Terra Brasilis

Terra Brasilis Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Terra Brasilis, Belo Horizonte.

O Terra Brasilis promove a conservação da biodiversidade e o uso responsável do patrimônio natural e cultural brasileiro, em harmonia com povos e comunidades tradicionais. O Instituto Terra Brasilis é uma organização não governamental, sem fins econômicos, que promove a conservação e o uso responsável do patrimônio natural e cultural brasileiro.

Um fruto de apenas 15 cm pode virar tinta, alimento e identidade, sendo parte importante da cultura Kadiwéu. A palavra “...
26/09/2026

Um fruto de apenas 15 cm pode virar tinta, alimento e identidade, sendo parte importante da cultura Kadiwéu. A palavra “jenipapo” vem do tupi yandï’pawa, geralmente traduzida como “fruta que serve para pintar”.

O jenipapeiro pode chegar a medir de 5 a 15 metros de altura e ocorre em diferentes regiões do Brasil, incluindo o Pantanal. No bioma, seus frutos servem de alimento para aves e peixes, e podem ser usados como isca para a pesca do pacu.

Na alimentação, o fruto maduro pode virar suco, doce, compota, refresco e outras preparações. No Mato Grosso do Sul, a polpa é reconhecida como PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), integrando a soberania alimentar de comunidades que preservam esse conhecimento.

O Povo Kadiwéu usa a polpa do jenipapo ainda verde e misturada ao carvão para produzir a tinta dos grafismos corporais.

A pintura é uma manifestação para diferentes rituais, usados desde as festas até às guerras, representam padrões de animais, plantas e cosmologia ancestral. Servindo como proteção, identidade e beleza.

Salve esse post e compartilhe com quem ainda não conhece o jenipapo por esse ângulo.

O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do , em parceria com a , através do Programa Petrobras Socioambiental.

Vai ter cerâmica Kadiwéu no evento ConservAção MS 🎨👇Mulheres artistas da Terra Indígena Kadiwéu estarão no nosso estande...
25/09/2026

Vai ter cerâmica Kadiwéu no evento ConservAção MS 🎨👇

Mulheres artistas da Terra Indígena Kadiwéu estarão no nosso estande, em Campo Grande (MS), com suas peças à venda. Se você passar por lá, aproveite para conhecer o trabalho delas e conversar com nossa equipe sobre o projeto Vidas e Vozes Kadiwéu.

O Instituto Terra Brasilis participa de três painéis nos dias 29 e 30 de setembro. Alicce Rodrigues, Vanda Pires e Eudes Abicho participam de conversas sobre comunicação, coprodução de saberes e o papel de comunidades na conservação da sociobiodiversidade. Passe para o lado e confira a postagem completa para mais informações sobre nossos painelistas e os horários.

A participação no evento é gratuita e com vagas limitadas.

Acesse o site www.conservacaobrasil.org.br para conhecer os outros painéis e encontrar o link de inscrição.

Nos vemos lá? 💚

23/09/2026

O gado entrou na vida de Nilo André Makuxi na época em que fazendas avançavam sobre territórios indígenas de Roraima. Sem terras demarcadas, cercas restringiam o acesso às roças, à caça e à pesca, e muitos indígenas trabalhavam nessas propriedades em relações marcadas por abuso e profunda desigualdade.

Essa história começou a mudar em 1980, quando a comunidade Maturuca, onde Nilo cresceu e vive até hoje, recebeu 50 vacas e dois reprodutores pelo Projeto Mcruz (M+), iniciativa que nasceu da organização das comunidades indígenas em parceria com os Missionários da Consolata e a Diocese de Roraima. A cada cinco anos, os 52 animais eram repassados a uma nova comunidade, enquanto o saldo da reprodução permanecia com quem havia cuidado do rebanho.

Esse ciclo ampliou a produção de alimentos, reduziu a dependência dos fazendeiros e fortaleceu a mobilização pela demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal confirmou a demarcação e determinou a saída dos ocupantes não indígenas.

Nos anos seguintes, o Conselho Indígena de Roraima (CIR) assumiu a condução do projeto, articulando lideranças e conselhos regionais para acompanhar os rebanhos e ampliar a iniciativa. Em 2022, as terras indígenas de Roraima já reuniam mais de 80 mil cabeças de gado, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR).

Nas comunidades acompanhadas pelo atual programa Bem Viver - na TI Raposa Serra do Sol e na base do CIR -, a criação ocorre nos campos naturais do Lavrado, uma savana amazônica de vegetação aberta, com capim nativo e sem abertura de novas áreas para formar pastagens. Hoje, Nilo cria seu próprio rebanho, participa do manejo e da vacinação dos animais e prepara a juventude para continuar a luta pela autonomia e pela defesa do território.

