Lapidar BH: Bhakti-yoga e Vedānta

Lapidar BH: Bhakti-yoga e Vedānta

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Grupo de estudos sobre os tópicos essenciais da Bhakti-yoga.

18/06/2021

Nesta sexta, 18 de junho, veremos os versos 08 ao 11 do Capítulo 12 da Bhagavad-gītā.

Lembrando que nosso estudo será às 19hs pelo Skype, no seguinte link:

https://join.skype.com/bEkXfYYq7YTb

Tendo estabelecido que a adoração à Sua pessoa é superior e engloba aquilo que se busca em Seu aspecto impessoal, Krishna faz um escalonamento das nuances do processo de bhakti que o tornam amplamente exequível em diferentes contextos pessoais.

Partindo do ideal, Krishna exorta Arjuna a manter a mente e inteligência fixas em Sua pessoa. Esse tipo de bhakti é caracterizada como rāgānugā-bhakti e constitui a natureza perfeita do amor a Deus, pois aqui o apego à pessoa de Krishna é tanto o meio como o fim. Em rāgānugā-bhakti, já que existe o apego espontâneo por Krishna, o devoto segue tal apego como a base para suas atividades e já não depende de técnicas ou métodos para conseguir pensar nEle. Na verdade, neste estágio, uma das características que o diferencia daqueles que ainda não possuem atração espontânea por Krishna é o fato de sua mente estar sempre pensando em Krishna naturalmente, de tal modo que o devoto não consegue perceber quando sua mente para de pensar em algum assunto prático e simplesmente se absorve em lembranças de Krishna, ou naturalmente relaciona todas as experiências com Krishna. Aqueles não possuem tal atração precisam fazer um esforço para que suas mentes saiam do plano material e consigam se fixar em Krishna por um instante, além de não perceberem quando suas mentes se distraem e voltam a pensar em tópicos materiais.

Krishna também diz a Arjuna para manter sua inteligência sempre fixa nEle, o que significa que mesmo uma pessoa que possui amor espontâneo por Krishna ainda precisa fazer uso de seu discernimento ao lidar com o mundo, pois a atmosfera material é caracterizada pela dualidade, complexidade e disputas, assim, o uso da inteligência é uma forma de garantir os interesses de Krishna acima dos interesses pessoais, assim como o meio para discernir aquilo que é compatível com os ideais de Krishna...


06/06/2021

Todo domingo, às 17hs, temos nosso estudo aberto do Srimad-bhagavatam (o comentário natural ao Vedanta-sutra).
O estudo hoje será realizado somente pelo Skype.

Pelo Skype, no seguinte link:

https://join.skype.com/bEkXfYYq7YTb


23/04/2021

Nesta sexta, 23 de abril, veremos os versos 21 ao 31 do Capítulo 11 da Bhagavad-gītā.

Lembrando que nosso estudo será às 19hs pelo Skype, no seguinte link:

https://join.skype.com/bEkXfYYq7YTb

Como símbolo do governo cósmico, os semideuses são muitas vezes considerados as grandes forças do universo, e até mesmo a divindade suprema. Aqui, contudo, Arjuna está observando como até mesmo eles estão sujeitos aos efeitos do tempo, e como eles também temem por suas vidas, mesmo sendo empoderados por Krishna para ocuparem tais posições.

F**a claro que as posições dos semideuses não se devem ao fato deles serem conscientes de Deus, já que, ao perceberem o efeito devastador do tempo, temem por suas vidas, entendendo que o poder e efeito deste é inevitável mesmo para eles.

Alguns sábios à vista de seu conhecimento, estão bradando por paz e oferecendo hinos a essa forma aterradora do tempo, pois, por pior que pareça a situação, a consciência de que se trata de um fenômeno governado pelo Supremo é digna de louvor, retrata Sua soberania e sempre cumpre o propósito superior.

Arjuna descreve como todas as classes de seres, entre divindades e habitantes dos diferentes planetas no universo, estão perturbados ao contemplarem o aspecto terrível da forma do tempo que a tudo destrói. Saber da existência do tempo e seus efeitos é uma coisa, outra coisa é presenciar seu efeito imediato sobre toda a estrutura do universo, que não condiz com a realidade eterna e transcendental da alma, e se apresenta naturalmente como algo devastador.

Diante dessa visão, Arjuna manifesta sua perplexidade, pois, assim como Krishna é o mantenedor de toda a existência, igualmente, é Ele que a dissolve, e o poder exigido para fazer isso, assim como o fenômeno da destruição em escala universal, é algo completamente estranho a qualquer pessoa, pois, a não ser o próprio Senhor, quem poderia ter a experiência de presenciar o universo por completo sendo aniquilado? Com isso, Arjuna tem uma noção do poder destrutivo...


21/03/2021

Todo domingo, às 17hs, temos nosso estudo aberto do Srimad-bhagavatam (o comentário natural ao Vedanta-sutra).
O estudo hoje será apenas pelo Skype.

