21/05/2026
“Reflexões a partir de “Ensinando a Transgredir”, de Bell hooks, somadas à observação da oficina de teatro com a meninada do CLIC”
Uma escola que transgride é uma escola que reconhece que aprender não acontece apenas sentado, em silêncio e no papel.
Nas propostas de Teatro construídas pelo arte educador Hugo, as crianças interagem, experimentam, criam estratégias, escutam o outro e transformam experiências individuais em construção coletiva.
O teatro não aparece como conteúdo integrado diretamente as disciplinas curriculares mas como experiência que prepara o corpo e organiza a mente para os processos de abstração, atenção e concentração necessários à aprendizagem matemática e às demais áreas do conhecimento.
O corpo em movimento organiza pensamentos, emoções e relações. Antes da abstração e do registro, existe a vivência, a troca e a experiência compartilhada.
Essa perspectiva dialoga com a BNCC ao valorizar as interações, as brincadeiras e as múltiplas linguagens no desenvolvimento integral das crianças.
Também se aproxima da pedagogia engajada de Bell hooks, ao compreender a educação como prática viva, participativa e humanizada — uma educação que integra corpo, mente e prática na construção de um mundo mais plural.
Quando a escola possibilita experiências coletivas, escuta, presença e participação, ela cria espaços onde aprender também é conviver, sentir, imaginar e transformar.
Por Maria Luiza Moreira, professora do 2º ano
20/05/2026
Em 2026, o CLIC comemora 30 anos. Não à toa, teremos como tema da nossa Festa da Cultura Popular a importância da escola, de tudo e, principalmente, de todos que a formam.
Nesse contexto, queremos enaltecer junto da nossa comunidade o Dia das Pedagogas e dos Pedagogos — profissionais que sustentam, diariamente, o compromisso ético, humano, científico e pedagógico com o mundo, no nosso caso, ressaltamos ainda o trabalho importante realizado com as infâncias.
A Pedagogia é um campo de estudo, pesquisa e produção de conhecimento sobre os processos de aprendizagem, desenvolvimento humano, convivência e formação cultural. Por isso, trabalhar com crianças pequenas exige muito mais do que afeto: exige estudo, observação, escuta, intencionalidade e compromisso com o direito de cada criança de aprender e se desenvolver plenamente.
A valorização e a salvaguarda da infância estão, aqui no CLIC, diretamente ligadas à Pedagogia. Acreditamos muito na potência e riqueza da multidisciplinaridade, mas vale lembrar que todos os nossos professores regentes, tanto no Infantil quanto no Fundamental, são graduados nessa área, por isso podemos dizer, orgulhosamente, que somos uma Escola!
Não existe escola sem pedagogo, mesmo que seja uma escola quintal. Na nossa abordagem construtivista, esse profissional convive, escuta, intervém, planeja e recalcula rotas diante da individualidade de cada criança, dentro da coletividade. No dia a dia, transformam o quintal em um espaço vivo e social, zelando pela importância da criança estar no mundo — onde estar junto, brincar, investigar e aprender fazem parte de uma mesma experiência complexa e transformadora.
Defender a Pedagogia é também defender a escola como espaço de liberdade, de construção de pensamento crítico e de ampliação de possibilidades de existência.
Porque toda criança merece ter acesso ao conhecimento, à cultura, à escuta, à investigação e à experiência coletiva de aprender com o mundo e com o outro.
Acreditamos que a educação é parte fundamental da construção de uma sociedade mais justa, sensível e humana — e que não existe liberdade plena sem o direito de aprender e ensinar.
15/05/2026
Estamos em contagem regressiva… falta só 1 dormida!
Amanhã, de 10h às 12h, vamos ocupar a Praça Floriano Peixoto, no Bairro Santa Efigênia, com o nosso já tradicional Festival de Brincadeiras de Rua — em uma edição especial pelos 30 anos do CLIC!
A alegria, o encontro e a ludicidade são indispensáveis… mas, além delas, vale lembrar de alguns cuidados importantes:
☀️ protetor solar
💧 garrafinha de água
👕 roupas leves e confortáveis
🧢 boné ou chapéu para as crianças.
Vai ter brincadeira, encontro, cultura popular e muitos clics de memória.
12/05/2026
“Crianças fazendo ioga”. O que vem à sua cabeça quando escuta isso? Qual imagem povoa seu imaginário?
Eu vejo, toda segunda-feira de manhã, um convite dificílimo sendo feito para crianças pequenas. Mais especificamente, crianças de três anos. Dificílimo, pois, afinal de contas, são crianças de três anos! Elas estão ali, assoberbadas de excessos de si, e bombardeadas pelo mundo que derrama sobre (e com) elas. Ser atravessado pelas “primeiras vezes” do mundo, deve ser algo um tanto quanto assustador. E encantador também.
Nós, adultos, sabemos dessa sensação. Mas esquecemos que sabemos… E com isso, esquecemos o que é “ser criança”, apesar de já termos feito isso um dia. Fomos crianças. Cadê a criança que fomos? Mas voltemos ao início. Assistir às crianças de três anos fazendo ioga, significa enxergar, com os mínimos detalhes, o desenvolvimento humano acontecendo, ao vivo, pessoal e intransferível. São crianças sendo convidadas a esperar. Ô habilidade difícil essa. E cada vez mais dissolvida nesta nossa versão “hiperconectados”.
