04/04/2017
Arena do Saber
ARENA DO SABER: Oficinas de língua portuguesa e literatura. ARENA DO SABER
Espaço da Língua Portuguesa.
A Arena do Saber oferece oficinas de escrita literária e português padrão. As oficinas visam atender os interessados em colocar suas ideias no papel com criatividade e técnica. Como espaço dedicado a Língua Portuguesa, incentivamos, através de grandes autores, o conhecimento e a cultura erudita e popular .
04/04/2017
28/03/2017
A Arena do Saber apresenta o novo curso do jornalista e professor Marcelo Freitas.
Jornalismo Literário
A força narrativa nas histórias jornalísticas.
Em 1946, o mundo do jornalismo produziu uma das mais pungentes reportagens de sua história e um dos ícones do modelo de narrativa jornalística definido como “Jornalismo Literário”. "Hiroshima" foi escrita por John Hersey e publicada na revista americana "The New Yorker" no dia 30 de agosto daquele ano, exatamente um ano após a explosão da primeira bomba atômica. As 31.347 palavras da reportagem ocuparam toda a edição da revista. Para produzí-la, Hersey ficou no Japão de 25 de maio a 12 de junho daquele ano. Em um texto avassalador, ele reconstruiu o que foi o exato momento da explosão da bomba a partir do relato de seis sobreviventes: Toshiko Sasaki, Masakasu Fujii, Hatsuyo Nakamura, Padre Wilhelm Kleinsorge, Terefumi Sasaki e reverendo Kiyosh Tanimoto. Hersey reconstruiu, milimetricamente, diálogos e cenários, e narrou o desespero das pessoas que buscavam socorro médico ou apenas vagavam pela cidade completamente destruída, sem entender ao certo o que havia acontecido. Quarenta anos depois, ele voltou a Hiroshima para produzir o que poderia ser definido como uma pós-reportagem. Hersey localizou os personagens da história original e descreveu sua trajetória entre 1946 e 1986. O relato original e o novo texto compuseram o livro "Hiroshima" (Companhia das Letras, 2012). O modelo narrativo da reportagem da "The New Yorker", Hersey tomou emprestado do livro "A ponte de São Luís Rei", de Thornton Wilder. Nele, o autor descreve uma catástrofe ocorrida em 1714, no Perú, a partir da ótica de cinco sobreviventes. O mesmo modelo narrativo foi utilizado pelo jornalista Roberto Pompeu de Toledo na reportagem por ele produzida para a revista "Veja" em agosto de 1995, quando dos 50 anos de explosão da bomba. Eu fiquei tão impressionado com a força dessa narrativa que a escolhi também para ser o fio condutor do livro "Não foi por acaso", que lancei em 2010 e que descreve o "Massacre de Ipatinga" a partir da história de seis personagens: Geraldo Gualberto, Antônio Reis, Sebastião Tomé, Alvino Felipe e José Elias. A história de cada um deles começa exatamente no momento – manhã de 7 de outubro de 1963 – em que chegam ao local onde ocorreria o massacre. Esse e outros modelos narrativos serão descritos no curso "Jornalismo literário – teoria e prática", que darei em maio, na Arena do Saber, aqui em BH. Aguardem mais informações. A foto que ilustra este post mostra o que talvez seja uma das incontáveis cenas descritas pelos personagens do livro de Hersey, que todos deveriam ler como vacina para a estupidez que nos ronda. Crédito da foto: Keystone/Getty Images.
01/06/2016
Na próxima reunião da SAGRO - Sociedade dos Amigos de Guimarães Rosa - o ator João Bosco Alves apresentará o monólogo O Amor no Grande Sertão, uma adaptação do romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Esperamos contar com a sua presença.
ARENA DO SABER
Dia 06/06/16, 2ª feira, às 19:30h - Rua dos Aimorés, 388, sala 601
Entrada franca - Reservas: (31)99959-3533
01/04/2016
Projeto leva caminhantes aos cenários do livro Grande Sertão Veredas Sabe aquelas viagens de imersão, que você conhece a fundo a cultura de uma região e volta transformado? A caminhada d’O Caminho do Sertão é uma dessas. Inspirado pelo universo do clássico de Guimar...
31/03/2016
Poemas escolhidos do livro "Magma", de Guimarães Rosa Magma é o único livro de poemas de João Guimarães Rosa, publicado postumamente, em 1996, pela Editora Nova Fronteira. Com este livro, valendo-se do p...
10/09/2015
10/09/2015
Paulo Autran e Machado de Assis, que dupla.
A Carolina de Machado de Assis - por Paulo Autran - HD Poema "A Carolina" por Paulo autran (Machado de Assis)
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