21/05/2026
“Reflexões a partir de “Ensinando a Transgredir”, de Bell hooks, somadas à observação da oficina de teatro com a meninada do CLIC”
Uma escola que transgride é uma escola que reconhece que aprender não acontece apenas sentado, em silêncio e no papel.
Nas propostas de Teatro construídas pelo arte educador Hugo, as crianças interagem, experimentam, criam estratégias, escutam o outro e transformam experiências individuais em construção coletiva.
O teatro não aparece como conteúdo integrado diretamente as disciplinas curriculares mas como experiência que prepara o corpo e organiza a mente para os processos de abstração, atenção e concentração necessários à aprendizagem matemática e às demais áreas do conhecimento.
O corpo em movimento organiza pensamentos, emoções e relações. Antes da abstração e do registro, existe a vivência, a troca e a experiência compartilhada.
Essa perspectiva dialoga com a BNCC ao valorizar as interações, as brincadeiras e as múltiplas linguagens no desenvolvimento integral das crianças.
Também se aproxima da pedagogia engajada de Bell hooks, ao compreender a educação como prática viva, participativa e humanizada — uma educação que integra corpo, mente e prática na construção de um mundo mais plural.
Quando a escola possibilita experiências coletivas, escuta, presença e participação, ela cria espaços onde aprender também é conviver, sentir, imaginar e transformar.
Por Maria Luiza Moreira, professora do 2º ano