👉🏼 O programa Bem Viver de Pecuária Indígena Sustentável é realizado pelo Conselho Indígena de Roraima e Instituto de Educação do Brasil, com parceria do Instituto Terra Brasilis, Operação Amazônia Nativa (OPAN) e apoio da DANIDA (Embaixada da Dinamarca).

🎥 Alicce Rodrigues / Imagens de drone: Daniel Wapichana

21/09/2026

Sete espécies nativas estão sendo plantadas na Terra Indígena Kadiwéu, em Porto Murtinho (MS), para recuperar a vegetação que cresce nas margens de rios e nascentes, cuidar do solo e proteger as águas. A ação faz parte do projeto Vidas e Vozes Kadiwéu.

Os frutos dessas espécies alimentam a comunidade e diferentes espécies da fauna, fortalecendo a biodiversidade e as relações ecológicas que o Povo Kadiwéu cuida e interpreta há gerações.

Reflorestar com espécies nativas é recuperar a floresta a partir dos ciclos naturais daquele lugar, criando condições para que a vida volte a ocupar e transformar o território.

▶️ Confira quais são essas árvores no vídeo e comente: Quais delas você já conhecia?

O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do @‌institutoterrabrasilis, em parceria com a @‌petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.

Quantas expressões do cotidiano você usa sem saber que apagam a identidade de mais de 300 povos indígenas no Brasil?Algu...
17/09/2026

Quantas expressões do cotidiano você usa sem saber que apagam a identidade de mais de 300 povos indígenas no Brasil?

Algumas expressões se tornam tão comuns que deixamos de perceber os estereótipos que elas reproduzem. Isso pode contribuir para reforçar visões generalizadas e preconceituosas sobre diferentes povos e suas identidades.

Rever essas expressões começa por entender como elas chegaram até nós: pela escola, pelos livros, pelas piadas e pelas conversas de família. Conhecer o que existe por trás de cada uma ajuda a escolher palavras que respeitem os nomes, as histórias e os direitos de cada povo.

Já parou para questionar alguma dessas expressões? Compartilhe o post e incentive outras pessoas a fazerem o mesmo.

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O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do @‌institutoterrabrasilis em parceria com a @‌petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), por meio do Fundo Indígena Rutî, em parceria com o Instituto Terra Brasilis (ITB),...
16/09/2026

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), por meio do Fundo Indígena Rutî, em parceria com o Instituto Terra Brasilis (ITB), promoveu entre os dias 7 e 11 de setembro, a Jornada de Pecuária Indígena Sustentável, realizada no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, na comunidade Barro, região Surumu, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS).

A atividade integra uma parceria construída há mais de 15 anos entre as instituições, voltada ao fortalecimento das iniciativas e do desenvolvimento sustentável nos territórios indígenas.

O evento reuniu beneficiários de projetos de pecuária apoiados pelo Fundo Indígena Rutî, participantes do Projeto Bem Viver, estudantes do Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, além de jovens, mulheres e outros participantes que atuam ou têm interesse na atividade pecuária.

Representantes das regiões do Surumu, Serra da Lua, Raposa, Serras, Tabaio, Amajari, Alto Cauamé e Baixo Cotingo compartilham experiências sobre a pecuária desenvolvida nos territórios indígenas, aproximando diferentes realidades e conhecimentos.

Ao longo da programação, foram abordados temas como nutrição animal, manejo de pastagens, sanidade e bem-estar animal, reprodução, gestão da atividade pecuária e práticas de campo.

A equipe técnica do Fundo Indígena Rutî, formada pela articuladora política Alane Wapichana, pelo assistente de monitoramento Romesson Macuxi e pelo engenheiro agrônomo Geraldo Way Way, participa da Jornada, além do engenheiro agrônomo Pedro Nascimento, do Departamento de Gestão Territorial, Ambiental e de Mudanças Climáticas (DGTAMC), acompanham as atividades e contribuem com orientações técnicas ao longo da Jornada.

A iniciativa reconhece a trajetória da pecuária desenvolvida há décadas pelos povos indígenas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol e busca fortalecer os projetos apoiados pelo Fundo Indígena Rutî, contribuindo para o aprimoramento das práticas de manejo e para a sustentabilidade da atividade nos territórios.

Fotos e texto: Charles Taurepang (ASCOM/CIR) e Daniel Wapichana (Rede Wakywaa – região Itacutú).

15/09/2026

Há seis anos, o Pantanal enfrentava os maiores incêndios de sua história recente. Até setembro de 2020, cerca de 2,3 milhões de hectares já haviam sido atingidos pelo fogo. A fumaça cobria cidades, animais procuravam abrigo e brigadistas, bombeiros e voluntários enfrentavam jornadas exaustivas diante de uma emergência de proporções inéditas.

