famílias e casas.

Queria ter um par de asas.

E voaria por cima da cidade,

procurando a felicidade.

Dormindo no jornal, ele sonha com seu natal.

Pediria pai, mãe e um cão,

uma chupeta para seu irmão.

Quando acorda na calçada.

Queria amigos e namorada.

O menino e seu irmão,

passeiam pela estação.

Os meninos foram para longe de trem.

Mas no mesmo trem que se vai,

mais dois meninos vêm.

Bernardo Bam

25/03/2014

O Rio
Naquela cidade grande existe,
um rio pequeno etriste.
Sua água suja corredevagarzinho.
Mas esse rio nasceulimpinho.
Passar pela grandecidade,
foi sua infelicidade.
Os peixes fugiram dasua água impura.
Será que esse rio temcura?
Nas suas margens nãotêm mais plantas e nem bicho.
Pois ali agora élugar de lixo.
Nessa cidade depobreza e destruição,
esse rio se chamapoluição.
Mas o rio continua acorrer devagar,
ele tenta fugir parao mar.
Esse rio sujo edoente,
até parece criançacarente.
Ele viaja no seuleito como trem no trilho.
Ele sabe que do mar é filho.
E nas ondas do mar orio quer brincar.
E esse mar, como mãe,logo o acolherá.
Pois mais um filhovoltou para casa,
agora é só deixa-loentrar.

Bernardo Bam

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