05/09/2024
Tese de doutorado destaca mudança de paradigma no fotojornalismo
O fotojornalismo, tradicionalmente visto como um complemento ao texto, está vivenciando uma transformação radical. Hoje, essa área está emergindo como um campo repleto de novas possibilidades e oportunidades. A mudança de paradigma é explorada na tese do professor Gustavo Zonta, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), intitulada “Reflexões sobre a Autoria em Projetos Fotojornalísticos de Longa Duração Premiados pelo World Press Photo”.
Zonta investiga como o fotojornalismo está se expandindo além de seu papel tradicional, transformando-se em uma área independente e inovadora. Dois projetos destacados em sua pesquisa são “A Life in Death” de Nancy Borowick, vencedora do World Press Photo, em 2016. Este trabalho, que começou como um projeto de mestrado, desafia a visão de que o fotojornalismo se limita ao hard news, revelando uma nova abordagem ao campo, levantando debates sobre a área que pertencerá no futuro.
A tese de Zonta é corroborada por especialistas como Silvio da Costa Pereira, Luciano Guimarães e Adga de Aquino, que observam uma crescente autonomia do fotojornalismo. Eles destacam como a profissão se entrelaça com todas as áreas da comunicação, permitindo que o fotojornalismo não apenas informe, mas também explore aspectos artísticos e criativos.
Nessa quarta-feira, o campus de Balneário Camboriú da Univali foi o palco para um debate crucial sobre o futuro do fotojornalismo. A discussão enfatiza a necessidade de os jornalistas dominarem tanto a escrita quanto a expressão visual, refletindo como o fotojornalismo está redefinindo seus limites e explorando um horizonte de novas possibilidades.
Texto: Gabi Rudolf
Revisão: Carlos Praxedes
Fotos: Lucas Correia.