Esperar, em outras palavras: educar as vontades, como aprendi no Clic! Em palavras técnicas: aumentar a densidade do Controle Inibitório. Todas as segundas-feiras, na oficina de ioga, eu vejo o Homo sapiens se tornando ser humano! E isso, meus caros, é puro privilégio! Isso é a Educação Infantil que eu acredito, admiro e, invariavelmente, idealizo, num dia comum!
Por Camila Cambraia, professora do Maternal 3
Professora de Yoga: Paloma Alvarenga (.paloma e )
Fotos por Daniel Ducci
A infância é o chão onde pisamos por toda a vida. O CLIC é a escola que acompanha cada passo.
10/05/2026
Sou mãe de CLIC há quase quinze anos.
Meus filhos, Laura e Lorenzo, tiveram o privilégio de estudar no CLIC do Maternal 1 ao Quinto ano e puderam crescer entre banhos de mangueira, pés descalços e infinitos Pique Amoebas.
Laura se despediu em 2021, e no final deste ano, Lorenzo se despedirá da escola - mas existem despedidas que não terminam:
quem é meninada de CLIC permanece para sempre.
E nós, mães, continuamos sendo, também, para sempre mães de CLIC.
Nós deixamos nossos filhos no quintal do CLIC…
e o CLIC cultiva, em silêncio, um quintal inteiro dentro deles.
Ser mãe de CLIC não é fácil; é uma decisão que exige coragem —
de se implicar, de se transformar, pesquisar, questionar, se posicionar, refletir junto e se reconstruir enquanto os filhos crescem — pois assim, vamos crescendo juntos.
É acreditar que educar é um ato revolucionário.
É honrar os professores e valorizar todos os que fazem parte do ambiente e do processo educativo, cultivar a curiosidade, amar a natureza, valorizar a arte e a cultura, aprender e escutar, com atenção, o que as crianças nos dizem e nos ensinam.
É não desistir das pessoas, dos sonhos,
nem da esperança de um mundo mais justo e humano. É entender que, para além de desejar um mundo melhor para as pessoas, precisamos deixar pessoas melhores para o mundo!
Ser mãe de CLIC é respeitar o tempo da infância.
É entender que cair também é caminho,
que um joelho ralado guarda a liberdade de uma infância vivida com verdade.
Uma infância com cheirinho de suor, risadas soltas, vento no rosto, mãos sujas de terra, cheirinho de mingau de fubá, histórias de bruxas, lobos, curupiras…
e lembranças que ficarão guardadas por toda a vida.
Ser mãe de CLIC é ter a certeza que, independente do futuro que os aguarda, esse curtíssimo período chamado INFÂNCIA foi vivido - dentro da escola - com toda a intensidade, leveza e cuidado que todas as crianças merecem.
Minha palavra é gratidão!
Kátia Viviane Lafetá, professora e, para sempre, mãe de CLIC
Uma homenagem a todas as mães, especialmente as de CLIC! Gratidão pela parceria nessa caminhada!
08/05/2026
Do que as crianças precisam na primeira infância? Terra, espaço, respiro, bolo de lama, amigos, natureza, professoras que conduzem ao voo livre, equipe educadora apoiando cada bater de asas, para que assim elas possam simplesmente ser!
As crianças precisam de escola, a escola precisa de crianças!
Mas esse post também vem em forma de posicionamento e cuidado.
Temos acompanhado com preocupação os acontecimentos recentes envolvendo a educação municipal de Belo Horizonte, marcados por denúncias de precarização das condições de trabalho, sobrecarga nas escolas, ausência de profissionais e tensionamentos nas negociações com a categoria.
Entendemos que defender a educação pública é defender também as crianças, os educadores e o direito coletivo a uma escola digna, humana e de qualidade, a escola que acreditamos!
Toda educação se faz por pessoas.
E não existe qualidade na educação sem valorização dos profissionais que a constroem cotidianamente.
Manifestamos nosso apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da educação municipal de Belo Horizonte, reconhecendo a importância histórica da luta coletiva em defesa da escola pública.
07/05/2026
TbT
Que dia gostoso foi esse! ☀️
Em 2025, o Festival de Brincadeiras do CLIC homenageou as brincadeiras indígenas. A Praça JK virou um espaço de alegria, cultura e muito movimento!
A molecada brincou, aprendeu e se encantou com tudo que essa manhã trouxe.
E a boa notícia? O Festival volta todo ano! 🎉
📅 16 de maio
🕙 10h às 12h
📍 Praça Floriano Peixoto
Semana que vem tem brincadeira na praça de novo — vem com a gente!
30/04/2026
Véspera de feriado do dia do trabalhador, dia de lembrar da importância do direito ao descanso e lazer!
Pensando nisso, trazemos um carrossel de imagens inspiradoras do dia que nosso quintal virou palco para a meninada e suas famílias!
Um palco aberto, democrático, onde cada voz foi ouvida e respeitada! Onde pudemos rir, descansar os olhos, dançar e nos emocionar com as mais de 20 atrações preparadas com tanto carinho pelos artistas do dia!
Não podemos deixar de mencionar também os Cliquers, meninada do 5º ano, equipe de contra-regras tão envolvidos e que sempre abrilhantam o show! E como não mencionar as apresentadoras maravilhosas?! Arrasaram na condução de todo o espetáculo!
Um orgulho dessa meninada, equipe e comunidade!
Escola é lugar de arte, voz e corpo!