Virginia Paz, Rubens Ferraz e Débora Ávila são brigadistas do Pantanal sul-mato-grossense que viveram aquele período em diferentes lugares e circunstâncias. Em suas lembranças, aparecem os animais fugindo das chamas, o desespero diante do avanço descontrolado do fogo e a perda de um filho após a fumaça agravar seu quadro respiratório.

Seis anos depois, os três se encontraram na segunda edição dos “Dias de Campo – Resgate do Uso Tradicional do Fogo no Pantanal”, realizada em junho deste ano, em Corumbá (MS), com integrantes de dez brigadas de diferentes regiões do Brasil.

Durante o evento, os participantes compartilharam experiências sobre o Manejo Integrado do Fogo (MIF), estratégia que articula planejamento, prevenção, uso tradicional e adaptativo do fogo, queimas prescritas e combate, unindo conhecimentos tradicionais, técnicos e científicos.

Para que essa abordagem seja aplicada ao longo de todo o ano e contribua para reduzir o risco de novas catástrofes como a de 2020, são necessários investimento contínuo, equipes preparadas e participação efetiva de povos indígenas e comunidades pantaneiras nas decisões sobre seus territórios.

O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do em parceria com a , por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

🎥 Manu Komiyama

Mulheres indígenas ocupam espaços de decisão e mobilização que, por muito tempo, foram tomadas sem elas. No Brasil, esse...
06/09/2026

Mulheres indígenas ocupam espaços de decisão e mobilização que, por muito tempo, foram tomadas sem elas.

No Brasil, esse protagonismo ganha força em movimentos como a Marcha das Mulheres Indígenas, que reúne mulheres de diferentes povos em Brasília para reivindicar direitos, denunciar violações e pautar as decisões que afetam seus territórios e suas comunidades.

São mulheres que estão na política, na ciência, na educação, na comunicação, nas organizações indígenas e em tantos outros espaços, levando suas próprias perspectivas para debates que demoraram a ouvi-las.

A trajetória de Bartolina Sisa permanece como parte dessa memória de resistência. Arraste para o lado e conheça mais sobre ela.

Compartilhe com quem precisa descobrir essa história.

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04/09/2026

📸🐾💚 Esses são alguns animais que coexistem com moradores das aldeias Campina e Barro Preto, na Terra Indígena Kadiwéu (MS).

O monitoramento de fauna feito em parceria com as comunidades e associações indígenas do território nos presenteia com muitas cenas incríveis de animais seguindo a própria rotina em vida livre.

As câmeras ficam ali, discretas, reunindo informações que vão ajudar em ações de conservação de espécies ameaçadas.

A instalação dos equipamentos é acompanhada por brigadistas indígenas e lideranças, pessoas que conhecem o território no dia a dia, seus caminhos e os locais por onde a fauna costuma passar.

Parte desse trabalho está se transformando em cartilhas educativas na língua Kadiwéu e em português, para que crianças e jovens conheçam melhor os animais que compartilham com suas comunidades os 538 mil hectares da reserva indígena.

O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do em parceria com a , por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

17 povos indígenas reunidos em um clipe? O clipe “OKÊ”, da cantora Anitta, faz parte de seu projeto “Equilibrium II” e t...
31/08/2026

17 povos indígenas reunidos em um clipe? O clipe “OKÊ”, da cantora Anitta, faz parte de seu projeto “Equilibrium II” e trouxe protagonismo indígena ao audiovisual brasileiro, com a participação de Macsuara Kadiwéu, um dos primeiros atores indígenas brasileiros a ganhar destaque no cinema.

Embora tenha o sobrenome de batismo Kadiwéu, Macsuara pertence à etnia Terena, no Mato Grosso do Sul. Ao longo de sua trajetória, abriu caminhos para a presença indígena no cinema e na televisão brasileira e, décadas depois, continua ocupando esses espaços.

Em “OKÊ”, ele interpreta um ancião e aparece em um momento que conecta ancestralidade, presente e futuro. Sua presença também leva o nome Kadiwéu para uma produção que alcançou um público enorme.

A música, parceria de Anitta com o Brô MC’s e Katú Mirim, viralizou nas redes e fez milhares de pessoas ouvirem e repetirem nomes de povos que muitas vezes nunca tinham conhecido. E talvez esse seja um dos pontos mais importantes de “OKÊ”: tantos artistas e figuras indígenas reunidos em uma produção de grande alcance internacional.

Quando esses nomes, rostos, histórias e identidades chegam a novos públicos, também se abrem possibilidades para que mais pessoas conheçam a diversidade dos povos indígenas do Brasil.

Você conhecia o trabalho de Macsuara Kadiwéu? Conta nos comentários.

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O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do @‌institutoterrabrasilis em parceria com a @‌petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

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