07/12/2016
Hoje, dia 07/12 (Quinta-Feira) o segurança de nossa escola (Escola Estadual José Heilbuth Gonçalves) ameaçou bater em nós ocupantes e disse que se perdesse o emprego nós “íamos ver”.
Marcébio, o segurança de nossa escola, se recusou a abrir o portão para mim (Enzo) no momento em que cheguei na escola, (o periodo de aulas tinha acabado haviam 30 minutos) eu fui obrigado a pular o muro para entrar na escola em que eu estudo e ocupo, eram 22:30 eu estava na rua sozinho num lugar perigoso, em seguida, ele começou a gritar conosco e nos ameaçar enquanto mantinha a mão no bolso em que estava sua arma. Chamamos ocupantes de escolas vizinhas para nos dar apoio nesse momento, e Marcébio se recusou a abrir o portão para que nós saíssemos da escola para conversar com o pessoal que havia acabado de chegar (carcere privado?), recusou-se também a deixa-los entrar, então chamamos a policia e alegamos que ele estava nos prendendo dentro da escola, os policiais não quiseram nos escutar e só deram voz ao grosseiro e agressivo Marcébio. Os policiais pegaram nossos dados e anotaram somente o que Marcébio dissera.
Estamos agora furiosos com a ação da PMMG, que foi conivente com as ameaças e mentiras de Marcébio. Me surpreende que nós enquanto estudantes lutando pelo bem comum, tenhamos que lidar com esse tipo de situação, já não é a primeira e provavelmente não será a ultima escola a sofrer com ameaças, invasões e outros tipos de agressão (Por exemplo, uma escola daqui de Belo Horizonte que está ocupada recebeu tiros na porta da escola hoje como forma de intimidação). Faremos de tudo para que isso não se repita e que Marcébio, segurança do patrimônio, seja devidamente punido.
A população brasileira esta em sua grande parte desinformada em relação as ocupações e nossas pautas, nossa pauta principal é o combate a PEC 55. Nós somos diariamente ameaçados, insultados e bombardeados não só pela policia mas também, pela mídia, pela burguesia, e outros. Varias vezes a policia nos atacou com balas de borracha, spray de pimenta, gás lacrimogênio, bombas de efeito moral (o efeito é bem mais que moral, os estilhaços machucam!) e cacetadas.
É extremamente desgastante tanto fisicamente, quanto psicologicamente, lutar todos os dias contra todos esses empecilhos, por isso deixo aqui esse relato e desabafo, e com total indignação, ressalto a necessidade de nos mobilizarmos para não só participar de mais atos como também fazer o trabalho de conscientizar a população, seja onde for, nos ônibus, no metrô, nas ruas, etc. Nós devemos lembrar que revolução não se faz sozinho, nós temos que agregar todas as camadas da população ao nosso movimento, nós temos que lhes mostrar as consequências do governo neoliberal de Michel Temer.