26/09/2026
Um fruto de apenas 15 cm pode virar tinta, alimento e identidade, sendo parte importante da cultura Kadiwéu. A palavra “jenipapo” vem do tupi yandï’pawa, geralmente traduzida como “fruta que serve para pintar”.
O jenipapeiro pode chegar a medir de 5 a 15 metros de altura e ocorre em diferentes regiões do Brasil, incluindo o Pantanal. No bioma, seus frutos servem de alimento para aves e peixes, e podem ser usados como isca para a pesca do pacu.
Na alimentação, o fruto maduro pode virar suco, doce, compota, refresco e outras preparações. No Mato Grosso do Sul, a polpa é reconhecida como PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), integrando a soberania alimentar de comunidades que preservam esse conhecimento.
O Povo Kadiwéu usa a polpa do jenipapo ainda verde e misturada ao carvão para produzir a tinta dos grafismos corporais.
A pintura é uma manifestação para diferentes rituais, usados desde as festas até às guerras, representam padrões de animais, plantas e cosmologia ancestral. Servindo como proteção, identidade e beleza.
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O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do , em parceria com a , através do Programa Petrobras Socioambiental.