Pelo Skype, no seguinte link:

https://join.skype.com/bEkXfYYq7YTb

19/03/2021

Nesta sexta, 19 de março, veremos o resumo do Capítulo 10 da Bhagavad-gītā.

Lembrando que nosso estudo será às 19hs pelo Skype, no seguinte link:

https://join.skype.com/bEkXfYYq7YTb

Capítulo 10
A Opulência do Absoluto

Este capítulo tem início uma vez que Krishna objetiva fornecer em detalhes o conhecimento de por que Ele é adorável, a fim de que Arjuna e os demais ouvintes da Bhagavad-gita possam cumprir com facilidade Sua sugestão no último verso do capítulo anterior: sempre pensar nEle.

Nos versos de 1 a 7, Krishna diz que quem se convence de Sua opulência e de Seu poder místico de ter uma origem insondável, uma vez que é a origem de tudo e todos, passa a adorá-lO.

Nos versos de 8 a 11, consta de forma muito sucinta toda a essência da Bhagavad-gita. No primeiro de tais quatro versos, Krishna fala sobre Seu imenso poder. No segundo, descreve quão dedicados a Ele são Seus devotos, uma consequência natural já indicada no verso anterior. No terceiro verso, Krishna diz como reciproca com tais devotos. E, por fim, no quarto verso, Krishna diz como Ele pessoalmente desperta a verdadeira inteligência do devoto, destruindo por definitivo a escuridão há tanto presente no coração dele.

Nos versos de 12 a 18, Arjuna dá o seu depoimento e diz que aceita Krishna como Ele Se descreve, e diz, a fim de que não pareça mero sentimentalismo, que o entendimento que ele desenvolveu acerca da posição de Krishna é confirmado por grandes sábios, inclusive Vyasadeva. Pede, então, humildemente, que Krishna fale mais acerca de Suas glórias, o que Krishna atende, enumerando, nos versos de 19 a 42, oitenta e dois exemplos de Suas opulências ilimitadas.

É importante atentar que, ao final dessa longa enumeração, Krishna diz que tudo o que Ele descreveu é mero fragmento de Seu esplendor infinito. A meditação proposta por Krishna, por conseguinte, não é uma meditação panteísta, haja vista que Krishna já criticou essa forma de meditação nos versos de 15 a 19 do capítulo 9. A meditação correta é esta: Se tão imensas são as belezas deste universo...


12/03/2021

Nesta sexta, 12 de março, veremos os versos 40 ao 42 do Capítulo 10 da Bhagavad-gītā.

Lembrando que nosso estudo será às 19hs pelo Skype, no seguinte link:

https://join.skype.com/bEkXfYYq7YTb

Krishna diz novamente, algo que Ele frisou no início do Capítulo, que é o fato de que a descrição que Ele faria de Suas opulências seria apenas parcial, já que não há fim para elas.

A Śvetāśvatara Upaniṣad afirma que "parāsya śaktir vividhaiva śrūyate", que o Supremo possui variadas potências, já que Ele é ilimitado. Por meio de tais potências todos os tipos de manifestações materiais e espirituais tomam forma.

O ensinamento central da vibhūti-yoga de Krishna é destacada por Ele em Sua conclusão, e diz respeito ao fato de que as descrições que Ele acabara de fazer constituem um meio para meditarmos nEle, pois, por mais que todas essas características não O representem em absoluto, elas constituem um indício de Seus poderes e opulências que são no mínimo inconcebíveis. E, o fato delas constituírem apenas um indício de Sua grandeza aumenta ainda mais Sua glória e torna ainda mais evidente o quão digno Ele é de ser adorado.

Por meio da revelação fornecida por Krishna acerca da origem dos atributos presentes na criação, Ele viabilizou a meditação na matéria como uma expressão de Suas qualidades, e assim ensinou a como contemplarmos, conhecermos e experimentarmos Suas características por meio dos nossos sentidos.

Todas as opulências de Krishna reunidas, ou a soma de todas as Suas partes, não são capazes de fornecer a revelação integral de Sua pessoa, pois, por mais que possamos conhecer todas essas partes, ainda assim Ele permanecerá absolutamente independente, e sendo a fonte das partes, enquanto elas continuarão sendo o produto dEle. Além disso, por se tratar de uma entidade que expressa dinâmica em Sua natureza eterna e sem fim, nem mesmo Ele se conhece absolutamente, sendo necessário que existam outros dEle para que Ele seja capaz de experimentar a Si mesmo.

Todo o conhecimento sobre Krishna que se encontra manifesto na miríade de realidades distintas..


07/03/2021

Todo domingo, às 17hs, temos nosso estudo aberto do Srimad-bhagavatam (o comentário natural ao Vedanta-sutra).
O estudo está sendo presencial, na ISKCON-BH, com transmissão simultânea pelo Skype.

Pelo Skype, no seguinte link:

https://join.skype.com/bEkXfYYq7YTb


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